terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Previsões para Portugal no ano 2009

Já que toda a gente faz previsões porque não faze-las eu também para o próximo ano.
Assim vou tentar ver o que vai ser do nosso Portugal neste ano de 2009, pelo menos nestes próximos meses.
Portugal presentemente ou seja a actualidade, apresenta-se como uma certeza de uma grande crise e a tomada de consciência de todos no geral. Isto é já sentido e compreendido por todos, de forma que vamos tomar uma nova atitude perante a vida, que deixaremos de ser tão consumistas e tentar equilibrar os dinheiros e os gastos em demasia, sendo que assim poderemos equilibrar as nossas vidinhas, fazendo poupanças em gastos que se afiguram supérfluos. Com tudo isto claro que a economia nacional está mal e isso é sabido, que os nossos governantes são os principais culpados, porque conduziram o país para este sentido e sem retorno.
No entanto vamos sentir mais solidariedade por parte das pessoas a quererem-se ajudar mais umas ás outras e isso será motivo de alguma alegria e de grande solidariedade entre os portugueses que se estavam a habituar a serem cada vez mais egoístas e cínicos, preocupando-se agora e cada vez mais com a solidariedade, portanto volta a imperar o valor da associação da colaboração da união etc., o que temporariamente vai a fazer sentir de certa forma um ligeiro alivio nas famílias.
O que deseja é realmente que a vida dos portugueses melhore e isso vai acontecer lá mais para a frente, como digamos que apesar das coisas ainda se encontrarem mal a nível das famílias, mas ao longo do ano as perspectivas vão melhorar à medida que o tempo passa e aí sim vai haver uma mudança nos bolsos dos portugueses, vai haver mais dinheiro, perspectivando-se assim melhorias nas famílias.
Mas apesar de isto vir a acontecer não se pense que o mal já lá vai, porque isto pode ser uma sensação passageira e ter a ver com diversos factores económico-financeiros e estruturais, com a baixa dos juros a descida dos bens alimentares e de consumo no geral etc. Porque estamos realmente no meio de um turbilhão e a crise é sistémica e sendo assim o que me parece e vejo nas cartas, é uma situação negativa para economia no futuro. Os nossos governantes mundiais e nacionais estarão esgotados e sem ideias para resolver tudo isto e perdidos e certamente a pensar numa renovação desta velha economia. Que cada vez mais mostra ser o fim de um ciclo e que lá mais para a frente vai mostrar-se mais acentuada na crise do sistema.
Posto isto e em resumo da análise as coisas não vão andar para a frente os projectos dos nossos governantes e postos em prática não vão ser suficientes, de forma que aqui fica o aviso e que toda a gente tome consciência dos grandes obstáculos e dificuldades que vamos continuar a enfrentar.
Vamos ver muito desânimo nos governantes e nós claro também sentiremos na pele esse desânimo e perda de energia, falta de ideias e de projectos para resolver os problemas. Pois os problemas vão ser muitos e os nossos políticos não vão saber como os resolver nem encontrarão solução. Os obstáculos serão muitos e vai-se sentir aqui muitos enganos, não esperavam isto, têm sido muito optimistas estes nossos políticos e lideres de opinião. Vão aparecer mais coisas com que não estavam a contar.
De qualquer modo apesar das previsões das Cartas do Tarot, serem animadoras inicialmente e posteriormente desiludirem, continuo a desejar a todos um próspero ano novo e que deus e o universo esteja com todos nós.
Mas nunca se esqueçam: - Determinação, coragem e auto-confiança, são factores decisivos para o sucesso. Por isso não se deixe ir abaixo.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Mundo e Economia que Futuro? Os dados estão lançados!


Voltando a falar sobre o futuro da economia mundial, claro que não podemos dissociar o resto do mundo dos países desenvolvidos, porque a crise vai ser tão profunda que ninguém escapará, nem mesmo os países mais longínquos, do “centro do furacão económico”.
Eu que há muito apostei que vinha aí uma crise sem precedentes, no meu entender é o fim de um ciclo na história da humanidade. Claro que me refiro a um ciclo económico que dura desde a Revolução Industrial (subdividido) aquilo que chamamos na História a Idade Contemporânea. Uma Conjuntura que é certo ter durado menos que as anteriores, mas não devemos esquecer que o mundo gira a uma velocidade estonteante, sem que nos tenhamos apercebido, entrámos neste turbilhão de mudanças que vai afectar a vida quotidiana da humanidade dos nossos dias. As grandes transformações estão aí, quer económicas, políticas quer sociais. Claro está que o mais preocupante são as sociais, porque vão arrastar para a fome e miséria cerca de metade da população mundial, com esta crise onde vamos mergulhando.
Eu previ “modestamente” e claro pelo que leio e me é dado a observar, que este modelo económico teria o seu fim, como tudo na história, não imaginava era uma versão tão apocalíptica e desastrosa para a humanidade. Mas não podemos esquecer que as mudanças e os fins são sempre muito dolorosos para as sociedades.
Era previsível que esta forma de consumismo e de criação de desigualdades sociais um dia levaria ao seu fim, sendo que aquilo que me parecia mais preocupante era a crise de produção e consumismo, por forma a fazer a economia crescer sem sustentação física.
A juntar à falta de assistência social, os cuidados de saúde, educação e a perda de habitações próprias, assistimos aos poucos e poucos a uma precariedade atroz no mercado laboral, em que a grande maioria só já ganha para pagar dividas, que não param de aumentar, criando uma espécie de clausura económica que aos poucos nos vai asfixiando até sucumbir socialmente cada família, levando com isto a um afundamento do sistema financeiro mundial.
Virá uma tamanha crise de liquidez e de solvência bancária que provocará terrível crise de crédito ao consumo, quer a nível das famílias quer a nível de empresas e instituições, tanto particulares como do Estado.
Os Bancos ficarão tão frágeis e o Estado seu fiador por sua vez, que será aterrador e brutal socialmente.
Alguns com dinheiro chegarão ao tempo de o terem para comprar, mas não terão o que comprar, que só lhe restará comprar ouro, como garantia de futuro.
Vamos ter uma autêntica guerra e corrida a empresas chave da economia com os países que ficaram agarrados ao dólar e fartos dele a querem comprar e tomar os destinos da economia e tentar controlar eles esse rumo.
Esse risco está em países como a China, Rússia e países árabes principalmente, que depois com algum dinheiro, vão querer controlar a economia comprando a preço de saldo as empresas mais importantes e motoras das economias mundiais. Estes países, os chamados em vias de desenvolvimento são os potenciais. Primeiro não estão tão desenvolvidos e depois têm reservas e Dólares ainda para gastar porque o dinheiro não valerá nada. Possivelmente não irão sofrer tanto com a crise.
As pessoas com a deflação instalada vão obrigar as empresas a baixar os preços dos bens, provocando uma baixa geral, levando à falência de algumas empresas e arrastando desta forma grandes quantidades de pessoas para o desemprego e miséria, retraindo o consumo. Aqueles que ainda possam ter poder de compra, retrair-se-ão esperando novas baixas, adiando o consumo na esperança que tudo fique mais barato, levando a falências em catadupa.
Só me faz aqui uma certa confusão, para que tudo isto se evite eles não porão no mercado grandes quantidades de massa monetária em circulação, causando a depreciação da moeda? Afinal produzir moeda é fácil! A ver vamos? Pode ser grave e lavar a uma guerra também.
Claro que tudo isto se iniciou na habitação especulada e super alavancada, que deixou a grande parte das famílias a pagar muito por uma casa que o não valia. A ficarem quase limitadas nas poupanças e desta forma incentivados pelos créditos fáceis a se empenharem em novos créditos que lhes foram impingidos, que ao mínimo sinal levou á crise que agora vivemos e que só se revelou mais cedo porque os créditos fáceis assim contribuíram. Uma economia feita de ilusões. Diria eu, um circo de ilusionismo, onde todos os intervenientes se iludiram e acreditaram. Como se fosse possível isto continuar assim a criar ilusões sem matéria palpável. Só fez falta os espelhos e os fumos porque cartas e ilusionistas houve mesmo muitos.
Economia real é ter dinheiro para comprar uma coisa que tem um valor intrínseco a que realmente corresponde uma determinada quantia, mas que existe. Economia real é cada um poder comprar conforme o seu vencimento. Se querem mais consumo aumentem os vencimentos e assim aumenta o poder de compra. Nada de ilusionismos financeiros.

“O capitalismo é um monstro que se engole a si próprio”; bem! Parece que o monstro está já de boca aberta. O meu desejo é que esta crise não resultasse numa outra guerra, como a que sucedeu à depressão de 1929, a famigerada 2ª Guerra Mundial, uma guerra urdida à conta da crise. Mas assim sendo esta crise será maior, a guerra será ainda maior também.
Haja Deus, haja Deus.

Virá um tempo de solidariedade económica e social, virá uma nova era em que as instituições e as pessoas sintam essa necessidade. Mas não será já para nós com certeza.

Como dizia nosso grande pedagogo Agostinho da Silva “O Homem Novo ainda está para vir”

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O QUE É UM LOBBY?

Vamos tentar entender então.
Imagine-se que algures lá para o Nordeste Transmontano, um grupo de amigos do tempo de escola e adolescência, das “Jotas” partidárias, crescem e com eles cresce a amizade e o gosto nos interesses da política. Sim, que esse deslumbre também surge nos lugares mais remotos e menos esperados. Afinal ali também pode ser Portugal.
Uns meninos pródigos, imbuídos pelas virtudes políticas do pós 25 de Abril, da era da partidocracia, onde nenhum movimento cívico aspirará tal feito em prol do povo, esse ignóbil conhecedor das virtudes que este tipo de politica nos trouxe até aos dias de hoje.
Então esses fervorosos políticos, começaram desde cedo a estudar o processo de progressão partidária, social e económica. Digamos que a engendrar esquemas, como assim tem sido a politica nestes 34 anos de democracia.
Nesses ainda que não muito longínquos tempos, que ainda podem avivar a nossa memória, como que, se as cooperativas de habitação estivessem em voga, seria até salutar aparecer gente com iniciativas por aquelas terras a fazer umas casas para a plebe Chuchalista da época. Então esses promissores políticos, decidem abrigar-se em casas dessa natureza, os pobres desventurados.
Parece que as coisas correram logo desde aí bem e houve alguns desse organizadores que souberam tirar proveito, com as pobres casas. Houve quem reparasse claro, mas fiquemo-nos por aqui.
Ali cresceu de mãos dadas com certos senhores, uma dita empresa da construção civil e muito badalada nos nossos dias. Foram crescendo na idade e na escala social e politica. Passados estes tempos vemo-los a serem nossos governantes, administradores dos maiores bancos nacionais e grandes empresários. Os tais que cresceram lado a lado.
Hoje discute-se muito o caso do Orçamento de Estado, em que ninguém sabe qual foi o fantasma que colocou ali a possibilidade de os partidos receberem dinheiro vivo, alterando desta forma o bom senso da regra de financiamento aos partidos.
Claro que o senhor 1º ministro está apostado nestes combates eleitorais que aí vêm e quer ganhá-los, nem que por isso o cancro dos dinheiros e negociatas por baixo da mesa tenham que surgir para os partidos e com isso aparecer dinheiro para alimentar as suas campanhas eleitorais.
Fala-se agora muito dessa empresa da Construção Civil que foi crescendo ao longo destes anos todos a tal “Mota Engil”, que está envolvida na polémica da ampliação do Porto de Lisboa, a nova dona da “Liscont”, a tal que vai tapar as vistas do Tejo com contentores, com um contrato de prorrogação sem concurso.
Também se fala do plano “Roosevelt” do megalomaníaco chefe de governo, para salvar Portugal da Crise.
Estrategicamente colocado o Senhor que dizia que “quem se mete com o PS leva”, o partido tirou um Coelho que sempre esteve na cartola ao longo desta maturidade partidocrática e colocou como “Chairman” este senhor que agora em vez de ameaçar dar a quem se mete com o PS, parece vir a receber de quem se mete com o PS, para as campanhas eleitorais que se aproximam.
Uma paga já está a caminho em Alcântara, a outra são essas obras agonizantes e Roosevelticas de TGV’s a Aeroportos, que já os imagino às moscas com tanto corte nas linhas aéreas e respectivas falências nas transportadoras, quando a verdadeira economia real das empresas que precisam ser salvas e para revitalizar o tecido económico essas vão ficar a ver navios (se não houver contentores a tapar o Tejo).
Tudo isto presumo,para pagar favores de financiamentos eleitorais e o pior é que ninguém sabe quem é o autor dessa tramóia no Orçamento de 2009.

Será isto um lobby? Eu chamava-lhe coisas mais graves, nesta promíscua democracia.
Tanta hipocrisia vai neste país!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A economia e as bolsas que futuro para já

Previsões claro.
Temos que no momento o vivido, as coisas a correrem mal, pelo que os líderes mundiais se quiserem resolver o problema, terão mesmo que fazer alterações económicas profundas. Parece o fim de um ciclo nas questões financeiras, isto do dinheiro fácil parece que já lá vai.
Mas há um sentimento de que todos estes esforços a nível de lideres mundiais vão surtir efeito e todos estes esforços financeiros vão ter efeitos positivos e com este esforço dos bancos centrais e fundos monetários apesar de ficarem descapitalizados e sem “tusto” como se diz na gíria, mas há o sentimento de tudo controlado, com estabilidade e com bom senso com as medidas tomadas a ganhar força. A ver vamos.
Nos pensamentos temos o risco de depressão e desencorajamento ou seja o oposto de desenvolvimento e crescimento económico, digamos que a economia vai ficar mal, temos recessão á porta e parece que depois de estas medidas tomadas e do que se esperava afinal a economia não conseguiu dar a volta e sente-se uma falta de confiança nas pessoas porque isto se afunda, com umas coisas atrás das outras. Parece que os governantes que em relação á injecção de capitais já não sabem o que fazer mais, estão como que á espera a ver o resultado que é fraco e a economia não descola, antes pelo contrário, afunda-se.
No material a relação com o quotidiano o concreto avisa que a há aqui uma tomada de consciência sobre o que se passa na economia e então vamos ter aqui muitas negociações quer a nível inter-bancário quer a nível de governos mundiais, que se vão unir para tentar resolver a crise, concentrando os esforços. Digamos que vai ser necessário repor ordem na economia mundial, e vai haver necessidade de rever os valores morais, dos que se encheram e dos levaram o mundo para este caos. As coisas não podem continuar como antes. Então vão aparecer ideias para resolver a crise. Tem que se criar uma nova ordem mundial e com mais honestidade e mais método.
Sintetizando vai haver uma tomada de consciência global, e vendo o que se passa na economia mundial vão sair deste período conturbado e perturbador e vão surgir novas oportunidades na economia. Os governantes vão estar mais atentos aos bancos, empresas e bolsas. Vão intervir e controlar mais. Mas além disso não vão ser capazes de fazer mais, por isso temo que um dia a crise vai voltar, mas isso é para outras conversas, porque esta previsão é a curto prazo. Sendo assim vamos ter a bolsas qualquer dia a disparar e fazer mais um rali, penso eu. Ah e elas antecipam sempre a economia em pelo menos uns seis meses. Vamos ver quando é que o dinheiro fica barato e der sinal na mudança. Já agora o petróleo a ajudar aos tombos se calhar para a casa dos 40 dólares o dólar a valorizar, enfim os condimentos necessários, mas atenção o desemprego esse vai aumentar e o crédito fácil acabou, esse é o perigo, para as pessoas e empresas.
Mas isto são opiniões minhas. Só.
Parece que vamos pensar que o mal já lá vai.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Capitalismo no seu esplendor

Ainda me lembro! Ou melhor, não consigo esquecer!
O meu sobrinho Miguel, formou-se em Gestão de Empresas, aqui há uns tempos, e entre coisas que me disse, ficou-me na memória, como que a fervilhar, o tom gélido com que afirmou: “Tio o meu objectivo é ficar rico no mais curto espaço de tempo possível”.
O paradigma dos jovens formados nas sociedades modernas. Serem ricos a todo o custo, o tal “laissez faire, laissez passer”, do Colbertismo, que define a criação e inicio do capitalismo puro e sem interferências, a lembrar os métodos escolásticos actuais insertos no “príncipe” maquiavélico em que “os fins justificam os meios” onde se deve obter os máximos ganhos a partir do menor esforço. Essa ideia perfídia, associando um procedimento astucioso e traiçoeiro que infelizmente está cada vez mais em voga.
“Não interessa como, mas sei é que quero é ser rico”. Isto é o que caracteriza a sociedade actual, onde estamos entranhados e para onde nos empurra o capitalismo sem freio, que teima em vingar a pretexto de que o mercado se regula a si mesmo e que não é necessária a intervenção de reguladores, nem há qualquer problema, porque no sistema, há formas de controlar qualquer falha através dos meios que as instituições financeiras dispõem para regular e intervir nos vários mercados.
Este ditongo que os sabichões de economia expressam, levando a crer que estava tudo bem e que as crises financeiras eram cíclicas e até eram boas para a economia e bolsas, onde surgiam boas oportunidades. Discurso este, que ainda não mudou para alguns “experts” financeiros e de mercados.
Bem, voltando ao meu “rico” sobrinho e para não me dispersar, ainda me lembro, que como ele, quando eu era mais novo, mais ou menos assim pensei. Mas depois de várias incursões e tentativas frustradas em negócios, incluindo claro está, a bolsa, aos quarenta descobri tardiamente que a forma de ganhar dinheiro, só mesmo do trabalho com que sempre parcamente me governei ao longo da minha vida.
Diz o povo, “Quem aos trinta não pode, aos quarenta não sabe e aos cinquenta não tem, nunca será ninguém”.
Este ditado assenta como uma luva nos desalmados gestores das grandes sociedades bancárias e fundos de investimento, que a partir dos quarenta se queriam reformar (de ricos) e conquistar um lugar ao sol.
A crise da “bolha especulativa” do chamado “subprime” das “offshores” e outros mais, é uma amostra, porque o mal não se ficará por aqui.
Criaram uma espécie de pirâmide ou uma “Dona Branca” mundial onde aos poucos e poucos, uns poucos se foram engordando e alambazando, sugando para dentro da ilusória bolha, aqueles que a muito custo se tinham tornado menos pobres.
Esses menos pobres que somos nós, aqueles que hipotecariamente compraram casa, carro, férias, electrodomésticos, etc, umas coisas atrás das outras. Criou-se uma necessidade de consumo em que poucos foram engordando à custa de muitos que alimentaram ilusões.
Houve também países, que descobriram esse filão e se converteram ao sistema capitalista e por mais atrasados que fossem a todos os níveis, dispuseram de produtos mais baratos, “chinesices” que nós comprámos, porque estávamos a poupar dinheiro, Pudera! Mas as fábricas também viram isto e mudaram-se daqui para esses países, procurando mais lucros e mão de obra mais barata. E nós? Nós começámos a ficar desempregados, a deixar de pagar os empréstimos hipotecários, (para não falar dos sobre endividados dos empréstimos sobre casas sobre avaliadas que rebentou com isto tudo, a tal pirâmide do “subprime”) começamos a ir para o olho da rua, perdendo as nossas casas e bens e ficámos sem nada. Quebrou-se o elo de ligação produtor consumidor.
Os bancos ficaram desconfiados, não fiam, a economia asfixia-se, os industriais e os agricultores não vendem porque não há dinheiro e a crise e desemprego agravam-se até vir a fome e a miséria, o caos. Porque “em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão”.
Mas ainda estamos na fase em que os governos e bancos centrais emprestam dinheiro aos bancos “os culpados”, para garantir os depósitos e evitar a debandada dos dinheiros. Mais um “bluff”.
Garantindo dinheiro a circular, baixando as taxas de juro, tentam ganhar a confiança e relançar a economia.
Mas este é só um problema adiado porque o dinheiro é dos contribuintes “sai do orçamento” e deixa-nos mais pobres pagando balúrdios aos bancos por lixo que já não vale nada.
Desconfio que com isto tudo, inundam o mercado de dólares e outras moedas em que o dinheiro perderá credibilidade, os investimentos feitos podem tornar-se ruinosos por tanto dinheiro injectado sem regresso, numa economia perdida e cada vez mais enterrada no abismo que aos poucos nos vai sugando, quer pelas dividas quer pelo desemprego até chegar à fome e à guerra, que a História já nos ensinou (lembram-se? Se não lembram vão ler! Está nos livros de História, entre outros).

Oh Miguel, o que nos espera ainda!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Aqui estou eu

Um comboio que passa
mais um carro que vem
aqui estou eu pasmado
sem ver mais ninguém,
o farol a piscar e o mar é além
e aqui estou eu pasmado
a guardar sabem quem?
os que temem a guerra
que a tantos convêm!
e aqui estou eu pasmado
a esperar quem não vem
estou à espera da hora
pois não vem mais ninguém
mas quem há-de vir agora?
por fim vem alguém!
Vem a chuva...que cai
e cai sobre quem?
deste guarda pasmado
a guardar não sei quem
há momentos que doem
como este que se tem
profissão mais ingrata
é de quem é de quem?
desgraçado do guarda
nem a todos diz bem
os trabalhos que passa
mas por causa de quem?
dos que temem a guerra
que a tantos convém
e aqui estou eu pasmado
a guardar não sei quem
ai o tempo não passa
mais um carro que vem
vem agora a criada
haja alguém haja alguém
a chamar-me para casa
obrigada eu estou bem
a chuva já pára
de molhar sabem quem?
o pobre do guarda
é a vida que tem
aqui estou eu especado
vejam bem vejam bem
os trabalhos que passa
pra guardar sabem quem?
Os que temem a guerra
Que a tantos convém

Este poema foi por mim escrito na altura que decorria a guerra do golfo, em que eu me encontrava a fazer segurança a uma entidade importante e que corria o risco de sofrer algum atentando em consequência dessa guerra.
O tema continua actual porque a guerra por lá continua, correndo agora o risco de se alastrar com a guerra que se adivinha por parte dos EUA ao Irão e assim envolver outros países pelo mundo inteiro.
Isto é preocupante porque o pretexto de fazer a guerra é a hipotética arma nuclear que se prepara para ter o Irão, que realmente é assustador.
Por detrás disso tudo e a pretexto de evitar que um Irão possa ameaçar a humanidade, vai-se fazer uma guerra preventiva, que ao alastrar-se a outros pontos pode empurrar o mundo para uma agonia profunda levando a humanidade a sofrer um revés em termos civilizacionais.
Tudo isto me parece a pretexto de salvar um modelo económico esgotado e que a toda força se tenta salvar da asfixia que nos empurrará mais cedo ou mais tarde para uma recessão mundial sem precedentes e empurrará a humanidade para um novo ciclo conjuntural na sua história, que é inevitável, e assim marcará a evolução da humanidade para uma sociedade mais justa e solidária.
Pena é que para evitar a todo o custo que isto aconteça se façam guerras para forçar a recuperação económica de um modelo já de si moribundo com tantas desigualdades entre pólos. O mundo cresceu desigual, vimos aparecer países ricos e países cada vez mais pobres. E quem detém o poder nestes países? Os grandes grupos económicos que são mais poderosos que qualquer país e colocam nos tentáculos do poder os seus interesses.
E quais são os seus interesses? É manter este status, este modelo económico e social, que está a ruir e pura e simplesmente se mantém com o recurso ás guerras.
É assim que se relança e economia sempre que se entra em recessão. As recessões sucedem-se e eles a todo o custo tentam manter a economia á conta da fragilidade dos mais fracos e levando à corrida ao armamento e á retoma da economia nem que seja à custa da industria do armamento e das guerras.
Mas quantos inocentes sofrem com isto.
Vejamos o Iraque que é a prova disso.
Na altura da 1ª guerra ao Iraque eu fiz este poema, que me parece bem actual, DOS QUE FAZEM A GUERRA PORQUE LHES CONVÉM. SÓ QUE DESTA VEZ ESTA GUERRA PODE DESCAMBAR PARA UMA CATÁSTROFE MUNDIAL E ELIMINAR CERCA DE DOIS TERÇOS DA HUMANIDADE, ENTRE OUTRAS COISAS, COMO CATÁSTROFES ECOLÓGICAS.
O FUTURO É DIFÍCIL ESTE MODELO ESTÁ CONDENADO NO MEU VER, MAS OS SENHORES DA GUERRA TERÃO ELES AUTORIDADE PRA FAZER UMA GUERRA A PRETEXTO DE SALVAR OS SEUS “BOLSOS”?
PREFIRO PASSAR FOME E DIFICULDADES A MORRER ASFIXIADO POR UMA BOMBA, SEJA ELA ATÓMICA QUÍMICA OU BIOLÓGICA, A PRETEXTO DE SALVAR UMA ECONOMIA MORIBUNDA.
O MUNDO HÁ-DE AVANÇAR APESAR DESTE PEQUENO RECUO, MAS NÃO NOS EMPURREM QUASE PARA A IDADE DAS TREVAS.
Muito poderia eu dizer mas fica este poema e o meu comentário.
Ah! o mundo prepara-se pra nova recessão e ainda mal saímos desta, dizem que a guerra ao Irão se prepara (pelo menos em Israel/EUA)
e que a Al Queda está a reorganizar-se. Pois!!!
Queira Deus que eu me engane!

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

RÚSSIA E GEO-ESTRATÉGIA MUNDIAL

Quando o império russo (URSS) se desmoronou, a Rússia foi tratada com desdém, principalmente pelos EUA, que começaram a fomentar o alargamento da NATO à sua volta, por forma a humilha-la e isola-la, com a Europa a seguir-lhe na sua concordância.
Nessa fase os Russos passaram por grande humilhação. A queda do muro de Berlim o desmoronamento da URSS e o declínio do Pacto de Varsóvia, mas pior ainda, o choque que sentiram confrontados com o mundo ocidental e a fome com toda essa mudança, com 40% da população, nessa altura a viver abaixo da linha da pobreza.
Envergonhados e achincalhados, aos poucos foram-se erguendo. Hoje a Rússia levanta-se, recupera alguma industria de que era pioneira (armamento, aviação etc), claro que com muito para desenvolver. A pobreza da população deixou de ser tão acentuada.
Hoje em dia a Rússia é dos três países do mundo com mais divisas externas, a par da China e do Japão (dólares e Euros) e tem recursos, de que a Europa precisa, “como do pão para a boca” (petróleo, gás natural).
Este “perdedor” da Guerra Fria, prepara-se para a vingança. Putin disse-o bem em Portugal, aquando da Cimeira em Mafra, expressando que o pior ainda estava para vir, referindo-se às pretensões da NATO, ao querer instalar mísseis à sua volta.
Uma espécie de provocação e ameaça hegemónica mundial, criando em seu redor um escudo de mísseis por parte dos EUA/NATO, querendo enclausurar humilhantemente um povo orgulhoso que o é na sua história.
A não negociação com a Rússia das novas pretensões da NATO, cegas e provocadoras aquela nação, foi mais um revés.
Por tudo isto a Rússia vai querer mostrar-se novamente, com mais potencial sobretudo sobre a Europa, que vagarosamente repara que o xadrez mundial está a mudar e os EUA, já não mandam conforme ainda teimam, no mundo.
Já adivinhavam e temiam um novo desenho ou nova ordem mundial tanto geopolítica, como económica, por isso se anteciparam a ir para a guerra no Iraque para tentar ter o controlo do petróleo que começava a escassear.
Com o tempo os Americanos perdem o Médio Oriente. Temo é que a Europa sem recursos, se perca a si mesma, ao ter apoiado essa aventura.
“Esse animal ferido” ainda vai querer ajustar contas, do alargamento provocatório às suas portas e que pode sair caro também à Europa.
Os Russos, ganham vantagem com o domínio estratégico, aos poucos da região asiática. Uma relação cada vez mais estreita com a China e os países árabes, incluindo o Irão claro! O maior inimigo do Ocidente.
Têm os oleodutos, gasodutos para a Europa e um potencial de desenvolvimento industrial e agrícola, e têm reservas monetárias, bem como metais, o ouro etc.
Portanto um manancial de vantagens, sobre qualquer país desenvolvido a braços com a crise económica que nos vai definhando aos poucos e não vai parar.
Por tudo isto era necessária uma política europeia mais coerente e lúcida, com o vizinho do lado, “esse animal ferido que um dia vai mostrar as suas garras”.
A recente e iniciada intervenção na Geórgia é a prova disso, que já tinha escrito antes e me preparava para publicar aqui. As teimosias do alargamento da NATO à Geórgia e as manobras conjuntas com os Americanos, foi mais um rastilho no pretexto da Ossétia e Abcássia. Os pretextos separatistas parecem-me irrelevantes ao olhar para o mapa. Estratégias de parte a parte e o resto… acho que já disse.