segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Quem é a Digníssima Magistrada Cândida Almeida?


Estive a ver um programa da SIC, onde esperava ver outras coisas que afinal não vi!
Fiquei desiludido, eu à esperava de uma revelação, afinal uma mão cheia de nada. A única coisa que se aproveitou, foi a Senhora Digníssima Magistrada, dizer que vota à esquerda. Mas isso já se sabia. Ah! ainda se falou na Operação Furacão que deu um rombo ao Estado de 200 milhões de Euros, à sua responsabilidade. De resto mais nada de espedial se soube.
Lembro-me desta Senhora Magistrada, quando ela morava no “Jardim dos Arcos”, mesmo perto da Policia de Oeiras. Estava ela entregue ao processo das FP’s 25 de Abril e por isso tinha Policia à porta e segurança pessoal (body guards).
Também me lembra do então seu marido o Dr. Rodrigues Maximiano, um Alto Magistrado (Juiz), que desempenhou um papel notável, quando foi criada a Inspecção Geral da Administração Interna (IGAI), tornando mais exigentes as actuações das forças e serviços de segurança.
Foi no Governo do Engenheiro António Guterres (Governo Socialista), salvo erro em 1996, que foi nomeado para o cargo. Nessa altura ainda era o senhor actual 1º Ministro, Sr. Engenheiro José Sócrates, Ministro do Ambiente. Nessa fase ainda nem imaginaria ele que viria a ser pessoa de tão alto cargo e de tanta polémica, como a que já passou, como é o caso do Curso na Universidade Independente. Entre outros que se sabe e circularam pela net e ninguém teve a coragem de divulgar (se calhar por falta de provas, claro!)
Mas por falar na Independente e não querendo fugir ao tema, a Senhora Magistrada, Cândida Almeida, teve em mãos esse processo, volta a ter novamente em mãos mais um processo do Sr. Eng. José Sócrates, digo Primeiro Ministro.
A agora viúva do 1º Inspector do IGAI, nomeado por um governo Socialista, mandatária do Dr. Mário Soares (Candidato a Belém), volta agora a levar com um Processo do Sr. 1º. Ministro. Que chatice. Azar o da Sr.ª, aparecem-lhe estes embrulhos pela frente e por bem que se esforce vai ser sempre aborrecido para ela. Ainda bem que é uma Magistrada condiga, de toda a reputação e acima de tudo completamente insuspeita, senão ainda íamos pensar sei lá o quê. Espero é que não haja duas sem três senão na próxima vez lá terá que andar a fazer das tripas coração para que no fim, a justiça tenha que ser feita e com toda a celeridade, transparência e acima de qualquer suspeição, tratando o Sr. 1º Ministro como um qualquer outro cidadão, nestes casos da justiça.
Claro que no meio disto tudo tem havido muita trapalhada e fugas de informação e tentativas de dar o dito por não dito ou se calhar o contrário, dar o não dito por dito.
Eu continuo esperançado e convicto que isto não passa de uma Maquinação para tentar denegrir a imagem do Sr. 1º Ministro, mas ele já disse que não é assim que o atingem e que assim não vão lá.
Tenho reparado numa coisa, é que ele além de ter o cabelo mais branco, também me parece que o nariz está cada vez mais comprido.
Quanto ao desfecho disto tudo, todos sabemos qual será! esta coisa do Freeport.
Vá lá acreditem ao menos na Justiça, já que não acreditam em mais nada.
Está difícil! Porquê?

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

PORTUGAL E A UNIÃO EUROPEIA! QUE DESTINOS?


O ministro espanhol da Indústria, Miguel Sebastian, lançou esta quarta-feira dia 21JAN09, um apelo aos espanhóis para que favoreçam os produtos nacionais nas suas compras para salvar 120 mil empregos ameaçados pela diminuição do consumo em 2009.
Dizia ele: “Pedimos que seja introduzido o factor espanhol nos hábitos de consumo», declarou Sebastian perante um grupo de jornalistas, citado pela agência Lusa, convidando os espanhóis a substituírem o consumo de produtos estrangeiros por produtos espanhóis, ao nível de 150 euros por ano.
As cartas estão lançadas. A partir deste momento é cada um por si. Começou com o Governo Espanhol e vai certamente alargar-se a outros Governos e outros países, com sistemas de proteccionismo económico de tal ordem que vai abalar o sistema de comércio mundial e a (OMC). Daqui por diante, vai sentir-se que vai ser cada país ou cada um por si. Cada vez mais os países irão adoptar medidas proteccionistas para defender a sua economia e comércio.
Irão apelar de início ao consumo de produtos nacionais de seguida o proteccionismo e às tarifas alfandegárias, que posteriormente levará a uma guerra económica, como aconteceu já anteriormente levando a uma Guerra de tarifas alfandegárias entre países.
Perante este cenário, que futuro terá a União Europeia?
Também hoje Trichet disse, que os receios de desagregação da Zona Euro são infundados. Argumentando depois, com a moeda forte do euro, que funciona como protecção e resistência face à crise, etc.
Mas também hoje o FMI anunciou que vai rever em baixa as previsões de crescimento da economia mundial e que a recuperação económica agora só já acontecerá lá para 2012.
Cada tempo que passa, cada vez mais as previsões são mais em baixa. De previsão em previsão acho que eles aos poucos começam a perceber que a crise é mesmo séria e profunda, conforme o tenho dito.
Mas este precedente em Espanha é para mim um sinal de que mais cedo ou mais tarde os países da nossa União Europeia, vão cada vez mais preocupar-se com os seus próprios problemas e arranjando as suas próprias soluções, levando a que surjam as primeiras fracturas, como já antes tinha dado sinais o governo alemão, ao querer resolver apenas por si, no seu país os problemas provocados pela crise, entre outros sinais.
Quando a crise se alastrar e se tornar irremediável, não tenho dúvidas que esta teoria vai vingar e vai ser o salve-se quem puder, esquecendo-se os compromissos de coesão e união, os tratados e outras coisas mais levando deste modo, ao fim de um grande sonho europeu.
Sim é isto que mais cedo ou mais tarde poderá vir a acontecer.
Vamos esperar pelo avanço da crise mundial e ver que vai ser o salve-se quem puder e que cada um que se amanhe.
Parece que as palavras de hoje, dos “nuestros hermanos” foram esse pronuncio.
A ver vamos, como diz o outro!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

BORDA D`ÁGUA para 2009 (Comum)

Comprei o Almanaque, o verdadeiro que é em papel reciclado e tem uma ferradura a vermelho (por causa das imitações).
Foi esse mesmo que eu comprei a uma (me pareceu Romena) que além do mo impingir (coisa que até aceito e gosto) cravou-me mais 50 cêntimos, com o argumento de que assim não ganhava nada (cuja argúcia pouco me importou).
Bem, quando pretendi ver o dito cujo, claro que não tinha ali com que abrir as páginas interiores, por virem como sempre, por rasgar. Então limitei-me a ler a ultima página que essa sim dava para ler!
Dita assim o título da última página “JUÍZO DO ANO”. Depois começa com “ Saúde 2009"
"Ano com inicio a uma quarta-feira, dia do Planeta Júpiter, símbolo da abundância.
O ano dominado por Júpiter terá um Inverno temperado, uma Primavera ventosa…
(mais para a frente) …uma das preocupações deste ano que finda tem a ver com a “crise dos alimentos” a nível mundial… O ano de 2009 vem para inverter a situação prevendo-se abundância de trigo e outros alimentos; a carne e o peixe não vão faltar. O vinho, esse será em abundância e de mui boa qualidade… Este Planeta traz-nos uma “lufada de ar fresco”, proporcionando o entendimento e a paz entre os povos…etc.” Termina depois com a referência às características das pessoas nascidas sob o domínio de Júpiter, mas de resto o melhor é comprar que custa apenas €1,50, não querendo eu de forma alguma publicitar o referido pasquim.
Mas chamou-me a atenção a referência a Júpiter, como que sendo de bom ano para os alimentos, de qualidade e abundantes e falando de entendimento e paz entre os povos. Pois se Júpiter fizer jus ao seu nome, podemos ficar satisfeitos, pelo menos os que acreditam nestas coisas e parece que o referido Almanaque tem por hábito acertar.
Valha-nos ao menos isso! já que 2008 foi um ano de tanto dissabor.
Fiquei foi ansioso em saber qual será o planeta regente em 2010.
Mas vendo bem as coisas talvez o Borda d`Água tenha razão, porque a mim parece-me que este ano vai ser mesmo um ano de abundância. Só que eu vejo outras razões. Já o ano passado houve falta de cereais e os preço dispararam. Quem não se lembra da subida do preço do arroz, trigo e milho? Os agricultores agora com um ano de 2009 bom para a produção agrícola, como diz o Borda d´Água, então quer dizer que além de ter que se aumentar a produção para colmatar a falta que tem havido, as colheitas sendo boas, está-se mesmo a ver aqui uma mistura explosiva. Mas mais explosivo se se aditivar os gastos com sementes mais caras, adubos mais caros, empréstimos mais caros, rendas das terras mais caras, em suma custos à produção mais caros. Isto vai dar com que tenhamos mais alimentos e preços ao produtor e consumidor mais baixos. Conclusão cereais mais baixos com os preços a arruinar uma imensidão de agricultores, porque os preços baixos devido ao aumento da produção (a tal abundância) e por outro lado diminuição no consumo, devido ao desemprego a aumentar na industria. Isto quer dizer que depois desta abundância de preços baratos vai abundar agricultores falidos e desesperados, com os cereais e gado que além de baratos não os vão conseguir escoar. Daí eu ficar curioso para 2010 em relação ao tal planeta, que não sei qual será.
Espero que a ajuda aos agricultores seja igual no mínimo à da indústria automóvel, se ainda houver dinheiro, claro!
Espero também que para já lhe siga um planeta razoável porque se é um Plutão aí sim… quando este vier …
É que ele nem sequer consegue ser também o planeta do entendimento e paz entre os povos porque o ano começou e Júpiter trouxe bem mais guerra para Palestina, para já.
Mas Plutão diz:" - A morte nada significa para mim. Ela vive em mim e por isso às vezes dou mortes para salvar vidas. Mas isso vocês nunca compreenderão. Raras vezes apareço nas vossas vidas, mas agora resolvi aparecer no mundo e digo-vos : Quando eu chego, nunca mais nada será como dantes. O meu nome é Plutão, Hades ou Príncipe das Marés, é a mesma coisa. Sou quem sou… e já agora fiquem também a saber que fui eu quem também raptou a Pérsefone…”

Plutão é representado na impossibilidade de escapar dos infernos, ou possivelmente a chave dos tesouros escondidos no interior do Eu de cada ser. É mostrado como símbolo da vida e da morte (transformação) das manifestações da natureza em cada um dos seus ciclos
Atribui-se a Plutão a inclinação do eixo da Terra que trará tragédias e o degelo, com inundações por esse mundo fora. Ele simboliza o frio e a humidade…
Durante todos estes anos que está a passar pela casa de Capricórnio, segundo dizem vamos assistir a isto e muito mais.
Preparem-se e já agora aconselho a ler um pouco sobre o assunto.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Previsões para Portugal no ano 2009

Já que toda a gente faz previsões porque não faze-las eu também para o próximo ano.
Assim vou tentar ver o que vai ser do nosso Portugal neste ano de 2009, pelo menos nestes próximos meses.
Portugal presentemente ou seja a actualidade, apresenta-se como uma certeza de uma grande crise e a tomada de consciência de todos no geral. Isto é já sentido e compreendido por todos, de forma que vamos tomar uma nova atitude perante a vida, que deixaremos de ser tão consumistas e tentar equilibrar os dinheiros e os gastos em demasia, sendo que assim poderemos equilibrar as nossas vidinhas, fazendo poupanças em gastos que se afiguram supérfluos. Com tudo isto claro que a economia nacional está mal e isso é sabido, que os nossos governantes são os principais culpados, porque conduziram o país para este sentido e sem retorno.
No entanto vamos sentir mais solidariedade por parte das pessoas a quererem-se ajudar mais umas ás outras e isso será motivo de alguma alegria e de grande solidariedade entre os portugueses que se estavam a habituar a serem cada vez mais egoístas e cínicos, preocupando-se agora e cada vez mais com a solidariedade, portanto volta a imperar o valor da associação da colaboração da união etc., o que temporariamente vai a fazer sentir de certa forma um ligeiro alivio nas famílias.
O que deseja é realmente que a vida dos portugueses melhore e isso vai acontecer lá mais para a frente, como digamos que apesar das coisas ainda se encontrarem mal a nível das famílias, mas ao longo do ano as perspectivas vão melhorar à medida que o tempo passa e aí sim vai haver uma mudança nos bolsos dos portugueses, vai haver mais dinheiro, perspectivando-se assim melhorias nas famílias.
Mas apesar de isto vir a acontecer não se pense que o mal já lá vai, porque isto pode ser uma sensação passageira e ter a ver com diversos factores económico-financeiros e estruturais, com a baixa dos juros a descida dos bens alimentares e de consumo no geral etc. Porque estamos realmente no meio de um turbilhão e a crise é sistémica e sendo assim o que me parece e vejo nas cartas, é uma situação negativa para economia no futuro. Os nossos governantes mundiais e nacionais estarão esgotados e sem ideias para resolver tudo isto e perdidos e certamente a pensar numa renovação desta velha economia. Que cada vez mais mostra ser o fim de um ciclo e que lá mais para a frente vai mostrar-se mais acentuada na crise do sistema.
Posto isto e em resumo da análise as coisas não vão andar para a frente os projectos dos nossos governantes e postos em prática não vão ser suficientes, de forma que aqui fica o aviso e que toda a gente tome consciência dos grandes obstáculos e dificuldades que vamos continuar a enfrentar.
Vamos ver muito desânimo nos governantes e nós claro também sentiremos na pele esse desânimo e perda de energia, falta de ideias e de projectos para resolver os problemas. Pois os problemas vão ser muitos e os nossos políticos não vão saber como os resolver nem encontrarão solução. Os obstáculos serão muitos e vai-se sentir aqui muitos enganos, não esperavam isto, têm sido muito optimistas estes nossos políticos e lideres de opinião. Vão aparecer mais coisas com que não estavam a contar.
De qualquer modo apesar das previsões das Cartas do Tarot, serem animadoras inicialmente e posteriormente desiludirem, continuo a desejar a todos um próspero ano novo e que deus e o universo esteja com todos nós.
Mas nunca se esqueçam: - Determinação, coragem e auto-confiança, são factores decisivos para o sucesso. Por isso não se deixe ir abaixo.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Mundo e Economia que Futuro? Os dados estão lançados!


Voltando a falar sobre o futuro da economia mundial, claro que não podemos dissociar o resto do mundo dos países desenvolvidos, porque a crise vai ser tão profunda que ninguém escapará, nem mesmo os países mais longínquos, do “centro do furacão económico”.
Eu que há muito apostei que vinha aí uma crise sem precedentes, no meu entender é o fim de um ciclo na história da humanidade. Claro que me refiro a um ciclo económico que dura desde a Revolução Industrial (subdividido) aquilo que chamamos na História a Idade Contemporânea. Uma Conjuntura que é certo ter durado menos que as anteriores, mas não devemos esquecer que o mundo gira a uma velocidade estonteante, sem que nos tenhamos apercebido, entrámos neste turbilhão de mudanças que vai afectar a vida quotidiana da humanidade dos nossos dias. As grandes transformações estão aí, quer económicas, políticas quer sociais. Claro está que o mais preocupante são as sociais, porque vão arrastar para a fome e miséria cerca de metade da população mundial, com esta crise onde vamos mergulhando.
Eu previ “modestamente” e claro pelo que leio e me é dado a observar, que este modelo económico teria o seu fim, como tudo na história, não imaginava era uma versão tão apocalíptica e desastrosa para a humanidade. Mas não podemos esquecer que as mudanças e os fins são sempre muito dolorosos para as sociedades.
Era previsível que esta forma de consumismo e de criação de desigualdades sociais um dia levaria ao seu fim, sendo que aquilo que me parecia mais preocupante era a crise de produção e consumismo, por forma a fazer a economia crescer sem sustentação física.
A juntar à falta de assistência social, os cuidados de saúde, educação e a perda de habitações próprias, assistimos aos poucos e poucos a uma precariedade atroz no mercado laboral, em que a grande maioria só já ganha para pagar dividas, que não param de aumentar, criando uma espécie de clausura económica que aos poucos nos vai asfixiando até sucumbir socialmente cada família, levando com isto a um afundamento do sistema financeiro mundial.
Virá uma tamanha crise de liquidez e de solvência bancária que provocará terrível crise de crédito ao consumo, quer a nível das famílias quer a nível de empresas e instituições, tanto particulares como do Estado.
Os Bancos ficarão tão frágeis e o Estado seu fiador por sua vez, que será aterrador e brutal socialmente.
Alguns com dinheiro chegarão ao tempo de o terem para comprar, mas não terão o que comprar, que só lhe restará comprar ouro, como garantia de futuro.
Vamos ter uma autêntica guerra e corrida a empresas chave da economia com os países que ficaram agarrados ao dólar e fartos dele a querem comprar e tomar os destinos da economia e tentar controlar eles esse rumo.
Esse risco está em países como a China, Rússia e países árabes principalmente, que depois com algum dinheiro, vão querer controlar a economia comprando a preço de saldo as empresas mais importantes e motoras das economias mundiais. Estes países, os chamados em vias de desenvolvimento são os potenciais. Primeiro não estão tão desenvolvidos e depois têm reservas e Dólares ainda para gastar porque o dinheiro não valerá nada. Possivelmente não irão sofrer tanto com a crise.
As pessoas com a deflação instalada vão obrigar as empresas a baixar os preços dos bens, provocando uma baixa geral, levando à falência de algumas empresas e arrastando desta forma grandes quantidades de pessoas para o desemprego e miséria, retraindo o consumo. Aqueles que ainda possam ter poder de compra, retrair-se-ão esperando novas baixas, adiando o consumo na esperança que tudo fique mais barato, levando a falências em catadupa.
Só me faz aqui uma certa confusão, para que tudo isto se evite eles não porão no mercado grandes quantidades de massa monetária em circulação, causando a depreciação da moeda? Afinal produzir moeda é fácil! A ver vamos? Pode ser grave e lavar a uma guerra também.
Claro que tudo isto se iniciou na habitação especulada e super alavancada, que deixou a grande parte das famílias a pagar muito por uma casa que o não valia. A ficarem quase limitadas nas poupanças e desta forma incentivados pelos créditos fáceis a se empenharem em novos créditos que lhes foram impingidos, que ao mínimo sinal levou á crise que agora vivemos e que só se revelou mais cedo porque os créditos fáceis assim contribuíram. Uma economia feita de ilusões. Diria eu, um circo de ilusionismo, onde todos os intervenientes se iludiram e acreditaram. Como se fosse possível isto continuar assim a criar ilusões sem matéria palpável. Só fez falta os espelhos e os fumos porque cartas e ilusionistas houve mesmo muitos.
Economia real é ter dinheiro para comprar uma coisa que tem um valor intrínseco a que realmente corresponde uma determinada quantia, mas que existe. Economia real é cada um poder comprar conforme o seu vencimento. Se querem mais consumo aumentem os vencimentos e assim aumenta o poder de compra. Nada de ilusionismos financeiros.

“O capitalismo é um monstro que se engole a si próprio”; bem! Parece que o monstro está já de boca aberta. O meu desejo é que esta crise não resultasse numa outra guerra, como a que sucedeu à depressão de 1929, a famigerada 2ª Guerra Mundial, uma guerra urdida à conta da crise. Mas assim sendo esta crise será maior, a guerra será ainda maior também.
Haja Deus, haja Deus.

Virá um tempo de solidariedade económica e social, virá uma nova era em que as instituições e as pessoas sintam essa necessidade. Mas não será já para nós com certeza.

Como dizia nosso grande pedagogo Agostinho da Silva “O Homem Novo ainda está para vir”

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O QUE É UM LOBBY?

Vamos tentar entender então.
Imagine-se que algures lá para o Nordeste Transmontano, um grupo de amigos do tempo de escola e adolescência, das “Jotas” partidárias, crescem e com eles cresce a amizade e o gosto nos interesses da política. Sim, que esse deslumbre também surge nos lugares mais remotos e menos esperados. Afinal ali também pode ser Portugal.
Uns meninos pródigos, imbuídos pelas virtudes políticas do pós 25 de Abril, da era da partidocracia, onde nenhum movimento cívico aspirará tal feito em prol do povo, esse ignóbil conhecedor das virtudes que este tipo de politica nos trouxe até aos dias de hoje.
Então esses fervorosos políticos, começaram desde cedo a estudar o processo de progressão partidária, social e económica. Digamos que a engendrar esquemas, como assim tem sido a politica nestes 34 anos de democracia.
Nesses ainda que não muito longínquos tempos, que ainda podem avivar a nossa memória, como que, se as cooperativas de habitação estivessem em voga, seria até salutar aparecer gente com iniciativas por aquelas terras a fazer umas casas para a plebe Chuchalista da época. Então esses promissores políticos, decidem abrigar-se em casas dessa natureza, os pobres desventurados.
Parece que as coisas correram logo desde aí bem e houve alguns desse organizadores que souberam tirar proveito, com as pobres casas. Houve quem reparasse claro, mas fiquemo-nos por aqui.
Ali cresceu de mãos dadas com certos senhores, uma dita empresa da construção civil e muito badalada nos nossos dias. Foram crescendo na idade e na escala social e politica. Passados estes tempos vemo-los a serem nossos governantes, administradores dos maiores bancos nacionais e grandes empresários. Os tais que cresceram lado a lado.
Hoje discute-se muito o caso do Orçamento de Estado, em que ninguém sabe qual foi o fantasma que colocou ali a possibilidade de os partidos receberem dinheiro vivo, alterando desta forma o bom senso da regra de financiamento aos partidos.
Claro que o senhor 1º ministro está apostado nestes combates eleitorais que aí vêm e quer ganhá-los, nem que por isso o cancro dos dinheiros e negociatas por baixo da mesa tenham que surgir para os partidos e com isso aparecer dinheiro para alimentar as suas campanhas eleitorais.
Fala-se agora muito dessa empresa da Construção Civil que foi crescendo ao longo destes anos todos a tal “Mota Engil”, que está envolvida na polémica da ampliação do Porto de Lisboa, a nova dona da “Liscont”, a tal que vai tapar as vistas do Tejo com contentores, com um contrato de prorrogação sem concurso.
Também se fala do plano “Roosevelt” do megalomaníaco chefe de governo, para salvar Portugal da Crise.
Estrategicamente colocado o Senhor que dizia que “quem se mete com o PS leva”, o partido tirou um Coelho que sempre esteve na cartola ao longo desta maturidade partidocrática e colocou como “Chairman” este senhor que agora em vez de ameaçar dar a quem se mete com o PS, parece vir a receber de quem se mete com o PS, para as campanhas eleitorais que se aproximam.
Uma paga já está a caminho em Alcântara, a outra são essas obras agonizantes e Roosevelticas de TGV’s a Aeroportos, que já os imagino às moscas com tanto corte nas linhas aéreas e respectivas falências nas transportadoras, quando a verdadeira economia real das empresas que precisam ser salvas e para revitalizar o tecido económico essas vão ficar a ver navios (se não houver contentores a tapar o Tejo).
Tudo isto presumo,para pagar favores de financiamentos eleitorais e o pior é que ninguém sabe quem é o autor dessa tramóia no Orçamento de 2009.

Será isto um lobby? Eu chamava-lhe coisas mais graves, nesta promíscua democracia.
Tanta hipocrisia vai neste país!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A economia e as bolsas que futuro para já

Previsões claro.
Temos que no momento o vivido, as coisas a correrem mal, pelo que os líderes mundiais se quiserem resolver o problema, terão mesmo que fazer alterações económicas profundas. Parece o fim de um ciclo nas questões financeiras, isto do dinheiro fácil parece que já lá vai.
Mas há um sentimento de que todos estes esforços a nível de lideres mundiais vão surtir efeito e todos estes esforços financeiros vão ter efeitos positivos e com este esforço dos bancos centrais e fundos monetários apesar de ficarem descapitalizados e sem “tusto” como se diz na gíria, mas há o sentimento de tudo controlado, com estabilidade e com bom senso com as medidas tomadas a ganhar força. A ver vamos.
Nos pensamentos temos o risco de depressão e desencorajamento ou seja o oposto de desenvolvimento e crescimento económico, digamos que a economia vai ficar mal, temos recessão á porta e parece que depois de estas medidas tomadas e do que se esperava afinal a economia não conseguiu dar a volta e sente-se uma falta de confiança nas pessoas porque isto se afunda, com umas coisas atrás das outras. Parece que os governantes que em relação á injecção de capitais já não sabem o que fazer mais, estão como que á espera a ver o resultado que é fraco e a economia não descola, antes pelo contrário, afunda-se.
No material a relação com o quotidiano o concreto avisa que a há aqui uma tomada de consciência sobre o que se passa na economia e então vamos ter aqui muitas negociações quer a nível inter-bancário quer a nível de governos mundiais, que se vão unir para tentar resolver a crise, concentrando os esforços. Digamos que vai ser necessário repor ordem na economia mundial, e vai haver necessidade de rever os valores morais, dos que se encheram e dos levaram o mundo para este caos. As coisas não podem continuar como antes. Então vão aparecer ideias para resolver a crise. Tem que se criar uma nova ordem mundial e com mais honestidade e mais método.
Sintetizando vai haver uma tomada de consciência global, e vendo o que se passa na economia mundial vão sair deste período conturbado e perturbador e vão surgir novas oportunidades na economia. Os governantes vão estar mais atentos aos bancos, empresas e bolsas. Vão intervir e controlar mais. Mas além disso não vão ser capazes de fazer mais, por isso temo que um dia a crise vai voltar, mas isso é para outras conversas, porque esta previsão é a curto prazo. Sendo assim vamos ter a bolsas qualquer dia a disparar e fazer mais um rali, penso eu. Ah e elas antecipam sempre a economia em pelo menos uns seis meses. Vamos ver quando é que o dinheiro fica barato e der sinal na mudança. Já agora o petróleo a ajudar aos tombos se calhar para a casa dos 40 dólares o dólar a valorizar, enfim os condimentos necessários, mas atenção o desemprego esse vai aumentar e o crédito fácil acabou, esse é o perigo, para as pessoas e empresas.
Mas isto são opiniões minhas. Só.
Parece que vamos pensar que o mal já lá vai.