quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Portugal e Grécia ameaçados por "MORTE LENTA"



(13/01/2010) Agência de notificação aponta para necessidade de reservar uma parcela crescente da produção para pagar dívidas
As economias portuguesa e grega estão cada vez mais equiparadas nas análises dos especialistas. Agora é a Moody`s que avisa para a possibilidade dos dois países enfrentarem o risco de «morte lenta».
Em causa está a necessidade de dedicar uma parcela crescente da produção nacional ao pagamento de dívidas e dos respectivos juros, diz a agência de notificação de risco, citada pela Bloomberg.
Já na passada segunda-feira, a Moody`s alertou Portugal para a possibilidade de baixar o «rating» do país, caso o Governo não imponha medidas «significativas e credíveis» para reduzir o défice no próximo Orçamento de Estado.
Agora vai mais longe e usa mesmo a expressão «morte lenta» para designar o futuro possível da economia nacional.«Portugal está a sangrar e a perder recursos a um ritmo elevado (...)
O risco de uma morte lenta é elevado», diz esta agência no seu relatório sobre a dívida soberana dos países europeus, divulgado esta quarta-feira.
«Portugal tem mais tempo do que a Grécia» Para a Moody`s, Portugal e Grécia são «dois exemplos de países que exibem uma baixa competitividade estrutural» na Zona Euro, reflectida nos défices externos muito elevados. O cenário é alarmista e, embora exclua a possibilidade de «morte súbita», considera provável uma «morte lenta» já que esta falta de competitividade pode resultar numa «sangria do potencial de crescimento».
No entanto, a Moody`s deixa um recado: «Ainda há tempo para os governos agirem para evitar esta situação, mas a janela de tempo para fazer isso não estará aberta indefinidamente». E aqui, a agência de notificação separa as águas: «Portugal tem mais tempo do que a Grécia», já que este último tem as «finanças públicas mais degradadas», o que resultou numa situação «mais dramática».
Fonte: Agência Financeira

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

TEORIAS DE RUA: Fim de um ciclo

TEORIAS DE RUA: Fim de um ciclo

Fim de um ciclo


Publiquei as previsões, para 2010, que para a humanidade parecem serem melhores que a desgraça nacional. Claro que ao fazer leituras por bem transparentes e rectos na leitura que fazemos é-nos sempre difícil alhearmo-nos nos nossos sentimentos pessoais e que de certa forma muitas vezes acaba por ficar estampada na leitura, quer queiramos quer não. Tento sempre evitar mas na dúvida ao analisar as cartas o sentimento acaba muitas vezes por se juntar ao que às vezes temos mais ou menos dificuldade aquando da leitura. Penso também que muita gente e com muito mais experiência que eu o acaba por o fazer.
Por isso, no que constato pelo que leio e pelos sinais dos tempos e alguma intuição boa ou má, faz-me estar pouco optimista.
O sentimento de melhoras para a humanidade durante este ano parece evidente, mas sinto que é “sol de pouca dura”.
A humanidade está num fim de ciclo e os tempos que correm são bem evidentes, quer a nível de alterações climatéricas, quer mesmo os vários fenómenos que temos estado a assistir nos últimos anos e que sinto que vão continuar, como sismos, erupções vulcânicas, furacões, o aumento da temperatura global, enfim basta ver as notícias.
A nível de economia a crise global mostrou as suas fragilidades e a torna-se incapaz de resolver os problemas deste modelo económico, que aos poucos se vai embaralhar cada vez mais.
A democracia está em estado de putrefacção, ao não conseguir a par do modelo económico resolver os problemas chocantes de uma cada vez maior desigualdade social, com pobres cada vez mais pobres e a aumentar desmesuradamente.
A par disto temos a falta de moral das pessoas aos esquecerem-se os princípios fundamentais que devem sobrepor-se à convivência em sociedade, como o respeito e o amor ao próximo.
Assim interpreto tudo isto como um aviso à navegação, ou há mudanças ou as consequências serão devastadoras, para nós como civilização, para a terra, bem como a tudo o resto como fauna e flora.
Mas é preciso que não nos percamos nesta meditação. Ou agimos e encontramos uma saída ou então este paradigma tal como o conhecemos passará à história.
A inacção bem patente da convenção sobre o clima é bem sintomático disso. Por interesses económicos de alguns, a não querer correr riscos continua-se neste impasse.
Sinto também que devo dar o meu ínfimo contributo nesse alerta, apesar de que também achar que os problemas já são tantos que a tragédia será inevitável. O comboio já vai a tal velocidade que parece impossível pará-lo.
Claro que se porventura, alguém for ler isto dirá que devo estar louco, pela frieza com que escrevo estas coisas, mas se servisse como aviso, aos riscos que corremos já ficaria satisfeito, puxar à realidade as pessoas, para ganharem consciência disso e de certa forma serem puxadas para uma corrente cada vez maior, que funcione como grupo de pressão para os governantes e decisores mundiais e desta forma obrigá-los a decidir a bem do planeta.
Temo que esta melhoria para 2010, como já disse numa crónica, seja o ultimo suspiro do moribundo e que depois desta melhoria as coisas piorem irremediavelmente. Acho que perante as evidências, o mundo se una em torno de um bem comum e faça renascer os valores mais altos das pessoas e elas se tornem solidárias e ponham a ambição e o egoísmo de lado.
Perante isto tudo, já deviam ter parado para interpretar os sinais de vária ordem. Espero que tomem consciência desta realidade, que a entendam e que não sejam ingénuos. Este é o fim de um ciclo para o planeta terra. Nós fazemos parte dessa mudança. Pensem nisto.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Previsões 2010 para o Mundo em geral


No vivido a Papisa, representa uma alegria austera. Simboliza o saber e o conhecimento dos líderes mundiais ao conseguirem dar a volta à crise através de injecções de capitais e planos de apoio para a recuperação da economia, que esteve à beira do abismo. Esta carta representa a chave mental e intuitiva que nos colocou no caminho e permitiu ultrapassar as dificuldades sentidas com a crise. Mas também nos diz que há problemas de vária ordem quer no mundo de politicas aplicadas, quer a nível financeiro e laboral. Por isso devem os governantes continuar a estar atentos à economia porque os problemas não foram debelados, pelo que devem continuar a procurar soluções e aplicar novas politicas a fim de resolver a crise, pois as soluções e resultados encontrados podem não ser nada agradáveis mais tarde. A crise ainda não deu tréguas e o rei de espadas invertido simboliza isso.

A temperança e oito de copas invertidas, dizem que o mundo ainda está cheio de medo e com receio quanto à real recuperação económica. O mundo vive ainda sobressaltado, contraído e desconfiado, num verdadeiro tormento e isso também não ajuda muito.

A carta o julgamento e quatro de espadas, nos pensamentos dizem que toda a gente pensa no futuro. Anda tudo preocupado e as pessoas sentem poucos apoios dos governantes na resolução dos seus problemas, só contando com eles mesmos. Mas as coisas dependem da capacidade de reacção das pessoas em saber dar a volta e ultrapassar as dificuldades. Procurar outros empregos outras soluções para a vida, dar a volta por cima, mas está tudo meio parados como se tivessem levado um golpe sem contar.

O louco invertido no material, a finalidade, avisa e simboliza a imobilidade e estagnação. Ou as pessoas reagem ou então isto não melhora mesmo. Ou se aplicam politicas de verdade que rompam com o estado actual ou então não vai haver saída verdadeira da crise. Com estas politicas e desta forma não vamos lá, o mundo tem que mudar profundamente. O dez de copas pede essa mudança, que se estude uma saída verdadeira da crise, que se mudem as velhas politicas.

Na síntese, o eremita invertido diz que efectivamente os problemas que se viveram nos últimos tempos irão desaparecer. Adopta-se medidas que de repente faz inverter a crise e os contratempos chegam ao fim, e vai-se assistir a essa mudança a nível mundial. Novas perspectivas para o mundo vêem aí para 2010. O valete de paus fala de intelectualidade, criatividade, racionalismo, controle nas pessoas ideias, etc.

Isto foi o que interpretei, a poder vir acontecer com a grande maioria da humanidade para este ano de 2010, veremos como será depois 2011, visto que eu estou pouco optimista, mas muito menos para nós os Portugueses.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Previsões para Portugal ano 2010




Com base na leitura de Tarot, vou conforme (aqui postado) há um ano atrás, colocar as minhas previsões para o nosso país no aspecto geral.

O momento actual, que se tem vivido, é com os nossos governantes às voltas com a crise e sem serem capazes de nos tirar dela. Um país que não sai da crise nem consegue encontrar o caminho da recuperação económica. Adverte-se também para o perigo de ideias fixas do Governo na forma escolhida de sair da recessão económica.

Sente-se no ar a (injustiça, impunidade de certas pessoas, descrédito) crise de valores. Os governantes deviam ser mais enérgicos na criação e aplicação de legislação a gente que passa impune a tudo isto como corrupção, enriquecimento suspeito, negócios duvidosos, etc. Neste momento é o sentimento dos portugueses querendo mais do que nunca que isto mude, com verdadeiras leis e punitivas, para que a democracia sobreviva, tenha credibilidade e que deva ser dada pelos Tribunais aplicando deveras a justiça.

Pensa-se e espera-se obter mais alegria, espírito de união e arranjar soluções para o país e a crise que atravessa, com maior produtividade, harmonia e trabalho. Mas a destruição do País e do seu tecido social, vai continuar e os políticos só prejudicam ainda mais com rancores e sentimentalismos, mostrando fragilidades partidárias e muita passividade para se empenharem em verdadeiras soluções.

O que se vai fazer no país, ou seja a finalidade e concretamente, vai ser um continuar de erros e destruição. Uma realidade em que as pessoas se sentirão perdidas com tantas desorientações governativas. Vai sentir-se a necessidade de tudo mudar, mesmo até mudar de estratégias, com um país a definhar cada vez mais. Não se vai querer olhar para os factos reais do país, como fome, desemprego, falências, divida das famílias e externa, etc. Os Governantes vão fazer que não vêem a realidade do País. Se as politicas não mudarem o país afunda-se no abismo (à beira da falência). Portanto o sofrimento vai continuar sem ideias sem controlo e sem sabedoria.

Em síntese, notoriamente o fim de um ciclo para os portugueses. A crise está instalada e por mais voltas que se dêem não se encontra uma saída. Uma imensa depressão assola o país e os governantes não encontram saída para a crise. Não se encontram ideias inovadoras e os Governos estão obcecados por soluções que não resolvem. Não são inteligentes, não tomam iniciativas novas, vão continuar sem racionalismo, sem criatividade e novas ideias, em suma, um país inconscientemente a afundar-se numa crise cega.
Parece que vai ser assim 2010, com guerrinhas palacianas, politicas mal conduzidas e o povo de mal a pior.
Mesmo assim… Um Feliz 2010.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Um poema cada vez mais actual (extraordinário)


"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio,
fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora,
aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias,
sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice,
pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas;
um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai;
um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom,
e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que
um lampejo misterioso da alma nacional,
reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula,
não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha,
sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima,
descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas,
capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação,
da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo;
este criado de quarto do moderador; e este, finalmente,
tornado absoluto pela abdicação unânime do País.
A justiça ao arbítrio da Política,
torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções,
incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos,
iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero,
e não se malgando e fundindo, apesar disso,
pela razão que alguém deu no parlamento,
de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."
Guerra Junqueiro, 1896.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Tomada de Posse do Governo com figuras Presidenciáveis


Hoje na tomada de posse do novo Governo, que como já sabemos não merece grandes comentários para além de que já esperamos, de que não vai aquecer ali o lugar por muito tempo. Por isso e com um governo a prazo há já quem esteja a pensar em outros voos.
Durante esta tomada de posse notei a posturas de duas figuras, enquanto aguardava a cerimónia em si.
Uma, o António Costa (Presidente da Câmara Municipal de Lisboa) e a outra Carvalho da Silva (Secretário Geral da CGTP).
Ora uma, muito discreto à chegada, a fugir aos microfones e a recusar-se tecer qualquer comentário, coisa estranha nesse senhor, que sempre que tem oportunidade de dizer alguma coisa, intervém em defesa dos trabalhadores. Entrou calado e a fugir aos repórteres.
A outra figura, agora Presidente da maior e mais importante câmara nacional e que tem sido a rampa de lançamento para outros voos, muito falador e entusiasmado com os seus pares na cerimónia de tomada de posse.
Tudo aqui parece normal, mas neste dia de um novo Governo, queria aqui salientar que estas duas figuras se podem querer tornar em dois players importantes no esquema politico nacional.
Um a querer ser Candidato a Presidente da República, daí a andar mais comedido e falo de Carvalho da Silva, que até como que a querer piscar o olho já a toda a esquerda, deu recentemente e estranhamente apoio a António Costa na sua candidatura a Lisboa, como que a deixar a tal suspeição.
É sabido que dificilmente ele consegue manter-se em mais um mandato na CGTP, daí estar a dar um passo à frente para entrar noutras lutas, como suspeito a de Presidente da República. Não se esqueçam que já anteriormente se aventou a hipótese de ser um possível candidato. Ora aí está, ele não se esqueceu, como pessoa hábil e com o apoio de uma grande franja social que cada vez está mais insatisfeita e com os elogios que granjeia no sector do trabalho, sentirá ser este o momento de jogar a sua cartada.
Agora vejamos o enredo. O novo apoiante de António Costa que deve ter baralhado muito eleitor, desta vez deu-lhe apoio, para o receber posteriormente para concorrer a Presidente da República. Está já a alargar o seu “lastro”.
Por outro lado António Costa, aproveitando a aproximação a Carvalho da Silva e aproveitando o bom momento politico dele (um vencedor) a oferecer uma coligação governativa pós-eleitoral aos comunistas, na Câmara de Lisboa, aproveitando o facto deles terem ficado na “mó de baixo” e como que a dar-lhes uma “côdea” em nome da estabilidade para Lisboa. Uma jogada de mestre. Era preciso que os comunistas mordessem o “isco” e se deixassem levar como foi com Jorge Sampaio que quando deram conta sem alternativa o levaram da Câmara para Presidente da República. Mas há um ditado que diz, “à primeira cai a velha, à segunda cai se quer”. Os comunistas caíram uma vez e não são parvos, António Costa, se quiser “trepar à bolota” que trepe sozinho.
Desta vez, nem com esta baralhação e jogo de interesses dele e do Carvalho da Silva vai na legislatura presidencial seguinte à que se possa candidatar Carvalho da Silva, ser candidato pela Esquerda. Pelo menos por parte dos Comunistas. Sim que a jogada dele era dar a mão em Lisboa aos comunistas e deixar queimar-se o Carvalho da Silva e porque não o Manuel Alegre, que deve ter algum acordo secreto com o Sócrates e na legislatura seguinte avança ele com o apoio dos Socialistas, Comunistas e toda a Esquerda, que ele contra Cavaco nunca se candidataria, pois todos sabemos que quem ganha uma Legislatura Presidencial, também ganha a segunda e isso António Costa sabe muito bem.
Mas estes agiotas e calculistas da Politica e como eu costumo dizer, esquecem-se do “inesperado” que acaba por sempre acontecer. Vamos ver se não acontece aí um qualquer inesperado… sim que isto está quase a estoirar.