A opinião pública informada está fortemente dividida sobre o desempenho da economia mundial durante os próximos 12 meses.
Os que olham para os mercados emergentes destacam o crescimento acelerado, com algumas previsões a indicarem um crescimento de 5% da produção mundial. Outros, preocupados com os problemas na Europa e nos Estados Unidos continuam mais pessimistas, com projecções de crescimento próximas dos 4%. Alguns antecipam ainda uma recessão em forma de w. Este debate é interessante mas falha o mais importante. Em resposta à crise de 2007-2009, os governos da maioria dos países industrializados realizaram alguns dos mais generosos resgates a grandes instituições financeiras. Claro que não é politicamente correcto chamar-lhes resgates – a linguagem preferida dos decisores políticos é “apoio de liquidez” ou “protecção sistémica”. Mas representa, essencialmente, o mesmo: na hora da verdade, os governos mais poderosos do mundo (pelo menos, no papel) cederem várias vezes às necessidades e desejos das pessoas que tinham emprestado dinheiros aos grandes bancos.Em cada instante, a lógica foi impecável. Por exemplo, se os Estados Unidos não tivessem apoiado incondicionalmente o Citigroup em 2008 (durante a administração de George W. Bush) e outra vez em 2009 (durante a administração de Barack Obama), o consequente colapso financeiro teria piorado a recessão global e aumentando o desemprego em todo o mundo. Da mesma forma, se a Zona Euro não tivesse actuado – com a ajuda do Fundo Monetário Internacional – para proteger a Grécia e os seus credores, teríamos assistido a um aumento da turbulência financeira na Europa e talvez noutros países.De facto, houve repetidos jogos de provocação entre os governos e as principais instituições financeiras dos Estados Unidos e da Europa Ocidental. Nos governos disseram: “Não realizamos mais resgates”. Os bancos responderam: “Se não nos ajudarem, provavelmente haverá uma segunda Grande Depressão.” Os governos pensarem brevemente sobre esta possibilidade e depois, sem excepções, cederam.Os credores foram protegidos e os prejuízos do sector financeiro foram transferidos para os governos (como aconteceu na Irlanda) ou para o Banco Central Europeu (como aconteceu no caso da Grécia). Noutros sítios (como nos Estados Unidos), os prejuízos foram disfarçados com uma grande dose de “tolerância” regulatória (ou seja, os governos aceitaram olhar para o lado enquanto os bancos reconstruíam os seus capitais através da transacção de acções).E funcionou – já que a economia desses países está a recuperar, apesar de uma lenta recuperação do emprego nos Estados Unidos e em alguns países europeus. Assim, qual é o problema com as políticas realizadas entre 2007 e 2009? E porque motivo não podemos planear algo semelhante para o futuro se alguma vez voltarmos a enfrentar uma crise desta natureza?O problema é o incentivo – o que implicam os resgates nas atitudes e comportamentos do sector financeiro. A protecção dada a bancos e outras instituições financeiras desde o verão de 2007, e de forma mais significativa desde a queda do Lehman Brothers e da AIG em Setembro de 2008, envia um sinal simples. Se um banco for “grande” face ao sistema, é mais provável que receba um apoio generoso do governo quando todo o sistema fica vulnerável.Quão grande é “grande o suficiente” continua a ser uma questão interessante e em aberto. Os maiores “hedge funds” estão, possivelmente, à procura de formas de ficarem maiores e assumirem uma “importância sistémica”. Idealmente – do seu ponto de vista – vão crescer sem atrair o escrutínio regulatório. Ou seja, sem impor limites ex ante às suas actividades de risco. Se tudo correr bem, estes “hedge funds” – e como é obvio os bancos que já são Demasiado Grandes para Cair (Too Big to Fail (TBTF)) – podem lucrar bastante.Claro que se alguma coisa correr mal, todos os que são TBTF – e que emprestaram a empresas TBTF – esperam receber protecção governamental. Esta expectativa reduz o custo do crédito para os grandes bancos (face aos concorrentes, que são pequenos o suficiente para que, provavelmente, os deixem cair).Consequentemente, todas as instituições financeiras ganham um poderoso incentivo para crescer (e pedir mais emprestado) na esperança de também se tornarem grandes e “mais seguros” (do ponto de vista dos credores e não do ponto de vista social).Os principais decisores políticos norte-americanos reconhecem que esta estrutura de incentivos é um problema – curiosamente, muitos dos seus pares europeus ainda não estão sequer disponíveis para debater estas questões abertamente. Mas a retórica da Casa Branca e do Tesouro é “terminámos com os TBTF” com a actual legislação da reforma financeira.Infelizmente, não é o caso. Na dimensão crítica do tamanho excessivo dos bancos e do que isso implica para o risco sistémico, existe um esforço concertado dos Senadores Ted Kaufman e Sherrod Brown para impor um limite ao tamanho dos maiores bancos – em concordância com o espírito da original “Regra Volcker” proposta em Janeiro de 2010 pelo próprio Obama.Num inacreditável volte face, por razões que continuam desconhecidas, a própria administração Obama desistiu desta proposta. “Se tivesse sido promulgada, a proposta Brown-Kaufman teria provocado a desintegração dos seis maiores bancos dos Estados Unidos”, afirmou um alto funcionário do Tesouro. “Se tivesse sido promulgada, provavelmente isso teria acontecido. Mas como não o fizemos, não aconteceu”.Se a economia cresce 4% ou 5% é importante mas não afecta muito as nossas perspectivas de médio prazo. O sector financeiro norte-americano recebeu um resgate incondicional – e agora não enfrenta nenhum tipo de regulação significativa. Estamos, sem dúvida, a prepararmo-nos para outra expansão alicerçada em riscos excessivos e imprudentes no coração do sistema financeiro mundial. Isto só pode terminar de uma maneira: mal.
Simon Johnson, antigo economista chefe do Fundo Monetário Internacional, é co-fundador do blog http://BaselineScenario.com, professor na MIT Sloan, e membro do Peterson Institute for International Economics.
"TEORIAS DE RUA" vai ser um espaço onde procurarei abordar temas da sociedade, no seu geral, desde a politica nacional e internacional, sociedade no geral e com temas especificos, bem como assuntos mais "sui generis" como geo-politica desporto religião e porque não esoterismo.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Competitividade, problema da nossa era

Depois da 2ª guerra mundial, muito se discutiu sobre o rumo que seguiriam as nações, na sua politica tanto monetária como alfandegária. Assim por tantas coisas que se defendia, optou-se pelo proteccionismo de estado e pelas taxas alfandegárias e vindo mais tarde a subsidiar-se noutros países mais desenvolvidos certos produtos como forma de defesa na concorrência de produtos que apesar de bem taxados nas alfandegas ainda não era suficiente para impedir que outros produtos concorrentes importados de outros países fossem mais baratos e destruísse por exemplo certos produtos agrícolas de produção interna.
Assim com essa nova forma de proteccionismo o mundo foi evoluindo e criando cada vez mais desigualdades, etc etc.
Chegado aos nossos tempos as desigualdades tornaram-se tão gritantes, que além de assistirmos à fuga das grandes multinacionais a que eles apelidam de deslocalização, para Países com mão-de-obra mais barata.
Mas reparemos! Tudo isso começou bem antes com os problemas que aflorei acima, que obrigou a criar mundos diferentes. Tanto nos produtos mais baratos como na mão-de-obra.
Como poderá competir o nosso país com uma Índia que lançou o concorrente do Magalhães nas escolas por apenas €27 e o pretende pôr ainda mais barato daqui a algum tempo, apontando para os €15 o referido PC, quando cá é comercializado por €258.
Este é apenas um pequeno exemplo de como o mundo cresceu de uma forma desarmoniosa. Agora essa “decalage “ é que se sente com a chamada globalização. Isto sim é também a principal razão da crise nos países desenvolvidos que levará a um ajuste por baixo tanto no preço das coisas, bem como na perda a todos os níveis nas questões laborais, que para nós será um grande retrocesso civilizacional.
Os grandes níveis de desemprego já são sinais disso mesmo, a perda de direitos laborais estão em curso, a deflação de certos produtos foi outra razão (chinesices baratas) e por aí adiante. Vai ser doloroso para nós.
Só uma moeda única mundial seria o principio de uma salvação e adoptando legislação que reequilibrasse de novo os pólos já muito desiguais.
A china já reorientou a sua produção para o consumo privado, para compensar a baixa das exportações. Mas mesmo assim continua com uma moeda bastante fraca que se torna muito competitiva, impedindo o nivelar a economia.
A par da China e outros países que não estão interessados nisso, também os grandes interesses económicos não mostrarão interesse em nivelar o mundo, por isso muitos anos de sofrimentos teremos pela frente, com a perda de direitos sociais que os tínhamos dado já como garantia de futuro.
Assim com essa nova forma de proteccionismo o mundo foi evoluindo e criando cada vez mais desigualdades, etc etc.
Chegado aos nossos tempos as desigualdades tornaram-se tão gritantes, que além de assistirmos à fuga das grandes multinacionais a que eles apelidam de deslocalização, para Países com mão-de-obra mais barata.
Mas reparemos! Tudo isso começou bem antes com os problemas que aflorei acima, que obrigou a criar mundos diferentes. Tanto nos produtos mais baratos como na mão-de-obra.
Como poderá competir o nosso país com uma Índia que lançou o concorrente do Magalhães nas escolas por apenas €27 e o pretende pôr ainda mais barato daqui a algum tempo, apontando para os €15 o referido PC, quando cá é comercializado por €258.
Este é apenas um pequeno exemplo de como o mundo cresceu de uma forma desarmoniosa. Agora essa “decalage “ é que se sente com a chamada globalização. Isto sim é também a principal razão da crise nos países desenvolvidos que levará a um ajuste por baixo tanto no preço das coisas, bem como na perda a todos os níveis nas questões laborais, que para nós será um grande retrocesso civilizacional.
Os grandes níveis de desemprego já são sinais disso mesmo, a perda de direitos laborais estão em curso, a deflação de certos produtos foi outra razão (chinesices baratas) e por aí adiante. Vai ser doloroso para nós.
Só uma moeda única mundial seria o principio de uma salvação e adoptando legislação que reequilibrasse de novo os pólos já muito desiguais.
A china já reorientou a sua produção para o consumo privado, para compensar a baixa das exportações. Mas mesmo assim continua com uma moeda bastante fraca que se torna muito competitiva, impedindo o nivelar a economia.
A par da China e outros países que não estão interessados nisso, também os grandes interesses económicos não mostrarão interesse em nivelar o mundo, por isso muitos anos de sofrimentos teremos pela frente, com a perda de direitos sociais que os tínhamos dado já como garantia de futuro.
Conflito israelo-palestino e a água

Hoje vi nas notícias da TVI uma criança a chorar pelo pai, que não compreendia que ele (Palestiniano) tinha sido preso pelos Israelitas por lhes tirar água.
É Chocante assistir a isto ainda por cima uma criança que ficará traumatizada.
Mas foi isto que eu vi e realmente também me chocou.
O conflito israelo-palestiniano teve início em 1967, quando, na sequência da Guerra dos Seis Dias, Israel ocupou a Margem Ocidental do Jordão e as Colinas Golan (território de 5400 km2 e cerca de 900 000 habitantes, 97% dos quais palestinianos), ficando com as melhores terras para os colonos judeus. Com um problema intrínseco… a água!
É Chocante assistir a isto ainda por cima uma criança que ficará traumatizada.
Mas foi isto que eu vi e realmente também me chocou.
O conflito israelo-palestiniano teve início em 1967, quando, na sequência da Guerra dos Seis Dias, Israel ocupou a Margem Ocidental do Jordão e as Colinas Golan (território de 5400 km2 e cerca de 900 000 habitantes, 97% dos quais palestinianos), ficando com as melhores terras para os colonos judeus. Com um problema intrínseco… a água!
Este conflito que hoje se assistiu na TV, é o normal, ao longo destes anos entre colonatos, em que Israel aparta as várias aldeias de Palestinianos do acesso à água.
Agua, fonte de saúde e símbolo de vida, mas também fonte de conflitos entre várias gerações, que cada vez se acentuará mais nos próximos tempos.
Componente essencial para o nosso organismo, estima-se que cerca de 5 milhões de crianças morram por diarreia, em que o consumo de uma água saudável é fundamental à manutenção de um bom estado de saúde.
A Água ocupa 70% da superfície da terra. A maior parte, 97%, é salgada. Apenas 3% do total é água doce, e desses 0,01% vai para os rios que fica disponível para o uso.
Agua, fonte de saúde e símbolo de vida, mas também fonte de conflitos entre várias gerações, que cada vez se acentuará mais nos próximos tempos.
Componente essencial para o nosso organismo, estima-se que cerca de 5 milhões de crianças morram por diarreia, em que o consumo de uma água saudável é fundamental à manutenção de um bom estado de saúde.
A Água ocupa 70% da superfície da terra. A maior parte, 97%, é salgada. Apenas 3% do total é água doce, e desses 0,01% vai para os rios que fica disponível para o uso.
Com a subida da temperatura estimada em cerca de 1,5º C, a água fica ameaçada pelas alterações climáticas,bem como a poluição que o homem vem provocando.
Por exemplo nos países Asiáticos como o Bangladesh, que vivem dos arrozais, com a subida da temperatura, a água do mar ocupará mais terras e obrigará à debandada das zonas rurais, para grandes cidades e países vizinhos como a Índia, provocando ainda mais conflitos, com os pobres que não respeitam fronteiras, fugindo à fome e à pobreza extrema, com a diminuição de produção de arroz.
Nas zonas dos Glaciares, como se calcula, próximos do degelo, como a Antárctica, o Peru etc., as populações que vivem da agricultura com água que alimenta as terras dos rios que correm desses Glaciares, das terras altas das montanhas, que ao acabarem, vão destruir toda uma forma de subsistência dessas populações agrícolas. Serão empurradas para as grandes cidades tentando melhor vida.
Os animais como os pinguins, baleias, salmões entre outros, esses também tenderão a desaparecer, devido ao aumento da temperatura.
Devido à fome, por falta de alimentos agrícolas, provocado pela água os recursos piscícolas irão diminuir drasticamente.
As correntes marítimas segundo se prevê serão alteradas, os furacões cada vez mais catastróficos até em termos de poluição da própria água.
Conclusão, sendo a água em muitos países mais cara do que o petróleo, e onde já só os ricos é que têm acesso a ela, será fonte de grande preocupação, que vai levar a grandes movimentações migratórias tanto das margens costeiras, como das montanhas de onde deixará de correr. Para não falar de certos países Africanos onde já é uma miragem.
Um relatório do Banco Mundial Alerta que as guerras dos próximos séculos serão por causa de água.
Hoje cerca de 250 milhões de pessoas, distribuídas em 26 países, já enfrentam escassez crónicas de água.
Hoje cerca de 250 milhões de pessoas, distribuídas em 26 países, já enfrentam escassez crónicas de água.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Recuperação económica! ou não?

As principais economias mundiais, no início do ano deram sinais de recuperação económica, mas com o correr dos tempos as expectativas vão-se gorando. Assim já se prevê que nos próximos tempos o crescimento vai ser mais lento, revisto agora para 3,25% ao ano.
A diminuição do consumo essencialmente nos EUA, assim como as medidas económicas adoptadas pelos países da União Europeia, com restrições orçamentais, por forma, a reduzir o défice abaixo dos 3% do PIB, levando a baixa de produção chinesa e outros países essencialmente asiáticos, fazendo que tudo isto limite o crescimento económico. Claro que o perigo essencial disto será a continuação do desemprego, que não dará tréguas, assim como a politica dos empréstimos bancários a impedir a corrida ao crédito fácil, que fará com que as pessoas sintam menos dinheiro nos bolsos, logo se tornem menos gastadoras.
Conclusão sem dinheiro ou sem poder de compra, quer por falta de trabalho ou por desconfiança dos bancos que se deparam com a crise do crédito malparado, a economia não vai poder crescer ainda por cima com a divida soberana dos países que não vai parar de crescer. Sem isto resolvido não haverá recuperação. Venha quem vier contar as histórias que quiser. Vai ser necessário uma nova politica, que garanta poder de compra a quem não tem e trabalho a quem precisa. Ou melhor, a cada um segundo as suas necessidades. Mas até que descubram isto, muito água vai correr debaixo da ponte. Muita fominha teremos que passar, digamos assim.
A diminuição do consumo essencialmente nos EUA, assim como as medidas económicas adoptadas pelos países da União Europeia, com restrições orçamentais, por forma, a reduzir o défice abaixo dos 3% do PIB, levando a baixa de produção chinesa e outros países essencialmente asiáticos, fazendo que tudo isto limite o crescimento económico. Claro que o perigo essencial disto será a continuação do desemprego, que não dará tréguas, assim como a politica dos empréstimos bancários a impedir a corrida ao crédito fácil, que fará com que as pessoas sintam menos dinheiro nos bolsos, logo se tornem menos gastadoras.
Conclusão sem dinheiro ou sem poder de compra, quer por falta de trabalho ou por desconfiança dos bancos que se deparam com a crise do crédito malparado, a economia não vai poder crescer ainda por cima com a divida soberana dos países que não vai parar de crescer. Sem isto resolvido não haverá recuperação. Venha quem vier contar as histórias que quiser. Vai ser necessário uma nova politica, que garanta poder de compra a quem não tem e trabalho a quem precisa. Ou melhor, a cada um segundo as suas necessidades. Mas até que descubram isto, muito água vai correr debaixo da ponte. Muita fominha teremos que passar, digamos assim.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Depressão de 1929/crash dos nossos tempos

A depressão de 1929, teve a ver com a euforia vivida nos anos 20. Os factores essenciais foram a superprodução e a euforia gastadora, facilitada pelo crédito fácil de então, conjugado com os lucros dos negócios e da bolsa de então.
Numa data em que nos EUA nove em cada dez famílias tinham um carro novo (os celebres Ford), em que as donas de casa passaram a ter máquinas de lavar roupa, grafonolas entre outras coisas do momento, com as mulheres a emanciparem-se e começavam a divertir com os homens em festanças sem fim.
Uma época áurea provocada pelo acesso ao crédito de forma a incentivar o consumo e aumentar a produção, mas com a queda da bolsa de valores de forma drástica a trair toda a euforia.
Tal como nesse dia do crash (quinta feira negra) assim se teme o mesmo a todo o momento, onde se começa a viver momentos de pânico nos tempos que correm.
Nessa altura perderam-se milhões da noite para o dia, num sinal tal como agora, que já vinha sendo anunciado mas ninguém levava a sério. Os sintomas foram sentidos no mundo inteiro, excepção aos países pouco industrializados, tal como agora se nota nos chamados países emergentes chamados de “BRICs” (por enquanto) que deram um salto e se desenvolveram.
Nessa altura apareceram os regimes ditatoriais (Hitler, Mussolini, etc) tal como agora se adverte desse perigo e que levou à 2ª. Guerra Mundial.
Houve causas para essa crise além das referidas, como o uso em Inglaterra novamente do ouro como moeda padrão que levou à deflação, o colapso do comércio internacional, o aumento de impostos, etc. Mas fundamentalmente o desajuste entre produção, consumo e crédito. Tudo isto rebentou com o sistema monetário em todo o mundo desenvolvido. Há ainda quem advogue que a maior causa foi a politica de reservas monetárias, que levou a uma grande redução das suas reservas por parte da Reserva Federal Americana, para travar a inflação e que tinha começado com deflação, mas que não resultou.
A queda do valor das acções deixou muita gente depenada, que foi obrigada a cortar nos gastos, aumentando assim a crise, por falta de compradores para os produtos, levando ao desemprego. Os que tinham empréstimos reduziram onde puderam. Depois voltaram as altas taxas de juro que mataram o resto, que se arrastaram aos outros países até ao definhamento total.
Faliram milhares de Bancos por não reaverem os empréstimos e valores investidos, empresas fechadas, despedimentos em massa e redução dos salários. Isto arrastou-se à agricultura, com agricultores desesperados sem serem capaz de pagar os empréstimos e a falirem também.
Para tentar debelar o mal, usou-se o proteccionismo económico com impostos às importações, aumentou-se os impostos às pessoas. Noutros países reagiu-se igual e tudo isto levou ao desemprego de cerca de 20 a 30% no geral a baixa salarial generalizada e redução drástica na produção e diminuição dos valor dos produtos no geral, tanto alimentação como outros sem ser de 1ª necessidade como aço e automóveis, etc.
Com isto tudo foi necessário grandes medidas de caris social, arranjar formas de emprego como forma de incentivar e regular a economia, criaram-se infra-estruturas necessárias às pessoas (escolas hospitais), instituiu-se o salário mínimo e os limites de carga horária de trabalho, deu-se pensões aos reformados, protegeu-se os trabalhadores e respeitou-se os sindicatos, mas efectivamente a economia só retomaria em força com a 2ª. Guerra Mundial, com a industria bélica e tudo que gira à sua volta.
Tal como nessa data, os governantes de hoje, aumentam impostos, reduzem o investimento, conforme a Inglaterra, EUA, Alemanha, entre outros como os países Asiáticos, o PIB diminuiu a menos de metade, o desemprego disparou, mas a situação socioeconómica só piorou.
Nessa altura, assim como agora, nas grandes cidades as casas eram pagas com empréstimos e as famílias foram forçadas a deixar as suas casas por falta de pagamento das prestações, começando a viver amontoadas, com familiares e a viver em barracas miseravelmente sem dinheiro para comer. Nessa altura até o clima foi severo e houve períodos de secas e invernos rigorosos, tal como agora, que piorou a agricultura. Alguns agricultores falidos entregaram também as terras aos bancos credores, conforme as casas e fugiram para as cidades à procura de modo de vida. Vagueava-se de cidade em cidade à procura de trabalho. O combustível tornou-se caro e os carros viraram carroças puxadas a cavalos.
Veio a descriminação contra os negros, e mulheres com filhos e os emigrantes, apareceram os partidos comunistas em força e os nacionalistas, que acabaram por vingar.
Mas após isto tudo passar os governos e as pessoas ganharam uma nova consciência social.
Agora pensem, há ou não há paralelismo nos nossos tempos com os tempos de então?
Os sintomas são os mesmos, só que desta vez ainda não sucumbimos, porque como eles dizem “os tempos são outros”, “o mercado tem mecanismos mais eficazes” blá blá blá. Pois mas a única diferença é que nessa altura deixou-se ir os bancos à falência. Agora salvou-se os bancos para deixar irem os próprios estados. È isto mesmo a divida Soberana dos Países que agora se fala, é a pré-falência, falta só um empurrãozinho e nós já estamos a dar o nosso contributo infelizmente. Basta esperar, não sei até quando, mas não deve faltar muito.
Mas tal após a crise dos anos 30, ganhou-se uma nova consciencialização e tal como nessa altura está para acontecer a qualquer momento uma mudança na forma de estar e pensar nas pessoas. O dinheiro terá outro sentido também com a falência do sistema bancário. Com o caos mundial a terra vai ter outro valor, pois dela dependeremos, mas aumenta o companheirismo e a solidariedade e o desapego aos bens materiais o altruísmo etc.
Assim espero porque se vence a parte má, vai ser medonho!
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Teorias de Sócrates

“O mundo mudou” diz José Sócrates. Grande teoria! Habilidade era dizer que o mundo vai mudar. Mas esta gente não enxerga a dois dedos do nariz. “Um ataque sistémico ao euro” continua ele. “Se não tomasse estas medidas a recessão instalava-se, por causa da desconfiança da divida soberana nacional”. Diz ainda “depois da 2ª. Guerra Mundial, esta é a maior crise de sempre”. Mas também afirma que saímos da recessão técnica neste 3º trimestre.
Mas na entrevista de ontem no Canal 1, os jornalistas ainda retorquiram, que o crescimento era medíocre e só há crescimento concretizado a partir 2%.
O 1º. Ministro parece não perceber da dívida actual, nem da do futuro. Feita com obras essencialmente de alcatrão e que serão pagas a longo prazo. Ao que parece essas dívidas das gerações futuras serão pagas a partir de 2013. Sendo assim como vamos sair da crise, se temos uma divida colossal e prestes a disparar ainda mais a partir dessa data.
Mas tudo estaria bem se a crise fosse nacional, se fosse só Portugal à beira da falência. O problema, são os outros países, tanto da zona euro, ou não. O problema é que a crise é sistémica, a dívida soberana é de tantos países como França, Bélgica, Inglaterra, EUA, mesmo a Alemanha, bem como Japão entre outros. Não é só os “PIGS”, são estes e mais uma grande maioria dos Países desenvolvidos. Só que ainda ninguém fala neles, mas vão ter que falar. Agora só falam de nós porque temos um rácio de produtividade muito baixo, comparativamente com esses países, que antigamente se resolvia com a desvalorização do escudo, de forma a equilibrar a balança de transacções.
Portanto todos devem, só que nós não somos competitivos, mas a culpa é dos empresários portugueses essencialmente, que pensam no lucro do momento e não investem em modernização.
Esta crise vai levar à desgraça da população.
O 1º Ministro falta sistematicamente à verdade, enrola as conversas e faz criar ideias de que vai tudo bem quando é precisamente o contrário. Esconde a miséria e realça os pormenores falíveis.
Aumenta impostos, não reduz as despesas essenciais do estado, como os pagamentos a Gabinetes de Estudos, de Projectos, Conselheiros Técnicos, Pareceres, Institutos, etc.
Mas afirma “não se pode viver na base do medo”, como se o que ele apresenta não fossem expectativas alucinadas onde se engana e esconde a realidade.
Este saque aos portugueses é o início de tantos outros que virão.
A haver financiamento exterior, será essencialmente emitindo dívida pública, para pagar outra dívida pública, que vai vencendo, mas com juros cada vez mais altos e será sempre um garrote por causa da desconfiança.
Agora a duvida é, ou se corta nas grandes obras, ou investe no futuro do País como TGV e Aeroporto.
E eu digo, que vão atrás dos que fizeram fortunas nas anteriores obras, nas derrapagens dos Projectos megalómanos e pagos exorbitantemente, como foi já o Centro Cultural de Belém ou a casa da Musica, ou a ponte de Coimbra ou todos os outros, claro!
Esta crise tem uma teoria que não é Socrática, chama-se “pescadinha de rabo na boca”, havemos de voltar sempre à crise, ou seja… não há volta a dar. Não se pode financiar grandes obras se não houver bancos a dar o aval. Se o estrangeiro não confia em nós, não empresta, então não haverá obras. Haverá mais desemprego e estagnação, haverá mais impostos, etc.
Ninguém vai querer para já esta crise, por isso a solução seria inundar os países aflitos com mais moeda, conforme fizeram aos bancos, mas isso terá consequências, como já falei há uns tempos aqui.
Mas na entrevista de ontem no Canal 1, os jornalistas ainda retorquiram, que o crescimento era medíocre e só há crescimento concretizado a partir 2%.
O 1º. Ministro parece não perceber da dívida actual, nem da do futuro. Feita com obras essencialmente de alcatrão e que serão pagas a longo prazo. Ao que parece essas dívidas das gerações futuras serão pagas a partir de 2013. Sendo assim como vamos sair da crise, se temos uma divida colossal e prestes a disparar ainda mais a partir dessa data.
Mas tudo estaria bem se a crise fosse nacional, se fosse só Portugal à beira da falência. O problema, são os outros países, tanto da zona euro, ou não. O problema é que a crise é sistémica, a dívida soberana é de tantos países como França, Bélgica, Inglaterra, EUA, mesmo a Alemanha, bem como Japão entre outros. Não é só os “PIGS”, são estes e mais uma grande maioria dos Países desenvolvidos. Só que ainda ninguém fala neles, mas vão ter que falar. Agora só falam de nós porque temos um rácio de produtividade muito baixo, comparativamente com esses países, que antigamente se resolvia com a desvalorização do escudo, de forma a equilibrar a balança de transacções.
Portanto todos devem, só que nós não somos competitivos, mas a culpa é dos empresários portugueses essencialmente, que pensam no lucro do momento e não investem em modernização.
Esta crise vai levar à desgraça da população.
O 1º Ministro falta sistematicamente à verdade, enrola as conversas e faz criar ideias de que vai tudo bem quando é precisamente o contrário. Esconde a miséria e realça os pormenores falíveis.
Aumenta impostos, não reduz as despesas essenciais do estado, como os pagamentos a Gabinetes de Estudos, de Projectos, Conselheiros Técnicos, Pareceres, Institutos, etc.
Mas afirma “não se pode viver na base do medo”, como se o que ele apresenta não fossem expectativas alucinadas onde se engana e esconde a realidade.
Este saque aos portugueses é o início de tantos outros que virão.
A haver financiamento exterior, será essencialmente emitindo dívida pública, para pagar outra dívida pública, que vai vencendo, mas com juros cada vez mais altos e será sempre um garrote por causa da desconfiança.
Agora a duvida é, ou se corta nas grandes obras, ou investe no futuro do País como TGV e Aeroporto.
E eu digo, que vão atrás dos que fizeram fortunas nas anteriores obras, nas derrapagens dos Projectos megalómanos e pagos exorbitantemente, como foi já o Centro Cultural de Belém ou a casa da Musica, ou a ponte de Coimbra ou todos os outros, claro!
Esta crise tem uma teoria que não é Socrática, chama-se “pescadinha de rabo na boca”, havemos de voltar sempre à crise, ou seja… não há volta a dar. Não se pode financiar grandes obras se não houver bancos a dar o aval. Se o estrangeiro não confia em nós, não empresta, então não haverá obras. Haverá mais desemprego e estagnação, haverá mais impostos, etc.
Ninguém vai querer para já esta crise, por isso a solução seria inundar os países aflitos com mais moeda, conforme fizeram aos bancos, mas isso terá consequências, como já falei há uns tempos aqui.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
NACIONALISMO! VEM AÍ.

A dívida que o país tem no estrangeiro, não vai permitir fazer grande coisa no Orçamento de Estado. Será necessário um esforço herculeano para equilibrar a divida ao estrangeiro, que já não empresta nem confia na nossa politica.
Não é só a divida pública como querem fazer crer! O calote estende-se às empresas como a P.T. a EDP, a Banca (dos Mexias e Jardins Gonçalves a ganhar milhões) a serem também responsáveis pela divida ao estrangeiro. Não tardará, as agências de “Rating” a pronunciar-se sobre o excesso de endividamento das empresas portuguesas no exterior e não esqueçamos da divida das famílias, aliciados pelo crédito fácil dos cartões de plástico que com o seu “magnetismo” resolviam as cobiça desmedida das pessoas.
O Ministro das finanças, não espera grandes reacções do povo português, porque estes ditosos anos, alimentaram-lhes o ego, dando-lhes cursos superiores “às três pancadas”, o 12º ano e as novas oportunidades e os portugas, sentem-se felizes.
Ora os doutores não se revoltam, não se manifestam, nem mostram indignação. Ficam irracionalmente taciturnos e acreditam que a culpa vem só da crise lá de fora. Mas cuidado, um país embrutecido, pode reparar nos acontecimentos da Grécia, de um qualquer Golpe de Estado na vizinha Espanha, que acabe com a Democracia.
Portanto o Sr. Engenheiro Sócrates, não pense que pode continuar a desculpar-se com mentiras atrás de mentiras, arrastando o país inteiro para uma indigna pobreza, em que acabem a roubarem-se uns aos outros a tentar esconder a pobreza e as necessidades do “pão para boca”.
O Estado e a Segurança Social não vão ser capaz de acudir a tanta pelintrice. Mas nós não saberemos revoltar-nos contra estes afortunados do sistema, tanto políticos como seus pares que com eles comungam e levam ao completo definhamento dos excluídos, sendo eles os novos nababos que do “25 de Abril” se aproveitaram e desprovidos de moral e ética se enlearam em negociatas e nepotismos. Para estes sim, valeu esta sociedade global, na qual se acoitam e se desculpam, mas para a qual foram fervorosos contribuintes.
Viva o Primeiro Ministro, viva a Coca-Cola, vivam os aumentos dos impostos, viva a todos português, que assistem a isto serenos e distraídos, com futebóis, Papas e outros mais.
Morra a estupidez, que não enxerga que o mal vem de longe e não se sabia que a falência tinha mesmo que acontecer.
Não se esqueçam de uma coisa! Quando os juros dispararem e a inflação for incontrolável, em vez de irem atrás dos verdadeiros responsáveis, vão atrás dos ciganos, dos negros, dos romenos, dos brasileiros, dos imigrantes trazidos na época de prosperidade, acusem-nos de fazerem diminuir os salários, de terem habitação social, de receberem subsídios e levarem à falência a segurança social e fundo de desemprego, de roubarem empregos e aumentarem a criminalidade. Vão atrás deles, corram com eles e culpem-nos da nossa desgraça e deixem ficar os responsáveis a rirem-se e a mostrar solidariedade com a nossa estupidez e burrice. Tornem-se Nacionalistas.
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