quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Profecias Maias



Todos os anos, milhares de pessoas invadem Chichen Itza para observarem um estranho fenómeno.
As 15:00 horas do equinócio da primavera e do Outono, o jogo de luzes forma a sombra de uma serpente sobre a escada que se encontram com sua cabeça esculpida na base da pirâmide de Kukulcan . Para muitos esta serpente é um alerta para uma catástrofe que está prestes a acontecer. Os cientistas não sabem o significado da serpente. O que sabem é que é preciso ter muito conhecimento científico para construí-la. Lembre-se que ela foi erguida a mais de mil anos. "Esta silhueta simboliza a serpente descendo do céu para o plano de existência terrestre e entrando no final do dia nas profundezas". diz o Dr. Alen F. Chase - Professor de Antropologia da Universidade Central da Florida. O conhecimento avançado do templo e espaço culminou na construção da pirâmide de Kukulcan, nome da divindade suprema dos maias. Kukulcan é na verdade um calendário tridimensional. "A pirâmide de Kukulcan é um zigurate de pedra de quatro lados que na verdade é um calendário. Somando os 91 degraus de cada lado mais a sua plataforma, o total é 365 dias, como os dias do ano. O incrível é que os maias ergueram a pirâmide de modo que no equinócio o sol atinja a face norte criando a sombra de um serpente gigante.", diz Steven Alten.
Como os maias adquiriram profundo conhecimento do tempo continua um mistério, mas eles atribuíam este conhecimento a Kukulcan, um deus omnisciente, que não tinha nenhuma semelhança com o povo de pele morena. Kukulcan era descrito como um homem alto e branco com longos cabelos e barbas brancas e brilhantes olhos azuis. Tinha o crânio alongado, o que fazia as mães maias amarrarem tábuas nas cabeças dos bebés para alongar os crânios. Por volta do ano 1000 d.C., por razões desconhecidas, Kukulcan deixou Chichen Itza e voltou para o mar, de onde muitos acreditam que ele viera. Antes de partir prometeu ao povo que um dia voltaria, mas isto nunca aconteceu.
A história maia
Como os maias usaram seu calendário para prever dados futuros, inclusive o fim do mundo, com tanta precisão? Para responder a esta pergunta, precisamos conhecer um pouco a civilização maia. Os Maias foram uma ramificação da civilização Olmeca que floresceu no México e América Central por volta do ano 500 a.C. O auge dos maias ocorreu entre 600 e 900 d.C. quando se comparavam a civilizações da Mesopotâmia. Tinha escrita hieroglífica, redes comerciais, arte, cultura e tudo mais. A cidade de Chiten Itza era o centro religioso, cerimonial e cultural da região. Eles não utilizavam a roda, mas tinham conhecimentos avançados de astronomia, arquitetura e matemática. Faziam previsões em observatórios astronómicos baseando-se em equinócios e nos ciclos de Vénus. Eles registavam seus dados em entalhes e códices com complexos hieróglifos. Em 1519, o conquistador espanhol Ernam Cortez aportou em terras maias, que pensaram se tratar da volta do grande lider Kukulcan. Esta confusão quase levou a sua destruição. Em 50 anos perderam 90% de sua população. Por esta razão, os cientistas tem dificuldade em saber sobre a região maia na antiguidade. Os rituais maias, como o sacrifício humano e o alongamento de crânios, causaram repulsa aos conquistadores e padres que os converteram ao cristianismo e destruíram todos os seus códices, excepto 4, que estão em diferentes bibliotecas da Europa. Se os códices não tivessem sido queimados, hoje saberíamos muito mais sobre os maias. O mais famoso é o Códice de Dresden, que seria a chave para o calendário e as profecias maias. Para alguns, ele guarda a data exacta de nosso fim.
O Códice de Dresden
Em 1880 um estudioso alemão começou a estudar o código detalhadamente. Conseguiu decifrar os hieróglifos e ver a visão que os maias tinham do futuro e do universo. Os especialistas logo descobriram que o códice continha uma série de previsões astronómicas. Os eclipses e ciclos lunares e venusianos estavam claramente representados. Era um diagrama da actividade galáctica que se estendia por milhares de anos no futuro. Eles também perceberam que o código apresentava um calendário, mais avançado até mesmo que os actuais. Dentro deste calendário parecia haver previsões ligadas a diferentes eras históricas. Para entender as profecias maias, inclusive a do fim do mundo, era preciso entender como este calendário se organizava, o que não era tarefa fácil. Demorou mais de século para desvendar o calendário na qual as profecias se baseiam, Ainda incompleto, o minucioso trabalho de decifrar o Códice de Dresden e compará-lo as inscrições maias nos monumentos continua. A maior certeza até agora que os cientistas chegaram é que os maias eram obcecados pelo tempo e tinham uma visão muito diferente da nossa. Para eles o tempo era cíclico. Algo que aconteceu no passado certamente voltará a acontecer continuamente. Para nós o tempo é linear.

Foi com esta visão cíclica do tempo que os maias criaram o calendário mais sofisticado já concebido por uma civilização. Complexo e preciso, na verdade são 3 calendários em 1. O primeiro e mais conhecido é o calendário Solar, conhecido como Haab. Tem 365 dias divididos em 18 meses e 20 dias, mas um curto período de 5 dias, considerado muito desfavorável. Seus cálculo são tão precisos que ele é 4 segundos mais precisos que o calendário usado hoje! O segundo calendário é o cerimonial de 260 dias, chamado Tolkien, que consistia em 13 números combinado em 20 dias (13*20=260). Este calendário era usado para entender várias dimensões da experiência humana. Por exemplo, baseia-se no período de 9 meses da gestação humana. Eles usavam este calendário para unir processos divinos e terrenos. Mapeava o destino dos maias, pois cada dia do Tolkien tinha um significado especial ditado ao seu nome e alinhamento astrológico a ele associado, como um Zodíaco. Usavam este calendário para baptizar crianças, decidir o melhor dia para batalhas e casamentos, e prever fenómenos astronómicos como eclipses e os ciclos de Vénus. Os maias combinavam o Haab com o Tolkien como duas engrenagens, formando o chamado calendário circular, que é um ciclo de 52 anos que combina o ano solar com o ciclo de 260 dias. Os números, os dias, os meses só se repetem a cada 52 anos. Isto equivale hoje ao nosso século. O terceiro calendário que os maias usavam para calcular o tempo é o de Conta Longa. Este sistema era central para o conceito maia de tempo. Foi através deste calendário que os maias calcularam o fim do mundo e fizeram suas outras predições. A conta longa media o tempo transcorrido desde a mítica origem dos maias. Transcrevia o tempo de vida de reis e indivíduos. Após anos recolhendo dados astronómicos, arqueológicos e iconográficos, estudiosos calcularam que o calendário de conta longo teria começado em 13 de Agosto de 3114 a.C. e terminaria em 21 de dezembro de 2012, o dia do juízo final. O calendário de conta longa contêm unidades de tempo chamados Katuns que equivalem cerca de 20 anos. Para cada Katun, os maias formulavam uma profecia específica. Os Katúns e suas profecias repetiriam-se a cada 260 anos.
As profecias de Chalam Balam
As melhores profecias maias estão no livro de Chalam Balam. Era o nome do sacerdote que previu a chegada dos brancos barbados a Yucatán. O maias sobrepuseram o ciclo Katun a sua história e supuseram que se repetiria infinitas vezes.
Os 5 grandes ciclos, o alinhamento cósmico, a preces são  o juízo final.
Talvez o que mais importe no calendário da conta longa seja um tempo mais abrangente. Na cosmologia Maia, há 5 grandes ciclos, cada um com cerca de 1.125 anos. Quatro já passaram. " Os 4 ciclos anteriores terminaram em destruição. A profecia maia do juízo final refere-se ao último dia do 5º ciclo, ou seja, 21 de dezembro de 2012." diz Steven Alten. Portanto o 5 e atual ciclo também terminará em destruição. O que irá desencadeá-la? A resposta pode estar em um raro fenómeno cósmico que os maias previram a mais de 2.000 anos. "A profecia maia para 2012 baseia-se em um alinhamento astronómico. Em Dezembro de 2012, o sol do solstício vai alinhar-se com o centro de nossa galáxia. É um raro alinhamento cósmico. Acontece uma vez a cada 26.000 anos" diz John Major Jenkins, autor do livro Maya Cosmogenese 2012.
A cada 26.000 anos o sol alinha-se com o centro da Via Láctea. Ao mesmo tempo ocorre outro raro fenómeno astrológico, uma mudança do eixo da terra em relação a esfera celeste. O fenómeno chama-se Precessão. A data exacta disto tudo é 21 de Dezembro de 2012. "A Terra oscila lentamente sobre seu eixo mudando nossa orientação angular em relação a galáxia. Uma precessão completa leva 26.000 anos." diz John Major Jenkins.
Como os maias conseguiam prever fenómenos cósmicos 26.000 anos no futuro continua um mistério, apesar do constante trabalho dos pesquisadores. Sabe-se que por alguma razão eles atribuíam uma grande importância ao ciclo da precessão. "A precessão é uma medida cósmica tão lenta que a consideravam um sistema fundamental no qual embutiam sua história e com a qual se localizavam no contexto do tempo." diz Bruce Scofield, pesquisador de astronomia maia.
Este raro alinhamento era muito importante para os maias e para saber o porque temos que estudar o mito da criação dos maias, o "Popo Vuh" ou o mito dos heróis gémeos. O "Popo vuh" diz que a fenda escura na Via Láctea era a entrada para o reino do além, uma porta para o mal. É com o centro desta mesma fenda que o sol vai se alinhar em 21 de dezembro de 2012. Segundo o texto sagrado, os senhores das profundezas desafiaram o primeiro Pai para um jogo de bola. O grande Pai foi traído e decapitado, mas seus filhos, os heróis gémeos, desafiaram para um novo jogo as profundezas e ganharam, ressuscitando o primeiro Pai. (Este é o famoso jogo de bola dos maias, onde o capitão da equipa ganhadora, como recompensa, era sacrificado aos deuses). Existiria uma ligação entre esta lenda e a profecia de 2012? Este jogo de bola dos maias parece mostrar que sim, pois seu simbolismo com o alinhamento é interessante. O campo de jogo representa a Via Láctea, o aro no meio do campo representa o centro da Via Láctea. A bola é o sol. A bola entrando no aro representa o final dos tempos.
As profecias de Chalam Balam
As melhores profecias maias estão no livro de Chalam Balam. Era o nome do sacerdote que previu a chegada dos brancos barbados a Yucatán. O maias sobrepuseram o ciclo Katun à sua história e supuseram que se repetiria infinitas vezes. Por exemplo:
- O 13º Katun ocorreu em 1520 quando os conquistadores espanhóis chegaram ao México, voltou a ocorrer em 1776, no período que corresponde as revoluções francesas e americanas. Chalam Balam fez a seguinte previsão para o 13º Katun: Será uma época de total ruína onde tudo se perderá. Será a época do julgamento de Deus. Haverá epidemias e pragas e depois virá a fome. Estrangeiros conquistarão governos e sábios e profetas encontrarão seu fim.
- O 10º Katun coincide com o desaparecimento dos maias do sul e diz: Mais uma vez a desgraça se abate sobre a Terra. Secas e fomes e uma época de ocupação estrangeira, mudanças e tristezas. Foi neste Katun que ocorreu também a 2º Guerra Mundial
- O 5º Katun menciona: Um tempo de infortúnios, de incisão entre líderes e liderados, o povo perderá a fé em seus lideres que poderão ser maltratados, até mesmo enforcados, haverá também cobras em abundância. A fome será grande e poucos nascerão neste período. O 5 Katun ocorreu pela última vez em 1855, quando ocorreu a guerra civil americana. Os que estudam os Katuns notam mais semelhanças entre o passado distante e o passado mais recente.
- O 8º Katun é um dos piores, foi neste período que Chichen Itza foi destruída e aguerra do Vietnã dividiu os EUA. Diz o 8º Katun: Uma época de extermínio e destuição entre os governantes. Do fim da cobiça, mas de muita luta. Uma época de se ficçar em outro lugar.
- O 6º Katun. Watergate, o escâdalo Irã contra e a camapanha contra a fome na África, parecem únicos na previsão para o 6º Katun, que teve início em 1973. Diz o 6º Katun: Uma época de um governo mal e enganoso, muitos morrerão de fome.
- O 2º Katun, que vai ocorrer após 2012, diz: Para metade haverá alimentos, para outros infortúnios. É a época em que terminará o mundo de Deus. A época de se unir por uma causa.
- O 4º Katun. É o que vivemos hoje. Começou em 1993 e terminará em 2012. Durante este período, segundo Chalam Balam, a divindade suprema retornará a Terra, anunciando o início de uma nova era. É uma época de relembrar o conhecimento em meio a escassez e da chegada do pássado Quetzal, Kukulcan. É um prelúcio para mudanças maiores que ocorrerão no Katun 13 e no 11, daqui a muitas décadas. Então estariamos no começa de uma mudança para uma nova era. Os eventos do 11 de setembro desempenham um papel importante nas mudanças que a nova era aludem. 11 de setembro correponde a data no calendário que representa mudança, o ataque ao Afeganistão ocorreu na data que significa o ajuste ou o equilíbrio.
As profecias de Chalam Balam estão abertas a interpretações, mas são tão específicas que suscitaram previsões assustadoras de outros acontecimentos histórico
Os 5 grandes ciclos, o alinhamento cósmico, a precessão e o juízo final
Talvez o que mais importe no calendário da conta longa seja um tempo mais abranente. Na cosmologia Maia, há 5 grandes ciclos, cada um com cerca de 1.125 anos. Quatro já passaram. " Os 4 ciclos anteriores terminaram em destruição. A profecia maia do juízo final refere-se ao último dia do 5º ciclo, ou seja, 21 de dezembro de 2012." diz Steven Alten. Portanto o 5 e atual ciclo também terminará em destruição. O que irá desencadeá-la? A resposta pode estar em um raro fenômeno cósmico que os maias previram a mais de 2.000 anos. "A profecia maia para 2012 baseia-se em um alinhamento astronômico. Em dezembro de 2012, o sol do solstício vai se alinhar com o centro de nossa galáxia. É um raro alinhamento cósmico. Acontece uma vez a cada 26.000 anos" diz John Major Jenkins, autor do livro Maya Cosmogenese 2012.
A cada 26.000 anos o sol se alinha com o centro da Via Láctea. Ao mesmo tempo ocorre outro raro fenômeno astrológico, uma mudança do eixo da terra em relação a esfera celeste. O fenômeno se chama Precessão. A data exata disto tudo é 21 de dezembro de 2012. "A Terra oscila lentamente sobre seu eixo mudando nossa orientação angular em relação a galáxia. Uma precessão completa leva 26.000 anos." diz John Major Jenkins.
Como os maias conseguiam prever fenômenos cósmicos 26.000 anos no futuro continua um mistério, apesar do constante trabalho dos pesquisadores. Sabe-se que por alguma razão eles atribuiam uma grande importância ao ciclo da precessão. "A precessão é uma medida cósmica tão lenta que a consideravam um sistema fundamental no qual embutiam sua história e com a qual se localizavam no contexto do tempo." diz Bruce Scofield, pesquisador de astronomia maia.
Este raro alinhamento era muito importante para os maias e para saber o porque temos que estudar o mito da criação dos maias, o "Popo Vuh" ou o mito dos heróis gêmeos. O "Popo vuh" diz que a fenda escura na Via Láctea era a entrada para o reino do além, uma porta para o mal. É com o centro desta mesma fenda que o sol vai se alinhar em 21 de dezembro de 2012. Segundo o texto sagrado, os senhores das profundezas desafiaram o primeiro Pai para um jogo de bola. O grande Pai foi traido e decapitado, mas seus filhos, os heróis gêmeos, desafiaram para um novo jogo as profundezas e ganharam, ressuscitando o primeiro Pai. (Este é o famoso jogo de bola dos maias, onde o capitão do time ganhador, como recompensa, era sacrificado aos deuses). Existiria uma ligação entre esta lenda e a profecia de 2012? Este jogo de bola do maias parece mostrar que sim, pois seu simbolismo com o alinhamento é interessante. A quadra representa a Via Láctea, o aro no meio do quadra representa o centro da Via Láctea. A bola é o sol. A bola entrando no aro representa o final dos tempos.
O desaparecimento dos maias do sul em 900 d.C.
O que exactamente ocorrerá no dia 21 de Dezembro de 2012? Ainda não temos uma resposta definitiva pois não sabemos como os maias viam o final do calendário de conta longa. Eles não nos podem dizer.
Talvez a chave para entender o verdadeiro significado da teoria do juízo final não esteja no cosmos, mas sim na Terra. Se for este o caso, a queda dos maias pode oferecer pistas tão reveladoras como perturbadoras. Em 900 d.C., ao sul de suas terras, regiões inteiras foram abruptamente abandonadas. A maioria dos avanços técnicos dos maias perdeu-se na história. Centenas de anos passariam antes que os maias revitalizassem suas cidades. No norte de seu território, a civilização chegou a um novo apogeu. O que causou o surto desaparecimento na região sul? Essa é uma grande questão e ninguém sabe a resposta. O maias previram o seu próprio fim de acordo com alguns. O ano 900 d.C. em que se deu sua extinção corresponde ao 10 Katun no calendário maia.
Dentre as teorias para o desaparecimento dos maias em 900 c.D. temos:
- Uma complexa teoria sugere que o aumento de manchas no sol pode ter levado ao aquecimento do clima e levado a secas e fome.
- O crescimento populacional
- Exaustão dos recursos naturais
- Guerras frequentes
- A cobiça, que pode preceder a queda de uma civilização
- Uma combinação de factores de vários factores.
Neste contexto, a teoria do juízo final, apesar com complexo jogo astronómico, pode ser simples. Todas as civilizações nascem, prosperam e florescem. Após sua queda, uma nova ordem floresce. De fato, o calendário maia sugere que depois de 2012 uma nova era pode surgir, mas como ela seria continua um mistério. Após 2012, o segundo Katun ocorrerá mais uma vez. Isso sugere que deveremos parar e pensar no que fizemos no passado e sobre o que estamos fazendo no presente e como devemos proceder no futuro.
Modos de interpretar a profecia maia do juízo final
Uma interpretação é: "Uma coisa é certa, devemos estudar os maias e aprender com as suas profecias para entender melhor nossa sociedade e nosso mundo e estes eventos que estão associados e que sabemos que ocorrerão."
Para outros a profecia é um alerta que se ignorado pode levar a um desastre de imensas proporções.
A resposta pode estar na última página do códice de Dresden, que diz que haverá uma série de fenómenos astronómicos. Ciclos venusianos, lunares, de eclipses. A última página mostra a destruição do mundo pela água. O mundo seria destruído por um dilúvio.
Para os maias, o fim do mundo não era uma ideia vaga e abstracta, mas um evento muito real e específico. "O dia do juízo final para os maias era a destruição total do mundo e seus habitantes.", diz o Dr. Alen F. Chase. "Quase todas as religiões falam de um juízo final. A diferença entre a religião maia e as outras, é que o calendário maia, um instrumento de tempo e espaço menciona a data específica do fim da humanidade.", diz Steven Alten, autor do livro Domain.
O tempo está-se a esgotar e o dia 21 de Dezembro de 2012 aproxima-se, para finalmente revelar verdadeiramente o que irá acontecer: uma nova era, um dilúvio ou um dia como outro qualquer...

As Sete Profecias Maias - Segunda Parte
Os maias deixam-nos mostras evidentes de sabedoria e do seu altíssimo nível de evolução, de seu comportamento em uma sociedade unida, como uma única mente colectiva. Tiveram a sabedoria para prever os tempos que estamos vivendo deixaram-nos uma série de mensagens como ferramentas para superar as mudanças que deveremos enfrentar. Aprenderam a ver a vida através dos números, utilizaram o tempo como uma ferramenta para sincronizar-se com o ritmo da terra, com o sistema solar e com a galáxia. Isto permitiu a eles alcançar níveis altíssimos de energia vital e chegar a estados especiais de consciência, que permitem ver a realidade de uma forma mais completa. Veremos as suas previsões sobre as mudanças do comportamento do homem no final deste ciclo e a maneira como nossa atitude facilita ou dificulta o caminho para o próximo degrau evolutivo, a mente colectiva.Acompanhem neste percurso com as profecias, os símbolos e os conceitos maias.Vamos conhecer a segunda profecia neste episódio: Ela anuncia que o comportamento de toda a humanidade mudaria rapidamente a partir do eclipse do sol de 11/08/1999.
As Sete Profecias Maias - Terceira Parte
Novamente reunimo-nos para estudar os ecos das vozes dos maias. Eles falam de um caminho para assumir a vida e as decisões de maneira consciente. Eles viveram sem fronteiras, sem limites nem propriedades, somente em busca do bem comum. Desapareceram misteriosamente no ano 830 d.C., de uma maneira ainda não explicada cientificamente. No clímax de sua civilização não pretendiam ter a resposta para todas as perguntas do mundo, queriam simplesmente viver em sincronismo com a natureza e com a mente aberta para o cosmos.
Na sua primeira profecia eles tornam-nos conscientes que não somos rodas soltas no universo e que ele tem ritmos que começam e termina.
Com a segunda profecia eles entregam-nos um espelho para reflectirmos nossas relações, as relações que temos com nós mesmos e as que temos com os outros.
Na terceira profecia o que devemos analisar é a nossa relação como indivíduos e como espécie no planeta em que vivemos. Acompanhemos para unir os elementos que normalmente vemos soltos, para transformá-los em uma força geradora de consciência, abundância e prosperidade.Vamos conhecer a terceira profecia neste episódio: Ela diz que uma onda de calor aumentará a temperatura do planeta, produzindo mudanças climáticas, geológicas e sociais, em uma magnitude sem precedentes e a uma velocidade assombrosa. Os maias dizem que o aumento da temperatura dar-se-á pela combinação de vários factores, alguns deles gerados pelos seres humanos, que com sua falta de sincronismo com a natureza só pode produzir processos de auto-destruição. Outros factores serão gerados pelo sol, que ao acelerar sua actividade pelo aumento de sua vibração produz mais irradiação, aumentando a temperatura do planeta.
As Sete Profecias Maias - Quarta Parte
Os maias foram uma cultura iminentemente astronómica. Conceberam o ser humano como uma projecção de energia. Eles deixaram seus estudos nos calendários mais precisos de todas as civilizações da Terra. São a base de todas as profecias. Neste programa veremos o seu importante significado para nós, os habitantes do planeta Terra. A quarta profecia maia: Diz que o aumento da temperatura do planeta, causada pela conduta anti-ecológica do ser humano e por uma maior actividade do sol provocará um derretimento de gelo nos pólos. Se o sol aumentar seus níveis de actividade acima do normal, haverá uma maior produção de vento solar, mais erupções maciças desde a coroa do sol, um aumento da radiação e um incremento na temperatura do planeta. Os maias basearam-se no giro de 584 dias do planeta Vénus para efectuar os seus cálculos solares. Vénus é um planeta facilmente visível no céu, pois sua órbita está entre a Terra e o Sol.
As Sete Profecias Maias - Quinta Parte
O tempo maia é circular, avança para frente e para trás simultaneamente, nunca termina. É formado por círculos que sempre existiram e que continuarão existindo eternamente. É o respirar de Deus. Nós também temos este círculo internamente, para permitir a transformação de nossa mente e a evolução de nossa civilização no sentido da harmonia. Neste programa veremos alguns sistemas humanos que irão transformar-se para passar do medo ao amor e os sentidos que desenvolveremos nesta transição.Diz que todos os sistemas baseados no medo sobre os quais está fundamentada a nossa civilização se transformarão simultaneamente com o planeta e com o ser humano para dar lugar a uma nova realidade de harmonia. O ser humano está convencido de que o universo existe só para ele, que a humanidade é a única expressão de vida inteligente e por isto age como um predador de tudo que existe. Os sistemas falharão para que o ser humano se enfrente a si mesmo, para que ele veja a necessidade de reorganizar a sociedade e continuar no caminho da evolução que nos levará a entender a criação. Examinemos o sistema económico, que regulamenta, quantifica e põe um preço nas relações do planeta. A economia do ser humano contemporâneo está orientada por princípios de agressão e é incompatível com um universo em harmonia
As Sete Profecias Maias - Sexta Parte
Os sacerdotes Maias do sol podiam visualizar o futuro de seu povo quando o seu coração e sua mente conseguiam uma unidade com a Terra. A partir dali estabeleciam uma coluna vertebral energética com o sol, com o sol central das plêiades e com o centro da galáxia. A unidade funcionava como uma ampliação da percepção de sua consciência e um estado atemporal no qual podiam ver acontecimentos futuros. Assim puderam ver que um cometa anuncia a chegada de 9 infernos para seu povo. Também profetizaram que outro corpo celeste apareceria no final do ciclo de 5.125 anos, ou seja o período em que vivemos actualmente. Veremos o que o céu nos reserva.A sexta profecia maia: Diz que nos próximos anos aparecerá um cometa cuja trajectória colocará em perigo a própria existência do ser humano.
As Sete Profecias Maias - Sétima Parte
Neste programa veremos a sétima e última profecia Maia. Ela fala de esperança e do amanhecer da galáxia, ela mostra-nos como só através do nosso esforço poderemos encontrar a paz interior, para que possamos ser eleitos como depositários, que nos reintegrará como um só organismo gigantes em um universo de paz e harmonia.A sétima profecia fala-nos do momento em que o sistema solar em seu giro cíclico sai da noite para entrar no amanhecer da galáxia. Ela nos diz que nos 13 anos que vão desde 1999 até 2012, o centro da galáxia sincroniza todos os seres vivos e permite a eles concordar, voluntariamente, com uma transformação interna que produz novas realidades. E que todo os ser humano tem a oportunidade de mudar e romper suas limitações, recebendo um novo sentido, a comunicação através do pensamento. Os seres humanos que, voluntariamente, encontre seu estado de paz interior, elevando sua energia vital, levando sua frequência de vibração interior do medo para o amor, poderão captar e expressar-se através do pensamento, e com ele florescerá um novo sentido.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Regresso às aulas


Mais um ano começa! Que saudade eu tenho, dos tempos em que se revia os velhos colegas de classe e se regressava à nossa escola. Em que se tentava escolher a nova carteira ou a velha cadeira.
Mas este ano volta a não ser assim, depois de José Sócrates na outra legislatura ter encerrado escolas com menos de 11 alunos, agora volta à carga com encerramento de escolas com menos de 21. O argumento até cola, pelo menos para quem não vai passar por esta situação, ou seja, pessoas sem filhos com esta idade e que nem vivem no isolamento da província. Mas os pais que vêem os seus filhos arrancados sem capacidade para contrariar uma nova fase que vai levar o País a mais um processo de aceleração do já terrível desenraizamento à força das pessoas das suas aldeias. A desertificação que além do que tem vindo a ser feito a nível de Centros de Saúde, Maternidades, Postos de Correios, de GNR, etc, aparece com mais uma machadada nestas mais de 700 escolas, obrigando as pessoas mais novas a sair das aldeias cada vez mais isoladas, para poderem ter condições próximas da decência.
As mega-escolas ou coisas desse tipo, já estão ultrapassadas. Alem de mais, uma criança perde a proximidade do afecto e carinho dos seus pais ali ao lado, onde até pode ir almoçar. Agora vão ser roubados ao sono, de madrugada, na maioria das vezes de noite ainda e aí vão ao frio e à chuva, para o dito Centro Educativo com milhares de crianças das mais variadas idades, sujeitos aos mafarricos dos mais velhos e suas picardias, tanto no refeitório da escola como mesmo nos intervalos, onde não saberão defender-se.
Quem não se lembra do caso do miúdo de Mirandela? Pois é, tanto se fala do “Bullying” e agora criam-lhe mais condições.
É sabido que o envolvimento do meio é essencial para uma criança, mas não é desculpa para a sua concentração, enjaula-los como galinhas com o argumento de que ali há centros de áudio-visuais ou pavilhões desportivos, blá blá blá. E o resto?
Vão é criar mais ignorantes, com dificuldades de concentração, de saúde etc.
Pensem antes na revisão dos programas e no recurso a novos equipamentos, isso é que é urgente e necessário.
Uma coisa é certa, a natalidade vai baixar ainda mais e a desertificação vai ganhar lastro.
Tudo isto com falsos argumentos. Digam logo a verdade. Digam quanto poupam com isto. Essa é a realidade, cortar nas despesas. Logo na educação que devia ser o inverso. Estamos a criar mais analfabetos, mesmo que disfarçadamente daqui a amanhã concedam umas habilitações fantasma a pessoas que nem uma frase sabem construir.
Assim não vamos lá. Ah! E já agora, quantos mais professores ficam no desemprego?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Viva a Democracia, ou talvez não!




Nestas mais de trinta décadas, em que Portugal se libertou de um mau regime, quantas vezes se gritou à boca cheia, “viva a democracia!”
Viva a democracia, pois claro, que nos dá a liberdade de opinião e de “escolha”, permitindo-nos sermos nós a seguir o nosso rumo como um povo, que escolhe os seus governantes por sufrágio democrático.
Assim aconteceu desde o 25 de Abril de 74. Mas interrogo-me! Se não vivêssemos em democracia, como estaríamos nós? Não sabemos! Mas pior seria difícil, no que respeita a distribuição de riqueza.
Vivemos numa economia de mercado que nos dá a liberdade e a oportunidade individual de nos afirmarmos em sociedade. Numa economia que valoriza o individuo em detrimento do colectivo.
Em suma, um país que nos permite ir do 8 ao 80 em poucos segundos, quase a fazer-me lembrar um carro de corrida.
É verdade! Como é possível haver pessoas que há uns tempos atrás eram pobres como eu e agora ostentam fortunas?
Se a democracia é para isto! Eu peço outro regime.
Se esta democracia existe para os impunes da política, com comportamentos e atitudes tão escabrosas que engendram formas de tão baixo carácter para atingir os seus inequívocos objectivos, o enriquecimento fácil.
Quão medíocre é o ser que procede assim. Aproveitando-se da politica para se tornar um ladrão sem rosto.
Declaram misérias no IRS, os políticos e seus parceiros de negócios ligados às Autarquias e Estado. Usurpam zonas de paisagem protegida, reservas da natureza, parques florestais, alteram PDM`s nas Autarquias, recebem envelopes por baixo da mesa e fazem chorudos negócios. Criam empresas em nome de familiares a ajustam empreitadas encapotadas, abrem e encerram empresas fantasmas. Montam negócios no estrangeiro e actuam em Portugal ou vice-versa, escondem o dinheiro em paraísos fiscais ou em contas de familiares. Fazem negócios ruinosos para o Estado só para encherem os bolsos deles e dos comparsas também ali envolvidos. Este é o cenário do nosso país. Gente que pela calada da noite, agem como ratos, frequentam bons restaurantes, bares nocturnos, arranjam acompanhantes de luxo e no dia seguinte se apresentam como seres angelicais parecendo anjos papudos.
A fina flor dos tempos “áureos” que decorreu da entrada de Portugal na União Europeia, que serviu tão somente para muitos, se refastelarem com tantos dinheiros de projectos aprovados de forma dúbia, que apenas ajudou engordar tanto os que os propunham como os que os aprovavam, levando este país à desgraça.
Nada se renovou e nada neste momento se produz a não ser um bando de parasitas e um infindável numero de desempregados sem alternativa à voraz pobreza que os vai envergonhando.
Essa nata desse dito tempo glorioso, desses mesmos que agora são suspeitos ou apenas acusados, desde ministros a secretários de estado, passando por presidentes de câmara que aproveitando-se da politica e do cargo que deveriam ter honrado “como pessoas de bem se o fossem” puseram em causa a os valores em sociedade e a própria democracia.
Mas como se não bastasse, enlearam a justiça no seu meio, só para lhe tentar dar credibilidade aos esquemas fraudulentos, que aos poucos e poucos levam o País à desgraça, fugindo assim a essa responsabilidade.
Tornaram-se amigos dos magistrados, envolvendo-os na politica promovendo-os, sentindo-se todos eles poderosos, colocando-se acima de tudo e de todos esquecendo a ética e o bom senso, numa regra é que só os cifrões é que contam.
Toda esta escória, de amigos poderosos, uma corja que se tem alternando na governação, como se a politica fosse um bordel onde estes senhores se alternam prostituindo-se na imoralidade dos cargos que ocupam, comportando-se como uma quadrilha de malfeitores, que em cada assalto governativo se alternam, degolam e definham ainda mais este país. Preferia uma máfia italiana, do que estes grupos políticos ”mafiosos”, ancorados na pseudo-democracia que se apoderou deste país e nele estendeu os seus tentáculos como se efectivamente da “Cosa nostra” se tratasse.
Este é sem sombra de dúvida o período mais negro da história do nosso pobre País.
Malditos sejam.
Agora entendo porque diz quem sabe que uma revolução sem sangue não é revolução. Porque os abutres aos poucos e poucos vão-se apoderando, basta deixa-los poisar.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Diminuição de produção/consumo mundial


O mundo está a dar sinais de diminuição na recuperação económica, ou melhor a recuperação está em risco. O emprego afinal na rápida recuperação começa agora a dar sinais de fraquejar novamente e sendo em todo mundo os jovens que mais sofrem com taxas muito superiores a 20% no desemprego. Uma calamidade.

Na Europa o crescimento económico vai abrandar à medida que os governos forem reduzindo os orçamentos para reduzir o défice. Quanto aos incentivos implementados no início da crise como a compra de “carro novo” entre outros ao serem efectuados cortes, logo desacelera a possível recuperação. Conclusão, com redução nas despesas quer nos incentivos quer orçamentais a crise só piora, sendo que os cortes nos apoios sociais ainda ajudam mais.

O produto interno bruto da Grécia caiu pelo sétimo trimestre consecutivo. O ritmo de contracção deverá agravar-se nos próximos meses devido às medidas de austeridade aplicadas pelo Governo para conter o elevado défice orçamental. Aqui está um bom exemplo de uma politica estranguladora do sistema e isto é o que se tem verificado apesar de em menor escala noutros países (para já).

Outro sinal de agravamento da crise foi a produção industrial na Zona Euro, que caiu inesperadamente 0.9% no passado mês de Junho, penalizada por uma queda no consumo de bens duradouros diga-se, electrodomésticos, carros, mobiliário, etc. Também aqui a trair a expectativa de continuação de crescimento inicial que ia nos 3,2% em Maio.
Estes sinais de perda na recuperação pelos especialistas prevista, obriga aos governos na redução nas despesas orçamentais, afundando assim a hipotética recuperação.
Fora da Europa, as encomendas das fábricas dos Estados Unidos diminuíram em Junho mais do que os analistas estimavam e ao mesmo tempo, a produção industrial da China registou o crescimento mais baixo em 11 meses.
Até a China que parecia estar incólume à crise, afinal está a fraquejar. Como se isto não fosse de esperar. Então uma economia que vive essencialmente do mercado externo, mais cedo ou mais tarde seria afectada, não fosse isto uma economia global. Se os ocidentais deixarem de consumir automaticamente o resto é afectado e é isto que vai passar a acontecer. Passamos a uma economia global mas também passaremos a uma crise global, basta esperar uns tempos. Repare-se que os despedimentos continuam a aumentar e ainda falta a segunda leva.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Plano de insolvência da Alemanha ganha apoio da França




Então a Alemanha quer estabelecer um procedimento de insolvência para os Estados da União Europeia? E segundo se diz já tem o apoio de especialistas do Governo Francês, apesar da oposição do Governo.
A proposta do governo alemão determina a criação de uma organização independente para regular a eventual falência de países da zona do euro (que reúne os 16 países que utilizam o euro como moeda onde se encontra Portugal).
Parece que o medo das falências dos Estados Soberanos é uma preocupação bem patente e pelo que aconteceu já na Grécia e dos receios de países como Portugal e Espanha, a Alemanha quer apertar o cerco, com a criação de uma organização independente criada pela União Europeia, a fim de regular a falência de Países que venham à ruina na zona euro.
Pois é! Afinal a crise já passou ou ainda está para vir?
Pelo menos o medo ainda existe e os alemães lá saberão porquê!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Criando a próxima crise

A opinião pública informada está fortemente dividida sobre o desempenho da economia mundial durante os próximos 12 meses.
Os que olham para os mercados emergentes destacam o crescimento acelerado, com algumas previsões a indicarem um crescimento de 5% da produção mundial. Outros, preocupados com os problemas na Europa e nos Estados Unidos continuam mais pessimistas, com projecções de crescimento próximas dos 4%. Alguns antecipam ainda uma recessão em forma de w. Este debate é interessante mas falha o mais importante. Em resposta à crise de 2007-2009, os governos da maioria dos países industrializados realizaram alguns dos mais generosos resgates a grandes instituições financeiras. Claro que não é politicamente correcto chamar-lhes resgates – a linguagem preferida dos decisores políticos é “apoio de liquidez” ou “protecção sistémica”. Mas representa, essencialmente, o mesmo: na hora da verdade, os governos mais poderosos do mundo (pelo menos, no papel) cederem várias vezes às necessidades e desejos das pessoas que tinham emprestado dinheiros aos grandes bancos.Em cada instante, a lógica foi impecável. Por exemplo, se os Estados Unidos não tivessem apoiado incondicionalmente o Citigroup em 2008 (durante a administração de George W. Bush) e outra vez em 2009 (durante a administração de Barack Obama), o consequente colapso financeiro teria piorado a recessão global e aumentando o desemprego em todo o mundo. Da mesma forma, se a Zona Euro não tivesse actuado – com a ajuda do Fundo Monetário Internacional – para proteger a Grécia e os seus credores, teríamos assistido a um aumento da turbulência financeira na Europa e talvez noutros países.De facto, houve repetidos jogos de provocação entre os governos e as principais instituições financeiras dos Estados Unidos e da Europa Ocidental. Nos governos disseram: “Não realizamos mais resgates”. Os bancos responderam: “Se não nos ajudarem, provavelmente haverá uma segunda Grande Depressão.” Os governos pensarem brevemente sobre esta possibilidade e depois, sem excepções, cederam.Os credores foram protegidos e os prejuízos do sector financeiro foram transferidos para os governos (como aconteceu na Irlanda) ou para o Banco Central Europeu (como aconteceu no caso da Grécia). Noutros sítios (como nos Estados Unidos), os prejuízos foram disfarçados com uma grande dose de “tolerância” regulatória (ou seja, os governos aceitaram olhar para o lado enquanto os bancos reconstruíam os seus capitais através da transacção de acções).E funcionou – já que a economia desses países está a recuperar, apesar de uma lenta recuperação do emprego nos Estados Unidos e em alguns países europeus. Assim, qual é o problema com as políticas realizadas entre 2007 e 2009? E porque motivo não podemos planear algo semelhante para o futuro se alguma vez voltarmos a enfrentar uma crise desta natureza?O problema é o incentivo – o que implicam os resgates nas atitudes e comportamentos do sector financeiro. A protecção dada a bancos e outras instituições financeiras desde o verão de 2007, e de forma mais significativa desde a queda do Lehman Brothers e da AIG em Setembro de 2008, envia um sinal simples. Se um banco for “grande” face ao sistema, é mais provável que receba um apoio generoso do governo quando todo o sistema fica vulnerável.Quão grande é “grande o suficiente” continua a ser uma questão interessante e em aberto. Os maiores “hedge funds” estão, possivelmente, à procura de formas de ficarem maiores e assumirem uma “importância sistémica”. Idealmente – do seu ponto de vista – vão crescer sem atrair o escrutínio regulatório. Ou seja, sem impor limites ex ante às suas actividades de risco. Se tudo correr bem, estes “hedge funds” – e como é obvio os bancos que já são Demasiado Grandes para Cair (Too Big to Fail (TBTF)) – podem lucrar bastante.Claro que se alguma coisa correr mal, todos os que são TBTF – e que emprestaram a empresas TBTF – esperam receber protecção governamental. Esta expectativa reduz o custo do crédito para os grandes bancos (face aos concorrentes, que são pequenos o suficiente para que, provavelmente, os deixem cair).Consequentemente, todas as instituições financeiras ganham um poderoso incentivo para crescer (e pedir mais emprestado) na esperança de também se tornarem grandes e “mais seguros” (do ponto de vista dos credores e não do ponto de vista social).Os principais decisores políticos norte-americanos reconhecem que esta estrutura de incentivos é um problema – curiosamente, muitos dos seus pares europeus ainda não estão sequer disponíveis para debater estas questões abertamente. Mas a retórica da Casa Branca e do Tesouro é “terminámos com os TBTF” com a actual legislação da reforma financeira.Infelizmente, não é o caso. Na dimensão crítica do tamanho excessivo dos bancos e do que isso implica para o risco sistémico, existe um esforço concertado dos Senadores Ted Kaufman e Sherrod Brown para impor um limite ao tamanho dos maiores bancos – em concordância com o espírito da original “Regra Volcker” proposta em Janeiro de 2010 pelo próprio Obama.Num inacreditável volte face, por razões que continuam desconhecidas, a própria administração Obama desistiu desta proposta. “Se tivesse sido promulgada, a proposta Brown-Kaufman teria provocado a desintegração dos seis maiores bancos dos Estados Unidos”, afirmou um alto funcionário do Tesouro. “Se tivesse sido promulgada, provavelmente isso teria acontecido. Mas como não o fizemos, não aconteceu”.Se a economia cresce 4% ou 5% é importante mas não afecta muito as nossas perspectivas de médio prazo. O sector financeiro norte-americano recebeu um resgate incondicional – e agora não enfrenta nenhum tipo de regulação significativa. Estamos, sem dúvida, a prepararmo-nos para outra expansão alicerçada em riscos excessivos e imprudentes no coração do sistema financeiro mundial. Isto só pode terminar de uma maneira: mal.

Simon Johnson, antigo economista chefe do Fundo Monetário Internacional, é co-fundador do blog http://BaselineScenario.com, professor na MIT Sloan, e membro do Peterson Institute for International Economics.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Competitividade, problema da nossa era


Depois da 2ª guerra mundial, muito se discutiu sobre o rumo que seguiriam as nações, na sua politica tanto monetária como alfandegária. Assim por tantas coisas que se defendia, optou-se pelo proteccionismo de estado e pelas taxas alfandegárias e vindo mais tarde a subsidiar-se noutros países mais desenvolvidos certos produtos como forma de defesa na concorrência de produtos que apesar de bem taxados nas alfandegas ainda não era suficiente para impedir que outros produtos concorrentes importados de outros países fossem mais baratos e destruísse por exemplo certos produtos agrícolas de produção interna.
Assim com essa nova forma de proteccionismo o mundo foi evoluindo e criando cada vez mais desigualdades, etc etc.
Chegado aos nossos tempos as desigualdades tornaram-se tão gritantes, que além de assistirmos à fuga das grandes multinacionais a que eles apelidam de deslocalização, para Países com mão-de-obra mais barata.
Mas reparemos! Tudo isso começou bem antes com os problemas que aflorei acima, que obrigou a criar mundos diferentes. Tanto nos produtos mais baratos como na mão-de-obra.
Como poderá competir o nosso país com uma Índia que lançou o concorrente do Magalhães nas escolas por apenas €27 e o pretende pôr ainda mais barato daqui a algum tempo, apontando para os €15 o referido PC, quando cá é comercializado por €258.
Este é apenas um pequeno exemplo de como o mundo cresceu de uma forma desarmoniosa. Agora essa “decalage “ é que se sente com a chamada globalização. Isto sim é também a principal razão da crise nos países desenvolvidos que levará a um ajuste por baixo tanto no preço das coisas, bem como na perda a todos os níveis nas questões laborais, que para nós será um grande retrocesso civilizacional.
Os grandes níveis de desemprego já são sinais disso mesmo, a perda de direitos laborais estão em curso, a deflação de certos produtos foi outra razão (chinesices baratas) e por aí adiante. Vai ser doloroso para nós.
Só uma moeda única mundial seria o principio de uma salvação e adoptando legislação que reequilibrasse de novo os pólos já muito desiguais.
A china já reorientou a sua produção para o consumo privado, para compensar a baixa das exportações. Mas mesmo assim continua com uma moeda bastante fraca que se torna muito competitiva, impedindo o nivelar a economia.
A par da China e outros países que não estão interessados nisso, também os grandes interesses económicos não mostrarão interesse em nivelar o mundo, por isso muitos anos de sofrimentos teremos pela frente, com a perda de direitos sociais que os tínhamos dado já como garantia de futuro.