terça-feira, 12 de julho de 2011

DO MILAGRE DAS ROSAS AO MILAGRE DOS LARANJAS








"São rosas meu senhor são rosas!"
Ainda se lembra do milagre das rosas da Rainha Santa Isabel?
Quando El Rei D. Dinis lhe perguntou que levava escondido por baixo do manto, ela respondeu que eram rosas. Pois andava a distribuir pão aos pobres e ele temia que lhe fizesse gastos quando lhe faziam falta. Ela mostrou-lhe o regaço e o pão transformou-se em rosas. Esse é o milagre conhecido na nossa história de Portugal. Pois o Rei “lavrador” precisava de dinheiro para o inicio da indústria naval e dos descobrimentos e não se podia esbanjar dinheiro com pobres. Foi por isso que mandou construir o Pinhal de Leiria, lembram-se?
Será que alguém vai perguntar a Passos Coelho se vai ele dar esmolas aos pobres? Ou se vai fazer milagres?
Milagres não faz, só se o milagre da subtracção, nos impostos como o do subsídio de natal. Agora que vai dar esmolas aos pobres vai, já o disse e consta no programa do governo! Cortar nos vários subsídios e depois dedicar-se à caridade, para o povo se sentir eternamente agradecido. Estende a mão à caridade e se calhar ainda recebe uma vénia e um beijo na mão como no tempo das dinastias. Apesar de eu achar que para isso Paulo Portas tinha mais jeito; Mas preferiu os negócios estrangeiros e desta forma foge lá para fora onde não verá a miséria que vai por cá e assim ignorar a realidade e alimentar a ideia de ser um dia Primeiro-Ministro, visto não se ter querido chamuscar em nenhum ministério polémico e desta forma eliminar os seus potenciais concorrente no interior do partido e assim manter-se o politico com mais tempo nestas andanças, com as velhas promessas mas sem nada cumprido.

Cada politico gosta de fazer obras na sua época (a não ser a venda ao desbarato do que resta do País), Passos e Portas já não vão a tempo de fazer acções emblemáticas, como fez Cavaco Silva no Centro Cultural de Belém, à semelhança do D. João V o "Magnânimo", com grandes construções como Convento de Mafra e Aqueduto das Águas Livres.


Um com o ouro e diamantes das colónias e outro com o dinheiro da União Europeia, cada um à sua maneira delapidaram o erário público com derrapagens e exageros sucessivos que levaram o País a uma grave crise económica.


É isto que ficará na nossa história. Falta saber quem será o novo Marquês de Pombal para endireitar novamente isto.
O D. João V desbaratou o ouro das colónias em festanças, luxos e embaixadas exuberantes. Já Cavaco Silva, enquanto Primeiro-Ministro foi o responsável do desaparecimento de várias toneladas de ouro do Banco de Portugal que terão sido negligentemente aplicadas numa empresa americana falida, ficando o País a arder sem o ouro ali colocado. Mas não satisfeito ainda ajudou a criar o BPN. E nada! Estava tudo deslumbrado com as auto-estradas e os dinheiros de CEE de então, que ainda o levaram a Presidente.


O Rei era absolutista e não reunia as cortes sequer! O Presidente não faz falta nenhuma, e fica caro ao País.
Mas nessa altura só gastava quem tinha. Fizeram-se palacetes e solares por todo o lado. Nestes tempos os amigos do governo criaram bancos e hotéis. Os pobres tiveram acesso ao crédito fácil para sua desgraça e sonharam que um dia podiam ser ricos e vão acabar na miséria.


Tenho esperança que quando Passos Coelho vir as filas intermináveis e menos envergonhadas, nas instituições de caridade como as Uniões de Misericórdia e Caritas ainda se lembre de criar uma lei para perseguir os corruptos e enriquecimentos ilícitos.
Mas isso quando eles já andarem amedrontados e vergonhosamente disfarçados de pobres e a lei já não os puder agarrar de prescrição.
Até lá ainda nos vão tirar tudo e mais alguma coisa que se lembrem.
Nesse altura vestirão a pele do cordeiro até tudo acalmar de novo.
É sempre assim.

domingo, 10 de julho de 2011

A porca da Moody's



Sabemos que um Euro forte tira o domínio aos EUA, que aquilo que neste momento sabe fazer é guerras para criar instabilidades, vendendo depois as armas e exportando Dólares e dívida pública para lhes comprarem essas armas. Um círculo vicioso.
Sabemos que as guerras no médio oriente se fizeram também por causa do Euro que ameaçava o domínio da moeda americana essencialmente na troca de petróleo com a Europa.
Sabemos também que a crise do sub-prime, não recompõe a economia americana e mais que isso, abalou essencialmente países europeus enganados com produtos financeiros “gato por lebre”, acarretando muitos prejuízos na Europa.
Também sabemos que estrategicamente se os EUA tentam recompor-se à custa de esquemas especulativos e ataques sucessivos a países mais vulneráveis da Europa de forma a destruir a zona euro e fazer também a Europa pagar os prejuízos das guerras americanas como no Iraque e Afeganistão.
Há quem diga que é a vingança americana sobre a Europa. Eu acredito mais que este modelo económico está a estrangular-se e que todos os movimentos que se façam a favor ou contra seja quem for só acelera esse processo.
Agora acusar a Moody´s da culpa disto tudo que nos está a acontecer? Que somos lixo!
Esta agência apenas é um dos muitos instrumentos americanos que controlam o sistema, tentando governar-se num salve-se quem puder.
E quando nos avaliaram a níveis elevados e faziam referencia às suas avaliações de muito credibilizadas e que tínhamos que aprender como funcionavam essas empresas, num blá, blá blá.
As agências de rating trabalham em função de expectativas económicas, fazendo claro, outlook’s e analises dando tendências aos mercados. São uma espécie de farol, muitas vezes cheios trapaças e engodos onde os pequenos acabam por cair com avultadas perdas.
Já a congénere Standard & poor's, afastou-se da posição da Moody’s, porque não quer sofrer das mesmas represálias e beneficiar com isto tudo, conquistando mais mercado, mesmo correndo o risco de fazer más avaliações.

As agências de rating ao mesmo tempo que aconselham não podem fazer avaliações, previsões e certificações, porque isso é altamente promíscuo. Uma agência de notação financeira ou rating, ser investidora e ao mesmo tempo certificar o rating num negócio em que está envolvida, logo perde a credibilidade.
Mas só viram isso agora?
Estas agências foram responsáveis pelas falsas avaliações nos EUA em empresas como a ”Enron” na crise de 2001 ou em 2008 na crise do subprime como a Lehman and brother.
Agora querem criar uma nova agências europeia! Para quê? Para que digam o que eles querem? Afinal somos todos iguais? O melhor é acabar com elas todas!

Estas empresas ao avaliarem os activos europeus em baixo sustentam o dólar e a economia americana destruindo a europeia e descredibilizando o euro.
Bem, eles já ameaçaram os americanos de lhe baixar o rating, vamos ver! Já ontem era tarde.



Depois temos os especuladores financeiros e os hedge funds que estão ligados a tudo isto e recebem informações privilegiadas através de canais corrompidos, fazendo fortunas à custa destas agências de rating e assim se destrói se for necessário um País ou uma empresa ou vice-versa.
É sabido também que a forma como está escalonada a divida portuguesa não é previsível conseguir-se pagar, por isso ela devia ser renegociada antes que aconteça a desgraça como na Grécia e depois veremos que afinal a Mody’s tinha razão.
A agravar tudo isto apesar do aperto de cinto, a nossa economia estará sempre em défices orçamentais sucessivos por isso nunca terão salvação. Sabíamos que com deficits sempre a aumentar acabaria por dar nisto, mas agora com juros tão altos acabamos por ruir mais depressa.
Deu-se o fenómeno da globalização, onde as desigualdades tão evidentes o fizeram acontecer. É lógico que se torna impossível competir com a mão-de-obra como a chinesa e sua moeda, quando por cima temos grandes diferenças a nível de direitos laborais. Só pode dar em perdas e muitas infelizmente!
Como é possível também no mundo ocidental gerir empresas que a cada trimestre se tem que apresentar resultados sempre melhores que os anteriores. Claro está que à custa do trabalhador, das deslocalização, do comprador e à custa de benefícios fiscais, que acabam por sobrecarregar em impostos a quem trabalha, mirrando mais a economia numa espiral sem fim.
Agora chamam-lhe aves de rapina, mas o capital não é assim que funciona? Ou querem agora pô-lo em causa, depois de tanto o apregoarem?
Foi em nome disto que os mercados cresceram e acreditaram, a liberalização da economia.


Criaram e alimentaram o monstro que agora os engole.


Ou melhor; A porca fartou-se de dar bácoros e agora que a teta secou… esses porcalhões querem matar a mãe! Ainda acabam por morrem todos.
Ai morrem, morrem! Mas ainda vai haver muita porca para morrer, vão ver a matança que para aí vem!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

José António Saraiva, o Marciano!






É Sabido que avistaram óvnis por Inglaterra a semana passada, mas o verdadeiro marciano foi deixado aqui. E ocupou um lugar de destaque na sociedade portuguesa. Ele como muitos comentadores de “interesses” o director do Jornal “Sol” é um como sempre achei que devia ser, de outro mundo. Agora entendo a razão do nome do jornal, mas se calhar é o outro Sol, o Sol de Marte? Quem sabe!
Diz angelicalmente no jornal do qual é director e convido desde já a ler, não vão pensar que eu é que sou doutro planeta, em, http://sol.sapo.pt/inicio/Opiniao/interior.aspx?content_id=22108&opiniao=Pol%EDtica%20a%20S%E9rio.

Os pobres não podem mais ser sobrecarregados”, mas continuam a ser e ele não vê isso nas medidas dos sucessivos governos. “Tem de ser pois a classe média a pagar a crise.” -Mas essa classe ainda existe?
As empresas têm de ser aliviadas, porque criam emprego” -Concordo mas que não “puxe a brasa à sua sardinha”.



A esquerda está sempre a falar nas grandes fortunas, na banca, nos lucros das grandes empresas – como se aí estivesse a salvação do país.” -A salvação do País afinal está na aplicação de impostos a quem já não pode mais que são os pobres trabalhadores?



Os patrões já não são aqueles seres ignóbeis e gordos que apareciam nas caricaturas e que só se preocupavam em encher os bolsos e enriquecer à custa do trabalho dos explorados.” -Ora aqui está uma afronta a quem trabalha, que sabe o que mudou, foi que agora os patrões são frequentadores de “health club’s” e se preocupam essencialmente com a aparência além de fazer fortuna em “offshores”, são na sua essência corruptos.
Esse tempo, se chegou a existir, passou”; Mais um que daqui a pouco está a dizer que o Holocausto não existiu.



Os empresários são quase sempre pessoas que subiram a pulso, que trabalharam no duro, que tiveram a coragem de arriscar e investir, que criam emprego, que sofrem quando se aproxima o dia de pagar aos trabalhadores e aos fornecedores.” -Pois, recebem apoios e subsídios ao investimento dos amigos do Governo, que exploram o dito “colaborador” até ao tutano, fecham empresas sem querer saber se os trabalhadores têm dinheiro para comer e fogem como toupeiras. Ai sofrem… sofrem! eu até já vi o Belmiro e o Amorim a chorar, coitados! Mas se calhar foi dor de pulso por tantos murros nas secretárias a mandar cortar nos empregos que é o que eles querem; mão-de-obra barata e lucros fabulosos.
É esta gente que cria riqueza” -Nós vemos isso, pena é que não nos toque nada aos pobres!



Significa isto que, quanto mais lucros as empresas tiverem, mais rendimentos terá o Estado. Mas para as empresas terem lucros terão de ser aliviadas de diversos encargos. O que uma empresa paga hoje por um trabalhador, além do que este recebe, é uma enormidade. Para o leitor ter uma ideia, numa empresa como o SOL, por cada empregado que leva para casa 1.390 euros, a empresa tem de desembolsar 2.300. Ora, com este regime, quem é que quer investir e contratar gente?”
-Falavam em vinda da “Besta” e seus acólitos, será este um deles? Ou é só mais um a pensar à patrão, que só vê o lucro e se está nas tintas para o Estado e seus deveres sociais?



facilitar a vida aos que investem.” -Pois não podia ser outro pensamento o desta criatura.
Sucede que na classe média há muita gente que pode gastar metade do dinheiro que hoje gasta e fazer quase a mesma vida.” -Sim se não estivessem com a corda na garganta com os juros das dívidas a subir.



-Olhem só o que por aí vem mais a seguir.
Na classe média esbanjam-se dinheiro e recursos de uma forma às vezes chocante. Nos restaurantes desperdiça-se comida.” -Quais restaurantes? A classe média já só vai aos centros comerciais onde há "fast food" e pratos a €5 para fingir que vão almoçar fora. O resto vai às misericórdias e à caritas mendigar comida.
Nos mais pequenos pormenores é possível poupar. Um dia destes, com o café, trouxeram-me um pacote de açúcar branco, outro de açúcar escuro, outro de adoçante e um pau de canela! Eu só usei parte de um dos pacotes de açúcar e tudo o resto foi para o lixo.” -Isso pensa ele, que vai para o lixo, pergunte a quem lá trabalha? Pois ele não fala com essa gente! Nem disse quanto pagou pelo café assim servido.



Ainda no campo da alimentação, mas noutra vertente, há que dizer que em muitos casos não existe motivo para consumir produtos estrangeiros, pois há produtos nacionais equivalentes. Por que se bebe água Vittel, Vichy ou Voss, e não água do Luso, do Vimeiro, das Pedras ou do Castelo?” -Mais um patriota a pensar que nos supermercados que ele não frequenta se compram produtos nacionais. Vá ver os rótulos! Vem tudo de fora porque é mais barato. Que os produtos nacionais já são considerados produtos “gourmet” de alta selecção e só para os ricos que é quem pode. Os pobres comem produtos cheios de insecticidas, fosfatos e venenos, criados à força e sem qualidade nenhuma que só arranjam doenças”. Vittel, Vichy ou Voss”, mas isto è água? Nunca ouvi falar! Eu não digo que é Marciano? Eu nem agua do “Luso” bebo que é cara. Ele deve pensar que os portugueses não bebem água da torneira carregada de cloro, claro está! Santo Senhor.

“É possível beber um óptimo vinho português cinco vezes mais barato do que um vinho francês. E nas ocasiões festivas por que não optar por um honesto espumante Raposeira ou Cabriz em vez de champanhe Cristal ou Moët & Chandon?” -Deste ultimo já ouvi falar, agora beber bebo vinho em “pack” que é barato e quando posso.
E nos vícios como o tabaco…” -Deixei de gastar dinheiro nisso que foi o melhor remédio, o dinheiro não estica.



Finalmente, quando vamos ao supermercado ou à praça, há que ter em mente que sai mais barato e é mais saudável comprar legumes e fruta de origem nacional, e na respectiva época, do que produtos estrangeiros.” -Lá está ele! já alguma vez foi ao supermercado ver como é fazer compras? Se foi, não deve ter sido nestes últimos tempos com tudo a aumentar e se foi, foi ao supermercado do “el corte inglês” que dizem que aí há muita variedade, mas tudo caro! Para ricos.
“Estes princípios aplicam-se também ao vestuário. Se em lugar de um fato Hugo Boss ou Armani comprarmos um Dielmar ou Do Homem, ficaremos igualmente bem servidos e o preço será metade ou um terço". -"Dielmar" é mais barato? Mas um colega meu diz que a mãe dele trabalha lá e que por sinal ganha o ordenado mínimo, mas que os fatos custam quase mil euros, quanto custarão os "Armani" então? Não nego que já comprei um fatito ou dois mas é marca “in extenso” do Hipermercado que me fica pelos módicos 60 a 70 euros e já é uma festa, além de achar que faço um figurão, quando tem que ser.



“80 contos”, -Custaram-lhe uns sapatos no tempo do escudo? Uns três meses de ordenado mínimo nessa altura! E depois comia sapatos? Como digo, é Marciano!
“não fazer férias no estrangeiro, evitando ainda por cima aqueles horríveis tempos mortos nos aeroportos e o risco da perda de bagagens. Faça férias cá dentro” -Pois se tiver um irmão ou um tio em Lisboa aproveito para fazer férias, aliás foi assim que vim a 1ª vez a Lisboa. Para casa da minha irmã. Ainda me lembro da água fria que eu não contava nem as ondas e marés que eu não conhecia. Na coragem de tentar entrar na frieza da água, demorei muito e quando voltei as ondas tinham-me arrastado a toalha e a roupita. Inocências de um provinciano que nunca tinha visto o mar. Mas ainda há por aí muitos por esse interior que nunca viram o mar nem sabem o que é férias mas vão pagar esta crise sem nunca terem andado de avião.

“A propósito de carro, por que não escolher sempre um modelo abaixo daquele que ‘normalmente’ iríamos comprar. Em vez de um Mercedes E, um Mercedes C; em vez de um Audi 6, um Audi 4;” -Esta tem piada, nem merece comentários ao Marciano, porque é uma afronta.



“Se formos para o hotel, por que não experimentar um de três ou quatro estrelas em vez de escolher às cegas um de cinco?” -Oh senhor, abra os olhos para a realidade, seu cegueta! Nem sabíamos usar essas mariquices, nós não sabemos o que é o luxo!
“E, se teimarmos em ir de avião, não custará nada viajar em turística em vez de 1.ª ou Executiva, pelo menos nos voos de duração inferior a três horas. Chega-se ao mesmo tempo e paga-se metade.” -Eheheh, um verdadeiro tratado de riso este artigo, perdoem-me a onomatopeia.
E por aí continua mas já sabe que pode ir ao link e aproveitar para se rir e esquecer dívidas e desgraças com este artigo patético, que manda poupar em muita coisa mas não manda poupar no seu pasquim, que nós pobres não temos dinheiro para comprar.
Bem haja quem se lembrou de alertar sobre isto senão não tinha lido tamanha barbaridade intelectual.
Como é possível tanta bacorada junta, definitivamente ele não é deste mundo.
Parece que este senhor não sabe que a classe média já não existe em Portugal. Tenha juízo e venha um dia dar uma volta comigo que eu mostro-lhe a realidade do nosso País e não brinque à classe média que isso já é uma miragem.


-E o artigo dele termina assim "Como vê, a crise pode contribuir para vivermos melhor – com menos. Não é necessariamente um problema – é uma grande oportunidade para mudarmos alguns hábitos." -A crise não é um problema é uma oportunidade para vivermos melhor? Afinal viva a crise e a fome segundo o Marciano! Até é melhor...


Vá ler sff






quarta-feira, 15 de junho de 2011

O COVEIRO DA NAÇÃO?






No dia de Portugal, Cavaco Silva e António Barreto falaram do renascer da agricultura.






Homens que enterraram a agricultura e provocaram o afastamento da terra falam agora da terra e de repovoamento do interior.

A adesão de Portugal à União Europeia, aconteceu numa altura de revisão da Politica Agrícola Comum (PAC), começando-se a pagar subsidios aos agricultores para deixarem de produzir, por causa de excedentes na Europa.
Assim a política da EU foi feita especificamente para agricultores com milhares de hectares e não para pequenos e jovens agricultores que se aventuraram e faliram sem possibilidades de subsistir, com subsídios mal distribuídos e só para alguns, mas cheio de exigências e complicações, levando os pequenos agricultores portugueses à ruína e ao divorcio da agricultura.

Com a ânsia de adesão à Europa, os nossos governos de então aceitaram sem pestanejar as imposições agrícolas esquecendo que o País era essencialmente constituído por pequenos agricultores onde quase assentava a produção na agricultura familiar, não tendo possibilidades de se adaptar a uma nova Politica Agrícola, quando principalmente o tipo de terreno e a dificuldade de emparcelamento das terras estaria sempre aquém do tipo de agricultura praticada na EU.

Jorrou por aí dinheiro, para tudo e mais alguma coisa. Pagou-se para replantar, para arrancar, para não produzir e para outras coisas, como casas de férias com piscinas e altos carrões e tudo andava feliz.

Os Hipermercados e suas plataformas comerciais além de arruinarem o comércio, derreteram os agricultores e pescadores e tudo vinha lá de fora, da Espanha, França e outros, mais rápido e pelas estradas orgulhosamente construidas. E era tudo realmente feliz.

Pouco subiam os ordenados mas havia subsídios e empréstimos eu euros para baralhar mais as contas. Tudo era mesmo feliz e os governos orgulhavam-se do crescimento económico.

Mas eis que a crise chegou e tudo mudou de figura.

Agora desafia-se as pessoas a repovoar o interior para se dedicarem à agricultura quando sabem que aquilo só serve como modo de subsistência porque efectivamente eles provocaram o abandono, empurrando as pessoas para os empregos de serviços nas grandes cidades que não contribuem para o equilíbrio das contas da Nação.

O regresso à terra vai acontecer, sim! Porque é necessário produzir cerca de mais 70% mas isso não é porque as pessoas achem que seja preciso, mas sim por necessidade de matar a fome, que o garrote começa a apertar.

E não pense Sr. Presidente Cavaco Silva, que vai acontecer pelo seu apelo às pessoas que regressem à terra que ficou deixada ao abandono onde se fecharam escolas e hospitais, sem condições de vida.

Há que tempos eu vinha dizendo! Que a fome vinha aí?
Agora pede-se para produzir e consumir produtos nacionais, para equilibrar a balança de transacções correntes, para equilibrar o deficit, depois de o país estar falido!

Criar agricultura é criar riquezas e claro que estamos a ajudar o Pais, mas eles esqueceram isso com o deslumbramento da adesão à EU.
Mas as pessoas só compram produtos nacionais se forem mais baratos, porque eles até podem saber que “O Nacional é bom” e pode ajudar o País, mas o que conta é a carteira e aí não vão dar o dobro por um quilo de tomates, só porque são nacionais. Eles vão isso sim é comprar meio quilo de tomates estrangeiros, porque o dinheiro já não dá para mais e depois sim agarrar-se à terra, lá terá que ser!

Vem agora o Sr. Presidente da República apelar ao repovoamento agrário! Qual Rei Dão Sancho I, qual Povoador?
Que patetice Senhor Presidente, desculpe!
Espero que não seja alcunhado de "O Coveiro da Nação" porque foi essencialmente com os seus governos que isto começou a afundar-se. Ou os pequenos agricultores não se lembram? Como se come muito queijo e ainda se tem palavras como “eu bem que avisei”.

Ah! Vamos ver se as pessoas não se lembram de acabar com a figura de P.R., pois mais parece um governo com tanto dinheiro ali gasto.
Até dizem que o Rei de Espanha gasta bem menos!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

TOURADA É FESTA OU SOFRIMENTO?




Esta faena tem um director da corrida que já deu a ordem, apesar de andar em campanha eleitoral. A Ganadaria é da TROIKA Lusitana e Europeia. O Público aplaude porque está ansioso por uma tourada à espanhola, pois vão morrer os touros na arena. Ouvem-se aplausos e assobios, boinas pelo ar em sinal de concordância com a tourada.
Aí está o povo ao rubro e a banda começa a tocar. Começam a desfilar os toureiros levando atrás os subalternos e um pouco pelos vários Comandos fazem-se contas às horas. Aproximam-se da Tribuna Presidencial onde fazem a sua apresentação com toda a reverencia e depois de desfilarem pela arena, escondem-se atrás das trincheiras que sempre ali existiram à cautela dos touros mais astutos. Muda-se a capa de passeio pela de brega, pois aproxima-se a hora de cortar e fazer contas.
O Presidente após verificar que está tudo nos conformes, com a concordância da comitiva abana o lenço. Abre-se o portão do curro e dá-se o inicio à corrida. Sai o primeiro touro, que não percebendo muito bem o que querem com ele e de repente vê-se no meio da arena. O touro chama-se EIR, é o primeiro touro da noite, sim que “à noite todos os toureiros são pardos “e começa por dar umas corridas até que se acalma, que depois vem o peão de confiança do toureiro e o coloca exactamente pronto para a primeira estocada, sem antes o cavalo de nome Lisboa, o medir e cansar um pouco, para depois o toureiro Nacional que o vai conhecendo e estudando na sua bravura e características, para ver até onde e como o consegue levar, sabendo de antemão que o objectivo é sempre o mesmo, assim se dá inicio a um longo martírio até á estocada final, que será o corte nos horários de trabalho dos bófias.
Claro que até final da corrida muita coisa irá acontecer, entre eles os forcados amadores de Braga, vão sofrer algumas cornadas durante a pega, mas a muito custo e ao fim de umas tentativas acabou por sair a maldita pega, sem que se tivesse evitado ferimentos graves no forcado da cara provocados pelos cornos do touro, acabando substituído pelo rabejador.
E pronto, a tourada continuou mas quando chegou a altura da lide a pé, mal vi a capa e o estoque, percorreu-me um profundo arrepio, sentindo o cheiro a morte, dali tentei fugir para não assistir a tremenda desumanidade.
Paguei caro por esta corrida mas muitos pagarão se calhar mais caro, se assistirem a ela até ao fim. Pois pagar corridas de morte sendo em Barrancos ou não, acabam por sair sempre custosas. São caras porque são contra os animais indefesos e os expõem a tamanho sofrimento com mais tempo sem descanso perante a morte anunciada. Bem, mas decidi ficar à espera dos amigos do ofício que me arrastaram até à tourada. Quero ver o que eles acham no final. Será que eles gostam do sofrimento e de matanças com sangue na arena? Ou animam-se com as touradas dos outros?

quarta-feira, 25 de maio de 2011

E DEPOIS DAS ELEIÇÕES?







E depois das eleições?

Pois, mas eleições não resolverão nada!
Depois desta falsa campanha, escondendo a realidade económico-financeira e sonegando a crise, vamos ter que começar a sentir a realidade. Ter que cumprir o acordo (não explicado) da “Troika”, que já está a começar a não ser cumprido.

O País está bloqueado, sem dinheiro e sem querer procurar outras alternativas às medidas tomadas e a nação começará a perceber isso e a mostrar desagrado. Isto levará a que o novo governo se dê mal com o povo e não saberá comunicar ao País o estado das coisas por falta de dinheiro.

Todos os programas impostos e políticas aplicadas pelo governo serão um fracasso. Os acordos com a “Troika” terão que ser repensados, pois tudo fracassou com Portugal à beira da bancarrota, falido por este bando de hipócritas que enganaram o povo e agora levarão com ele na contestação social. Adivinha-se o início das verdadeiras dificuldades e sérios problemas.

O desemprego mais agravado, a retoma não regressará e a confiança após tantas medidas de austeridade só piorará e com isso a crise será ainda mais agonizante sem entrada de receitas.
A necessidade de medidas mais drásticas impostas pela UE e FMI, serão uma verdadeira asfixia nacional, com a União em polvorosa, sem saber que medidas tomar, se sacudir os Países com dívidas incontroladas, como nós ou se deixar arrastar-se por eles para o fim.

Eu digo que em boa altura pedimos ajuda apesar de tudo, porque outros países nos seguirão nesse pedido, onde arrastarão os restantes, que a esta crise estão ligados devido à sua exposição às dívidas dos primeiros. Portanto pouco ou nada se safará ao fim de tudo.

Pior é que a inflação vai disparar por escassez de alimentos e trará ainda mais fome. O dinheiro fugirá para acudir aos bancos que ameaçarão falir e arrastar tudo com eles, sugando os Estados.

Mas vamos ver agora, o que será da Grécia que aumentando a maturidade da divida não resolverá o problema, que acabará mesmo é por não pagar a dívida. A partir daí estão as portas abertas para o tombo de todos nós.

Vamos esperar! Até quando? Isso eu não sei... mas acredito que nos aproximamos a passos largos para o abismo, onde este sistema sucumbirá, venham as medidas que vierem.

Vamos ver que será do novo governo e de Passos Coelho, que não aguentará a pressão, (sorte do Sócrates para mal de nós).

sexta-feira, 6 de maio de 2011

ALELUIA! JÁ TEMOS EMPRÉSTIMO DA TROIKA.








Aleluia, que já há dinheiro. Por fim o acordo foi firmado e temos agora mais 78 mil milhões para tentar resolver a crise de Portugal. O problema do clientelismo, dos amigos e dos boys, que ao que se observa vai continuar nas fundações e institutos públicos, em que os governantes se comprometem estudar e não resolver.

Aleluia, que já temos dinheiro, para financiar a banca que está estrangulada, a braços com necessidade de aumentos de capital e que este dinheiro vem mesmo a jeito para equilibrar as contas e não para estimular a economia como deveria ser, através de incentivos às pequenas e médias empresas que desapareceram do nosso tecido produtivo com a entrada na União Europeia, para relançar a economia e diminuir o desemprego.

Aleluia, que Sócrates até disse que este plano de ajuda a Portugal é melhor que o da Grécia e Irlanda, quando é no fundo é uma espécie de PEC 4 mas piorado e imposto, que ignorou a crise internacional e esquecendo agora esta preciosa ajuda de tantos milhões que nos tirou da bancarrota para onde ele nos conduziu.

Aleluia, que os Portugueses com este plano, vão deixar de ter posses de adquirir a casa ou de a manter com prestações altas devido à crise, à subida de juros e desemprego, bem como subida do IMI, deixando de poder sonhar em serem proprietários, amontoando-se em famílias inteiras sem condições e privacidade ou aumentando o número de barracas ao longo das cinturas das cidades, e ou passando a ser novamente meros inquilinos aos serviço de especuladores imobiliários, que não tardará, estarão à espreita para fazerem fortunas no mercado do arrendamento, porque é isto que nos espera.

Aleluia, que a troco deste empréstimo passaremos a pagar mais IRS deixando de ter benefícios fiscais, ter menos Segurança Social, menos subsidio de desemprego a par de mais desemprego, mais precariedade laboral; apesar de inicialmente parecer que está tudo bem mas com o correr do tempo iremos sentir aqui e além como exemplo as Taxas Moderadoras; sendo apresentado este plano de forma cautelosa e enigmática, combinada entre Sócrates e Troika, a fim de evitar alarido social.

Aleluia! mas sim também, porque este empréstimo vindo tarde como foi reconhecido também veio a tempo, antes do agravamento da economia e do colapso mundial ou mesmo do fim da União Europeia, onde aí sim, ninguém nos emprestaria dinheiro.

Fica aqui o plano do acordo para poder consultar:
· Acordo abre porta a subida dos bilhetes dos comboios
· Equipas especiais de juízes para processos fiscais acima de um milhão de euros
· Tabaco e automóveis com mais impostos
· Empresas vão poder pagar menos por horas extraordinárias
· Acordo impõe aumento da concorrência nas telecomunicações
· Corte na despesa com Saúde chega a 550 milhões de euros
· Bancos de horas negociados directamente com trabalhadores
· "Falsos" trabalhadores independentes passam a ter apoio no desemprego
· Subsídio de desemprego passa a ser declarado no IRS
· ‘Troika' exige cortes na ADSE
· Despedimento individual por justa causa vai ser ajustado
· ‘Golden shares' do Estado são para eliminar até Julho
· Taxas moderadoras aumentam e atingem mais portugueses
· ‘Troika' quer incentivar arrendamento
· Portugal tem mais tempo para cortar défice mas não evita dois anos de recessão
· Novo aeroporto sem fundos públicos e TGV Lisboa-Porto suspenso
· ‘Troika' quer aumentar IVA na factura da electricidade
· Menos oito mil funcionários públicos por ano
· Patrões descontam menos para a segurança social
· Proprietários de casa serão penalizados com mais IMI
· Mais cortes na Transtejo e no Metro de Lisboa colocam serviços em risco
· BPN será vendido até Julho e não tem preço mínimo
· Governo tem 12 mil milhões para injectar nos bancos
· Desempregados só vão ter subsídio durante 18 meses
· TAP, EDP e REN para privatizar na totalidade este ano
· Redução de pessoal no Estado é para continuar
· Pensões acima de 1.500 euros vão ser cortadas
· Acordo não prevê redução de salários nem corte nos subsídios de férias e Natal
· Troika cobre 100% das necessidades de financiamento em 2011
· Objectivo do défice para 2011 fixado em 5,9%
· CGD deve aumentar capital com recursos próprios
· ‘Troika' quer definir critérios específicos para extensão de portarias
· Eliminação de serviços gera poupança de 500 milhões
· Empresas do Estado têm que poupar 515 milhões de euros