sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O PRESIDENTE CAVACO SILVA FALOU À NAÇÃO

Na sua primeira entrevista após a sua eleição o Sr. Presidente da República, Cavaco Silva, falou à Nação.

Falou e percebeu-se que somos todos (como diria João Jardim), uns “gajos estilosos”.

De toda a conversa foi o que melhor depreendi. Cada um tem o seu estilo, e sendo assim os portugueses são uns estilosos.

Claro que cada um com o seu estilo, aliás o Sr. Presidente Cavaco Silva, fez questão de o dizer. Ouvi bem sim, que o estilo de Jardim não era o seu estilo. Com certeza que se referia à forma de governação, o que não deixa de ser estilo. Daí ele ser um estiloso na politica diferente de Alberto João.

Esconder e desbaratar, esbulhando a seu bel-prazer cerca de 5 mil milhões de euros do Orçamento daquela Região Autónoma afinal segundo o Sr. Presidente da República é uma questão de estilo. Que estilosa observação a de um Presidente de todos os Portugueses. Além da necessidade que estamos a passar ainda vêm expor o país a tremenda vergonha da divida de cerca de 3.000 euros por cada madeirense. E é só uma questão de estilo.

É com isto que responde o Presidente de todos os Portugueses à pergunta? O estilo de Jardim não é o seu. E pronto!

Quanto ao resto, confesso que pouco mais apanhei, não sei se foi pelo estilo como foi dito, que mais parecia o de um primeiro-ministro, que ainda caiu na tentação de criticar as medidas do governo anterior nos cortes no vencimento contra a função pública e reformados. Segundo ele estas medidas são melhores no corte do subsídio de Natal. Sei é que para mim foram as duas injustas, pois além de levar com as duas por tabela ainda por cima nenhuma foi anunciada em programas de governo. Mas o estilo dos políticos é assim mesmo, prometem uma coisa e depois fazem outra.

Deu para perceber também que o seu estilo de ver as soluções para o país é igual ao de Passos Coelho, privatizar o que ainda resta e transferir mais seis mil milhões da banca em fundos de pensões, para orçar o Orçamento de Estado.

Acho que ao fim desta governação não restará nada, nem dinheiro, nem privatizações nem mais fundos de pensões. Depois é que eu quero ver!

Ao longo destes mais de trinta anos destruíram tudo e a única coisa que criaram foi grandes fortunas para alguns, com o povo quase na miséria e sem trabalho. E ainda defendem que o fundamental é fomentar a livre concorrência. Bem isso são mais as palavras do ministro das finanças.

Cavaco defendeu foi o equilíbrio da balança de transacções corrente. Para isso deve-se dar todo o apoio às empresas exportadoras. Para Cavaco a prioridade é a exportação. Diminuir o desemprego apoiando as micro e pequenas empresas na produção nacional, incentivando a produção e consumo de produtos que na sua maioria são a base do nosso sustento que essencialmente são importados, reduzindo a dependência do exterior, parece que não interessa. A crise é global e é mais necessário apoiar na redução das importações do que nas exportações, apostando fortemente na agricultura e pescas e produtos de excelência, que Portugal ainda tem e tornar-nos menos dependentes do exterior.

Sem poder de compra nem há paz social nem recuperação. Ou querem-nos pôr a pão e água?

Defendeu também as medidas do governo e acredita que após cumprimento do acordado com a troika Portugal recupere. Lá está um estilo optimista de ver as coisas, como se isso fosse possível. A crise veio pra ficar e ainda só deu um ar de si.

Bem, pelo menos o Sr. Presidente esteve bem, contra o estilo de resolver a crise da União Europeia, defendido pela Ângela Merkel.

Se os outros países da União nos ajudarem comprando emissões da nossa divida conforme Cavaco defende, ele compreenderá certamente que é um estilo bem diferente do de João Jardim.

Estranho estilo este, uns a ajudar e outros a arruinar.

Será mesmo só uma questão de estilo de governar? Ou seria necessário muito mais…                     coragem?



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

OURO, A GALINHA DOS OVOS...




Conhecem a velha frase bolsista?


– Quando ouvires o taxista que te leva ao aeroporto dizer que está a ganhar muito dinheiro na bolsa, está na altura de venderes.


Claro que agora falamos de ouro. Mas será que aqui também se aplica a dita frase?


Como devem ter reparado, nos últimos tempos tem-se falado muito de investimento em ouro que é um refúgio em tempos de crise. Mas ultimamente não se fala noutra coisa senão na sua subida vertiginosa.


O que acaba por empurrar as pessoas para a compra de ouro? Ou venda, daqueles que por necessidade aproveitando a subida seguem à risca a expressão”vão-se os anéis, ficam os dedos”.


Muitos pensam que o ouro só se adquire comprando barras/lingotes ou moedas, apesar de ingenuamente alguns acharem que comprar ouro é ir ao ourives adquirir um anel ou uns brincos.


Esse ouro nos bancos já há muito que está esgotado, o local seguro para comprar.


E quem não comprou já não compra.


Mas atenção há um outro tipo de compra que a maioria não conhece, mas até se pensa ser um melhor investimento do que no ouro físico. É o investimento em fundos, que apresentam títulos resgatáveis em ouro. São os GOLD – ETFs (Gold - Exchange Traded Funds - Fundos de Índices em Ouro). Estes fundos são negociados como acções de bolsa. Da mesma forma que você pode investir em acções também pode investir em ouro, correndo na mesma esse risco de ganhar ou perder.


Agora aqui há uma diferença. Já sabemos que pode comprar ouro palpável, mas assim pode investir em ouro sem nunca o ver e ganhar na mesma, conforme ele se valoriza. Mas a diferença primordial e que há empresas de fundos que à medida que as pessoas investem elas compram ouro físico e guardam-no, mas há outras que investem em (mercado de futuros) digamos com base nas perspectivas de subida de preço, investem em papeis e alavancados muitas vezes.


Agora imaginem também que toda a gente vai atrás desses papéis com a ganância de ganhar no ouro. O valor sobe e entra-se já não num investimento de refúgio mas sim num mercado especulativo. Pior é que muitas das empresas investidas em ouro não têm em guarda a quantidade de ouro que já venderam, isto é, estão a vender o que não possuem. E as pessoas a comprar, alinhando na bolha especulativa.


É como vender casas a quem não as vai poder pagar e a malta a investir nesses fundos imobiliários que um dia deixam de valer algo, por falta de pagamento das prestações. Foi assim a crise do “subprime” em 2008.


Entretanto os que antes investiam nestes papéis já os trocaram por ouro vivo deixando lá agarrados os atrasados que vão à babuja.


E este ano já subiu mais de 30% e desde que comecei a falar que ia subir, em 2001 já valorizou quatro vezes e meia mais ou seja, cerca de 450%. Estava a menos de 400 dólares no 11 de Setembro 2001e agora passa dos 1800 dez anos depois. Bastava prever a crise.


Ora nesta senda de subida adivinha-se molho. Alguém pode ficar escaldado!


Pois se o stock do ouro não corresponde ao volume dos títulos no mercado, alguém pode estar já sem a sua parte e sem saber.


Imagine-se que todos vão correr resgatar o metal a troco dos papéis?


O Fundo do Soros (maior especulador) “Soros Found Management”, já se anda a desfazer desses papéis desde 2010. Lucrou 1 bilião de dólares numa famosa transacção envolvendo o Banco de Inglaterra e que a descreveu como a “ultima bolha” e agora desfaz-se das suas posições em SPDR Gold.


Comenta-se que poderá haver cerca de 100 vezes mais papeis que ouro disponível.


O problema é este, se os pequenos continuarem a investir no ouro em papel, mais dólares dão aos verdadeiros investidores no metal para eles continuarem a comprar. Agora se descobrem que a realidade é outra, ai vou ver muita gente perder dinheiro se forem todos correr à troca!


Mas acredito que para já isso não vai acontecer, pois o ouro chegou à fasquia dos 1900 dólares, em análise técnica, fez um duplo topo com o 2º topo inferior ao 1º, está a desenhar um head & shoulder invertido e no gráfico também se desenha ali um triangulo de descida. Portanto para já o ouro parou nas subidas. E quem vaticinava a fasquia dos 2.000 e depois os 3.000, bem pode esperar.


Alem disso não pondo em causa o que foi dito anteriormente há aqui um factor sobejamente importante. Acho que os compradores notaram que estavam a exagerar no preço e na avidez, por isso diminuíram a procura empurrando os preços para baixo. Mesmo que faça algumas correcções de subida após aliviar é normal num mercado tão volátil.


Os que tiveram os seus ganhos partiram para outros investimentos, como de costume manda a regra especulativa.


Mas não esqueçamos que também devido à conjuntura económica mundial, este metal foi um grande investimento, em termos de futuro para alguns países, visto a importância que virá ter o ouro a nível fiduciário.


Portanto a subida vertiginosa do metal amarelo acabou por uns tempos.


Esta corrida para a reserva de ouro acho que tem a ver com as normas politicas de certos países, diferentes dos ocidentais, e esse receio leva à diversificação em ouro, por segurança e prevenção futura. Os países quanto mais ouro tiverem mais ricos se irão tornar e mais poderosos, como é o caso da China. Pois este país sente-se um pouco à margem do sistema mundial, reflectindo a dificuldade das suas empresas em competir com o Ocidente. Nunca foram bem aceites devido ao afastamento das nossas normas e na OMC.


O ouro, foi uma estratégia que levou certos países a fugirem à falência do sistema, que os levou a segurarem-se nesse metal.


O seu preço tirou a coragem a essa loucura vertiginosa de subida.


Sendo assim talvez aquela corrida ao ouro tenha mesmo terminado, pelo menos desta forma desenfreada.






segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Onde vão agora investir os Ricos?

Dizem que será necessários um trilião de dólares para salvar a banca europeia. Mas as pequenas empresas americanas ainda não saíram da crise e o emprego assim não recupera. Ainda para mais que a crise do “subprime” deixou muitas famílias endividadas e isso retirou mobilidade aos americanos, que é a capacidade de procurar emprego, piorando a recuperação. Nem com novos planos de recuperação do Obama, nem com a inundação de dinheiro no mercado se sai da crise.
O crescimento da China não é sustentável, nem dos BRIC, até porque se baseiam nas exportações para os Países que estão em crise. Por isso a crise que já se anuncia vai ser global.
Negócios rentáveis no momento já não passam pelo ouro, que está numa bolha especulativa, podendo vir a arrefecer dessa subida vertiginosa.
Apostas na queda do imobiliário, onde ganharam milhões poderá começar a esgotar-se.
Os chamados “CDS”, as “commodities” correrão o mesmo risco, pois a inflação pode disparar a qualquer momento com o petróleo em alta.

Assim a estratégia de investimento, uma vez que as acções já deixaram há muito de ser alternativa e estão nas ruas da amargura,  que resta aos especuladores financeiros?

Olhando para o cenário da economia mundial e como desde há muito tenho falado, só se pode esperar um aprofundar da crise.

A Europa corre o risco de implodir, com a Grécia prestes a entrar em incumprimento.
Merkel não vai ter autoridade para liderar a crise europeia.
A Agência Standard & Poor’s, ameaçou cortar o “rating” ao nível mais baixo (lixo) caso sejam lançadas as eurobonds, pressionando assim a Europa para a desgraça, pondo em causa a moeda única.

Então o filão pode estar aí, na visão dos ricos/especuladores.

Apostar na queda do Euro, que ficará fragilizado em relação ao dólar e ao franco suíço, sendo aí a aposta dos “hedge-ricos”.

Como só eles têm acesso de forma confidencial e privilegiada, dos seus analistas, os seus operadores vão lançar-se ao ataque do Euro apostando na desgraça da nossa moeda.

Adivinhando tempos difíceis previstos pelas estatísticas dos gráficos, o pânico financeiro vai entrar em força e eles terão chorudos lucros outra vez.

Está tudo endividado e tentar resolver o problema da divida e com mais divida só vai agravar. Mas atenção a crise é na Europa e nos EUA, mas eles apontam baterias é para a Europa e é aqui que estão centrados e determinados a especular.

Eles conhecem detalhes sobre os financiamentos de quase 80 instituições financeiras da Europa, sabendo que alguns bancos estão muito alavancados. Esses detalhes são valiosos para investidores que estão procurando aplicações com apostas em quedas por meio de swaps de crédito para bancos europeus, dizem-lhes os gestores de “hedge funds”.

A Europa só lá vai com mais pacotes de ajuda financeira aos Países aflitos e instituições financeiras e isso fragilizará o Euro desvalorizando-o e será essa a aposta contra o Franco Suíço e outras moedas também fortes.


Mas os ricos não pensem que é só ganhar dinheiro com especulações aqui e ali. Agora as coisas vão piorar e eles à conta da crise também vão ter dificuldades em continuar a fazer fortunas.
 Ainda vão ser surpreendidos com muita coisa. Sempre a especular nessas grandes aplicações manhosas e agora podem ser surpreendidos, com medidas de certos Paises a defenderem-se.

Ganhar dinheiro já nada vai ser como antes, e “podem-lhes sair as contas furadas” não é só o Euro que está mal como lhes parece, “vão torcer as orelhas e não vão deitar sangue”.

Vão começar a enganar-se e o dinheiro pode ir parar às mãos de quem eles não esperam… os Estados Soberanos. Quem sabe se não há coragem politica, havendo extrema necesidade.

Ai era só os ricos a fazerem grandes fortunas? E o povo a pagar! Já começaram a falar em taxar os ricos, mas ainda não passa disso. Eles não vão gostar nada, mas se não nos derem algum, como nos vão tirar o que já não temos?

Certos ricos já perceberam isso, que têm que contribuir senão eles deixam de ganhar. Está de caras! Mas os mais avarentos vão lá entender isso? Que isto é fim de linha!

Eu costumava explicar a crise num exemplo: primeiro tiram-nos a camisa, depois as calças e por aí adiante até nos deixarem todos nus. Ora se já nada tiverem para nos tirar, vão ter que nos dar alguma roupa novamente pra nos poderem voltar a tirar…

Espero que nos deixem ao menos as cuecas, porque aí sim é perigoso!













quarta-feira, 31 de agosto de 2011

As lutas Setembristas dos Sindicatos da Polícia

“Os Setembristas”, foi um movimento liberal mais à esquerda que resultou de uma revolução em Setembro, que contestava a Carta Constitucional de 1822, defendendo a supremacia da soberania popular contra a Monarquia, face à incapacidade do sistema político de então (como agora acontece). Mas em pouco tempo os Setembristas dividiram-se em facções, moderados e radicais. Já nessa altura a maçonaria actuava como agora e também aí se tentava manter a forma mais liberal como este governo o é agora (parece que os tempos não mudam).


Deixando a história desta similitude, os Sindicatos de Polícia quando neste mês têm marcadas lutas, outros nem por isso, mas Setembristas ou não, o certo é como nessa altura da história também agora se preparam para o fracasso, por se dividirem como então e ser “cada um por si”.
Com o aceno do dinheiro pelo governo aos Sindicatos que até já deu a entender não querer comprar guerras com as Forças de Segurança, os sindicalistas iludidos mais uma vez, vão dividir-se e condenando desta forma as lutas de Setembro ao fracasso.

Esta falta de ligação dos Sindicatos, não reflectindo sobre a união necessária, deixarão alguns passar “a mão pelo pêlo” entusiasmando-se os prestáveis dos seus dirigentes perante mais um aliciamento governativo.

Esta atitude leva a que nada se consiga a favor dos Policias, todos ficando a perder e assim “com paninhos quentes” se vai enrolando.

Fica-se na mesma, sem resolução dos graves problemas dos polícias, como é o caso dos escalões, enganados mais uma vez.

Quem os manda ser ingénuos?

Conclusão, os Sindicatos não conseguem resolver nada e não há forma de perceberem qual é a saída: que é todos juntos. Não se unem e não ultrapassam essa divergência, parecendo até que isto é a sua estratégia, não ganhando consciência do mal que causam aos polícias.

Vá lá, percebam isso! Conversem e unam-se.

Não são capazes de dar esse passo?

Sejam conscientes disso e unifiquem-se na luta, vão ver que conseguem algo!

Sejam razoáveis!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

POLÍCIAS VÃO À LUTA DESGARRADOS

 Em Setembro vamos assistir às lutas dos polícias. Umas já marcadas, outras anunciadas e outras por anunciar e ainda outras que nem se sabe quem as anuncia logo no dia 1, mas ainda há outros que nada anunciam.
Sendo assim, os projectos das lutas sindicais são autênticos erros que acabarão por fracassar, devido a esta passividade nefasta, com os Sindicatos de costas voltadas em vez de se unirem de uma vez por todas, pois o momento o exige.
Cada um olhando para o seu umbigo, os vários dirigentes sindicais perdem noção do sentido da razão, não percebendo a gravidade dos seus actos, na falta de esforço à união entre todos os Polícias.
Não enxergam que os Polícias vendo os sindicatos unidos, mudam de atitude e galvanizam-se lutando pelos seus direitos e razões, como é o caso da vergonha dos escalões do velho e novo Estatuto, entre outros.
Ou os Sindicatos ganham consciência disso ou quem perde são os Polícias.
Sem a união na luta dos vários sindicatos, nada será resolvido. No "cada um por si" não se conseguem vitórias, apenas dividir, pelo que urge uma decisão conjunta.
Este é o caminho.
Por isso vamos colocar de lado as quezílias, os ressentimentos, as estratégias menos claras, os oportunismos e partir para um objectivo comum, que tem a ver com os problemas reais dos polícias.
Quando isto acontecer vão ver a vontade dos polícias em lutar a sério.
Afinal é isso que se espera, mas só assim, unidos num único objectivo, portanto senhores Dirigentes dos vários Sindicatos, juntem-se nesta derradeira oportunidade e enrijeçam a luta. E não se esqueçam que os que não quiserem e não concordem terão vergonha de ficar fora.
Bem organizados, as coisas acontecem, porque acima de tudo esta é a hora de conciliar oposições e ultrapassar obstáculos, para vencer nas justas reivindicações.
É o momento de novos contactos entre sindicatos e alinhar estratégias conjuntas. Se assim for numa luta conjunta os Polícias verão aceites as suas justas pretensões, porque a união faz a força.
Mas pelo que vejo nos desenvolvimentos sindicais, não vão em bom caminho. Num “cada um puxa a brasa à sua sardinha”, dividem-se os Polícias, desmobilizando-os, ficando os Sindicatos convencidos de que assim é que se procede bem, não percebendo que todos eles perdem um pouco e os Policias perdem muito.
Dispensam-se a tomar decisões arriscadas mas não resolvendo coisa nenhuma.
Esta atitude pode tornar-se um problema para os Sindicatos. Ou “abrem os olhos” à realidade e se libertam dessa inconsciência, ou cada vez mais têm os polícias contra os Sindicatos.
Eu tinha que dizer isto, aos Polícias que gostam e aos Sindicalistas que não gostam, em jeito de alerta a tanta passividade de interesses.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O que é uma Agência de Rating?

Uma Agência de Rating é uma espécie de Regedor lá na aldeia.

O padeiro só fia o pão em quem confia. Se não for de confiança e tiver fama de caloteiro o outro passa fome ou vive a pedir.

Mas como por norma lá na aldeia as pessoas têm dignidade e sempre se tem umas oliveiras, uma vinha, ou coisa assim e o padeiro sabe que logo que ele apanhar o azeite a primeira coisa que faz é ir correr pagar a divida, por vergonha.

Mas vieram uns anos que a coisa correu mal para a agricultura, a seca não deu azeite! e vinho “qu’é dele!” E assim se vive à mingua, sempre no fio da navalha.

O regedor que é amigo e conselheiro do padeiro, e sabe de agricultura e de toda a gente, foi-o avisando que a quem ele anda a fiar, já têm uma conta enorme no merceeiro, que já começou e ter medo de fiar e até já lhe cortou na venda de guloseimas e coisas supérfluas, quase só fiando arroz e massas e coisas mesmo necessárias.

Entretanto no talho o pobre agricultor já nem lá entra, tal é já o calote.

Assim o Regedor, vai avisando o padeiro que se ponha a pau, com o possível cão.

O padeiro aí percebe que corre o risco de ficar a “berrar” com o calote pois o vinho e o azeite de sobra, já não estão a dar para pagar nos outros credores. Agradece ao Regedor e até lhe oferece umas bôlas de azeite, para de certa forma agradecer o aviso.

O Regedor arranjou ali um grande amigo, pois ele até é uma pessoa muito importante lá na aldeia e influente além de que dá bons conselhos.

O Regedor ao ver que a coisa corre para o lado dele, vai procurar mais informação sobre a desgraça do pobre agricultor. E descobre que afinal ele já anda a levar as galinhas que cria ao merceeiro para trocar por comida, pois de outra forma o outro já não fia mais nada.

Agora o pobre além de já quase não ter galinhas, fica sem ovos para comer e já come as batatas só com  couves lá da horta e azeite que ainda resta. E enquanto houver galinhas para trocar vai-lhas entregando por uns pacotes de massa e arroz.

O padeiro ao ser informado pelo regedor apressou-se logo a fazer o mesmo e em troca de pão o pobre entregou-lhe o ultimo almude de azeite que ainda tinha.

Assim a passos largos a familia do pobre agricultor caminha para a fome e miséria quando já não tiver mais nada para trocar.

Será que vai hipotecar o vinho e o azeite que ainda tem para apanhar, apesar de ser uma colheita fraquinha? Vai mesmo ficar sem nada este desgraçado e acabará por ficar a mendigar por aí.

É isto que espera a Portugal, vão fugir todos de nós com o medo do calote.

Acho que a maior culpa é do Regedor que assustou os outros e eles com medo… acautelaram-se e deixaram de vender sem fiar às cegas. Mas também já não vendem nem mercearia nem pão e parece que há mais agricultores a ficar assim!
Será que os comerciantes vão fechar a porta, sem clientes? Irá ficar tudo pobre?

Acho que o do talho vai ser o primeiro, já só lá compram aparas a fingir que é para os cães.

Vai virar tudo "lixo"?

Já agora sabem qual era a figura do Regedor no antigo regime?

segunda-feira, 18 de julho de 2011

DA DÍVIDA DA GRÉCIA AO CAOS

A reunião marcada, segundo a Angela Merkel, só acontecerá quando houver certezas. Portanto assim que estiver tudo acertado relativamente à crise Grega, avança a reunião.

Que sairá dali?

O que no essencial me parece é que este tempo todo de demora na solução foi o tempo suficiente para aqueles bancos que estavam carregados de divida grega, se livrarem em boa parte dela a fim de evitar maiores perdas, sendo depois ajudados pelo BCE e pelos governos de cada país, a fim de suportar as perdas sofridas, se não eles manipulando ameaçarão falir e criar o caos no mercado, coisa assustadora demais para poder ser aceite,
Entretanto neste espaço de tempo em que se livraram das obrigações gregas, outros aproveitaram para comprar essa dívida a forte desconto apostando ou sabendo que a Europa não vai deixar cair a Grécia sobre pena de descalabro da EU e do Euro, pelo que ao comprarem a dívida com a imparidade causada, estão a fazer chorudos negócios e a construir verdadeiras fortunas à conta da desgraça dos planos de austeridade sofrida pelo povo. À priori é assim que pensam.
Em suma ficam a ganhar os bancos que serão financiados e reforçados com garantias do estado e ganham os especuladores que compram dívida grega “a preço da uva mijona ”.
Quem paga é o povo grego, seremos nós a seguir e será a maior parte dos países periféricos da Europa visto que a Alemanha, França, Holanda e outros acabam é por ganhar nos juros que nos cobram. Contas feitas os países com deficit orçamental e dívida elevada é que sofrem.
Mas há quem não enxergue e se vire só para a Moody’s, que de resto é bem culpada, pelas avaliações que nos fazem baixando o rating e desta forma impedindo o financiamento a juros aceitáveis por forma a recuperar. A extrangulação do euro usando-nos a nós os desgraçados.

Com a situação de momento resolvida, ao que parece com a criação de uma Taxa Bancária segundo se fala (que acabaremos nós por pagar em fim de linha), os mercados bolsistas disparam no mês de Agosto como convém (é costume para enganar distraidos) e depois a partir de Setembro começa a descida para o caos. Mas lá para Outubro veremos o desenrolar.

Quanto às euro-bond´s claro que a ideia não singra, pois não estão a imaginar a EU emitir obrigações em conjunto e depois “pagarem todos por um”. Eles não são parvos!

Entretanto a China começa a derrapar com sinais de inflação (para começar) e os EUA estão à beira de entrar em Default, o que não acredito. Acredito mais o perigo das Quantitative Easing que já vai no plano II mas a precisar urgentemente do III, que é nem mais nem menos, continuação da inundação de grandes quantidades de dólares no mercado para tentar segurar a crise que já está novamente em recessão técnica acerca de mês e meio, ameaçando toda a economia e estabilidade mundial e ninguém refere. O chamado W (double dip que é uma treta), pois será mais um Y.

Conclusão, a crise de 2008 dizem muitos que se repete. Ela não se repete, só deu um sinal! Não foi resolvida sequer e foi uma amostra do que aí vem, porque agora é que começa a ser a sério.

Vamos esperar pelo 2012.

Esta gente não entende! O capital só funciona com dinheiro nas mãos de quem trabalha, mas em vez de dar nos ordenados emprestaram através dos bancos, endividando as pessoas só precipitaram mais o seu fim. Isto tinha que acontecer.

Outra coisa que o mundo só vai entender agora, é que andámos anos e anos a viver e a crescer à conta dos países mais pobres (usurpando-lhes a sua riqueza) e agora vamos pagar-lhes a factura devido ao fosso criado.

Mas calma que a maior parte deles também serão agarrados quando isto implodir, pois estão a investir e especular nas dívidas ocidentais essencialmente os países asiáticos.

Pois a crise geral será inevitável, está tudo entrelaçado.

Começando na bancária devido à falta de crédito externo que estrangulará as nossas economias por falta de dinheiro.

Haverá a falência por dívidas das muitas famílias e empresas e portanto o caos devido ao incumprimento.

Os produtos de 1ª necessidade dispararão assim como petróleo, trigo, etc, elevando a inflação a números insuportáveis.

O  dinheiro a existir de nada valerá.

O proteccionismo e barreiras alfandegárias aumentarão.

Ordenados por receber ou reduzidos ao máximo.

A imposição de medidas drásticas a nível fiscal e circulação monetária.

A necessária privatização da banca, com uma fase de emissão de nova moeda (o velho escudo, etc) com sucessivas desvalorizações e descrédito.

O crescimento perigoso de ideais nacionalistas que até defenderão as nacionalizações de sectores chave da economia.

A aplicação do ouro nos fundamentais da moeda recuando ao valor fiduciário e a discussão à volta de uma moeda única mundial como possivel solução.

A falta de crédito e desconfiança dos países exportadores que imporá grande restrição a certos produtos, só vendendo com dinheiro à vista.

Muita gente sem trabalho e ter que se voltar novamente para a terra se quiser sobreviver, etc.

Cada país no “salve-se quem puder”, devido à pressão dos eleitores, deixando cair o Euro.

Claro que ainda não falando da crise americana que é mais assustadora e parece ser tabú.

  Por isso “Nostradamus” dizia nas suas profecias, que haverá um tempo em que só o ouro valerá, que a erva crescerá nas grandes cidades e a fome arrancará as raizes à terra. Mas diz muitas mais coisas que um dia tentaremos entender, como a guerra que se adivinha.


Para já deixo a análise e interpretação económica funcionar.

Desculpem se me alonguei mas entusiasmo-me com a escrita e a leitura torna-se enfadonha.


"Aquele que não prevê as coisas longínquas expõe-se a desgraças próximas."
Confúcio