sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Previsões Portugal 2012


O Papa/nove de paus - Estamos a viver um momento de tentativa de equilíbrio e moderação, pelo que os portugueses devem rever os seus hábitos, pois ainda não existe a consciência de si mesmo nem noção da situação do País, pelo que é o momento de analisar estados de alma e comportamentos tidos até aqui. Perceber também porque se chegou a tal situação de desgraça social e económica. E depois sim redefinir a maneira de estar na vida. Interroguem-se porque chegámos a isto! E percebam que a vida se prepara para uma grande mudança, infelizmente. Pois se estivermos preparados encararemos as coisas com alguma serenidade e algum controlo para enfrentar as dificuldades. Portanto a palavra é: -acordem que os tempos mudaram e preparem-se para as dificuldades. Se assim não for vai ser mais doloroso para os distraídos.

O Imperador/Rei de espadas invertido - Vive-se um momento de aumento de solidariedade e apoio aos mais necessitados, o que dá alguma estabilidade a quem se sente desprotegido pela desgraça da vida. Também as medidas de austeridade e os planos para resolver a crise são audaciosos o que confere o sentimento de estabilidade. Mas atenção que para isso ter sucesso terá que ser com medidas politicas sólidas e estáveis e sem direito ao erro, por isso as medidas terão que ser eficazes. Mas este é o sentimento, na prática parece que os resultados serão catastróficos. Sentiremos o País a afundar-se com mais adversidades.

O Diabo invertido/seis espadas invertido - As pessoas ficarão inquietas, revoltadas e contestarão as politicas de austeridade. Haverá grande inquietação social contra as medidas do governo que se convenceu que tais medias resolvem os problemas e só agravam. As pessoas vão deixar de confiar nos governantes e políticos, que não são fiéis nem sinceros para o povo, pois as politicas conduzidas não favorecem as pessoas, mas sim outros interesses.
Os governantes enganam o povo e vão sentir-se pouco à vontade pois sente-se que não se faz as políticas mais sérias o que lhe trará remorsos. Isto é muito mau. Pois também não se estava à espera de tanta dificuldade e obstáculos tanto interna como externamente. As coisas vão piorar por todo o lado e isso eles não previram, como de costume.

A Papisa invertida/sete espadas invertido - Portanto Isto vai correr mal ao governo e por conseguinte aos Portugueses, por isso preparem-se para as contestações contra as medidas de austeridade aplicados que não surtem efeito. Parece que o povo agora sim, vai querer fazer qualquer coisa contra estas politicas. Falavam em convulsões sociais já em 2010 mas agora parece inevitável. Até aqui nas minhas previsões neguei-o, agora está complicado, não me atrevo a negar. O povo vai querer pôr termo a isto.

A Justiça invertida/cavaleiro de ouros invertido - Em síntese anuncia-se instabilidade social. Há uma imoralidade e gente sem escrúpulos. Somos dirigidos com pouca honestidade e sem pontos de referência social e moral. Ou se faz um exame de consciência e se é mais sério ou então não se resolvem as dificuldades das pessoas. Depois há um problema: -“em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão” foi o que aconteceu com Portugal, ficámos todos pobres assim de um momento para o outro. Mas pobres mesmo. Pior é que não vimos que nos andaram a enrolar.





Portugal está a ganhar reputação junto de outros países, mas de resto nada de grandes proveitos com isso.
Os governantes estão sem grande noção do que estão a fazer. Os caminhos são errados e em sentido oposto, por não verem com clareza os problemas, aproveitando o dinheiro erradamente.
As medidas tomadas não vão surtir efeito, só agravarão mais tarde, pelo que serão necessárias outras politicas e mais inspiradas que isto.
Chegou o fim deste estado de coisas e ninguém se apercebeu da rotura. É o momento de o governo aplicar as suas medidas austeras, com o povo a ter que aceitar com os sacrifícios mas a não gostar nada.
Aproximam-se assim as mudanças no palco social, por forma a resolver a crise, com a gente contrariada e sem saber vislumbrar solução. 

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

PORTUGAL REGRESSA ÀS BARRACAS

“Os proprietários podem pôr termo a contratos de arrendamento se num ano houver quatro atrasos no pagamento superiores a oito dias, prevê a proposta de lei com novas regras para o arrendamento urbano.”
Foi o que li.

Assim o atraso reiterado ao longo do ano, isto é, basta que o inquilino se atrase durante dois meses e é o suficiente para que o senhorio resolva o contrato e parta para a expulsão da desgraçada família, com atraso de vencimento por exemplo ou apenas tenha deixado de receber ordenado apanhada nessa pouca precaução.

A estes a lei protege com um despejo para o olho da rua. Ou então basta o atraso superior a oito dias durante quatro vezes no ano e acontece o mesmo, cessa o contrato; vai procurar poiso noutro lado que aqui não dormes mais; mesmo que até tenha sido uma pessoa séria e digna dos seus compromissos até aqui.

Mas com a nova lei passa a “persona non grata” ficando nas ruas da amargura carregada de vergonha e de “arabecos” sem saber onde ir pois foi espoliada pelo senhorio que sem remorsos aproveitou a nova lei das rendas para correr com inquilino na avidez de fazer mais uns trocos com um outro inquilino.

Tudo isto a propósito de estupidez ou não, da miopia ou não, dos ressentimentos ou não, ou sei lá que mais sim ou nãos de uma exigência da “TROIKA” que não conhece a realidade de um País de pessoas dignas, que de um momento para o outro à custa das suas exigências vão passar pela maior das vergonhas e empurrados para a miséria das barracas, ou das arcadas, ou estações de comboio, ou vãos de escadas ou debaixo da famigerada ponte.

É isto que espera a grande maioria dos inquilinos portugueses, amontoarem-se em casa uns dos outros a dormir em condições desumanas com falta de dignidade e privacidade amontoados como gado, em casa dos pais, dos filhos, dos cunhados, dos primos e sei lá quem mais, dividindo quartos, ou então a deambular pela rua sem eira nem beira, mas essencialmente num retrocesso às barracas a fazer lembrar os anos 60 e 70, como que a evolução não tivesse existido.

Esta vai ser a realidade quotidiana do nosso País, uma cintura de barracas à volta das cidades carregadas de pobreza, promiscuidade, doenças e dejectos.

Tudo porque em tempo de crise, quando não há dinheiro para pão, as pessoas em vez de ser ajudadas passam a ser desapossadas e expostas do seu canto de vergonhas dilaceradas pela vida por que passam, onde escondem as misérias para as quais não contribuíram e nem sequer entendem.

Um governo que segue cegamente uma “TROIKA” que não conhece a nossa realidade e nem sequer imagina tamanha consequência é ainda mais insensível e responsável.

Claro está que tudo isto das rendas também pode acabar em processo judicial, se as duas partes não se entenderem, atulhando ainda mais os Tribunais.

Mas eu quero estar convencido que tudo vai ficar bem.

As rendas vão subir, quem vai ganhar com isso é que eu não sei bem, mas sei que toda a gente vai conseguir pagar os novos preços das rendas, até porque tudo vai ser aumentado e os impostos até vão descer e quanto a desemprego acho mesmo que o que existe é só para os que não querem trabalhar. Porque há por aí muito onde trabalhar e até a bom preço e desemprego isso é mentira.

Blá, blá, blá.

Lembro-me de os políticos terem anunciado o fim das barracas, não sabiam era que diminuíram para depois aumentarem de forma descontrolada.

A ver vamos.

Não chegava os que não conseguem pagar o empréstimo da casa, agora ainda querem despejar os que não conseguem pagar a renda.

Á cautela já lá tenho a minha tenda de campismo a aguardar

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

POLÍCIAS E SINDICALISMO - COMO RESISTIR?


Nenhum sistema político sobrevive a uma crise financeira.

Fixem isto! Falamos desta democracia!

A crise financeira actual será a maior de que há memória.

Partindo desta premissa deve-se olhar com objectividade, lucidez e rapidez de raciocínio.

Não mais se pode andar como se andou até aqui, a correr atrás das perdas dos direitos conseguidos.

Urge tomar medidas sagazes e tentar antecipar os ataques às conquistas ao longo dos últimos tempos, pois o momento é de perdas severas e se não souberem antecipar-se a essas manobras dos políticos que com o pretexto da crise, nos querem sugar mais direitos que são conquistas civilizacionais.

A crise não é nossa! Mas sim do sistema financeiro, que construiu um mundo desigual com base na expectativa do lucro desenfreado, que deu maus resultados e está prestes a ruir e que a nós nos querem fazer pagar.

Esta é a questão fulcral do sistema, mas a nossa principal razão é resistir a este ataque aos direitos laborais, que ao longo de décadas custou a conquistar.

Por essa razão há que ser expeditos e encontrar várias formas de luta, apostando na antecipação aos ataques a conta gotas e alternados aos direitos laborais de vária ordem.

Na Polícia a recente revisão do Estatuto Profissional da PSP, é a prova mais que evidente que estas formas de luta levadas a cabo, já pouco efeito surtem nos seus moldes, que é necessário rever.

À medida que a crise se agrava, paulatinamente vamos perdendo conquistas quer salariais quer laborais.

O agora já encapotado corte de ¼ dos bilhetes da C.P. amputando a sua mobilidade nos transportes e a anunciada extinção do SAD/PSP, é mais uma perda incomensurável e hedionda, inadmissível para polícias que contam com a especificidade da missão, e em sua compensação têm que usufruir de serviços de saúde mais céleres devido à necessidade de maior prontidão para o serviço, mas também pelo seu desgaste rápido provocado pelos turnos de serviço permanentemente rotativos.
Mas isso, ninguém os entende, o que é não ter horas para dormir, sofrer de múltiplas doenças derivadas da profissão e do desgaste profissional que os leva a morrer em média 11 anos mais cedo. Muitas vezes antes da reforma e com a situação a agravar-se cada vez mais.

E eles respondem assim com ataques aos seus direitos e necessidades.

Com o argumento de que não há dinheiro, acaba-se com a SAD empurrando os polícias para o Serviço Nacional de Saúde, provocando desta forma a necessidade de subscrição de seguros de saúde, agravando ainda mais as finanças dos Polícias, para já não falar nos subsídios de natal, férias, ou cortes em educação, etc.

Por isso mesmo e enquanto é tempo exige-se fazer algo em grande, tal é a grandeza dessa perda.

Por esta razão, agora e mais que nunca devem os Polícias estar unidos num único sentido, e todos eles mobilizados, quer sejam do sindicato A, B ou C, ou mesmo aqueles que já à margem dos sindicatos se organizam em protestos, e conquistar estes e aqueles mais cépticos convencendo-os que é preciso resistir de forma organizada a tamanha destruição dos seus direitos.

Mobilizando toda esta gente para um bem comum e num esforço colectivo, ponham os vossos caprichos de lado e o vosso egocentrismo e procurem mobilizar-se toda mas toda a gente, pois são bem grandes as razões que os assistem.

Desafie-se os outros sindicatos. Através da Comissão Coordenadora, mobilizem-se as outras forças.

E porque não os militares, com cujas associações profissionais deve existir uma estreita colaboração e entendimento, e que seja dado um impulso a um maior reconhecimento às justas reivindicações, que são de certo modo transversais a todas estas fardas.

As Forças Armadas, são o garante da nação, e a sua descaracterização, através dos cortes no Orçamento, provoca aos poucos o seu desaparecimento, como se extinguissem um qualquer outro serviço público, acorrentando ao exterior a nossa própria soberania.

Todos unidos numa bem orquestrada iniciativa, fariam eco nos políticos que nos governam, na sociedade, nos média e porventura internacionalmente, como que um grito de alerta nos vários sentidos que todos saberiam interpretar.

Numa iniciativa bem pensada, bem planeada e bem executada, mostrariam aos governantes e aos cidadãos, que contassem com todos eles para resistir e para lutar pelo que lhes pertence e querem tirar.

Através de jornadas de reflexão a realizar nas Unidades e vários Comandos, com vista a esclarecer e cimentar uma união em torno das suas preocupações no sentido de todos juntos tornarem possíveis as justas reivindicações.

À semelhança dos Sindicatos de Polícia da Grécia, devem mostrar junto das populações que estão solidários com eles, no momento de receber o vencimento, porque a luta não é desigual, não descorando é claro função que desempenham com elevado profissionalismo, apesar das condições a que são votados.

Os Polícias, como em Itália devem ganhar o apoio da população, fazendo esforços para que os entendam nas suas limitações e necessidades que são enormemente desproporcionadas.

E porque os tempos são de dificuldades arregacem as mangas e pensem em fazer algo em grande deixando de correr atrás do perdido, porque este é o momento de fazer atalhos.

Se não fizerem nada, outros atrás de vós virão que nos poderão aprisionar a alma e a vida.

Chegou o momento de fazerem parte da mudança e contrariar a história.

“Sonhar com o impossível é o primeiro passo para tornar-se possível”

“Aquele que não prevê coisas longínquas expõe-se a desgraças próximas”

Confúcio.


Relembro: Nenhum sistema político sobrevive a uma crise financeira.

Comecem a preparar o futuro!
















































































segunda-feira, 21 de novembro de 2011

CASAMENTO DE SARKOZY E MERKEL À BEIRA DO DIVÓRCIO

É hoje noticia que a Hungria pediu apoio de resgate financeiro à União Europeia e FMI; mais um a juntar à desgraça!


Com as yields de quase todos os países da União a dispararem, inclusivamente a França, ficará Sarkozy sozinho em lua-de-mel, uma vez que Merkel se prepara para o divórcio; tal foi o resultado da votação na semana passada no parlamento alemão que acordou a possibilidade de saída de um qualquer país da zona euro.


Claro que isto foi uma forma de pressionar a Grécia a cumprir as imposições das medidas do novo pacote de austeridade, contra o qual não tem saída senão a bancarrota, que é como quem quer dizer, a fome e a miséria, que o Papandreo nem conseguiu legitimar no seu povo através de referendo, nem Merkel consentiu, temendo algum mau precedente.


Ora a Grécia tremeu perante a ameaça de um fim antecipado e o parlamento alemão correu logo a colocar essa possibilidade de saída do Euro. Assim colocou a Grécia e os outros países como o nosso em sentido e deixou a porta aberta a qualquer saída que seja, da Zona Euro.


Será que já estavam a pensar na saída deles?


È bem possível! Nada é inocente. Com a crise a estender-se à Itália, Espanha, Bélgica, Holanda e agora França, acredito que o parlamento alemão criou condições para a sua saída do Euro.


Sem soluções à vista, senão tardias e mal sucedidas, cada decisão tomada será sempre pouco para aquilo que é já impossível fazer; e tudo que se decida fazer hoje, amanhã já não chega e será necessário cada vez mais, sem soluções à vista.


Sem resultado e com pequenas cosméticas faciais, posta de lado a solução eurobonds, recusando o federalismo à semelhança do que aconteceu nos Estados Unidos no seu inicio de formação, com a sua crise monetária e fiscal, também mal repartida, acredito piamente que o resultado será na Europa o definhamento dos países periféricos seguido dos países centrais acabando de vez com este sonho europeu e voltando novamente ao “salve-se quem puder”.


Sorte a nossa “como quem diz”que ainda fomos a tempo de receber o empréstimo e nos preparámos antes dos outros para este embate feroz que nos arrancará tanto direito e regalia e nos conduzirá à desgraça e fome.

Talvez eu me engane e realmente os alemães agora de uma vez por todas decidam em conjunto com o resto dos países da zona euro que a solução passe pela perda de soberania financeira e fiscal e se consiga o tal Ministério das Finanças Europeu e sejamos todos governados por aí, coisa que as pessoas não vão aceitar. De qualquer forma poderá ser a solução encontrada para que não haja divórcio entre Merkel e Sarcosy, e pelo menos mantenham as aparências de um casamento feliz, que é o que muitas vezes acontece. Viver de aparências, que foi como sempre temos vivido.




segunda-feira, 14 de novembro de 2011

EUROPA À PROCURA DE UM CONSERTO

Mario Monti, de 68 anos, vai ser o novo 1º ministro italiano. Economista e ex-comissário europeu vai segundo parece criar um governo tecnocrata e insensível, mas de confiança para os mercados financeiros e claro está de encontro aos interesses do União Europeia, que é como quem diz, Merkel e Sarkozy.

Também na Grécia se inicia o novo governo de união nacional com Lucas Papademos a 1º Ministro, de 64 anos, igualmente economista e doutorado em Massachusetts, tendo sido já vice-presidente do BCE. Também este governo de encontro aos interesses dos ditos senhores donos da Europa.

Sendo assim prepara-se um conjunto de mediadas despidas de sensibilidade aos problemas sociais malgrado serem estes dois novos governantes economistas, mas com a vantagem de serem servidores dos interesses do “capital de mercado” não fosse essa a sua formação escolástica, mostrado no seu trajecto politico já vincado na idade.

Quanto a isto, nada de novo se espera destes velhos do Restelo a não ser medidas de austeridade, por forma a cumprir objectivos que é o de reduzir o défice à custa de quem trabalha ou já trabalhou; sendo que estes últimos mais difícil defenderem-se devido à posição desfavorecida em que se encontram ou porque já são idosos ou porque já não têm trabalho para poderem ter mais força para reivindicar, nas suas lutas, se é que o querem fazer!

Pois acredito que muita gente já se deixou convencer pelos média e fazedores de opinião que esta é a única solução; o empobrecimento acentuado que os empurrará à miséria absoluta, que se verificou nos anos 30 fazendo ressurgir as doutrinas fascistas que ameaçam de novo a civilização.



Quanto a Portugal, preparam-se planos de contingência não vá o diabo tecê-las e o Governo tem que estar pronto para contrariar algum protesto desmedido, porque eles sabem que estas medidas ainda não são suficientes e as lutas podem empolar-se, mal sabendo eles que este ataque aos salários e reformas entre outros a conta-gotas, não terão qualquer solução, antes pelo contrário. Mas aqui o povo é sereno e…





Estando a Europa sob ameaça de nova recessão económica que vai surgir em pleno 2012 arrastará o mundo e o colocará em perigo. Nada que há muito tempo não tenha falado.

Com o velho continente caído no abismo, tudo se precipitará em seu redor e nós sabemos que a economia como eles tanto gostam de falar é uma espécie de aldeia global. Estamos todos inter-dependentes.

Visto isto, em recessão na Europa, o mundo não crescerá, porque países por bem mais longínquos que estejam, ficarão mais frágeis com as diminuições quer dos seus produtos, quer das matérias-primas que exportam e que ainda não absorvem, tornando-os dependentes dessas exportações.

Devido às restrições orçamentais, ao aumento de desemprego etc, virá uma grande diminuição do poder de compra que afectará todos os países exportadores, incluindo claro está os países do G20 e assim a crise se alastrará, como uma bola de neve a todos os cantos da economia, que com as restrições de crédito ainda será mais devastadora.



Com alguma banca cada vez mais asfixiada elevará ainda mais as taxas de empréstimo dos países europeus como é o caso da agora Itália, a juros insuportáveis e devastadores para as nossas economias, com a EU sem dinheiro e solução para combater o problema alargando a crise a toda a União num intrincado de soluções cada vez mais devastadoras.

Ficará assim a Europa sem dinheiro para recapitalizar a banca que tanto lhe sugou e sem dinheiro para retomar a economia que tanto desemprego espalhou.

Claro está que atrás disto vem sempre algo pior que aí me assusta falar.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Grécia ameaçada de golpe de estado

Grécia está mergulhada numa instabilidade e faz um enorme esforço para se manter. Mas entre as vozes que desesperam e pedem a saída do Euro ou o fim do pagamento da dívida, ou ainda os que acusam a UE de os ter colocado assim por ajudarem tardiamente e com juros altos, ela está cada vez mais sozinha e sozinha vai ter que decidir sobre o seu futuro, porque as vozes já são muitas a dizer que o Euro pode muito bem ficar sem a Grécia. De qualquer forma este referendo terá que vir rápido para os tentar salvar do caos.

Claro que tudo isto se passa de uma forma que nós não sabemos, as tais jogadas de bastidores.

Penso que Papandreou tirou da cartola o referendo, mas os líderes europeus sabem entre eles muito bem o que se pretende.

Após o sim à União a Grécia sai reforçada, os militares e vozes de oposição terão que se calar e a ajuda para os tirar da asfixia virá e a União seguirá em frente, com uma nova harmonia e mais entendimento interno e externo que se espera e com mais esperança apesar das durezas dos pacotes de austeridade a que povo terá de se vergar.

Claro está que tudo isto não deixará de estar envolto de muita guerra interna, mesmo dentro dos partidos, com muita ira à mistura e infidelidades, tudo isto por causa da ajuda.

Mas à Grécia não lhe resta outra alternativa, ou ganha coragem e percebe do atoleiro onde está metida e se resigna a uma austeridade severa por forma a reconstruir-se ou então a saída é mesmo saltar fora da União Europeia, passando mais dificuldades mas criando uma nova Grécia, partindo do nada praticamente. E de uma vez por todas sair da União e caminhar pelo seu próprio destino, mas com muito sofrimento para o povo.

Penso que os Gregos sentem que na EU é que estão bem, parecendo protegidos.

Claro está, estão mal mas sentem o apoio da União, mas será esse um bom apoio?

Pelo menos é aparentemente confortável, ter a quem pedir ajuda e dessa forma se evitem decisões mais importantes.

Este poderá ser o erro e a causa da catástrofe grega pois eles habituaram-se a isso assim como nós os portugueses. O tal "porto de abrigo", a tal falsa segurança, que nos destruiu e nos tornou dependentes. 
Mas que se exige é um “abre olhos” e olhar à volta e ver quais foram as vantagens e desvantagens que agora começamos a enxergar.

A Europa era a “tábua de salvação” ou foi afinal a desgraça dos países do sul?

Este pode ser o momento da oportunidade para se reflectir e sair dessa inconsciência, de qualquer forma não acredito que o façam. O que acho é que vão continuar nesse "porto de abrigo", até uma tempestade de destruição tamanha que em nada nos abrigará. Só depois nos reergueremos dos destroços do fim da União Europeia que nos parecia tanto esses “porto de abrigo”, que afinal não o era.

Uma coisa é certa, muitos Gregos já despertaram para a necessidade da saída da União, falta agora a coragem, mas acima de tudo falta o dinheiro que os obriga a manterem-se por lá até ao descalabro final.

Esta ideia de referendo já é um grito de lucidez ou a saída da inconsciência.

Papandreous quis colocar nas mãos do povo essa terrível decisão, porque ele sabe que estas novas medidas de austeridade podiam trazer uma revolução.

Inteligentemente, substituiu os militares que ameaçavam o “status quo” congeminando um golpe de estado. Devolveu ao povo o esforço da decisão de continuar na União Europeia, eliminando qualquer autoridade moral aos militares e a novas contestações sociais e ainda por cima corre-se o risco de criar um governo de salvação nacional, envolvendo todos os políticos. Sendo assim pressionando e convencendo pela secura do dinheiro até ao referendo consegue pôr os Gregos a acreditar de que a Europa é a solução, vinculando a maioria do povo ao novo plano de resgate e de miséria.

Genial mesmo. Claro que a Europa vai espernear, até já diz que passa muito bem sem a Grécia, criando pressão do outro lado, mas fazem todos o seu papel e os gregos terão mesmo é que se ver gregos.

Mas a sorte é que a Europa e o mundo já perceberam que salvar a Grécia é imperioso para tentar salvar a Europa. E o mundo sabe que se a Europa falhar o mundo falha também. Mas isso são contas de outro rosário, que fica para depois.


Sendo assim o Golpe de Estado vai ter que esperar pelo menos para já.

Mas atenção o que agora é verdade daqui a pouco pode ser mentira, tudo muda de um momento para o outro!

Banco Central Europeu baixa juros

O BCE cortou o preço do dinheiro. Baixou em 0,25% os juros.

Ora aí está uma boa notícia, para a grande maioria dos portugueses que pagam a prestação da sua casa. (Aqueles que ainda conseguem pagar.)

Com os cereais a subirem em média cerca de 30%, será difícil manter o preço dos juros a este nível, ainda mais que já somos 7 mil milhões de bocas pelo mundo fora, criando mais necessidades alimentares.

Por esta e outras razões, não esperem que este nível de juros se poderá manter, em nome de um estímulo à economia. Porque isto é impossível, ao ver o preço dos produtos. A não ser que para resolverem um problema de recuperação económica criem um ainda maior que é a desvalorização do dinheiro, que vai acabar por acontecer.

E assim virá um tempo em que o dinheiro não valerá nada.

Vamos esperar que demore.

Mas o maior paradoxo é os juros da divida publica portuguesa estarem já a 20%, os bancos nacionais a oferecer 6 e 7% e o BCE praticar juros tão baixos na casa dos 1,25% .

Claro que isto é impossível de manter pois espera-se que a inflação recue a níveis de 2%, coisa improvável de acontecer.

Oxalá me engane, que eu também tenho a casinha para pagar. Mas não acredito.