terça-feira, 27 de março de 2012

Congresso do PSD, congresso da desfaçatez


Passos Coelho e seus correligionários, apoderaram-se dos poemas do Zeca Afonso, no seu congresso.
O memorável Zeca tem o seu espaço histórico, nas conquistas da democracia de Portugal. 
Esse vulto está a ressuscitar de novo com as suas canções, devido ao momento que se atravessa que trará nos próximos anos uma nova identidade musical que nascerá a par da crise que começamos a viver. Enquanto isso vai surgindo, vamos revivendo Zeca Afonso.
O Zeca  é símbolo de liberdade, de luta e resistência.
O PSD e seus responsáveis nunca simbolizaram isso, nem antes nem depois de Abril. 
Zeca Afonso nunca antes se cruzou com esta gente e o PSD esteve sempre do lado oposto dos seus ideias.
Por esta razão como se apropriam daqueles versos, que são o símbolo da luta contra o fascismo e ressurgindo agora de novo no combate à politica neo-liberal de Passos Coelho, contra a qual Zeca lutaria se estivesse vivo.
Alem do atrevimento do PSD, esta atitude é insultuosa à sua memória e a tudo que as suas letras simbolizam.
Esta apropriação indevida não deixa de ser inocente.
Nós povo sofredor com todas as medidas de austeridade deste governo, sabemos que os vampiros a pretexto da crise, como que pela calada da noite nos vão tirando tudo o que conquistámos ao som das canções de Zeca e agora nos querem tirar, onde por fim temo, nos restará só a alma e a moral de Zeca Afonso.

Se o PSD não tem identidade nem valores progressistas, então que roube a musica ao Iran Costa “ É o bicho é o Bicho vou-te devorar, crocodilo eu sou” e que a meta nos seus congressos e não tente iludir nem o povo nem seus congressistas com poemas que eles nem defendem. Sejam de uma vez por todas verdadeiros e não iludam ninguém nem adulterem a realidade social.
Se não defendem os princípios de Zeca não embarquem nos seus poemas só porque estão na moda devido ao momento difícil que estes senhores nos colocaram e não sejam oportunistas nem cínicos.
Já agora e em vez de passarem o congresso a bater no governo anterior, porque se abraçou Passos Coelho a João Jardim? pior ainda que Sócrates! Para não falar dos outros do seu partido. Venha o diabo e escolha, estão ligados todos a esquemas ardilosos que levaram o País à desgraça. Ou porque não falou da loja maçónica Universalis de Miguel Relvas?
São todos iguais. … ELES COMEM TUDO E NÃO DEIXAM NADA

VAMPIROS
 
 








No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas Pela noite calada
Vêm em bandos Com pés veludo
Chupar o sangue Fresco da manada
Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada [Bis]
A toda a parte Chegam os vampiros
Poisam nos prédios Poisam nas calçadas
Trazem no ventre Despojos antigos
Mas nada os prende Às vidas acabadas
São os mordomos Do universo todo
Senhores à força Mandadores sem lei
Enchem as tulhas Bebem vinho novo
Dançam a ronda No pinhal do rei
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
No chão do medo Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos Na noite abafada
Jazem nos fossos Vítimas dum credo
E não se esgota O sangue da manada
Se alguém se engana Com seu ar sisudo
E lhe franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada


quinta-feira, 22 de março de 2012

TGV o Erro Histórico


Tudo isto me faz lembrar “O Príncipe com Orelhas de Burro”.



Ou este governo é um governo de gente brilhante, vinda das altas esferas celestiais ou então são mesmo uns anjinhos “papudos”, vindos descarnados do submundo das trevas.
A bandeira de campanha eleitoral deste governo “não ao TGV”, ditou para que se tivesse tomado a decisão histórica de não levar por diante um projecto tão necessário e estruturante para o País.
Tudo isto a olhar para o eleitorado e o medo de perder apoio social e votos nas eleições. É desta forma que os governos se orientam. Juntam a incompetência ao medo de perder votos e o País que se dane e os Portugueses que paguem o erro histórico de não desenvolver o país e paguem essencialmente a factura de cerca de 300 milhões que vai cobrar o consórcio pela indemnização, imputandos a Passos Coelho.

Parece que a prioridade do Governo é a aposta no relançamento económico, por isso o desinteresse no TGV.
Mas como podem estas criaturas relançar a economia, se estão a destruir a actividade económica e essencialmente o emprego. A história do desenvolvimento industrial fez-se com o comboio, desde a Inglaterra passando pelos Estados Unidos e Portugal mais tarde (sempre atrasados) em 1856.
O futuro dos transportes será inevitavelmente os comboios modernos por razões económicas e ambientais, contrariando os transportes rodoviários que foi a aposta errada das últimas décadas, começando-se a sentir já os resultados.
Das duas uma, ou estes senhores sabem fazer muito bem as contas e querem por o povo a pagar o erro da construção das auto-estradas, não nos dando alternativas sérias financeiramente ou então são mesmo anjinhos. Porque ao preço que está a gasolina e as auto-estradas, só pode ser para pagar as PPP.

Depois de terem pedido às empresas do Consórcio, para criar um projecto  “low-cost” para o TGV e de encontrarem alternativas para a não construção de uma nova ponte, apresentando alternativas através da ponte 25 de Abril, para entrar em Lisboa.
Depois de encomendado o tal projecto alternativo que eles pediam em linha de bitola europeia para que servisse o transporte tão necessário em mercadorias, eis que estes brilhantes pensadores vindos das altas esferas celestiais em conluio com o Tribunal de Contas (que exigiu tantas alterações ao projecto adiando sempre o visto durante quase 4 anos) na véspera de reunirem com os ministros, francês, espanhol e responsáveis da União Europeia, fazendo assim a “panelinha” combinada pelos dois, o Tribunal de Contas dita a sentença «A adjudicação a essa proposta foi um acto ilegal». E pronto fica o Governo aliviado da pressão dos seus parceiros europeus, da opinião pública em Portugal e dos partidos de esquerda, que como eles dizem, este projecto era dos partidos de esquerda daí o estar condenado.

E assim se permitem que a Soares da Costa faça despedimentos que podem ir até 1.000 trabalhadores conforme já autorizado pelo Governo. A Edifer já entregue aos seus credores, acabe por falir também por o projecto não ir para a frente, mandando para o desemprego 2.500 trabalhadores, para não falar de outras empresas do consórcio como  o Grupo Lena (a Brisa que tombou na Bolsa) e outras empresas da construção que se seguravam enquanto mantinham a esperança neste projecto para poderem continuar a sobreviver.
Desperdiça-se o aval e garantias dos bancos que em tempos assinaram e apoiaram na sua construção que nunca mais se poderão obter, quer pelas condições de juros na altura contratadas quer pela conjuntura económica que nem eles nem o estado voltarão a ter.
E por falar em conjuntura digamos que as condições dadas, era de financiamento a 95% do projecto a fundo perdido neste quadro comunitário, coisa que nunca mais vão poder ter. Sabendo também que destes 78 mil milhões de euros financiados para o projecto só pagaríamos apenas 5%, cujo dinheiro investido seria recuperado em valor superior em pagamentos para a Segurança Social (que bem precisa) pelos trabalhadores e empresas ligadas só ao projecto. Isto é! Um projecto que se pagava por si próprio, criava milhares de postos de trabalho directos, fora os indirectos, que ajudaria toda a economia da região por onde passaria e dinamizaria o país.
Para não falar nos  10.000 milhões que a Siemens podia financiar no TGV, dito por eles.
Ficaremos mais uma vez a “ver passar o comboio”  e mais uma vez a ver passar o futuro por seu turno a “alta velocidade” do TGV.

Portugal pode perder quase 1.200 milhões abandonando o TGV e vai ter que pagar ao consórcio cerca de 300 milhões (116,1 milhões de euros até 2010  do governo Sócrates e o restante 183,9 milhões da suspensão de prazos e modificações  do governo Passos Coelho)   que é quanto eles no mínimo vão exigir.
Este governo pelo menos em contas está aprovado. Já só me faz lembrar o BPN.
Como foi dito pela comissão dos transportes do Parlamento Europeu, "seria não apenas uma pena mas um desastre perder quase mil milhões de euros disponíveis" no âmbito do Fundo de Coesão.

Contas feitas, Portugal, desperdiça 78.000 milhões em fundos vai pagar 300 milhões de indemnização. E fica sem nada. Fica a ver passar os comboios dos “nuestros hermanos” 
O consórcio é que já deve estar a fazer contas ao dinheiro. 
O PSD concebeu o TGV e quando se preparava para o parir cometeu um aborto.
 Pagos por nós, entre 2001 e 2010, o projecto recebeu cerca de 115,9 milhões de euros de subsídios ao investimento, dos quais cerca de 36 milhões provenientes da União Europeia.
É de abortos que falamos.
E como dizem os “Homens da Luta” (e o povo é que paga).

É mesmo para dizer: “Estás a precisar de umas orelhas de burro, amigo” acaba assim a fábula do Príncipe.

sexta-feira, 2 de março de 2012

PETRÓLEO E GEOPOLÍTICA

Todos sabemos que o petróleo está relacionado com a economia e sendo esse um factor essencial no crescimento económico.
Quando a crise se começou a sentir apontou-se muito a causa do petróleo e a sua falta.
A economia arrefeceu e o petróleo baixou.
Mas o petróleo é causa de guerras e as guerras a causa essencial do aumento do petróleo, como foi na invasão do Kuwait e na guerra do Golfo assim como no Iraque.
 Num momento em que o crude está novamente em alta por volta dos 125 dólares, perto do seu máximo histórico, quais são as razões que assistem a esta subida, uma vez que a economia está em baixa?
As guerras?
Pois claro desta vez com o Irão. Apostados que estão os EUA em tomar conta do Médio Oriente, ainda não se livraram do Iraque e Afeganistão e já apostam no Irão, para não falar de outros países como Líbia ou mesmo agora a Síria apesar da táctica agora ser outra por dificuldades financeiras.
 No caso do conflito que se está a gerar com o Irão a pretexto da bomba atómica, o preço do petróleo já disparou um pouco mais, mas chegar a um verdadeiro conflito, parece-me ilusório.
Isso traria muitos problemas, além da subida do crude, seria dispendiosa aos Americanos e parceiros Europeus até, falidos que estão.
Daí que terão que saber escolher, entre fazer a guerra e arriscarem a falhar mais uma vez e debilitar ainda mais a economia com preços exorbitantes no petróleo.
Esta hesitação terá que ser ultrapassada apesar de eles saberem que já não têm a mesma frescura financeira, que afinal foi a razão que os empurrou para fazer guerras no Médio Oriente sempre com o objectivo do controlo do “ouro negro”.
Petróleo é riqueza e poder daí a avidez de criarem guerras tentando colocar ali governos fantoches.
Mas as coisas já não são o que eram e o xadrez mundial está a mudar e os Americanos já não conseguem dominar e vão ter que perceber isso e entender também que tudo o que se faça só nos prejudica ainda mais.
Está é a razão para não fazer a guerra, os EUA estão sem dinheiro e desnorteados, mas fazendo a guerra o desnorte seria maior, além de que não haveria dinheiro para gasolina e passaríamos a andar a pé, além de outras coisas.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Da “sopa do Sidónio” ao “take away” do Pedro


A sopa dos pobres voltou a Portugal. Embora com roupagem nova as cantinas sociais aí estão novamente.
O Ministro da Solidariedade, Pedro Mota Soares, está mesmo determinado a ficar na história da governação. Como que a imitar a “sopa do Sidónio” cria agora o “take away” do Pedro da Mota. Digamos que uma espécie de “Mitra” adaptada aos tempos modernos, que por ambiguidade trazem os tempos da sopa dos pobres.
Na falta de Rainhas e Duquesas haverá sempre quem as queira substituir neste inestimável lugar da sociedade, a essas celebres personagens da realeza que se dedicavam à caridadezinha, enquanto os seus pares viviam que nem nababos às custas da desgraça alheia.
Nos tempos em que a Monarquia, era sinónimo de falhanço social, com fome, miséria e inflação galopante, com sinais de corrupção por todo o lado e lutas politicas ferozes tal como agora nesta Democracia, no Reinado de D. Carlos a Duquesa de Palmela e a Marquesa de Rio Maior, criaram as Cozinhas Económicas e depois Sidónio Pais apoiado na altura pela maçonaria mercantilista (vejam só as coincidências) apropriou-se da iniciativa e assim ficou na história a “sopa do Sidónio”.
A titulo de curiosidade, Sidónio Pais foi morto por uma questão de honra, por um mediador do conflito que opunha uns esfomeados alentejanos, que se tinham apropriado de Terras e Celeiros, na sequência da repressão da Greve Geral de Novembro de 1918, organizada por alguns sectores Anarquistas, e o governo de Sidónio.
O mediador republicano, José Julio da Costa, era um agrário de Garvão e empenhara a sua palavra, na garantia de que não haveria represálias para os sublevados.
Mas o “ditador-rei”, não honrava compromissos, despachou os ditos esfomeados, de barco para Angola.

Mais tarde nos anos 40, quando milhões morriam de fome na Europa, dita civilizada, em Portugal havia a "Sopa do Sidónio", nas freguesias de Lisboa, onde todos podiam ir lá buscar a sopa de grão com massa com chouriço e toucinho e um "casqueiro" para matar a fome que era muita.
Dessa altura ficou na memória a frase de Salazar, “Livro-vos da guerra, mas não vos livro da fome”. Com escassez, racionamento de alimentos e filas intermináveis na dita sopa dos pobres.

Agora Pedro Mota Soares argumenta, «Sabemos que muitas famílias estão a atravessar sérias dificuldades, por isso queremos contratualizar com as instituições sociais a confecção e distribuição de refeições para consumo em espaço próprio ou para consumo em domicílio». O tal” take away” da “sopa dos pobres”.
Anunciando o apoio do Governo de 50 milhões de euros a uma rede solidária que passa de 62 para 950 cantinas sociais.
A ideia desta democracia, de levar o povo à miséria e depois distribuir misericórdia como um acto de bondade e boa fé, parece finalmente conseguido, e a garantia extraordinária do anonimato da pobreza envergonhada.

Agora penso que só falta completar a atitude do “tempo da outra senhora”, e colocarem as prostitutas em prostíbulos e depois uma vez por mês terem direito a consulta de ginecologia grátis e distribuírem-lhe os preservativos para prevenir doenças, conforme já se vai fazendo agora por esses pinhais e eucaliptais fora à beirinha da estrada, tentando manter o anonimato de uma fome gritante que desfere os últimos golpes num corpo que já perdeu a alma numa luta contra a dignidade.

Será que também vão criar uma espécie de “take away” para elas, ou vão coloca-las nos “bordéis sociais” onde cada homem despido da sua inocência se vai servir, tirando proveito da miséria humana.

Sidónio Pais e Salazar instituíram a “sopa dos pobres” Pedro Mota Soares e Coelho seguiram-lhes os “Passos”.
Aqueles senhores ficaram na má memória nacional.
 Não há duas sem três.
Já agora… Deixem de ser piegas e vão lá às cantinas matar a fome com a “sopa do Pedro”.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

PENSAR 2012


2012, será essencialmente um marco para um novo paradigma social. Em que cada um encontrará dentro de si a necessidade de actuar nessa mudança, fazendo parte de um colectivo cada vez maior, que vai operar essa mutação neste mundo cada vez mais desigual e injusto, em que cada qual individualmente e cada povo à sua maneira, nos seus países farão com mais ou menos veemência, mais alterados ou silenciosos, mas activos de qualquer forma, quer sejam mais ou menos revoltados, nos seus gritos e silêncios. Mas modificarão esta cordilheira de injustiças que se plantou pelo mundo fora, quer seja esta forma ou outra de regimes, mas sempre com o objectivo de arquitectar os lucros dos mais ricos, em detrimento da miséria e sofrimento, dos mais e cada vez mais pobres.

Este ano trará essa fronteira, embora com a marca da degradação socioeconómica da maioria dos povos, mas com certeza, um ano de contrastes e mudanças que levará a esse levantamento. Um pouco à sua maneira, mas por todos pontos do mundo haverá gritos de mudança neste modelo económico já defunto, com laivos de podridão tentaculados por todos os cantos onde cheira a dinheiro.

Este ano é o momento de sacudir as mentes e traze-las para a clarividência dos destinos e mudança que é necessário operar.

Vivemos efectivamente o “tempo do não tempo”, em que tudo se desenvolve de uma forma muito rápida e o que foi decidido ontem, já não interessa hoje, nem é válido amanhã.

Será o fim de um período temporal que caracteriza toda esta mudança em nós e na terra, quer as físicas que temos estado a assistir quer as de consciência para as quais estamos a despertar aos poucos.

2012, espera-se que seja também o ano do início do julgamento das individualidades pelo povo, e o início da separação do trigo do joio.

Espero também, que este ano seja o prelúdio de uma nova forma de estar na vida das pessoas, e que de certa forma elevem o seu sentimento de maneira a acreditar através do pensamento positivo, que se pode operar uma nova mudança para a humanidade.

Que todas a pessoas se sintam verdadeiramente felizes e lutem libertando-se deste estado de inconsciência a que temos estado votados, agindo para que se opere essa necessária transformação social.

Vivemos um tempo mágico de mudança. Seremos os transformadores de um momento singular na humanidade. Seremos os impulsionadores dessa nova era, onde criaremos uma sociedade nova, transformando o nosso planeta num lugar de paz e concórdia colectiva.

Nós temos que ser capazes de criar um mundo que desejemos.

Por isso ao sentirmos o agravamento da crise mundial durante este ano, com graves dificuldades para o planeta não deixaremos 2012 passar como mais um ano perdido, preso à crise, por falta de acção dos políticos e dirigentes mundiais e pela displicência dos povos, desde que se iniciou esta crise.

Será o povo que criará condições para que nos anos seguintes surja um novo sistema mundial.

Este grito e fúria dos povos contra os sistemas, será o motor da transformação desta crise sistémica mundial.

Como já começou a acontecer no ano transacto, os povos irão afirmar-se e criarão condições de mudança político-sociais através de demonstrações de força de vária ordem, consoante as necessidades, quer seja no mundo árabe, EUA, Europa, Reino Unido, Rússia, China, ou outros.

Assim aqueles que se achavam poderosos e intocáveis, irão descobrir com a crise que afinal também podem tombar.

Um pouco por todo lado os governantes e instituições perderão a sua força e desfalecerão, quer sejam as ditas democracias, governos ditadores ou mesmo outro tipo de poderes como até mesmo as moedas como o dólar e Euro, ou títulos de tesouro, não se salvaguardando ninguém, quer sejam eles Americanos, Russos ou Chineses, arrastados pela crise do Ocidente.

A desgraça será agora global, e nem mais uma nova injecção de dólares na economia americana será já suficiente para salvar aquele sistema financeiro que pela calada da noite, foi destruindo os seus parceiros da União Europeia, usando as Agências de rating, para o efeito nessa guerra financeira que nos destruiu.

Mas a partir deste ano perderão o seu poder global dominante dos últimos tempos. Os EUA e a Europa estarão enfraquecidos económica e financeiramente. Mesmo tentando criar guerras militares no mundo árabe, ou guerras financeiras como é o caso dos EUA conjuntamente com a Inglaterra o estarem a fazer à Europa forçando a saída para já da Grécia da Zona Euro, e impondo-se o perdão da dívida destes. Tentam Salvar-se assim os ingleses de um endividamento ainda maior do seu sector bancário e financeiro (já de si completamente debilitado), evitando assim a desgraça que os conduz à ruína financeira para onde caminham sem salvação. E basta que a Europa e o Euro falhem, como eles assim o desejam pela surra.

Em 2012 será o colapso do sector bancário e financeiro ocidental, bem como os investidores a fugirem das bolsas e dos activos financeiros, nomeadamente nos EUA.

Isso levará a uma maior degradação nos EUA em que os média e as agências de notação financeira não conseguirão esconder mais, arrastados pela baixa produção industrial, diminuição das exportações e aumento de desemprego. Falência contínua de redes de retalho, a dificuldade de pagamento aos reformados, o colapso dos orçamentos das grandes universidades públicas e do ensino, etc.

A tentativa dos Estados Unidos em destruir o governo Sírio e desta forma desarticular a aliança com o Irão, criando uma luta no Estreito de Ormuz com o argumento da energia nuclear, fazendo com que a Europa alinhe no embargo e seja o verdadeiro prejudicado no fornecimento de petróleo agravando mais a sua economia.

Cria-se desta forma uma nova “guerra fria” com a China e a Rússia que são próximos desses países.

Como aquilo que já se iniciou na revolta do mundo árabe, passando pelos movimentos dos indignados, 15M, occupy wall street, contestações a Putin, ou mesmo uma explosão popular na China, terão lugar, este ano, nesta onda que será de inspiração à mudança na transformação para um sociedade mais justa e equitativa.

E a grande perturbação será também a chegada dos BRICs à maturação, em que de inicio não faziam parte do problema mas que agora fazem parte da solução ao querem ajudar a Europa, como é o caso da China, por esses países já sentirem também o problema.

 Estes países agora do G20, ao contrário dos Estados Unidos e do Reino Unido, sabe-se que o seu interesse é ajudar a Eurolândia a atravessar esta crise.

Quanto a nós portugueses, depois de vermos a bancarrota em que cairá a Grécia, acabando por sair da EU, estaremos também de malas aviadas para a desgraça que se nos adivinha.

Com a exaustão, na cobrança de impostos, taxas e depois da renegociação da divida, sem emprego, as famílias portuguesas falirão, assim como as empresas, as Câmaras Municipais, grande parte da banca, maioria dos clubes de futebol, hospitais, etc, etc, em que não se salvará quase ninguém, muito menos o Estado.

Este é o meu cenário.

Mas Deus criou o homem! O Capitalismo criou o dinheiro!

Vamos ver quem vencerá, se o homem à semelhança do seu criador, se o dinheiro à semelhança deste Capital.

 Que vença o homem à sememlhança de Deus!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

FUTURO DA UNIÃO EUROPEIA - PREVISÕES 2012

A União Europeia este ano enfrenta a rotura. A Europa vai suportar mudanças ao longo deste ano de 2012, conforme descreve a carta XIII.
A UE vai ter que carregar com uma destruição tendo em vista a uma nova reestruturação. Parece que se aproxima de um fim, tal como é conhecida. Purgando alguns países para que possa reorganizar-se e renascer. Um processo para que possa continuar, uma eliminação de certos países para que possa manter-se. Terá que alterar os orçamentos tanto da união como dos vários países para que se consiga sobreviver, conforme algumas medidas que já se falam, como é exemplo os deficits dos orçamentos de Estado. 
A EU na sua essência sofrerá uma grande transformação, tudo isto porque os problemas monetários e económicos se foram arrastando por passividade dos dirigentes europeus e agora se chega a esta situação de rotura.
Os europeus terão que arriscar novas soluções e dar inicio a novas politicas procurando apoios de outros países, porque vão surgir imprevistos e o momento é muito difícil.
Haverá aqui o apoio de um outro país que socorrerá a Europa da desgraça. É fácil de prever quem seja.  
A Europa precisa tornar-se tranquila, estável e todos os esforços são feitos nesse sentido e as medidas tomadas é nesse caminho, com esse objectivo.
Os líderes pensam que as mudanças trarão um novo ciclo para a Europa.
Mas a Carta XXI invertida não augura nada de bom, antes pelo contrário. Assim sendo todos os projectos desses senhores se desmoronarão e todos os esforços não resultarão em nada de bom.
Demoram muito tempo a tomar as devidas medidas, que se impunham no inicio da crise e agora já qualquer medida peca por tardia. Pairará uma grande desilusão pela Europa o projecto europeu afunda-se. Haverá muito sofrimento.
A Europa entrará em depressão e todas as ambições que tinham para a EU se esfuma.
Uma Europa em declínio e a ter que pedir ajuda a outros países. Faltou aqui mais determinação por parte dos seus governantes.
Conseguiram destruir a Europa e o Euro, imagine-se lá porquê?

Fuga para a frente


Na semana passada surgiu uma nota na imprensa que anunciava a chamada de atenção de Superintendentes da PSP, sobre os destinos da Polícia. Esse documento alertava para o rumo que estava a seguir a Polícia devido aos cortes efectuados no seu orçamento da corporação.
Depois dos oficiais se manifestarem através desta carta, o Ministro demite o Director Nacional. Apenas diz que se fala demais.
Como não conseguiu calar os Superintendentes o Sr. Ministro “calou-o” a ele, demitindo-o.
Agora diz ser um novo ciclo na PSP. A isto se chama uma fuga para a frente, por os problemas serem tantos. Vi aí uns a regozijar com isso em vez de analisarem correctamente a questão e fazerem o que se impõe. Preocupam-se com questões laterais em vez de irem ao concreto e assim se passam mais uns tempos a ver o que sai daqui agora. Malabarismo puro e toda a gente a assistirem.

Deixo aqui um pequeno excerto da Agência Lusa:

Os superintendentes da PSP alertaram nesta sexta-feira para a situação “insustentável” na corporação, considerando que o “impasse que se vive há mais de dois anos” na Polícia põe em causa o funcionamento operacional e a “legalidade dos actos praticados”.
Numa carta enviada na quarta-feira ao ministro da Administração Interna, a que agência Lusa teve acesso, 26 dos 30 elementos mais graduados da PSP consideram que “os factores de instabilidade” que afectam a instituição têm a sua origem em “factores externos” e “necessitam também de decisões políticas urgentes, que façam justiça à especificidade da função policial”. 

“O compreensível descontentamento e desmotivação, potenciados pela falta de perspectiva de resolução a curto prazo dos principais problemas da instituição e dos seus profissionais, aproximam-se de níveis insustentáveis, atingindo pessoal de todas as carreiras e começando também a afectar a moral e o normal exercício da função de comando e a colidir com alguns dos principais valores institucionais e deontológicos”, lê-se na carta.