segunda-feira, 30 de abril de 2012

SUGAM-NOS O SANGUE COMO $VAMPIROS$




Cavaco Silva convidou todos os cidadãos a participar neste desígnio, de um país de inúmeros aspectos positivos, e que juntem a sua voz na defesa da imagem de Portugal no exterior e criem riqueza e emprego em Portugal. Dito isto na Assembleia do povo, dia 25 de Abril.
Esta é a imagem que temos que dar ao mundo, digamos que, “vão-se os anéis mas ficam os dedos”.
Temos o dever de mostrar que somos um país credível, que ainda temos sol, por enquanto grátis, que a água é pouca, passando a ser um privilégio de alguns, após a privatização. De resto que podemos mostrar mais?
Ah, uma pobreza envergonhada, muitas instituições de Solidariedade Social e claro está, as praias que ainda não pensaram em privatizar, por enquanto.
Tirando isto, Cavaco tem razão, resta-nos a imagem um povo, pronto a trabalhar por umas “cascas de alho”, houvesse ele trabalho, e que devemos mostrar que  tudo toleramos, entre pobres e asnáticos.
Eu até acho que podíamos fazer como já uma empresa sugeriu em Espanha, vender sangue. 
A multinacional de venda de sangue e plasma, de Grifols, quer que se liberalize a venda de sangue em Espanha, permitindo aos desempregados aumento do rendimento, como se faz nos EUA e em muitos países terceiro-mundistas.
Genial! ou Bárbaro? Genial para a ganância do lucro. Bárbaro é matar a fome com ideias miserentas. Com o sangue ou o plasma que a ser vendido a €60 a recolha, uma vez por semana., tipo, vou ali a dar um “Shot”, neste caso de sangue e receber uma senha para uma refeição e uns trocos.
E quando os problemas financeiros forem muitos, em vez de €60 em sangue, pode dar-se um pulmão, um rim, ou outra coisa qualquer. E pronto dá-se por exemplo um braço, pois ele já nem é preciso para trabalhar e ainda se fica com o outro para dar sangue e assim consegue-se pagar a prestação ao banco da hipoteca da casa, e aí evita ir para debaixo da ponte com a família.
Deve dar muito dinheiro um órgão. Até já vi em países muito pobres a fazerem isso e resolvem-se alguns problemas financeiros. E quando já não houver órgãos para dar, dá-se os filhos a adoptar aos donos do dinheiro, como também já se faz agora com o tráfico de crianças. Comer não, não comam os filhotes para matar a fome, porque alem de ser canibalismo a venda de criancinhas rende mais. É assim nos países pobres. Será nisso que nos tornaremos?
Acredito que não! basta dar sangue a €60 e pronto, come-se mal, arrisca-se a alguma doença tipo anemia, mas pronto mata-se a fome na família. Pior é se morre o doador e se acaba a fonte. Ao menos antes de morrer vampire-se o sangue todo e o plasma, que eles pagam, e sempre se aguenta uns tempos até os filhos crescerem para poderem ser eles a vender o seu sangue.
Quando entrámos para a CEE, era uma alegria, receber por cada burro (animal asinino) €55 ao ano de subsidio, agora por dar sangue nós os outros animais já podemos valer €60 à semana. Sempre valemos mais €5 do que qualquer outro burro.
Mas não é isso que devemos mostrar ao mundo, mas sim uma boa imagem e devemos todos participar nesse desígnio nacional, a pedido de Cavaco Silva.
Mostrar que ainda somos um povo com muito para dar, mesmo depois de nos tirarem tudo.
 Bem-haja Sr. Presidente de todos os portugueses.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Polícia em Portugal que futuro?


 A Polícia está em rotura e já ninguém sabe como resolver tanto problema com a falta de dinheiro.
Pior é que isto se vai perpetuar, se não piorar ainda mais, e o Governo sem orçamento que ajude.
Quanto aos Polícias, vão nos próximos tempos ver os seus problemas salariais ser corrigidos a nível de posicionamento nos índices, eliminando uma boa parte das injustiças a esse nível.
Promover-se-ão alguns, por arrastamento na promoção dos Oficiais, mas eles não ficarão a gostar muito das promoções e colocações nos escalões devidos. É que a seguir vão levar com “ajustes salariais” devido à continuação da crise, com o governo a apertar mais ainda o cinto à função pública. Reduções salariais que poderão ir aos 14%, quando até o FMI veio já (ajudando o Governo) dizer que é preciso novos índices remuneratórios em Portugal.
Contas feitas, os Polícias depois das promoções e colocações nos devidos índices, vão levar com ordenados mais baixos por tabela. Aí os Sindicatos, por não terem seguido o rumo certo, vão ter dificuldades e falta de ideias para fazer face a esta contrariedade sem soluções e sem iniciativas para os polícias, cada vez mais descontentes, a exigir mudança de rumo e desacreditados.
Uma gravidade profunda que pode ser o fim de um governo, de uma época, e com um modelo posto em causa.
Algo de novo vai acontecer, mas claro, sempre com tormentos para as pessoas.
Em crise já se está, mas romper com tudo isto, acrescentará mais sofrimento ao sofrido. Mas um novo começo trás sempre muita dor. As situações irão suceder-se umas às outras, pois nada afinal é eterno. Vai ser difícil mas acabará por se vencer as adversidades causadas.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

UNIÃO EUROPEIA UM DIA A CASA VAI ABAIXO


  


Espanha falhou ontem a colocação de divida num leilão, com apenas 74% do pretendido e a juros mais altos. Arrastou os juros da dívida da Itália e só não acontece com Portugal, porque o BCE com a politica de empréstimo de dinheiro (injecção de liquidez) a juros baixíssimos para compra de divida portuguesa, garante aos investidores lucros chorudos porque se financiam com dinheiro do Banco Central para comprar divida portuguesa que lhe dá lucros avultados sem correr grandes riscos, porque o dinheiro lhe é emprestado para artificialmente manter a colocação da dívida portuguesa a juros mais baixos e desta forma acalma os ânimos especulativos. E se um dia a coisa correr mal, eles recapitalizam  novamente os bancos e o povo que pague, como foi até aqui. Por isso vistas as coisas parece um negócio garantido. Vamos lá ver se será bem assim.
Em Portugal há bancos que inteligentemente não compraram divida Grega e já não estão comprar a portuguesa.

O que é certo é que quando eles andavam a anunciar que a Europa tinha passado por um grande susto e já estava praticamente equilibrada, conforme afirmou o nosso “Gasparzinho”, homem muito estimado na alta finança mundial, vem agora a Espanha a pregar mais um susto.
Até parece que não era esperado!

Com a Espanha em grandes dificuldades e com previsão da divida a 80% do PIB, bem longe dos 60% recomendado, com Portugal já nos 107% a 13% de ser considerado falido (os 120%) se nada for feito (como na Grécia que atingiu mais de165%) e com outros países a seguir este caminho nada de bom nos augura. Até porque não haverá dinheiro para socorrer tanta aflição.
Mas eles é que são os sabichões!


A economia Americana precisa de mais um “Quantitive Easing” (QE 3), que nesta ultima reunião, Ben Bernank recusou, levando os mercados a um primeiro sinal de afundanço que se confirmará nos próximos tempos mal faça um duplo ou triplo topo deste ultimo rally de subida que durou desde a crise do “subprime” e que agora se iniciará na maior onda de “bear market”  da história que atirará os mercados americanos para valores jamais vistos com o S & P a chegar a cerca de 850 pontos, para não falar dos outros mercados.

A desvalorização do Euro que sofreu a maior quebra dos últimos tempos, nestes dois meses, foi já motivo de preocupação do Brasil, manifestado por Dilma Russef e o mesmo com a China à beira da recessão por diminuição de produção e consequentes exportações e credora do Ocidente.

Os Juros da divida pública a 10 anos quase tocaram a 18% em Janeiro em Portugal. Um ano depois da intervenção da TROIKA, continuamos a ter o PIB a diminuir, com reformas destruidoras do tecido produtivo nacional, com o desemprego a disparar e todo um país mais desequilibrado, com redução de salários, aumento de impostos, corte nos subsídios (13º e 14º mês), e genericamente a falência da economia desde as famílias às empresas, a precisar de uma nova renegociação conforme a Grécia. Só falta disparar a inflação.
Grécia esta, que ontem teve mais um novo ponto alto, com o reformado que se suicidou carregado de dívidas recusando viver uma vida de mendigo, incendiando ainda mais os ânimos naquele povo que já vêm o homem como um mártir.
Vamos ver até onde vai agora a Espanha e depois Itália e outros países que se seguirão, mas com certeza que isso a acontecer… adeus Europa, não há dinheiro que aguente.


Vão lá passar a Páscoa e que o Senhor vos acompanhe. Apesar de que nesta ressurreição vamos perguntar muitas vezes por onde anda Deus… cada vez mais ausente. E até lá para o Natal acho que nos vai abandonar mesmo. Quem sabe se aí não nasce um Jesus Cristo novo, a ver se salva esta humanidade, que bem precisa.

Ah! sempre ouvi dizer que Deus não quer nada com dinheiros. Sendo assim será a falência total, da Banca e do dinheiro!

terça-feira, 27 de março de 2012

Congresso do PSD, congresso da desfaçatez


Passos Coelho e seus correligionários, apoderaram-se dos poemas do Zeca Afonso, no seu congresso.
O memorável Zeca tem o seu espaço histórico, nas conquistas da democracia de Portugal. 
Esse vulto está a ressuscitar de novo com as suas canções, devido ao momento que se atravessa que trará nos próximos anos uma nova identidade musical que nascerá a par da crise que começamos a viver. Enquanto isso vai surgindo, vamos revivendo Zeca Afonso.
O Zeca  é símbolo de liberdade, de luta e resistência.
O PSD e seus responsáveis nunca simbolizaram isso, nem antes nem depois de Abril. 
Zeca Afonso nunca antes se cruzou com esta gente e o PSD esteve sempre do lado oposto dos seus ideias.
Por esta razão como se apropriam daqueles versos, que são o símbolo da luta contra o fascismo e ressurgindo agora de novo no combate à politica neo-liberal de Passos Coelho, contra a qual Zeca lutaria se estivesse vivo.
Alem do atrevimento do PSD, esta atitude é insultuosa à sua memória e a tudo que as suas letras simbolizam.
Esta apropriação indevida não deixa de ser inocente.
Nós povo sofredor com todas as medidas de austeridade deste governo, sabemos que os vampiros a pretexto da crise, como que pela calada da noite nos vão tirando tudo o que conquistámos ao som das canções de Zeca e agora nos querem tirar, onde por fim temo, nos restará só a alma e a moral de Zeca Afonso.

Se o PSD não tem identidade nem valores progressistas, então que roube a musica ao Iran Costa “ É o bicho é o Bicho vou-te devorar, crocodilo eu sou” e que a meta nos seus congressos e não tente iludir nem o povo nem seus congressistas com poemas que eles nem defendem. Sejam de uma vez por todas verdadeiros e não iludam ninguém nem adulterem a realidade social.
Se não defendem os princípios de Zeca não embarquem nos seus poemas só porque estão na moda devido ao momento difícil que estes senhores nos colocaram e não sejam oportunistas nem cínicos.
Já agora e em vez de passarem o congresso a bater no governo anterior, porque se abraçou Passos Coelho a João Jardim? pior ainda que Sócrates! Para não falar dos outros do seu partido. Venha o diabo e escolha, estão ligados todos a esquemas ardilosos que levaram o País à desgraça. Ou porque não falou da loja maçónica Universalis de Miguel Relvas?
São todos iguais. … ELES COMEM TUDO E NÃO DEIXAM NADA

VAMPIROS
 
 








No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas Pela noite calada
Vêm em bandos Com pés veludo
Chupar o sangue Fresco da manada
Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada [Bis]
A toda a parte Chegam os vampiros
Poisam nos prédios Poisam nas calçadas
Trazem no ventre Despojos antigos
Mas nada os prende Às vidas acabadas
São os mordomos Do universo todo
Senhores à força Mandadores sem lei
Enchem as tulhas Bebem vinho novo
Dançam a ronda No pinhal do rei
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
No chão do medo Tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos Na noite abafada
Jazem nos fossos Vítimas dum credo
E não se esgota O sangue da manada
Se alguém se engana Com seu ar sisudo
E lhe franqueia As portas à chegada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada
Eles comem tudo Eles comem tudo
Eles comem tudo E não deixam nada


quinta-feira, 22 de março de 2012

TGV o Erro Histórico


Tudo isto me faz lembrar “O Príncipe com Orelhas de Burro”.



Ou este governo é um governo de gente brilhante, vinda das altas esferas celestiais ou então são mesmo uns anjinhos “papudos”, vindos descarnados do submundo das trevas.
A bandeira de campanha eleitoral deste governo “não ao TGV”, ditou para que se tivesse tomado a decisão histórica de não levar por diante um projecto tão necessário e estruturante para o País.
Tudo isto a olhar para o eleitorado e o medo de perder apoio social e votos nas eleições. É desta forma que os governos se orientam. Juntam a incompetência ao medo de perder votos e o País que se dane e os Portugueses que paguem o erro histórico de não desenvolver o país e paguem essencialmente a factura de cerca de 300 milhões que vai cobrar o consórcio pela indemnização, imputandos a Passos Coelho.

Parece que a prioridade do Governo é a aposta no relançamento económico, por isso o desinteresse no TGV.
Mas como podem estas criaturas relançar a economia, se estão a destruir a actividade económica e essencialmente o emprego. A história do desenvolvimento industrial fez-se com o comboio, desde a Inglaterra passando pelos Estados Unidos e Portugal mais tarde (sempre atrasados) em 1856.
O futuro dos transportes será inevitavelmente os comboios modernos por razões económicas e ambientais, contrariando os transportes rodoviários que foi a aposta errada das últimas décadas, começando-se a sentir já os resultados.
Das duas uma, ou estes senhores sabem fazer muito bem as contas e querem por o povo a pagar o erro da construção das auto-estradas, não nos dando alternativas sérias financeiramente ou então são mesmo anjinhos. Porque ao preço que está a gasolina e as auto-estradas, só pode ser para pagar as PPP.

Depois de terem pedido às empresas do Consórcio, para criar um projecto  “low-cost” para o TGV e de encontrarem alternativas para a não construção de uma nova ponte, apresentando alternativas através da ponte 25 de Abril, para entrar em Lisboa.
Depois de encomendado o tal projecto alternativo que eles pediam em linha de bitola europeia para que servisse o transporte tão necessário em mercadorias, eis que estes brilhantes pensadores vindos das altas esferas celestiais em conluio com o Tribunal de Contas (que exigiu tantas alterações ao projecto adiando sempre o visto durante quase 4 anos) na véspera de reunirem com os ministros, francês, espanhol e responsáveis da União Europeia, fazendo assim a “panelinha” combinada pelos dois, o Tribunal de Contas dita a sentença «A adjudicação a essa proposta foi um acto ilegal». E pronto fica o Governo aliviado da pressão dos seus parceiros europeus, da opinião pública em Portugal e dos partidos de esquerda, que como eles dizem, este projecto era dos partidos de esquerda daí o estar condenado.

E assim se permitem que a Soares da Costa faça despedimentos que podem ir até 1.000 trabalhadores conforme já autorizado pelo Governo. A Edifer já entregue aos seus credores, acabe por falir também por o projecto não ir para a frente, mandando para o desemprego 2.500 trabalhadores, para não falar de outras empresas do consórcio como  o Grupo Lena (a Brisa que tombou na Bolsa) e outras empresas da construção que se seguravam enquanto mantinham a esperança neste projecto para poderem continuar a sobreviver.
Desperdiça-se o aval e garantias dos bancos que em tempos assinaram e apoiaram na sua construção que nunca mais se poderão obter, quer pelas condições de juros na altura contratadas quer pela conjuntura económica que nem eles nem o estado voltarão a ter.
E por falar em conjuntura digamos que as condições dadas, era de financiamento a 95% do projecto a fundo perdido neste quadro comunitário, coisa que nunca mais vão poder ter. Sabendo também que destes 78 mil milhões de euros financiados para o projecto só pagaríamos apenas 5%, cujo dinheiro investido seria recuperado em valor superior em pagamentos para a Segurança Social (que bem precisa) pelos trabalhadores e empresas ligadas só ao projecto. Isto é! Um projecto que se pagava por si próprio, criava milhares de postos de trabalho directos, fora os indirectos, que ajudaria toda a economia da região por onde passaria e dinamizaria o país.
Para não falar nos  10.000 milhões que a Siemens podia financiar no TGV, dito por eles.
Ficaremos mais uma vez a “ver passar o comboio”  e mais uma vez a ver passar o futuro por seu turno a “alta velocidade” do TGV.

Portugal pode perder quase 1.200 milhões abandonando o TGV e vai ter que pagar ao consórcio cerca de 300 milhões (116,1 milhões de euros até 2010  do governo Sócrates e o restante 183,9 milhões da suspensão de prazos e modificações  do governo Passos Coelho)   que é quanto eles no mínimo vão exigir.
Este governo pelo menos em contas está aprovado. Já só me faz lembrar o BPN.
Como foi dito pela comissão dos transportes do Parlamento Europeu, "seria não apenas uma pena mas um desastre perder quase mil milhões de euros disponíveis" no âmbito do Fundo de Coesão.

Contas feitas, Portugal, desperdiça 78.000 milhões em fundos vai pagar 300 milhões de indemnização. E fica sem nada. Fica a ver passar os comboios dos “nuestros hermanos” 
O consórcio é que já deve estar a fazer contas ao dinheiro. 
O PSD concebeu o TGV e quando se preparava para o parir cometeu um aborto.
 Pagos por nós, entre 2001 e 2010, o projecto recebeu cerca de 115,9 milhões de euros de subsídios ao investimento, dos quais cerca de 36 milhões provenientes da União Europeia.
É de abortos que falamos.
E como dizem os “Homens da Luta” (e o povo é que paga).

É mesmo para dizer: “Estás a precisar de umas orelhas de burro, amigo” acaba assim a fábula do Príncipe.

sexta-feira, 2 de março de 2012

PETRÓLEO E GEOPOLÍTICA

Todos sabemos que o petróleo está relacionado com a economia e sendo esse um factor essencial no crescimento económico.
Quando a crise se começou a sentir apontou-se muito a causa do petróleo e a sua falta.
A economia arrefeceu e o petróleo baixou.
Mas o petróleo é causa de guerras e as guerras a causa essencial do aumento do petróleo, como foi na invasão do Kuwait e na guerra do Golfo assim como no Iraque.
 Num momento em que o crude está novamente em alta por volta dos 125 dólares, perto do seu máximo histórico, quais são as razões que assistem a esta subida, uma vez que a economia está em baixa?
As guerras?
Pois claro desta vez com o Irão. Apostados que estão os EUA em tomar conta do Médio Oriente, ainda não se livraram do Iraque e Afeganistão e já apostam no Irão, para não falar de outros países como Líbia ou mesmo agora a Síria apesar da táctica agora ser outra por dificuldades financeiras.
 No caso do conflito que se está a gerar com o Irão a pretexto da bomba atómica, o preço do petróleo já disparou um pouco mais, mas chegar a um verdadeiro conflito, parece-me ilusório.
Isso traria muitos problemas, além da subida do crude, seria dispendiosa aos Americanos e parceiros Europeus até, falidos que estão.
Daí que terão que saber escolher, entre fazer a guerra e arriscarem a falhar mais uma vez e debilitar ainda mais a economia com preços exorbitantes no petróleo.
Esta hesitação terá que ser ultrapassada apesar de eles saberem que já não têm a mesma frescura financeira, que afinal foi a razão que os empurrou para fazer guerras no Médio Oriente sempre com o objectivo do controlo do “ouro negro”.
Petróleo é riqueza e poder daí a avidez de criarem guerras tentando colocar ali governos fantoches.
Mas as coisas já não são o que eram e o xadrez mundial está a mudar e os Americanos já não conseguem dominar e vão ter que perceber isso e entender também que tudo o que se faça só nos prejudica ainda mais.
Está é a razão para não fazer a guerra, os EUA estão sem dinheiro e desnorteados, mas fazendo a guerra o desnorte seria maior, além de que não haveria dinheiro para gasolina e passaríamos a andar a pé, além de outras coisas.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Da “sopa do Sidónio” ao “take away” do Pedro


A sopa dos pobres voltou a Portugal. Embora com roupagem nova as cantinas sociais aí estão novamente.
O Ministro da Solidariedade, Pedro Mota Soares, está mesmo determinado a ficar na história da governação. Como que a imitar a “sopa do Sidónio” cria agora o “take away” do Pedro da Mota. Digamos que uma espécie de “Mitra” adaptada aos tempos modernos, que por ambiguidade trazem os tempos da sopa dos pobres.
Na falta de Rainhas e Duquesas haverá sempre quem as queira substituir neste inestimável lugar da sociedade, a essas celebres personagens da realeza que se dedicavam à caridadezinha, enquanto os seus pares viviam que nem nababos às custas da desgraça alheia.
Nos tempos em que a Monarquia, era sinónimo de falhanço social, com fome, miséria e inflação galopante, com sinais de corrupção por todo o lado e lutas politicas ferozes tal como agora nesta Democracia, no Reinado de D. Carlos a Duquesa de Palmela e a Marquesa de Rio Maior, criaram as Cozinhas Económicas e depois Sidónio Pais apoiado na altura pela maçonaria mercantilista (vejam só as coincidências) apropriou-se da iniciativa e assim ficou na história a “sopa do Sidónio”.
A titulo de curiosidade, Sidónio Pais foi morto por uma questão de honra, por um mediador do conflito que opunha uns esfomeados alentejanos, que se tinham apropriado de Terras e Celeiros, na sequência da repressão da Greve Geral de Novembro de 1918, organizada por alguns sectores Anarquistas, e o governo de Sidónio.
O mediador republicano, José Julio da Costa, era um agrário de Garvão e empenhara a sua palavra, na garantia de que não haveria represálias para os sublevados.
Mas o “ditador-rei”, não honrava compromissos, despachou os ditos esfomeados, de barco para Angola.

Mais tarde nos anos 40, quando milhões morriam de fome na Europa, dita civilizada, em Portugal havia a "Sopa do Sidónio", nas freguesias de Lisboa, onde todos podiam ir lá buscar a sopa de grão com massa com chouriço e toucinho e um "casqueiro" para matar a fome que era muita.
Dessa altura ficou na memória a frase de Salazar, “Livro-vos da guerra, mas não vos livro da fome”. Com escassez, racionamento de alimentos e filas intermináveis na dita sopa dos pobres.

Agora Pedro Mota Soares argumenta, «Sabemos que muitas famílias estão a atravessar sérias dificuldades, por isso queremos contratualizar com as instituições sociais a confecção e distribuição de refeições para consumo em espaço próprio ou para consumo em domicílio». O tal” take away” da “sopa dos pobres”.
Anunciando o apoio do Governo de 50 milhões de euros a uma rede solidária que passa de 62 para 950 cantinas sociais.
A ideia desta democracia, de levar o povo à miséria e depois distribuir misericórdia como um acto de bondade e boa fé, parece finalmente conseguido, e a garantia extraordinária do anonimato da pobreza envergonhada.

Agora penso que só falta completar a atitude do “tempo da outra senhora”, e colocarem as prostitutas em prostíbulos e depois uma vez por mês terem direito a consulta de ginecologia grátis e distribuírem-lhe os preservativos para prevenir doenças, conforme já se vai fazendo agora por esses pinhais e eucaliptais fora à beirinha da estrada, tentando manter o anonimato de uma fome gritante que desfere os últimos golpes num corpo que já perdeu a alma numa luta contra a dignidade.

Será que também vão criar uma espécie de “take away” para elas, ou vão coloca-las nos “bordéis sociais” onde cada homem despido da sua inocência se vai servir, tirando proveito da miséria humana.

Sidónio Pais e Salazar instituíram a “sopa dos pobres” Pedro Mota Soares e Coelho seguiram-lhes os “Passos”.
Aqueles senhores ficaram na má memória nacional.
 Não há duas sem três.
Já agora… Deixem de ser piegas e vão lá às cantinas matar a fome com a “sopa do Pedro”.