terça-feira, 18 de dezembro de 2012

21 dezembro 2012



 A subida da consciência colectiva desta nossa humanidade, levou a um salto quântico com as consciências das pessoas e voltarem-se para as questões espirituais.
Também relacionado com as questões do quotidiano ou as materiais, todos nós sabemos que temos vivido tempos de grandes transformações nos últimos tempos e após termos vivido estes cerca de últimos 20 anos, em espécie de período de euforia a nível financeiro, tudo agora se transformou e de um momento para o outro, entrámos num processo de penúria, por culpa de um sistema que nos permitiu superar mesmo até o espectável. E quando tudo parecia correr bem a desgraça bate-nos à porta e instalou-se assim uma grande depressão a que eles começaram por chamar crise do subprime, que é bem mais profunda do que parece.
E deparados com esta crise todos nós num colectivo de uma grande elevação de consciência, estaremos unidos para combater tamanha tentativa por parte do poder instituído, no sentido de nos empobrecer e de nos tornar mais subservientes e dependentes de uma certa autoridade imposta pelo poder, que quer aplicar regras da submissão.
 Este momento vivido é o tempo da transformação e do ganho de consciências colectivas. Esta nova ordem que o capital quer impor sobre nós, vai a partir desta crise que será a crise de mudança, em que todos mais unidos a uma nova dimensão de consciência mundial ligada a uma certa espiritualidade mental, que vai criar um grande conflito com o poder, em que necessariamente teremos que vencer para o tal salto quântico em que a humanidade se prepara par entrar numa nova era para a humanidade. 
Este sim conjuntamente com outros factores será o verdadeiro marco. A mudança que é um fim de uma era e que dará inicio a uma nova era, que se prepara para começar a ser vivida e na qual seremos os primeiros motores dessa transformação que se verificará neste novo ciclo da humanidade. Isto é efectivamente a evidência de um fim  e um novo ciclo que começa.
Este momento que iniciamos agora a partir de um marco que é o solstício de inverno do dia 21 de Dezembro é apenas o despertar das consciências mundiais, que devido a essa elevação dessa consciência  colectiva para a qual efectivamente as redes sociais tiveram um imenso contributo, que facilitou essa consciência e indignação contra este sistema financeiro que nos conduziu a um maior empobrecimento, mas que nos trouxe uma dinâmica de consciência contra o mal que um modelo económico social, praticamente falido mas que quer ressuscitar à conta de nos empurrar para um retrocesso esclavagista inaceitável para as consciências actuais. Esta forma selvagem da ganância e do lucro perdendo-se o respeito pelas pessoas, pelos países e pelos povos, levou a um empobrecimento global e a uma crise sem precedentes que é na essência a razão desta viragem a que chamamos fim de ciclo. O ciclo do despertar contra o sistema que acabou por se destruir querendo expiar a humanidade por causa desse monstro que nos engole a nós e a si próprio.
Bem haja esta nova era.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

AS POLÉMICAS DA MANIFESTAÇÃO DE 14 NOVEMBRO

Quando após conhecimento do sucedido na Assembleia da República e visto aquelas imagens, muitos comentámos aquilo. Uma das coisas que me foi dito e perguntado a opinião, foi a demora de cerca de hora e meia da PSP para intervir e pôr termo aquela selvajaria. Eu respondi, que se demoraram esse tempo é porque algum trabalho estavam (PSP) a fazer. Pensava eu que no meio dessa gentalha estariam dissimulados profissionais com o intuito de fazer a respectiva recolha de informação. Pois comenta-se que existe na PSP e não só especialista para esses e outros fins. Portanto essa demora teria esse propósito de assinalar os desordeiros.

Mas pronto, isso passou e a maioria esmagadora elogiou a actuação da PSP e tudo parecia resolvido, apesar das contestações de que os desordeiros teriam acabado por encobrir as razões e objectivos de tamanha manifestação. O que é certo é que se acontecesse só a manifestação sem mais nada, ela já se tinha esquecido e assim mantêm-se na baila. Protestou-se que foi intencional, mas vejamos que a culpa além de muitas vezes ser das televisões ou mesmo de alguns governos que controlam a informação, eu penso que na essência o problema reside nas pessoas, que só ligam a revelações mediáticas e aparatosas esquecendo de ver na sua ignorância a essência do que os deve preocupar.

Mas voltando à carga, não a “carga policial” mas sim à força de expressão, tentei entender o que realmente se passou, já que no rescaldo muito se diz relativamente às imagens em bruto cedidas pela RTP e pedidas a outras televisões, que já levou à demissão do director de informação e vai levar a um inquérito para apurar resultados, esperando-se por mais desenvolvimentos.

Assim o que alcancei, foi que a PSP usou da devida prudência relativamente aos contestatários, que ali ficaram após a manifestação e que realmente foi louvável tal contenção, suportando no que as imagens relatam bem.

Uma potência controlada, administrando a situação, com bom senso, e intervindo por ser necessário evitar destruição e danos materiais na via pública e a terceiros, que se poderiam tornar mais graves se assim não se procedesse.

Deixaram-se guiar pela intuição, mas as imagens, estas sim as da polémica a tais em bruto, ajudam a analisar o que se passou e o que falhou quanto à actuação e comportamento dos contestatários e seu reconhecimento, assinalá-los e identificá-los. Porque falhou-se aí, e todos sabem das polémicas às detenções entre outras coisas.

Essas imagens que agora se falam que foram pedidas, tem a ver com a vontade de controlar e assinalar os contestatários ali presentes, para ter tudo nas mãos. Para que se tenha controlo e sucesso quanto a essa gente e saber quem são essencialmente.

Naturalmente que por aqui passa o sucesso das polícias, mas agora a pergunta que se coloca é! Não haverá um certo défice de princípios ou algum abuso de autoridade? Um contornar a legalidade instituída pela Constituição da República e demais leis do Estado e arriscarem-se a suportar uma vergonha, receber más notícias e sofrer desilusões? Tornarem-se o bode expiatório? Porque as pessoas vão querer saber disso!

Cada vez é mais difícil esconder as coisas e mal se faz, mais rápido se divulga o que se faz e sobressai logo o erro, esquecendo-se tudo o resto. Parece que foi o que aqui aconteceu e agora basta esperar pelas averiguações, porque isto vai ter responsáveis.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Greve dos Estivadores

Diz o representante dos estivadores, que não recuaram nas conversações e para abdicar, mais vale tudo continuar como está. E assim continua este braço de ferro entre entidades e sindicatos. E o Governo de braços cruzados entre o sem saber o que fazer e o nada fazer, apesar de já se pedir a requisição civil.


Será que se fosse outro sindicato ligado a uma Central Sindical o Governo já teria feito alguma coisa?

Ora os vencimentos são chorudos destes senhores, ao que dizem são dos mais bem pagos no País, e contra eles pouco ou nada se diz a não ser, tentar e esperar a que se chegue a algum acordo. E entretanto a greve continua.

Consta-se que em tempos de reivindicação encontraram abrigo junto de um certo ministro, pertencente a um partido do governo Nessa altura conseguiram a troco de apoios e contrapartidas as regalias que possuem hoje. E como possivelmente esses laços ainda se mantêm, e nunca se sabe onde “há gato”, a greve "nem ata nem desata". E quem perde com isso são alguns empresários que precisam mesmo de exportar ou importar, dependendo da situação, enquanto estes senhores, uma meia dúzia de "gatos pingados", a forma de se tentarem fazer ouvir é juntarem-se a outras manifestações e irem à boleia, acabando na sua maioria por mostrar a sua ordinarice como a de baixar as calças na Assembleia da República.

Mas no meio disto, aquilo que mais me intriga é que realmente depois de tantas queixas dos empresários, é como o governo vai gerindo esta situação! Será que lhe dá um jeitão argumentarem que as exportações baixaram por causa da greve dos estivadores? Será que esse é o fundamento que vão continuar a usar? Será que os estivadores andam a fazer um jeito ao governo para disfarçar a grande queda nas exportações, que era a única bandeira deste governo que agora caiu?

Já parece uma greve combinada! Pelo menos, desculpas já tem para a crise, cada vez maior e sem solução.

Sendo assim viva a greve dos estivadores, e salve-se o governo.



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

SINDICALISMO – HISTÓRIA E REFLEXÕES

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Em Inglaterra vivia-se o ano de 1640, quando Cromwel dirige a 1ª revolução burguesa, que aos poucos se instalou no poder e acumulando capital veio a formar a 1ª revolução industrial no Sec. XVIII. A partir daí o Capitalismo suplantou o Feudalismo, virando a sistema central e a sociedade de então libertou-se do esclavagismo das terras e com a introdução das máquinas suplantou-se a indústria manufactureira. Absorve-se a força de trabalho que advém do burgo criando-se o proletariado. Palavra que vem do latim “prole”, que eram os cidadãos que não tinham mais nada para dar a não ser os seus braços de trabalho, vivendo na miséria porque o patrão só lhes pagava o mínimo para sobreviver. Daí se conjugam dois factores adversos que ainda hoje perduram como é bem visível, proletariado e burguesia, agora suavizado em entidade patronal e colaboradores, embora a relação de exploração continue bem evidente, com as mesmas duas classes bem visíveis.
Desta luta entre a miséria e o lucro, nascem os esforços dos operários para diminuir a exploração e organizam-se naquilo que mais tarde se vem chamar Sindicato. Vindo do francês “Syndic”, que significa representante de uma determinada comunidade.
Tornam-se o foco de resistência à exploração Capitalista, que mais tarde imporá nas suas grandes fábricas de Inglaterra, as jornadas de 16 horas de trabalho diário. Os salários serão ainda mais reduzidos e as condições mais precárias.
            Promove-se os cercos aos campos, expulsando os servos da gleba (servidor/escravo que embora não sendo totalmente livre, tinha direito a permanecer na terra do seu senhorio), para torná-los homens livres, aptos para o trabalho assalariado, atraindo às fábricas mão-de-obra barata.
Com a industrialização a função deixou de ser especializado por artesãos vindos do "burgo" e explorou-se o trabalho de mulheres e crianças, rebaixando ainda mais o trabalho e condições.
Como resultado da maior exploração e com o passar dos anos encontram-se formas de luta como o “Luddismo”, que viu nas máquinas e seus inventores o seu principal inimigo, partindo-as em oposição à industrialização, influenciados pelo operário têxtil de uma oficina de Nottingan, chamado Ned Ludd, que partiu os teares mecânicos. Rapidamente o fenómeno alastrou-se a outras cidades inglesas espalhando-se até França.
Assustaram a burguesia em 1811/12, que logo aprovaram uma lei, com pena de morte a essa gente, mas cedendo na aprovação de sindicatos. Quatro anos volvidos, tornaram a destruir as máquinas e aos poucos o “Luddismo”, foi substituído por jovens operários que aí sim consideraram que o inimigo era o patrão burguês, que fazia uso das máquinas.
Dois séculos depois assistimos a nova revolução industrial/tecnológica. Mas a culpa não é do avanço informático, nem dos Gutenberg’s do nosso tempo. Continua a ser dos mesmos, os donos do capital!
Na altura nasceu o “boicote”, derivado a Sir Boycott, que usava métodos brutais contra os empregados, recusando-se a negociar com eles, acabando por recusarem consumir os seus produtos, o que lhe acarretou enormes prejuízos.
 A partir de França usou-se uma sabotagem, que consistia no uso de tamancos que emperravam as máquinas. Avançou-se de seguida para a greve (place de greve - local onde os operários de Paris, se reunião para a luta maior), que acabou por se espalhar a todo o mundo.
Criaram-se as “trade-unions”, que são obrigadas a agir na clandestinidade, numa espécie de braço armado, para amedrontar os traidores que os denunciavam a polícias e pistoleiros pagos pelos patrões. Dessa forma organizam-se, aumentam os protestos e greves que acarretam muitos prejuízos, obrigando o parlamento inglês em 1824 a aprovar a primeira lei sobre organização sindical.
Em 1830 é fundada a Associação Nacional para a Protecção no Trabalho, em Inglaterra, que reúne as várias profissões. Em 1866 realiza-se o 1º. Congresso Internacional dos Trabalhadores, de vários países, criando-se a AIT – Associação internacional de Trabalhadores. Mas mesmo assim os patrões continuam a obrigar os seus empregados à renúncia sindical, como forma de garantir o emprego. As forças policiais continuam a ser accionadas, deixando um rasto de sangue no movimento sindical. A legislação criada deu rosto aos seus líderes, que são perseguidos, e alguns acabam por ser corrompidos, conforme ainda acontece.
Em 1837/38 reivindica-se o direito a voto. Só em 1875 se substitui na legislação inglesa os termos "amo e servo" para passar a denominar-se "patrão e trabalhador", sendo o primeiro país a faze-lo.
Em Paris o proletariado participa em acções políticas e chega a alcançar o poder, na célebre Comuna de Paris em 1871, que durou apenas cerca de 40 dias de carácter Socialista, tombada pela burguesia, com a ajuda das tropas de Bismarck, que esmagaram o movimento operário, fuzilando-os sumariamente. Durante esses dias de governo pelos sindicalistas, fez-se mais que nos 200 anos antecedentes e entre muitas coisas, aboliu-se o trabalho nocturno, chegou-se a propor jornadas de 8 horas, instituiu-se a igualdade entre sexos, os casamentos passaram a ser grátis e simplificados, aboliu-se a pena de morte, separou-se a igreja do estado, tornou-se a educação gratuita, etc.
O sindicalismo por todo o Sec. XIX, espalhou-se aos vários países do mundo, como Itália, Espanha, EUA e com a legislação e a sua aceitação apareceram as várias correntes sindicais, entre elas a socialista, a anarquista, a reformistas que defendiam a greve como ultimo recurso por serem moderados, que em Inglaterra deram origem ao Partido Trabalhista.
Ainda a referência aos sindicatos ligados ao Comunismo de Marx e Lenine, defendendo as directrizes do mundo operário, o internacionalismo sindical que advogava a participação dos trabalhadores na gestão das empresas e dos seus benefícios. Os católicos ligados às ditaduras fascistas da Europa do Sec. XX, que defendiam os valores cristãos e renegavam o direito à greve, preconizando a harmonia com o patrão, entre outros.
Em Portugal os movimentos sindicais, estiveram sempre ligados àquilo que se passava no resto do mundo.
Em 1822, com a Constituição Liberal e a reforma legislativa de Mouzinho da Silveira, foram extintas as Corporações de Ofícios, e com o Código Penal de 1852, sancionou-se as coligações e as greves.
Com a difusão das ideias do Socialismo, intensificam-se os movimentos associativos, e em 1879 foi criada a Voz do Operário, na luta pelas conquistas do sufrágio universal de então. Instituição que ainda hoje existe, prosseguindo a instrução popular.
Só com a República, em 1910, é que as greves foram consagradas como direitos dos trabalhadores, e em 1911 a Constituição consagrou o direito à associação. Em 1914, reuniu-se o Congresso Operário de Tomar, de onde saiu a União Operária Nacional, transformada no congresso de Coimbra, em 1919 na Confederação Geral do Trabalho. Contrapondo este movimento, de seguida cria-se a Organização do Congresso Patronal, de onde saíram os primeiros sindicatos patronais.
Em 1926, com a instauração da ditadura, o movimento sindical opôs-se, sendo dissolvido consequentemente em 1927. Com a Constituição de 1933 do Estado Novo de Salazar, entregou-se o sindicalismo às estruturas corporativistas da ditadura e perseguiu-se o verdadeiro sindicalismo.
Com o 25 de Abril de 1974, foram restabelecidos os direitos, liberdades e garantias dos trabalhadores e dos sindicatos. Na Constituição da República de 1976 ficou consagrado o direito à greve. A partir daqui a história já é nossa conhecida. A CGTP-IN, reorganizou novamente o sindicalismo a partir dos resistentes à ditadura, e uma outra corrente sindical é criada que ainda hoje difere na sua forma de actuação, que é a UGT.
Quanto ao sindicalismo na PSP, entre 1979 e 1981, é tempo da clandestinidade, com encontros secretos e comunicados. Mas a ASPP/PSP teve o seu verdadeiro inicio numa tarde de Fevereiro de 1982, num prédio desabitado, em Lisboa quando cinco polícias à paisana (guardas António Maurício e José Esteves, subchefes Lapa da Silva e José Carvalho e comissário Joaquim Santinhos) saíram dali assumidos como Comissão Pró-Associação Sindical da PSP (ASP/PSP), na defesa dos direitos dos Polícias. E vem-me à lembrança os comentários ao facto de o Comissário Joaquim Santinhos, ter sido como que deportado para o Comando de Bragança e colocado ao cimo de uma escadaria fria, mais fria que as consciências, sentado à frente de uma secretária sem nada para fazer. A ele a nossa homenagem assim como ao Subchefe José Careira, símbolo da nossa luta, que teve como auge o 21 de Abril de 1989 (os secos e molhados).
A partir desta data, a luta dos polícias pelos direitos ao sindicalismo, não mais pôde ser escondida. A ASP/PSP, era uma realidade incontornável e com ela conquistaram-se o direito à folga semanal, os horários de 36 horas, entre outros. Com a vontade férrea trazida da clandestinidade e com o apoio do sindicalismo nacional e internacional, a CESP, da qual passámos a fazer parte, a ASPP/PSP então só aceite como Associação, legalizou-se inevitavelmente.
Só em Março de 2002, após tantas perseguições, demissões, transferências e processos disciplinares é aprovada a nossa Lei Sindical, sem direito à greve, mas já com outras tendências sindicais formadas que acabaram por se multiplicar nos nossos tempos.
Agora que os tempos voltam a ser difíceis cabe-nos a nós, polícias e não só, ganhar consciência que é necessário prosseguir a luta. Ao lerem este texto verificaram o paralelismo de outrora com os tempos que correm, porque novamente há fome em Portugal, porque a cada 12 segundos morre uma criança com fome no mundo e porque cada vez mais o fosso entre ricos e pobres se agiganta, colocando-nos no limiar da pobreza e pondo em causa a dignidade humana como naquela época aconteceu.
Este é um sinal que o actual modelo económico e social nos conduz à exploração e perda de direitos conquistados, mas a nós cabe-nos alterar este paradigma. Aos sindicatos ainda organizados e com capacidades de intervenção social pede-se que lutem, e que sejam o motor de uma reestruturação no mundo laboral e não só, criando cordilheiras de solidariedade e aliança, que tenham grande potencial mobilizador e reivindicativo, que apoiem as novas formas de contestação a este modelo económico que nos leva para o abismo.
É altura de sermos solidários, e conforme compromisso de honra sob a Bandeira Nacional, entendamos o que ela representa, nos símbolo e valores patrióticos, consagrados na Constituição, onde a soberania nacional impere no povo a quem devemos lealdade democrática.
No momento actual é preciso estar também atento e saber distinguir quais os interesses gerais da sociedade, em contraponto aos interesses particulares da alta finança internacional comandados pela Goldman Sachs, que moldam os políticos actuais, a partir da escola de Chicago e os corrompem ao serviço da concentração do poder financeiro.
O progresso da ciência e do desenvolvimento tecnológico, determina o avanço político, social e económico, por isso este momento de grande salto para a humanidade não se pode tornar num retrocesso civilizacional, e basta que lutemos, organizando-nos. Daí a necessidade da força dos sindicatos para travar este recuo quando a lógica é o progresso social. Sempre que a economia treme o capital tenta o retrocesso, e o movimento sindical deve inverter essa regressão em direcção a maior justiça social, impedindo que sejamos despojados de direitos, e tratados apenas como peças descartáveis nesta engrenagem do lucro que já nem assenta na produção.
A globalização, não nasceu só agora. Apareceu com a máquina a vapor e com as linhas de comunicação transnacionais criadas com a Revolução Industrial, e por isso não podemos deixar que os sistemas informáticos aliados à industrialização e produção, os dot.com, os e.comerce ou e.mail, sirvam de pretexto para nova exploração social, como aconteceu naquele tempo, daí a mesma razão dos sindicatos actuais, aliás ainda maior porque o factor de produção aumentou exponencialmente.
E como vivemos momentos difíceis de aumento desmesurado do desemprego e de mão-de-obra barata, não deixemos que sejamos os novos servos da gleba. Não deixemos que façam orçamentos de estado à base da calculadora, tornando-nos simples números, deixando cair o Estado Social, como se já não fossemos Cidadãos dos direitos conquistados pela Revolução Francesa, rasgando-se tratados sociais como se o Estado já não fossemos afinal nós.
Não deixemos que a economia seja alicerçada de gráficos, de especuladores bolsistas, com base no fibonacci, elliot waves, cdf ou cfd´s, cujo objectivo é manter o lucro numa economia suportada no lodo e não na verdadeira produção, esquecendo as reais necessidades das populações.
Nunca a humanidade deu um salto tão grande como estes últimos 20/30 anos, com novas tecnologias, programas informáticos e científicos. Com isto permitiu-se acumular por um lado fortunas, para as multinacionais, por outro assiste-se ao desemprego e aumento da miséria, quando a riqueza disparou.
Não se deixem enganar por comentadores pagos pelo sistema com argumentos de dívidas públicas colossais, dizendo que se viveu acima das nossas possibilidades e que é necessário baixar ordenados e retirar direitos laborais.
Sem dinheiro nas mãos das pessoas a economia definha. Por isso os ricos não podem continuar a acumular riqueza, porque tudo morre.
Já agora o 1º de Maio, dia do trabalhador é comemorado, porque em 1886, em Chicago, quinhentos mil trabalhadores saíram à rua numa manifestação pacífica, para exigir o trabalho de 8 horas, quando era de 16/17 horas por dia. A polícia à má fé reprimiu os manifestantes ferindo e matando dezenas de trabalhadores.
Mas a luta não parou e agora mais que nunca terá é que continuar.


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

OS BURLÕES DO NOSSO PIB

Sabemos que Portugal tem registado, baixa de salários, perda de poder de compra e aumento de desemprego essencialmente jovem, que é a força de trabalho de um país. Mas para Passos Coelho isso tem que ser assim, para melhorar a economia.
Pois a nossa balança de transacções está a melhorar consideravelmente. E isso é bom para o 1º ministro. Significa também que estão a ser criados os alicerces para que a partir de 2013 as coisas se comecem a compor visto já ter sido tudo cumprido que foi ordenado pela “Troika” e a partir de agora os resultados vão aparecer.
Portanto espera-nos um futuro risonho, segundo ele.
A política de baixar salários e de facilidade de despedimentos vai permitir o aumento de competitividade.
Vamos lá analisar então!
Se Portugal está a perder competitividade segundo as noticias, a ser ultrapassado por países como o Azerbaijão, ou mesmo a Turquia aqui ao lado, como pode então recuperar? 
Se as portas dos bancos se fecham ao financiamento das empresas, se as empresas estrangeiras colocadas em Portugal já estão a retirar o seu lucro de investimentos para os países de origem, secando a economia de provisões financeiras, como poderá Portugal sair da crise sem dinheiro?
Com a deterioração das condições económicas em Portugal, quem se vai lembrar de nós se caminhamos no sentido da Grécia, que mal o dinheiro dos empréstimos ali chega desaparece logo de circulação sem ser investido na economia real?
Assim é impossível haver melhoras!
Sem dinheiro para investir, com pesados juros de dívidas para pagar, com salários cada vez mais indignos, claro está que Portugal não equilibra a balança comercial. 
Sem dinheiro a circular qualquer economia morre.
 E o PIB? E o Défice Orçamental? Que é o que realmente importa!
Como é possível haver um 1º ministro que pense que estrangulando os salários, fomentando o desemprego, e evaporando o dinheiro da economia real consegue equilibrar as contas e fazer um ajustamento comercial?
Conseguir consegue inicialmente, mas destrói o investimento produtivo, e tudo definha ainda mais. Quanto mais definha menos dinheiro se tem, menos se consome, menos se produz e entramos num ciclo em que já nada teremos para comer, nem nada produziremos . 
Chegaremos a um ponto em que teremos de comprar tudo lá fora. E aí sim, sem dinheiro e sem produzirmos nada, não teremos dinheiro para comprar nada, porque entretanto esta politica ruinosa levou-nos à fome e à miséria.
Aí seremos uma espécie de Haiti da Europa, onde nada se produzirá e o pouco que se conseguirá será das ONG’s internacionais, que lá vão dando uns sacos de farinha para sobreviverem, se houver para dar porque o mal vai ser geral.
Uma coisa eu percebi. É fácil equilibrar a balança comercial num país, basta tirar dinheiro ao povo e eles deixam de comprar e como o que consumimos vem tudo lá de fora…está feito. Não se consome, não se importa.
Brutal esta inteligência dos nossos governantes!
O que ninguém entende é que se um país não tem dinheiro, todos fogem de lá, principalmente as empresas estrangeiras. As pessoas perdem os empregos e se alguma coisa era produzido deixa de o ser. 
Deixar de importar artigos supérfluos, carros, ou mesmo aqueles que realmente precisamos, não resolve tudo. Também se deixa de importar maquinarias necessárias e até mesmo novas tecnologias mais competitivas e basta perdermos o nosso “ganha pão”, para não haver salvação.
Seremos um bando de farrapilhas envergonhados, pois então! Por termos acreditado em contadores de histórias. Os burlões de fato e gravata todos bem falantes que acabam por nos levar sempre no conto do vigário.
Não é assim que se apresentam?

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

NEGAÇÃO


     Nos EUA seguram-se as pontas para garantir as eleições de Novembro, e estuda-se novas medidas para 2013.
Reestrutura-se a colossal dívida americana, transformando toda ela em longo prazo, evitando a bancarrota, com taxas de juro mais baixas.
Estuda-se a baixa de juros até próximo dos zero, e lançar um terceiro programa de flexibilização quantitativa (QE3) inundando o mercado com mais uns triliões de dólares (contra a perigosa vontade da China).

   






      Na Europa promete-se fazer tudo para salvar o Euro. Mas negam-se os métodos e medidas para o salvar. Cada país aos poucos vai negando que está falido, mas acabando uns atrás dos outros por o vir a reconhecer.
Mais tarde admitirão que a Europa está falida, para gáudio da (Moodys & Goldman Sachs, etc). Estaremos todos falidos de certa forma, apesar de uns mais que outros. Alguém regozijará com a queda do Euro. Mas também eles negarão que era esse o seu propósito.


    


     O que me incomoda mais no meio deste desmoronamento social e económico é a desfaçatez com que ditos lideres mundiais negam as evidências de cada vez que aparece mais um sinal de fim de linha.

    

segunda-feira, 30 de abril de 2012

SUGAM-NOS O SANGUE COMO $VAMPIROS$




Cavaco Silva convidou todos os cidadãos a participar neste desígnio, de um país de inúmeros aspectos positivos, e que juntem a sua voz na defesa da imagem de Portugal no exterior e criem riqueza e emprego em Portugal. Dito isto na Assembleia do povo, dia 25 de Abril.
Esta é a imagem que temos que dar ao mundo, digamos que, “vão-se os anéis mas ficam os dedos”.
Temos o dever de mostrar que somos um país credível, que ainda temos sol, por enquanto grátis, que a água é pouca, passando a ser um privilégio de alguns, após a privatização. De resto que podemos mostrar mais?
Ah, uma pobreza envergonhada, muitas instituições de Solidariedade Social e claro está, as praias que ainda não pensaram em privatizar, por enquanto.
Tirando isto, Cavaco tem razão, resta-nos a imagem um povo, pronto a trabalhar por umas “cascas de alho”, houvesse ele trabalho, e que devemos mostrar que  tudo toleramos, entre pobres e asnáticos.
Eu até acho que podíamos fazer como já uma empresa sugeriu em Espanha, vender sangue. 
A multinacional de venda de sangue e plasma, de Grifols, quer que se liberalize a venda de sangue em Espanha, permitindo aos desempregados aumento do rendimento, como se faz nos EUA e em muitos países terceiro-mundistas.
Genial! ou Bárbaro? Genial para a ganância do lucro. Bárbaro é matar a fome com ideias miserentas. Com o sangue ou o plasma que a ser vendido a €60 a recolha, uma vez por semana., tipo, vou ali a dar um “Shot”, neste caso de sangue e receber uma senha para uma refeição e uns trocos.
E quando os problemas financeiros forem muitos, em vez de €60 em sangue, pode dar-se um pulmão, um rim, ou outra coisa qualquer. E pronto dá-se por exemplo um braço, pois ele já nem é preciso para trabalhar e ainda se fica com o outro para dar sangue e assim consegue-se pagar a prestação ao banco da hipoteca da casa, e aí evita ir para debaixo da ponte com a família.
Deve dar muito dinheiro um órgão. Até já vi em países muito pobres a fazerem isso e resolvem-se alguns problemas financeiros. E quando já não houver órgãos para dar, dá-se os filhos a adoptar aos donos do dinheiro, como também já se faz agora com o tráfico de crianças. Comer não, não comam os filhotes para matar a fome, porque alem de ser canibalismo a venda de criancinhas rende mais. É assim nos países pobres. Será nisso que nos tornaremos?
Acredito que não! basta dar sangue a €60 e pronto, come-se mal, arrisca-se a alguma doença tipo anemia, mas pronto mata-se a fome na família. Pior é se morre o doador e se acaba a fonte. Ao menos antes de morrer vampire-se o sangue todo e o plasma, que eles pagam, e sempre se aguenta uns tempos até os filhos crescerem para poderem ser eles a vender o seu sangue.
Quando entrámos para a CEE, era uma alegria, receber por cada burro (animal asinino) €55 ao ano de subsidio, agora por dar sangue nós os outros animais já podemos valer €60 à semana. Sempre valemos mais €5 do que qualquer outro burro.
Mas não é isso que devemos mostrar ao mundo, mas sim uma boa imagem e devemos todos participar nesse desígnio nacional, a pedido de Cavaco Silva.
Mostrar que ainda somos um povo com muito para dar, mesmo depois de nos tirarem tudo.
 Bem-haja Sr. Presidente de todos os portugueses.