quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O RELATÓRIO DO FMI

Carlos Moedas o servo da Goldman Sachs (banco que monopoliza a economia) disse que o “relatório do FMI está muito bem feito” e que o Governo está a estudar o “Menu de medidas” propostas. Mas isto não foi um relatório encomendado pelo governo, uma espécie de conjuração contra os portugueses?

Estes seres juntam-se todos combinam uns estudos e depois a coberto de uma entidade que é tudo menos suspeita, a não ser o ter levado à desgraça (ao longo da sua existência os países por onde passa) e à miséria dos seus povos, a troco de medidas austeras que leva os governos desses países a entregar às mãos do grande capital internacional (comandados pelo referido Banco) o tecido produtivo e lucrativo bem como a riqueza existente nesses países a troco de umas orientações destruidoras para a economia desses países, para mais fácil os subjugar às suas mãos .

Com esse mesmo propósito está esta equipa “ultra-triokana”, que em conluio com estes prestimosos governantes estão a condenar pornograficamente à miséria todo o povo luso. Serão eles portugueses?

Não, parece-me mais que já são uns apátridas tal como o dinheiro que só conhecem a cor do lucro e a destruição de vidas, tanto é que vieram novamente ao seu país, parte dos governantes, juntarem-se aos restantes agiotas que já cá estavam, cumprir ordens de destruição e depois regressam novamente aos “States” ou a um outro lugar estratégico onde sejam novamente colocados a fim de continuarem a devastação dos povos.

Este é o propósito, em vez de ajudar, aniquilar nações inteiras, com justificações macabras de que é necessário fazer cortes e reduzir salários, etc, etc.

Toda a gente sabe que sem dinheiro a circular e sem consumo, a economia definha, então porque nos querem mirrar, sem dinheiro daqui amanhã para nada?

Para nos obrigar a entregar-lhe todas as empresas estratégicas, como já fizeram com a banca que agora somos obrigados a apagar os seus desvarios inconsequentes sem termos nada com isso?

Entregar a EDP, PT, GALP, etc, que já deu fortunas a ganhar aos Amorins e outros mais, agora a TAP a ANA, RTP, e tudo mais que já pouco ou nada resta a não ser as águas que é o bem mais precioso que existe e está na calha para a próxima privatização.

E depois vai-nos acontecer como por exemplo na Califórnia?

Onde há pessoas que têm que optar entre pagar a água ou as compras do supermercado? Vamos ter que optar depois entre morrer à fome ou à sede?

É isto que querem fazer de nós, estes seres maquiavélicos que servem o capital sem qualquer remorso?

Querem entregar-lhes tudo para depois nos aprisionarem a vida?

Querem fazer de nós novos servos?

É este o sentido de evolução da humanidade?

Este estudo do FMI vem nesse sentido, de nos tornar os novos escravos da Goldman Sachs e seus acólitos.

Então quando já há mais de 20% de desempregados, com dados estatísticos maquilhados, fechando os olhos a tanta pobreza envergonhada, agora vêm dizer que os desempregados têm que receber cerca de €400 num mínimo de tempo, para estimular a procura de emprego, escondendo que isso estimula a baixa salarial. Não tarda muito, estamos a ganhar pouco mais de 1 euro por dia como nos países mais pobres.

Querem-nos pôr a comer à troca de trabalho escravo? Mas de quantas horas? De sol a sol novamente?

E o avanço que o mundo teve?

Os novos métodos de produção que quase não necessita da intervenção humana e gera lucros chorudos?

Isso não contou para a distribuição da riqueza para a humanidade?

Só serviu para criar multimilionários e espalhar miséria?

A esses os Governos nunca souberam tirar?

Sendo eles os culpados da crise ao não promover a distribuição da riqueza, porque razão nos querem tirar direitos obrigando os desempregados a inundar o mercado com mão-de-obra barata, para nos oferecerem umas “cascas de alho” sem podermos recusar?

Porque razões querem destruir o ensino, eliminando professores?

Para depois pormos os filhos a trabalhar de graça ou a pagar para aprender um oficio como antigamente?

E as propinas a aumentar ainda mais e a serem criadas a outros níveis do secundário é para afastar os pobres do ensino?

Porque razões querem baixar os vencimentos em mais 5% e 7%, se já está tudo falido, endividado e carregados de impostos?

Porque razão querem baixar as reformas em 10%, se são os reformados que sustentam os filhos e netos desempregados?

Querem um bando de famintos submissos, ou querem que toda esta gente vá roubar?

Querem ainda mais 120 mil funcionários públicos (20%) metidos no desemprego, ou querem acabar realmente com a dignidade das pessoas?

Querem-nos pôr a trabalhar mais horas, para aumentar ainda mais o número de desempregados?

Querem-nos pôr uma vida inteira a trabalhar com reformas aos 66 anos, quando a esperança de vida vai diminuir com o tipo de alimentação que podemos ter à base de papas e fast-food, pagando para uma reforma que nunca usufruiremos?



Não há uma única palavra que seja nesse famigerado relatório sobre criação de emprego! Visto isto está tudo dito!

E as Taxas Moderadoras a €40, os medicamentos quase sem comparticipação nenhuma, querem-nos matar ou querem matar o SNS, porque o negócio da saúde é dos mais lucrativos?

Vão regressar os curandeiros e vamos passar a curar-nos com chás e mezinhas, sem dinheiro para medicamentos e com as classes da medicina emigradas para outros países?

Não há uma única recomendação para os gastos ministeriais que só aumentam, vergonhosamente como um país de terceiro mundo?

Pagaram milhões por um relatório encomendado para nos destruir, usando indicadores incorrectos e falseados?

Fizeram obras faraónicas, para engordar as empresas dos amigos, como as auto-estradas e destruíram o tecido produtivo para servir a União Europeia e agora dizem que temos que poupar?

Que querem fazer de nós?

Corta, corta, corta! Querem-nos matar?

Matem-nos logo de uma vez e acabem-nos com este sofrimento, porra!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

CAVACO SILVA E O ORÇAMENTO DE ESTADO 2013





Cavaco Silva não pediu prioridade ao Tribunal Constitucional, na fiscalização preventiva do Orçamento de Estado.
Mas o que se impunha era que, se a lei não é conforme à Constituição segundo lhe parece, só tinha era que a vetar. Senão é também o principal responsável pelo não cumprimento da lei fundamental.
Se os governantes não cumprem a lei quem a deve cumprir? Se o que nos identifica é a Constituição que é a lei fundamental, com quem é que esta gente se identifica? Com o povo não é, porque as leis para o povo são baseadas na Constituição.
O Presidente Cavaco, se tinha dúvidas enviava ao Tribunal Constitucional para fiscalização preventiva.
Mas não o fez, porque sabia que o orçamento podia vir a ser chumbado pelo T.C. e as politicas inconstitucionais do governo não seriam aplicadas e teria que haver uma maior aplicação de politicas sociais mais justas no Orçamento.
Cavaco é cúmplice nesta politica e a prova disso foi ter enviado apenas para o Tribunal Constitucional, para fiscalização sucessiva, sem vantagens práticas nenhumas, como adiante se constatará.
Se tinha dúvidas devia enviar ao T.C. e eliminar de uma vez por todas essas dúvidas. Mas teve medo do julgamento popular, e proferiu um discurso duro sem resultados práticos nenhuns, baseado em desculpas esfarrapadas das consequências que daí advinham.

A fiscalização que optou, a tal sucessiva vai demorar os tais seis meses ou mais, como demorou o ano passado que depois de o Tribunal Constitucional se ter pronunciado não teve aplicabilidade prática nenhuma e eu (e os outros) lá fiquei sem os meus subsídios. Contudo Passos Coelho mostrou-se com vontade de eliminar as inconstitucionalidades neste Orçamento o certo é que fez pior a seguir.
E que fez Cavaco? Mandou para o Tribunal para fiscalização sucessiva, para que tudo fique na mesma. Para que criminosamente que era assim que devia ser chamado, não se cumprisse a Constituição e desta forma continuarem a ser os mesmos, cada vez mais pobres a pagar o Orçamento. Cavaco ao vir discursar à televisão, fez apenas um grande figurão, mostrou que estava contra, que lhe suscitava dúvida o Orçamento mas deixou que tudo continuasse na mesma, apesar de a sua “reformazinha” vir a ser prejudicada.
Cavaco comportou-se como um impostor ao vender banha da cobra. Disse onde estava dor e receitou uma pomada que além de não acalmar a dor, vai trazer muitos males maiores.
Cavaco Silva com medo da pressão que tem sobre as costas, sabendo do desconforto que já sente no lugar que ocupa, vendo que já não passa de um "verbo de encher" para a maioria do povo, veio repudiar em palavras o Orçamento e por baixo da mesa apertou a mão ao Governo.
Cavaco só fez isto, por causa do medo da rua e da pressão que sente, senão nem isso teria dito, tanto é que logo a seguir deu  um paliativo ao Passos Coelho, que foi enviar o O.E. ao T.C. sem prioridade na apreciação das normas que lhe parecem inconstitucionais, para que os resultados práticos da sua acção seja o mesmo que nada. 
Com gente desta estamos bem governados! 
Ou melhor:
-Com papas e bolos se enganam os tolos (que somos nós).

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

FIM DO MUNDO A 21 DEZEMBRO 2012?



Conhecendo a teoria do calendário Maia, uma em cada sete pessoas receia que o mundo acabe nesse dia. Outros pensam que pode não finalizar, mas alguma coisa pode acontecer aí, e pelo sim pelo não o melhor é estar prevenido.
Eu sinceramente estou convencido que tudo continuará mais ou menos igual, mas nada garanto a mim mesmo. Assumo que estou expectante. Mas expectante já estou há alguns tempos, pois até em previsões que outrora aqui fiz, alertei que as desgraças e as catástrofes naturais eram para continuar. O que é certo é que continuaram e agravaram-se. Portanto é de aceitar que estaremos numa fase de fim de ciclo em que a NASA não pode negar. Agora o que acontecerá? Acho que nada de especial! Talvez a inversão dos pólos pelo menos do sol é certo, devido ao alinhamento, mas de resto sinceramente acho que tudo continuará na mesma.
Claro está que tudo isto tem sempre uma dose pessoal indissociável, mas fui pedir ajuda às minhas cartas e eis o que interpretei no essencial:

  A assunção de uma maior consciência planetária, com um grande salto no plano espiritual, quer individualmente quer associados a grupos, onde acabamos por fazer parte de um todo, o tal uno a que pertencemos fazendo deste modo elevar a consciência da terra a um outro nível superior, no qual vamos agora entrar.
E neste momento por a situação politica e social se apresentar confusa, esta nova rede a que estamos ligados com a ajuda também das novas tecnologias, desperta-nos para a reflexão que nos dará a capacidade sensorial necessária para a tomada de consciência.
Por o mundo se encontrar de pernas para o ar, teremos de despertar as consciências e expulsar todas as ilusões e expectativas que nos criaram e continuam a criar. Teremos de perceber de uma vez por todas que nos andaram a iludir e continuam a enganar, e perceber que este modelo de sociedade já não serve, tendo que corrigir os erros do sistema e encontrar um modelo mais justo.
Este é o momento do acordar para a reflexão que se impõe.
É a oportunidade da aparição de novos pensamentos, ideais, de uma nova intelectualidade.

Porque se atingiu o limite do tolerável, por parte das pessoas, da falta de valores, onde passaram a imperar a ganância a cobiça a inveja e o desprezo pelo próximo e pela natureza, que nos empurrou para a desgraça em que vivemos, cada vez pior e que nos transforma a vida num tormento, quando o que se devia impor era a alegria, o amor, a felicidade e acima de tudo a solidariedade.
Tudo isto que nos está a acontecer é muito negativo, viver em plena imoralidade e inversão de valores, onde o dinheiro se sobrepõe a tudo e cada um apenas conta como número e que os vários números interessam como negócios corruptos e lucrativos.
As pessoas começam a aperceber-se disso e interrogam-se, mas a maioria não reage. Embrenhadas numa apatia displicente, nada fazendo para alterar o estado de coisas, como que embebedadas por um sistema que só lhe criou ilusões e sonhos, segurando-os no comodismo, convencidos que a sua participação na mudança não é necessário e delegando nos serviçais do poder económico, que os iludem a cada eleição ou crise por que passam. E assim continuam numa alienação da própria consciência como se estivessem dopados.
Mas as pessoas vão ter que encontrar novamente o seu destino como povos e humanidade e saírem desta apatia hipnótica, senão todas as politicas tomadas pelos que capturam os nossos destinos farão de nós escravos das suas intenções.
Por isso este é o momento de reagir veementemente a toda este sofrimento, obrigando-nos a cada vez mais sacrifícios, quando o valor mais alto para eles e a quem servem, é o dinheiro e o lucro fácil.
Este é o momento que temos que perceber que este modelo social acabou. Que é o fim de um ciclo na história da humanidade e que o 21 de Dezembro de 2012, é o que verdadeiramente significa. Uma linha que marca a mudança. Um ciclo que se fecha, mas um novo ciclo que começa e que o devemos encarar como uma esperança para o futuro mesmo que longínquo ainda para a humanidade.
Eles andam às voltas a remediar o irremediável, mas não encontrarão solução, assim como nunca será solução, as soluções como a que encontraram que para evitar uma grande bacarrota que levava à falência dos bancos e seus accionistas e o fim de um sistema. Mas, acabaram por sustentar as excentricidades dos poderosos, suportando em nós contribuintes, arrastando-nos para a completa penosidade de condição social.
Por isso este é o momento dos povos reagirem numa unicidade de consciência elevada a uma nova dimensão e criando verdadeiras referencias de vida.
O solstício de inverno do dia 21 representa a viragem, que se sentirá ao longo das próximas gerações que nos cabe a nós iniciar. Uma nova era, contida num novo ciclo para a terra e para a humanidade, num uno a caminho de uma luz e de uma nova consciência planetária que saberemos elevar, com mais plenitude e maior harmonia.
Este é o momento de combater o que já não serve, o que nos conduziu à desgraça e que alguns teimam em manter, como os que nos governam e outros velhos do Restelo. Esses são o nosso entrave e é por eles que devemos começar.
Toda esta situação conduziu-nos à pobreza inaceitável, mas servirá como alavanca para um novo amanhecer nos nossos destinos, que marcará uma mudança que já começámos a vivenciar.
A partir de agora assistiremos a essa viragem.
Toda esta embrulhada terminará e a tomada de consciências dos vários povos por esse mundo fora eleva-se e tomam-se atitudes necessárias à mudança. O solstício de 21 de Dezembro, iniciará em termos de calendário um ciclo, e termina outro, mas não um fim para a humanidade. Significará um outro início porque este velho sistema está podre, e neste novo inicio novas perspectivas para a humanidade se abrirão.
Basta que sejamos determinados e que entendamos que é realmente necessário uma mudança séria. Porque este modelo está podre, essa é a razão da mudança, e foi isto que colhi na minha leitura.
Vamos ter fé.

Veja na integra as profecias Maias que vai valer a pena  em:

http://www.teoriasderua.blogspot.pt/2010/09/profecias-maias.html

21 dezembro 2012



 A subida da consciência colectiva desta nossa humanidade, levou a um salto quântico com as consciências das pessoas e voltarem-se para as questões espirituais.
Também relacionado com as questões do quotidiano ou as materiais, todos nós sabemos que temos vivido tempos de grandes transformações nos últimos tempos e após termos vivido estes cerca de últimos 20 anos, em espécie de período de euforia a nível financeiro, tudo agora se transformou e de um momento para o outro, entrámos num processo de penúria, por culpa de um sistema que nos permitiu superar mesmo até o espectável. E quando tudo parecia correr bem a desgraça bate-nos à porta e instalou-se assim uma grande depressão a que eles começaram por chamar crise do subprime, que é bem mais profunda do que parece.
E deparados com esta crise todos nós num colectivo de uma grande elevação de consciência, estaremos unidos para combater tamanha tentativa por parte do poder instituído, no sentido de nos empobrecer e de nos tornar mais subservientes e dependentes de uma certa autoridade imposta pelo poder, que quer aplicar regras da submissão.
 Este momento vivido é o tempo da transformação e do ganho de consciências colectivas. Esta nova ordem que o capital quer impor sobre nós, vai a partir desta crise que será a crise de mudança, em que todos mais unidos a uma nova dimensão de consciência mundial ligada a uma certa espiritualidade mental, que vai criar um grande conflito com o poder, em que necessariamente teremos que vencer para o tal salto quântico em que a humanidade se prepara par entrar numa nova era para a humanidade. 
Este sim conjuntamente com outros factores será o verdadeiro marco. A mudança que é um fim de uma era e que dará inicio a uma nova era, que se prepara para começar a ser vivida e na qual seremos os primeiros motores dessa transformação que se verificará neste novo ciclo da humanidade. Isto é efectivamente a evidência de um fim  e um novo ciclo que começa.
Este momento que iniciamos agora a partir de um marco que é o solstício de inverno do dia 21 de Dezembro é apenas o despertar das consciências mundiais, que devido a essa elevação dessa consciência  colectiva para a qual efectivamente as redes sociais tiveram um imenso contributo, que facilitou essa consciência e indignação contra este sistema financeiro que nos conduziu a um maior empobrecimento, mas que nos trouxe uma dinâmica de consciência contra o mal que um modelo económico social, praticamente falido mas que quer ressuscitar à conta de nos empurrar para um retrocesso esclavagista inaceitável para as consciências actuais. Esta forma selvagem da ganância e do lucro perdendo-se o respeito pelas pessoas, pelos países e pelos povos, levou a um empobrecimento global e a uma crise sem precedentes que é na essência a razão desta viragem a que chamamos fim de ciclo. O ciclo do despertar contra o sistema que acabou por se destruir querendo expiar a humanidade por causa desse monstro que nos engole a nós e a si próprio.
Bem haja esta nova era.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

AS POLÉMICAS DA MANIFESTAÇÃO DE 14 NOVEMBRO

Quando após conhecimento do sucedido na Assembleia da República e visto aquelas imagens, muitos comentámos aquilo. Uma das coisas que me foi dito e perguntado a opinião, foi a demora de cerca de hora e meia da PSP para intervir e pôr termo aquela selvajaria. Eu respondi, que se demoraram esse tempo é porque algum trabalho estavam (PSP) a fazer. Pensava eu que no meio dessa gentalha estariam dissimulados profissionais com o intuito de fazer a respectiva recolha de informação. Pois comenta-se que existe na PSP e não só especialista para esses e outros fins. Portanto essa demora teria esse propósito de assinalar os desordeiros.

Mas pronto, isso passou e a maioria esmagadora elogiou a actuação da PSP e tudo parecia resolvido, apesar das contestações de que os desordeiros teriam acabado por encobrir as razões e objectivos de tamanha manifestação. O que é certo é que se acontecesse só a manifestação sem mais nada, ela já se tinha esquecido e assim mantêm-se na baila. Protestou-se que foi intencional, mas vejamos que a culpa além de muitas vezes ser das televisões ou mesmo de alguns governos que controlam a informação, eu penso que na essência o problema reside nas pessoas, que só ligam a revelações mediáticas e aparatosas esquecendo de ver na sua ignorância a essência do que os deve preocupar.

Mas voltando à carga, não a “carga policial” mas sim à força de expressão, tentei entender o que realmente se passou, já que no rescaldo muito se diz relativamente às imagens em bruto cedidas pela RTP e pedidas a outras televisões, que já levou à demissão do director de informação e vai levar a um inquérito para apurar resultados, esperando-se por mais desenvolvimentos.

Assim o que alcancei, foi que a PSP usou da devida prudência relativamente aos contestatários, que ali ficaram após a manifestação e que realmente foi louvável tal contenção, suportando no que as imagens relatam bem.

Uma potência controlada, administrando a situação, com bom senso, e intervindo por ser necessário evitar destruição e danos materiais na via pública e a terceiros, que se poderiam tornar mais graves se assim não se procedesse.

Deixaram-se guiar pela intuição, mas as imagens, estas sim as da polémica a tais em bruto, ajudam a analisar o que se passou e o que falhou quanto à actuação e comportamento dos contestatários e seu reconhecimento, assinalá-los e identificá-los. Porque falhou-se aí, e todos sabem das polémicas às detenções entre outras coisas.

Essas imagens que agora se falam que foram pedidas, tem a ver com a vontade de controlar e assinalar os contestatários ali presentes, para ter tudo nas mãos. Para que se tenha controlo e sucesso quanto a essa gente e saber quem são essencialmente.

Naturalmente que por aqui passa o sucesso das polícias, mas agora a pergunta que se coloca é! Não haverá um certo défice de princípios ou algum abuso de autoridade? Um contornar a legalidade instituída pela Constituição da República e demais leis do Estado e arriscarem-se a suportar uma vergonha, receber más notícias e sofrer desilusões? Tornarem-se o bode expiatório? Porque as pessoas vão querer saber disso!

Cada vez é mais difícil esconder as coisas e mal se faz, mais rápido se divulga o que se faz e sobressai logo o erro, esquecendo-se tudo o resto. Parece que foi o que aqui aconteceu e agora basta esperar pelas averiguações, porque isto vai ter responsáveis.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Greve dos Estivadores

Diz o representante dos estivadores, que não recuaram nas conversações e para abdicar, mais vale tudo continuar como está. E assim continua este braço de ferro entre entidades e sindicatos. E o Governo de braços cruzados entre o sem saber o que fazer e o nada fazer, apesar de já se pedir a requisição civil.


Será que se fosse outro sindicato ligado a uma Central Sindical o Governo já teria feito alguma coisa?

Ora os vencimentos são chorudos destes senhores, ao que dizem são dos mais bem pagos no País, e contra eles pouco ou nada se diz a não ser, tentar e esperar a que se chegue a algum acordo. E entretanto a greve continua.

Consta-se que em tempos de reivindicação encontraram abrigo junto de um certo ministro, pertencente a um partido do governo Nessa altura conseguiram a troco de apoios e contrapartidas as regalias que possuem hoje. E como possivelmente esses laços ainda se mantêm, e nunca se sabe onde “há gato”, a greve "nem ata nem desata". E quem perde com isso são alguns empresários que precisam mesmo de exportar ou importar, dependendo da situação, enquanto estes senhores, uma meia dúzia de "gatos pingados", a forma de se tentarem fazer ouvir é juntarem-se a outras manifestações e irem à boleia, acabando na sua maioria por mostrar a sua ordinarice como a de baixar as calças na Assembleia da República.

Mas no meio disto, aquilo que mais me intriga é que realmente depois de tantas queixas dos empresários, é como o governo vai gerindo esta situação! Será que lhe dá um jeitão argumentarem que as exportações baixaram por causa da greve dos estivadores? Será que esse é o fundamento que vão continuar a usar? Será que os estivadores andam a fazer um jeito ao governo para disfarçar a grande queda nas exportações, que era a única bandeira deste governo que agora caiu?

Já parece uma greve combinada! Pelo menos, desculpas já tem para a crise, cada vez maior e sem solução.

Sendo assim viva a greve dos estivadores, e salve-se o governo.



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

SINDICALISMO – HISTÓRIA E REFLEXÕES

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Em Inglaterra vivia-se o ano de 1640, quando Cromwel dirige a 1ª revolução burguesa, que aos poucos se instalou no poder e acumulando capital veio a formar a 1ª revolução industrial no Sec. XVIII. A partir daí o Capitalismo suplantou o Feudalismo, virando a sistema central e a sociedade de então libertou-se do esclavagismo das terras e com a introdução das máquinas suplantou-se a indústria manufactureira. Absorve-se a força de trabalho que advém do burgo criando-se o proletariado. Palavra que vem do latim “prole”, que eram os cidadãos que não tinham mais nada para dar a não ser os seus braços de trabalho, vivendo na miséria porque o patrão só lhes pagava o mínimo para sobreviver. Daí se conjugam dois factores adversos que ainda hoje perduram como é bem visível, proletariado e burguesia, agora suavizado em entidade patronal e colaboradores, embora a relação de exploração continue bem evidente, com as mesmas duas classes bem visíveis.
Desta luta entre a miséria e o lucro, nascem os esforços dos operários para diminuir a exploração e organizam-se naquilo que mais tarde se vem chamar Sindicato. Vindo do francês “Syndic”, que significa representante de uma determinada comunidade.
Tornam-se o foco de resistência à exploração Capitalista, que mais tarde imporá nas suas grandes fábricas de Inglaterra, as jornadas de 16 horas de trabalho diário. Os salários serão ainda mais reduzidos e as condições mais precárias.
            Promove-se os cercos aos campos, expulsando os servos da gleba (servidor/escravo que embora não sendo totalmente livre, tinha direito a permanecer na terra do seu senhorio), para torná-los homens livres, aptos para o trabalho assalariado, atraindo às fábricas mão-de-obra barata.
Com a industrialização a função deixou de ser especializado por artesãos vindos do "burgo" e explorou-se o trabalho de mulheres e crianças, rebaixando ainda mais o trabalho e condições.
Como resultado da maior exploração e com o passar dos anos encontram-se formas de luta como o “Luddismo”, que viu nas máquinas e seus inventores o seu principal inimigo, partindo-as em oposição à industrialização, influenciados pelo operário têxtil de uma oficina de Nottingan, chamado Ned Ludd, que partiu os teares mecânicos. Rapidamente o fenómeno alastrou-se a outras cidades inglesas espalhando-se até França.
Assustaram a burguesia em 1811/12, que logo aprovaram uma lei, com pena de morte a essa gente, mas cedendo na aprovação de sindicatos. Quatro anos volvidos, tornaram a destruir as máquinas e aos poucos o “Luddismo”, foi substituído por jovens operários que aí sim consideraram que o inimigo era o patrão burguês, que fazia uso das máquinas.
Dois séculos depois assistimos a nova revolução industrial/tecnológica. Mas a culpa não é do avanço informático, nem dos Gutenberg’s do nosso tempo. Continua a ser dos mesmos, os donos do capital!
Na altura nasceu o “boicote”, derivado a Sir Boycott, que usava métodos brutais contra os empregados, recusando-se a negociar com eles, acabando por recusarem consumir os seus produtos, o que lhe acarretou enormes prejuízos.
 A partir de França usou-se uma sabotagem, que consistia no uso de tamancos que emperravam as máquinas. Avançou-se de seguida para a greve (place de greve - local onde os operários de Paris, se reunião para a luta maior), que acabou por se espalhar a todo o mundo.
Criaram-se as “trade-unions”, que são obrigadas a agir na clandestinidade, numa espécie de braço armado, para amedrontar os traidores que os denunciavam a polícias e pistoleiros pagos pelos patrões. Dessa forma organizam-se, aumentam os protestos e greves que acarretam muitos prejuízos, obrigando o parlamento inglês em 1824 a aprovar a primeira lei sobre organização sindical.
Em 1830 é fundada a Associação Nacional para a Protecção no Trabalho, em Inglaterra, que reúne as várias profissões. Em 1866 realiza-se o 1º. Congresso Internacional dos Trabalhadores, de vários países, criando-se a AIT – Associação internacional de Trabalhadores. Mas mesmo assim os patrões continuam a obrigar os seus empregados à renúncia sindical, como forma de garantir o emprego. As forças policiais continuam a ser accionadas, deixando um rasto de sangue no movimento sindical. A legislação criada deu rosto aos seus líderes, que são perseguidos, e alguns acabam por ser corrompidos, conforme ainda acontece.
Em 1837/38 reivindica-se o direito a voto. Só em 1875 se substitui na legislação inglesa os termos "amo e servo" para passar a denominar-se "patrão e trabalhador", sendo o primeiro país a faze-lo.
Em Paris o proletariado participa em acções políticas e chega a alcançar o poder, na célebre Comuna de Paris em 1871, que durou apenas cerca de 40 dias de carácter Socialista, tombada pela burguesia, com a ajuda das tropas de Bismarck, que esmagaram o movimento operário, fuzilando-os sumariamente. Durante esses dias de governo pelos sindicalistas, fez-se mais que nos 200 anos antecedentes e entre muitas coisas, aboliu-se o trabalho nocturno, chegou-se a propor jornadas de 8 horas, instituiu-se a igualdade entre sexos, os casamentos passaram a ser grátis e simplificados, aboliu-se a pena de morte, separou-se a igreja do estado, tornou-se a educação gratuita, etc.
O sindicalismo por todo o Sec. XIX, espalhou-se aos vários países do mundo, como Itália, Espanha, EUA e com a legislação e a sua aceitação apareceram as várias correntes sindicais, entre elas a socialista, a anarquista, a reformistas que defendiam a greve como ultimo recurso por serem moderados, que em Inglaterra deram origem ao Partido Trabalhista.
Ainda a referência aos sindicatos ligados ao Comunismo de Marx e Lenine, defendendo as directrizes do mundo operário, o internacionalismo sindical que advogava a participação dos trabalhadores na gestão das empresas e dos seus benefícios. Os católicos ligados às ditaduras fascistas da Europa do Sec. XX, que defendiam os valores cristãos e renegavam o direito à greve, preconizando a harmonia com o patrão, entre outros.
Em Portugal os movimentos sindicais, estiveram sempre ligados àquilo que se passava no resto do mundo.
Em 1822, com a Constituição Liberal e a reforma legislativa de Mouzinho da Silveira, foram extintas as Corporações de Ofícios, e com o Código Penal de 1852, sancionou-se as coligações e as greves.
Com a difusão das ideias do Socialismo, intensificam-se os movimentos associativos, e em 1879 foi criada a Voz do Operário, na luta pelas conquistas do sufrágio universal de então. Instituição que ainda hoje existe, prosseguindo a instrução popular.
Só com a República, em 1910, é que as greves foram consagradas como direitos dos trabalhadores, e em 1911 a Constituição consagrou o direito à associação. Em 1914, reuniu-se o Congresso Operário de Tomar, de onde saiu a União Operária Nacional, transformada no congresso de Coimbra, em 1919 na Confederação Geral do Trabalho. Contrapondo este movimento, de seguida cria-se a Organização do Congresso Patronal, de onde saíram os primeiros sindicatos patronais.
Em 1926, com a instauração da ditadura, o movimento sindical opôs-se, sendo dissolvido consequentemente em 1927. Com a Constituição de 1933 do Estado Novo de Salazar, entregou-se o sindicalismo às estruturas corporativistas da ditadura e perseguiu-se o verdadeiro sindicalismo.
Com o 25 de Abril de 1974, foram restabelecidos os direitos, liberdades e garantias dos trabalhadores e dos sindicatos. Na Constituição da República de 1976 ficou consagrado o direito à greve. A partir daqui a história já é nossa conhecida. A CGTP-IN, reorganizou novamente o sindicalismo a partir dos resistentes à ditadura, e uma outra corrente sindical é criada que ainda hoje difere na sua forma de actuação, que é a UGT.
Quanto ao sindicalismo na PSP, entre 1979 e 1981, é tempo da clandestinidade, com encontros secretos e comunicados. Mas a ASPP/PSP teve o seu verdadeiro inicio numa tarde de Fevereiro de 1982, num prédio desabitado, em Lisboa quando cinco polícias à paisana (guardas António Maurício e José Esteves, subchefes Lapa da Silva e José Carvalho e comissário Joaquim Santinhos) saíram dali assumidos como Comissão Pró-Associação Sindical da PSP (ASP/PSP), na defesa dos direitos dos Polícias. E vem-me à lembrança os comentários ao facto de o Comissário Joaquim Santinhos, ter sido como que deportado para o Comando de Bragança e colocado ao cimo de uma escadaria fria, mais fria que as consciências, sentado à frente de uma secretária sem nada para fazer. A ele a nossa homenagem assim como ao Subchefe José Careira, símbolo da nossa luta, que teve como auge o 21 de Abril de 1989 (os secos e molhados).
A partir desta data, a luta dos polícias pelos direitos ao sindicalismo, não mais pôde ser escondida. A ASP/PSP, era uma realidade incontornável e com ela conquistaram-se o direito à folga semanal, os horários de 36 horas, entre outros. Com a vontade férrea trazida da clandestinidade e com o apoio do sindicalismo nacional e internacional, a CESP, da qual passámos a fazer parte, a ASPP/PSP então só aceite como Associação, legalizou-se inevitavelmente.
Só em Março de 2002, após tantas perseguições, demissões, transferências e processos disciplinares é aprovada a nossa Lei Sindical, sem direito à greve, mas já com outras tendências sindicais formadas que acabaram por se multiplicar nos nossos tempos.
Agora que os tempos voltam a ser difíceis cabe-nos a nós, polícias e não só, ganhar consciência que é necessário prosseguir a luta. Ao lerem este texto verificaram o paralelismo de outrora com os tempos que correm, porque novamente há fome em Portugal, porque a cada 12 segundos morre uma criança com fome no mundo e porque cada vez mais o fosso entre ricos e pobres se agiganta, colocando-nos no limiar da pobreza e pondo em causa a dignidade humana como naquela época aconteceu.
Este é um sinal que o actual modelo económico e social nos conduz à exploração e perda de direitos conquistados, mas a nós cabe-nos alterar este paradigma. Aos sindicatos ainda organizados e com capacidades de intervenção social pede-se que lutem, e que sejam o motor de uma reestruturação no mundo laboral e não só, criando cordilheiras de solidariedade e aliança, que tenham grande potencial mobilizador e reivindicativo, que apoiem as novas formas de contestação a este modelo económico que nos leva para o abismo.
É altura de sermos solidários, e conforme compromisso de honra sob a Bandeira Nacional, entendamos o que ela representa, nos símbolo e valores patrióticos, consagrados na Constituição, onde a soberania nacional impere no povo a quem devemos lealdade democrática.
No momento actual é preciso estar também atento e saber distinguir quais os interesses gerais da sociedade, em contraponto aos interesses particulares da alta finança internacional comandados pela Goldman Sachs, que moldam os políticos actuais, a partir da escola de Chicago e os corrompem ao serviço da concentração do poder financeiro.
O progresso da ciência e do desenvolvimento tecnológico, determina o avanço político, social e económico, por isso este momento de grande salto para a humanidade não se pode tornar num retrocesso civilizacional, e basta que lutemos, organizando-nos. Daí a necessidade da força dos sindicatos para travar este recuo quando a lógica é o progresso social. Sempre que a economia treme o capital tenta o retrocesso, e o movimento sindical deve inverter essa regressão em direcção a maior justiça social, impedindo que sejamos despojados de direitos, e tratados apenas como peças descartáveis nesta engrenagem do lucro que já nem assenta na produção.
A globalização, não nasceu só agora. Apareceu com a máquina a vapor e com as linhas de comunicação transnacionais criadas com a Revolução Industrial, e por isso não podemos deixar que os sistemas informáticos aliados à industrialização e produção, os dot.com, os e.comerce ou e.mail, sirvam de pretexto para nova exploração social, como aconteceu naquele tempo, daí a mesma razão dos sindicatos actuais, aliás ainda maior porque o factor de produção aumentou exponencialmente.
E como vivemos momentos difíceis de aumento desmesurado do desemprego e de mão-de-obra barata, não deixemos que sejamos os novos servos da gleba. Não deixemos que façam orçamentos de estado à base da calculadora, tornando-nos simples números, deixando cair o Estado Social, como se já não fossemos Cidadãos dos direitos conquistados pela Revolução Francesa, rasgando-se tratados sociais como se o Estado já não fossemos afinal nós.
Não deixemos que a economia seja alicerçada de gráficos, de especuladores bolsistas, com base no fibonacci, elliot waves, cdf ou cfd´s, cujo objectivo é manter o lucro numa economia suportada no lodo e não na verdadeira produção, esquecendo as reais necessidades das populações.
Nunca a humanidade deu um salto tão grande como estes últimos 20/30 anos, com novas tecnologias, programas informáticos e científicos. Com isto permitiu-se acumular por um lado fortunas, para as multinacionais, por outro assiste-se ao desemprego e aumento da miséria, quando a riqueza disparou.
Não se deixem enganar por comentadores pagos pelo sistema com argumentos de dívidas públicas colossais, dizendo que se viveu acima das nossas possibilidades e que é necessário baixar ordenados e retirar direitos laborais.
Sem dinheiro nas mãos das pessoas a economia definha. Por isso os ricos não podem continuar a acumular riqueza, porque tudo morre.
Já agora o 1º de Maio, dia do trabalhador é comemorado, porque em 1886, em Chicago, quinhentos mil trabalhadores saíram à rua numa manifestação pacífica, para exigir o trabalho de 8 horas, quando era de 16/17 horas por dia. A polícia à má fé reprimiu os manifestantes ferindo e matando dezenas de trabalhadores.
Mas a luta não parou e agora mais que nunca terá é que continuar.