quarta-feira, 6 de março de 2013

O DESCARAMENTO DE UNS INDIGNADOS



Que Portugal está em crise já todos sabemos. Claro que a maioria ignora a profundidade e a delonga desta crise, pois ela está no princípio vai ser profunda, vai durar décadas e trazer grandes transformações. Mas à medida que ela se tornar evidente os incautos e distraídos, sentirão o seu efeito no corpo e na alma.

Mas por falar em alma, já notei que os estados de alma de alguns instalados estão a mudar. Que o diga o Dr. Filipe Pinhal, que se tornou num indignado. Um indignado contra o sistema que o alimentou. Vejam bem!
Os ricos reformados a reclamarem de indignados. Qualquer dia ainda os vamos ver a reclamar contra os verdadeiros indignados, do tipo de; Associação dos indignados contra os indignados. Claro está, indignados ricos que perderam parte da sua insultuosa reforma, contra os pobres dos indignados já sem nada a perder.

É o mesmo para dizer que os nossos “ricos” reformados, perderam o decoro. Então não é que depois de tão gordos e vergonhosos ordenados, agora decidiram reclamar das suas chorudas reformas!
Sem ponta de vergonha, estes nababos exigem não contribuir para pagar a crise que eles cavaram, com todas as suas mordomias e seus bem proveitosos benefícios, orientando-se todos como insaciáveis e deixando o País numa profunda desgraça.
Não seria mais sério ser o Estado (que somos todos nós) a levar certos senhores a Tribunal e não o oposto?
Reais reformados que tomaram de assalto na sua etimologia social a palavra indignado, criaram o seu movimento. Claro está que eles não se misturam, pelas ruas da indignação com o povoléu, pois as palavras que por ali se aplicam podem-lhe soar mal aos ouvidos.
Apresentam-se como que imaculados, para que não restem dúvidas da seriedade deste movimento de Senhores.

Eles dizem que não é um movimento de contestação. Alto lá! Não há misturas com a populaça. Mas sim um movimento de defesa de direitos individuais. Quer-se dizer, de defesa das chorudas reformas, pois estes prestimosos senhores, depois de tanto terem contribuído para a sociedade, com os seus descontos dos seus insultuosos salários, não querem contribuir com parte do que sem pejo ganharam.
E se o Constitucional não lhes der razão eles avançam para os outros Tribunais, que nisto não há mistura pelas ruas, que Tribunais é para quem pode!
   
O ex-gestor do BCP, foi braço direito de Jardim Gonçalves que tem uma reforma de 167 mil euros mensais, que com ele foi julgado por vários ilícitos criminais, vem reclamar os 10% de TSU que lhe aplicam na sua reforma.
E diga-nos lá, quanto é a sua reforma?
70 mil euros!
Uma afronta a mais de 85% de reformados com pensões abaixo de 500 euros. A cerca de 180 mil jovens sem futuro, 40% entre os 15 e os 25 anos. A quase um milhão de desempregados, fora os não contabilizados que já desistiram de procurar emprego. Aos mais de 100 mil que tiveram que emigrar sem solução para as suas vidas num sistema que certos senhores construíram, serviram e se serviram. E já não falando dos mais de dois milhões de pobres.

Tenham um acto nobre, peguem nesses milhares de euros com que vão engordar mais um pouco algum advogado e apliquem-no numa instituição de solidariedade, antes que sejam “linchados” pela opinião pública.  


 Pondo de lado a razão, tenham mais dignidade e respeito pelas desgraças de tantos milhões de portugueses, mesmo que alguns envergonhadamente, ou distraidamente não se mostrem isso sim verdadeiramente indignados.  

sábado, 2 de março de 2013

João Salgueiro manda limpar matas


(filho Carlos)
-Pai, não quero estudar mais!

(pai Joaquim)
-Já não queres estudar? Pronto, então para saberes "o que é bom para a tosse", vais trabalhar, que foi aquilo que a mim me fizeram quando acabei a 4ª classe. Puseram-me a carregar baldes de massa nas obras e nem sequer protestei. Mas como agora não há trabalho na construção civil, vais limpar matas, que parece que há aí muitas matas para limpar.

(filho Carlos)
-Limpar matas?

(pai  Joaquim)
-Sim, ou julgas que vais arranjar trabalho atrás de algum escritório a tirar um bom ordenado quase sem saber ler nem escrever? Isso é para os ricos e para quem tem cunhas. E até calha bem que eu andava aflito para segurar o teu irmão na Universidade, ao preço que está a vida e principalmente as propinas. Ao menos ele ainda tem vontade de estudar.

(filho Carlos)
-E de que adiante tirar um curso, se não há emprego na área dele?

(pai Joaquim)
-Na área dele e nas outras, mas ao menos emigra e alivia-me as costas cá em casa. Sempre é menos uma boca para sustentar. Já basta a tua mãe ter perdido o emprego na fábrica, sem direito a nada.

E o diálogo podia continuar, mas ficamos por aqui.

Eu por mim mandava-o guardar cabras. Se calhar por saber que ser pastor ainda é mais duro, ou se calhar por achar que as cabras por lá naquelas matas sempre as desbastam um pouco, ou  para ironizar.

Pelos outros, ou pelo Dr. João Salgueiro, o ex-presidente da Associação Portuguesa de Bancos, aposentado com 14.352 euros, ministro das finanças no PSD antes da 2ª intervenção do FMI em Portugal nos anos 80, ainda professor na Universidade Nova e da Juventude Universitária Católica no tempo em que o Joaquim carregava baldes de massa a troco de umas “cascas de alho”, por não ter tido oportunidade de estudar. Por João Salgueiro, o Carlos e outros desempregados iam obrigados pelo Estado para as obras ou limpar matas.

Por isso é que o Joaquim queria ver os seus dois filhos com um curso superior, para não serem obrigados a emigrar, como fizeram os seus irmãos mais velhos que “a salto”, fugindo por carreiros escondidos com passadores, atravessando rios gelados, dormindo em currais furtivos até conseguir chegar a França, vivendo décadas em barracas, para conseguirem amealhar alguma coisa.

Mas não para os comentadores do sistema, para os que criaram toda esta situação, “nós, o povo” os desempregados que muitos deles “fizeram das tripas coração” para dar um futuro melhor aos seus filhos, pondo-os a estudar, agora todos eles quer sejam formados ou não, mas só porque estão desempregados devem ir limpar matas ou para a construção civil.

Sabe porventura o Sr. Dr. João Salgueiro, como se encontra a construção civil neste país?

Sabe que já há muito ultrapassou os 100 mil desempregados e que é o maior flagelo nacional?

Sabe que há mais de três falências por dia nas empresas de construção civil?

O senhor sabe o que anda a dizer?

O senhor manda os desempregados cuidar dos idosos?
Sabe que hoje na Manifestação contra a Troika e o governo, a grande maioria eram reformados que já quase não ganham para comer e que lhes foram miseravelmente ao bolso neste corte cego das reformas, quando eram eles que ajudavam os seus filhos e netos desempregados, neste flagelo nacional?

São estes reformados que vão pagar para cuidarem deles como o Sr. Dr. manda? 
Oh senhor Dr. são os idosos que ainda podem, que cuidam e alimentam os filhos e os netos, que a Segurança Social, já há muito se está a dissociar deste problema. 

Por um salário mínimo, o Sr. Dr. ía cuidar? Então de borla muito menos, o senhor que sempre foi tão bem pago!

Diga-me uma coisa! Tem assim tantos pinhais ou eucaliptais, na família?

Quer que lhe limpem as matas de graça, ou quer trabalho de escravo?

É que não percebi! Fala no tempo da 2ª Guerra Mundial, em que as pessoas trabalhavam com as mãos, não tarda muito e está a dizer que o Holocausto foi bom.

O Sr.Dr. que foi presidente da Associação Portuguesa de Bancos durante tantos anos, cargo tão distinto, que andou por lá a fazer?

Sabe bem que a Associação a que presidiu tinha um Banco chamado BPN, em que os seus ladrões lesaram os Portugueses em 7.000 milhões de euros estimados e para esses nunca teve uma palavra?

Sabe bem que do empréstimo que Portugal recebeu da Troika, 12.000 milhões foram para ajudar os bancos da Associação a que o Sr. Dr. presidiu, dinheiro esse mal aplicado em especulação bolsista e em negócios ruinosos, dos quais não temos culpa! Mas agora temos que pagar com “língua de palmo” e esses bancos a “cantar como a cigarra”, a receber empréstimos a juros baixíssimos do BCE para especular em Obrigações do mercado financeiro enquanto nós pagamos esses juros da Troika a preços altíssimos com o corte dos nossos ordenados e reformas?

Quem é que devia ir limpar matas, cuidar de idosos, carregar baldes de massa, com as mãos como no tempo da 2ª Guerra Mundial? Os desempregados ou os culpados pela crise? Os homens do seu tempo, que foram os culpados deste estado de coisas!

Sabe, o Sr. Dr., de certeza que não tem filhos nem netos formados à procura do 1º emprego, nem familiares desempregados e desesperados com o pagamento da renda, o pagamento da luz, da água, ou da comida que falta na mesa. Porque para pessoas assim que sempre se alimentaram do sistema, para eles há sempre um lugarzinho em qualquer lado, para se ganhar dinheiro.


Nós sabemos qual é o propósito!

É criar os novos escravos.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

JÁ PEDIU A SUA FATURA?



Primeiro era o regabofe, enquanto havia dinheiro a rodo para os proveitosos negócios e ordenados chorudos do tempo das vacas gordas da politica, em que ignominiosamente se fez fortuna, e a troco disso se permitiu que uns quantos pacóvios tirassem alguns proveitos nos negócios, do tipo um café em cada esquina, sem grande controlo fiscal numa autentica pândega com as migalhas que sobravam da mesa dos banqueteados negócios e esquemas dos novos endinheirados. 

Agora lembra-me os tempos idos da história. Quando o confisco real e feudal espalhava o terror pelas terras e  aparecia recolhendo os bens produzidos pelos pobres vassalos, deixando-os à mercê da miséria, sem nada para tragar. 

Agora estes são novamente os tempos do terror fiscal, em que o Estado depois de ter tirado os direitos sociais, destruído o trabalho e oferecendo ordenados de miséria acaba de nos confiscar os últimos dízimos que nos restam na algibeira tornando-nos novamente servos neste modelo económico neoliberal.

Bufos uns dos outros na simples toma de um café, em que muitos invejosamente ou iludidos com um beneficio fiscal paupérrimo, nos tornamos reféns de um controle de todas as nossas vidas em que o fisco saberá bem observar pela vezes que ainda alguns vão de férias, ao restaurante ao cabeleireiro ou sei lá que mais, que além de poder controlar as nossas vidas saberão avaliar onde poderão confiscar mais uns cobres daqueles que ou ingenuamente ou teimosamente ainda tentam fintar a penúria das suas vidas diárias.
É altamente pernicioso este esclavagismo social e nós cabisbaixos escondendo e tentando fintar a pelintrice, como que acreditando em falsas promessas de dias melhores, cerramos os dentes, encomendamos um sorriso, fintando a realidade que se anuncia na próxima factura das novas medidas de austeridade.

Consciente desta sôfrega realidade, eu queria era que os bancos passassem facturas dos chorudos lucros com os juros da prestação da casa ou das usurárias taxas aplicadas a quem usa o Cartão de Crédito para pagar no supermercado a fome que se avulta silenciosamente. Mas para estes não há factura!
Talvez seja mesmo só pela perda de tempo do funcionário bancário prestes a despedir, ou pela tinta ou papel gastos na referida factura e chuta-se os fiscais das finanças que passamos a ser nós, para fiscalizar os galões e as sandes que sorvemos a correr para fintar a fome no café ao lado do trabalho, que não sabe se abra ou feche de vez. Ou no mecânico que já faz biscates de mudanças de óleo na garagem improvisada porque a oficina já o era e agora se ocupa da horta nas horas vagas. Talvez fiscalizemos o barbeiro lá do bairro, o sapateiro do quiosque da estação, já velhotes absorvidos naquela imensidão de tempo em que a cliente vasculha o número de contribuinte e o ajuda na forma de passar a complicada factura dos simples cordões de 50 cêntimos provavelmente chineses, livres de impostos e mais baratos ainda que o custo da factura, dos atacadores que acaba de vender à vizinha desempregada que precisa de uns novos para os sapatos que vai juntar ao fato que lhe emprestaram para a entrevista do novo emprego de balconista, onde lhe prometem 300 euros mais comissões de 1 por mil euros nas vendas das roupas que já ninguém tem dinheiro para comprar.
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É sabido que este modelo de confisco usado, além de nos estar a levar à miséria está debilitar toda uma economia moderna, empurrando-nos novamente para os primórdios da humanidade, em que as trocas directas dos produtos, era a forma encontrada. É assim que estamos prestes a chegar, sem trabalho, com um controlo fiscal, uma exigência declarativa de tudo que brilha e mexe, a economia definha e é chegado um tempo em que não nos reste um tostão para gastar nem um botão para declarar.
Será que o fiscal das finanças nos vem bater à porta para nos confiscar as galinhas ou os tomates do quintal? É isto que nos espera, uma economia bloqueada e paralela que nos levará à troca por troca, à caridade e à fuga ao fisco, onde já nem uma dúzia de ovos podemos vender sem pagar imposto!
Mas ninguém enxerga isto?

E quanto ao fiscal das finanças se à saída do café lhe pedir a factura, diga-lhe que foi ao wc e a usou porque já nem havia papel higiénico, mas que dá sempre o número de contribuinte e que os 0,05 cêntimos declarados ao fisco para IRS por café ao longo do ano, sempre dará pelo menos um euro de reembolso. Uma fortuna, nos tempos que correm. Quase ao nível de uma conta offshore dos banqueiros da nossa praça. Quase tapa o buraco do BPN.
Como diz o José Viegas, faça-lhes o manguito, já que ele os manda tomar "nucu".
Mas pronto se quiser ir mais longe torne-se bufo, vá ao site das finanças e denuncie ali quem não declarar as facturas para   IVA/IRS. Acho que também dá prémio. Sempre dará para um rebuçado.

domingo, 27 de janeiro de 2013

ANIMAIS PERIGOSOS EM DESGOVERNO


Todos nós sabemos dos animais perigosos, como o Urso que me parece que de perigoso só se for com fome.

O Hipopótamo de perigoso só quando lhe invadem o seu habitat.

O Elefante, o perigo que lhe vejo é ser pisado por um, de resto até é usado pelo homem.

O Leão dizem ser sociável, ataca no crepúsculo as suas presas, descansando e dormindo na maior parte do dia. Mas o leão tem sido usado como símbolo de bravura e nobreza mesmo em tempos de menores valores sociais, hoje em dia.
O Crocodilo quando está digerindo um animal, a passagem deste pode pressionar-lhe o céu-da-boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Assim, enquanto ele devora a vítima, caem lágrimas de seus olhos, daí a expressão “lágrimas de crocodilo” que infelizmente nos tempos que correm se expressam em demasia.

A grande cobra Anaconda, também dizem que se apanha uma pessoa embriagada nas margens dos rios, também a asfixia até sucumbir, engolindo-a depois inteira.

Já as Víboras, ao que parece usam o seu veneno para se protegerem, mas quando atacam podem ser mortais. Há por aí muito disso, só falta mudarem de cor como o camaleão.

O Lacrau, é também perigoso e usa o veneno para capturar a sua presa. Na gíria diz-se que “mais vale aturar um saco de lacraus”, tal é o veneno de alguns.

Sabemos que estes predicados podem ser aplicados aos humanos pela “graciosidade” com que nos governam.



Vamos tentar encontrar assim mais criaturas que não parecendo tão perigosas como estas, não deixam de ser mais perigosas ainda em sociedade.



Pelo desenvolvimento político que temos assistido no nosso País façamos a comparação.

Começo por dizer, que acho que anda aí raposa, pelo avaliar da algazarra na capoeira, com as Galinhas em alvoroço e com os Papagaios que por aí se vêm, parece que temos luta de Galos.

Bem, se anda aí Raposa? Acho que não! Porque a raposa é um animal que ataca num rápido e mata a presa depressa e até porque são predadoras solitárias. Por esse facto não me perece que seja mesmo raposa.

Quanto aos Lobos, apesar de serem animais velozes, darem saltos enormes, e viverem em matilha tendo um macho dominante, já me referi a eles no meu penúltimo artigo.



Mas como os desenvolvimentos estão a ser muitos em termos políticos, vou ter que predicar mais animaizinhos.

As Hienas são animais carnívoros de médio a grande porte que ocupam lugares cimeiros na cadeia alimentar. A sua cabeça é grande em relação ao corpo, com orelhas relativamente grandes, de terminação em bico ou arredondada e músculos dos maxilares poderosos. Não sendo corredoras de velocidade, são resistentes e podem perseguir uma presa ao longo de vários quilómetros.



Ora, lugar cimeiro, não sendo corredor de fundo, parece-me que é alguém que surgiu agora, sem pedalada para maratonas, apanha a Lebre meio cansada e sendo morta pela Hiena, terá um fim doloroso, pois a Hiena ataca nas partes moles, que vão rasgando o corpo do animal até ceder.  Tem hábitos nocturnos, embora possa pontualmente estar activa de dia. São também conhecidas pelas suas risadas. Mas isso se verá no fim. O certo é que são agressivas, nascem já de olhos abertos e dentes afiados, vivendo em clãs, mas raramente atacam em emboscada.

As Toupeiras, são animais que vivem no subsolo enterradas em tocas e galerias. Não têm orelhas externas e devido ao seu modo de vida, são total ou parcialmente cegas. A sua alimentação faz-se à base de pequenos animais que vivem no solo. 
Andam por aí umas Toupeiras não andam? Pelo menos vi um a falar na necessidade de um congresso.



Os Ratos, ui há muitos, mas os dominantes expulsam os outros, que vivem na comunidade de forma marginal. Normalmente na alimentação o principal, não prova logo o isco, só após o outro provar é que este ataca, se não vir acontecer nada, expulsa o outro e come. Por isso eles resistem e acabam por morrer os marginais com estricnina. Seja como for e estejam onde estiverem os Ratos causam sempre enorme prejuízo. Quando não há alimento também podem acabar a comer-se uns aos outros. Que horror, com o País a definhar.

Parece-me bem que é o que se prepara na política por estes tempos. Leirões malvados! E se deitaram trigo roxo aos Pombos?

Mas bem sabemos que antes de tudo isto acontecer, apareceram os Abutres que mal o “rei leão” sucumbio nas urnas de voto, apareceu logo um, que comportando-se como Furão, mal os outros fugiram como Ratos, abocanhou a carne morta, após longo tempo a pairar alto no céu à procura de carcaças abrindo as enormes asas. Juntou a sua colónia e ainda com os restantes animais doentes empestaram o Largo do Rato, convencidos que os outros bichos não reanimavam.

Enquanto os Porcos foçaram a lama, os Cães limitaram-se a abanar o rabo e praticamente nada fizeram contra os Tubarões que tanto mal nos fizeram e agora às garras do felino é que já ladram em todas as direcções a dar o alerta que o Lobo atacou as Ovelhas todas.

E nós feitos Baratas tontas, lá vamos levar com o sheltox, sem que antes deixem poisar bem as Moscas.



terça-feira, 22 de janeiro de 2013

REGRESSO AOS MERCADOS FINANCEIROS

Num “dois em um”, o Governo de Portugal, anunciou aquilo que o ministro das finanças alemão tinha adiantado ao Gaspar, na célebre conversa apanhada pela reportagem da TVI. Até aqui nada de novo, até porque era inevitável. Prometeu-lhe que logo acalmassem a Grécia, pensariam na dívida portuguesa. De facto assim aconteceu.

Tudo planeado no segredo dos deuses, apesar do falatório que até foi negado pelo Passos Coelho, vem o Gaspar tirar o coelho da cartola. Anuncia-se de um dia para o outro a ida aos mercados de divida pública e apregoa-se também o alargamento do prazo de pagamento da dívida à TROIKA.

É genial o Gasparzito! Aproveitando o bom momento que atravessa a União Europeia, anuncia a ida aos mercados e a dilatação dos prazos da divida, beneficiando do ânimo dos mercados.

Ora isto só faz com que os mercados subscrevam essa emissão de dívida com o entusiasmo a dobrar, devido às duas boas novas. Afinal Portugal portou-se bem, cumpriu as metas (que bem sentimos na pele) e levou o prémio do alargamento do prazo.

Cumpriu as metas, isso é que vamos ver! Porque com o rasto de destruição da economia não vai sobrar pedra sobre pedra. O que fica é a destruição. O tecido produtivo ficou aniquilado, o desemprego que nos vai levar à miséria disparou, mas Portugal conseguiu regressar ao mercado. Viva, viva.

Vai financiar-se com juros mais altos que os da TROIKA, que ajuda é os Bancos, como o BES, também responsável pela colocação dessa divida no mercado que arrecadará uns milhares com a operação e com a compra dessa divida com juros bem altos. E para isso já há dinheiro na banca, mas para financiar as empresas é que “está curto”.

Diz-se que é bom para o País que facilita o financiamento das empresas no mercado. Quais? A EDP, PT, SONAE, etc? Ora, mas e as outras pequenas empresas, quem as ajuda, as que mais precisam ser ajudadas?

O Gaspar, quis aproveitar o tal bom momento mas também lhe criou as boas condições, para que não haja hipóteses de dizerem que foi um fracasso. Mas vejamos! Não seria preferível negociar isso sim, juros mais baixos da dívida? Ao fim e ao cabo só empurrou com a barriga uma dívida gigantesca que se agigantará ainda mais, daí só podemos concluir que foi um mau negócio. E quanto ao ser um sucesso; hum! Deviam saber que numa depressão há anos que parece que as coisas melhoram, mas logo a seguir vêm anos bem piores que os outros. É o que está a acontecer agora. Ou pensam que os nossos problemas e os da Europa estão ultrapassados? Desenganem-se, só estão a começar.

A título de exemplo, Salazar, aplicou a mesma receita que estes estão a aplicar. Herdou um País falido e durante 48 anos deram-nos fome e miséria e nós amochámos todos.

Parece que a história se repete.

Esse “dois em um”, não será o estarem a enganar o povo e os mercados, fazendo crer que tudo parece melhorar quando se preparam para um momento fatal?

Veremos lá mais para a frente!
Não se esqueçam do programa do BCE de compra de dívida dos países aflitos e isso um dia acaba, depois é que quero ver!



domingo, 20 de janeiro de 2013

SEGURO a PASSOS largos na refundação do Estado/estrago

O Secretário Geral do PS, passou ao ataque. Calculista como sempre, joga “Seguro” o José. Enquanto andou pela oposição do seu partido soube sempre esperar como uma “raposa manhosa” (não fosse essa aliada à charlatanice a principal característica da generalidade dos políticos).

Cego, surdo e mudo, pelos corredores do partido, soube esperar até que o lobo acabasse por sucumbir pelas políticas desastrosas, que além de arrogante e autoritário conduziu Portugal à desgraça que clamou pelo FMI, ”o fugitivo em Paris”. Claro está, José Sócrates, que bem podia dar título a uma a comédia, se não fizesse das nossas vidas uma verdadeira tragédia.

Mas ontem fiquei surpreendido, com a mudança de atitude do Seguro,. Provocou em Coimbra um verdadeiro comício como que se desse inicio à pré-campanha do PS às próximas eleições.

Bem sei que ainda se não fala à boca cheia desse cenário, mas lá tem a sua razão. Se não vejamos. Depois do discurso do 5 de Outubro, António Costa deu inicio à sua caminhada (não de carroça, mas com a bandeira às avessas) ao lado de um Presidente que teimosa mente, mantém uma atitude autista perante a nação, fazendo crer que aposta na estabilidade política em detrimento da instabilidade das nossas vidas. Até parece poético não fosse “de todo ” expressão coquete usada pelos governantes e uma estirpe social, que cada vez mais enriquece o nosso vocabulário, pelas várias vezes ditas nas televisões às quais assistimos com um ar de sofrimento “plasmado” no rosto (é só expressões chiques) às quais nos concatenamos (outra) como uns verdadeiros parolos que enriquecem o vocabulário para contrariar o empobrecimento geral.

Bem! Dizia eu, com António Costa a morder-lhe os calcanhares, nesse discurso tão eloquente no debate do “futuro de Portugal”, Seguro passou ao ataque porque assim se obriga. Das duas uma, ou se deixa agarrar por mais um lobo que espera a sua presa ou então tem é mesmo que fugir antes que seja abocanhado.

E foi isso que fez Seguro. Não muito “seguro” do momento, pois o governo ainda não está moribundo, (mas sabendo que sempre teve uma doença congénita, não fosse ela formada por um outro predador chamado Portas) e já começou a afiar as suas garras, não de abutre como esperava.

Assim perante governantes ignorantes e incapazes de resolver os problemas da nação, prepara-se mais um idêntico, para lhe dar continuidade.

Um partido amarrado ao acordo que fez com a Troika, é certo que não pode espernear muito, mas limitar-se a abster-se na Assembleia ou a não apresentar políticas alternativas está apresentado.

Mas ontem ele tentou dar um ar da sua graça, ensaiou mostrar que o seu partido é diferente. Que não é responsável pelas políticas seguidas nos últimos anos da desgraça nacional, das PPP´s, BPN, dos deficits e das obras megalómanas. etc.

Será que o PS além de defender a renegociação da divida que é por demais evidente não tem mais nada a apresentar ao país?

Claro que não, vai garantir que não faz promessas e coisa que o valha, porque sabe que o povo já não vai em promessas, mas também sabe que entre o desânimo de Sócrates e a raiva aos políticos que nos têm governado, o povo poderá ou não, vacilar entre a abstenção ou o voto de protesto noutros partidos, não fossem os portugueses esquecidos do mal que lhe fazem.

A levar em conta isso, e a analisar pelas sondagens perniciosas, digamos que chegou a vez de José galgar para a frente, sem ter tempo de olhar para o António atrás.

Tendo em conta que o governo decidiu debater o estado da nação na chamada "Refundação do Estado" à porta fechada, Seguro escancarou as portas a toda a gente.

Mas será que as ideias gastas do PS ainda enganam alguém?

Claro que sim!

Basta Seguro passar ao ataque, denunciando à boleia de outros partidos e da maioria dos cibernautas, que o relatório do FMI foi encomendado (porque o foi) e apresentado ao país, porque cobardemente o governo não tem coragem de destruir mais a vida dos portugueses, precisando de uma muleta para poder continuar esta politica de destruição social sem fim à vista.

Aliás as novas propostas do FMI, planeadas em pensamentos neo-liberais, com cortes a nível do trabalho e direitos sociais, como educação e saúde assente no apoio aos monopólios privados, combinados com a banca especuladora que continuam a sugar as nossas finanças, como agora o caso do BANIF, deixando para trás uma verdadeira aposta no apoio às pequenas e médias empresas, que poderiam funcionar como pilar na recuperação nacional, certa é a vontade inovadora dos portugueses, que levaria ao estancamento da sangria no mercado de trabalho e na asfixia do estado social.

O FMI e o governo apostam em cortes e mais cortes em direitos sociais, aumentando ainda mais os impostos como o anunciado ajustamento para cima nas taxas de IVA para produtos essenciais, em prejuízo de abaixamento da taxa de produtos que para a maioria se poderão tornar produtos de luxo, que cada vez mais só estão acessíveis a uma pequena franja de portugueses intocáveis nos seus impostos, à boa maneira dos nossos governantes.

Aproximar a taxa mínima de produtos essenciais à taxa máxima onde se incluem produtos supérfluos só vai cavar ainda mais o fosso entre ricos e pobres, num governo em que a principal preocupação é o regresso aos mercados especuladores, como se a economia fosse feita de números.

Mas este governo não se fica por aqui, a sua aposta parece também, agora que deixou os ricos intocáveis, em baixar fortemente o imposto sobre as empresas (IRC) com o argumento de maior competitividade, como se os empresários não assentassem os sues lucros em políticas de baixos salários e precariedade laboral, quando para o povo o FMI clama por menos escalões no IRS e menos benefícios fiscais, numa sangria até à última gota.

Sendo assim vai ser fácil fazer oposição, e como o povo é na maioria de memória curta, lá voltaremos ao alterne badalhoco da politica governativa.

sábado, 12 de janeiro de 2013

NÃO, NÃO E NÃO


Não deixei de pagar os meus impostos

Não corrompi nem fui corrompido

Não tenho emprego por cunha

Não recebi subsídios a qualquer troco

Não roubei bancos nem empresas

Não recebi de qualquer tacho

Não fui político oportunista

Não recebi fundos comunitários

Não tirei cursos sem ter que estudar

Não enviei dinheiro para off-shors

Não tenho contas na Suíça

Não pedi empréstimos sem os não ter que pagar

Não contribui para a destruição do tecido produtivo

Não subi na vida à conta da política

Não pedi favores indevidos aos amigos

Não sou de padrinhos nem afilhados

Não sou neto barão nem tenho pedigree

Não recebi sem que não trabalhasse

Não fiz riqueza porque vivo do meu vencimento

Não deixei de produzir à troca de subsídios

Não vivi acima das minhas possibilidades

Não recebi subsídios sem querer trabalhar

Não falseei rendimentos para receber qualquer subsídio

Não fiz investimentos errados sem que os não pudesse pagar

Não tive proveito de legislação feita à medida

Não sou Maçon nem pertenço a sociedades secretas

Não sou pedófilo por isso não fui protegido

Não estoirei dinheiro em bordéis

Não tenho vícios que não possa sustentar

Não comprei carrões nem casas com piscinas

Não me casei por interesse

Não nasci para ser menino rico

Não desfrutei de bens que me dessem

Não fui promovido sendo incompetente

Não fiz fortuna na politica

Não incriminei ninguém indevidamente

Não participei em negócios fraudulentos

Não desviei material no meu trabalho

Não recebi recompensas

Não recebi prémios de trabalho para amigos

Não tenho um trabalho para boys

Não trabalhei no Estado ou Câmara após eleições

Não trabalho em nenhum Instituto ou Organismo por convite

Não comprei terrenos antes de alterar o PDM

Não paguei nem recebi luvas de ninguém

Não beneficiei os meus amigos

Não destruí o erário público

Não fui suspeito de negócios ilícitos

Não criei empresas para negócios com o Estado

Não fiz negócios que prejudicassem o País

Não meti baixas fraudulentas

Não inventei desculpas esfarrapadas

Não beneficiei de qualquer privilégio

Não me sinto suspeito de nada

Não trabalho de forma desonesta

Não sei porque se destrói tanto emprego

Não sei porque dizem que a culpa é da crise

Não sei porque criaram a crise

Não sei para que são tantos sacrifícios

Não sei porque eles não pagam a crise

Não sei porque dizem que vivemos acima das possibilidades

Não sei porque eles nos mentem tanto

Não sei porque nos empurram para a miséria

Não sei porque os impostos são sempre para os mesmos

Não sei porque não me deram as mesmas oportunidades

NÃO SEI PORQUE TENHO QUE PAGAR POR ISTO.