quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

CONGRESSO DO PSD, RUI RIO OU PASSOS COELHO?

Prepara-se o congresso do PSD. 
Todos sabemos que existe uma paz podre à volta de Passos Coelho. Por um lado ninguém quer estar com ele porque tem politicas anti-sociais, por outro lado ninguém o quer defrontar porque todos esperam que ele acabe de fazer o trabalho sujo que ninguém quer fazer.
Assim o Congresso do PSD é como que uma consagração da desgraça.
Todos ali entrarão mudos e sairão calados, a não ser uma ou outra justificação das politicas anti-sociais no discurso de Passos Coelho, suportadas como sempre nas acusações das más politicas do governo anterior e a promessa de que a luz ao fundo do túnel já brilha, não fosse ela uma miragem.
Vão arrastar-se por ali figurinos, entre os potenciais presidenciáveis e os novos boys que levaram Passos ao poder, de resto o Congresso mais parecerá um velório.
Rui Rio sabe disso. Recusando o “Taxo” que Passos já lhe ofereceu para liderar o Banco de Fomento, conforme segurou outros como o Santana Lopes na Misericórdia.
Este Rio prefere o (a)ssombro.
E será assim que decorrerá o congresso do PSD. Uma espécie de morgue assombrada à espera do funeral, enquanto houver um velho do Restelo que se recuse à eutanásia de uma espécie de cadáver nauseabundo, que fede por todo o lado menos para os lados de Belém.
Rui Rio apoiado na fama que trás do norte, sabendo disso tudo, sente o povo, lá para os lados do Porto, donde já nasceram tantas revoltas e onde já roncam não ainda os tambores a não ser os da desgraça, mas roncam sim as entranhas dos pobres que se avultam pela calada da noite junto às carrinhas da sopa dos pobres e pelas instituições piedosos, que Mota Soares promete continuar a alimentar, à semelhança do velho regime.
 Rio pretende apresentar-se como um salvador da pátria após o descalabro de Passos Coelho.
Não está interessado a disputar a nível de concelhias o voto a voto das directas à liderança do PSD, pelas razões já alocadas.
Rui Rio quer antes ser o D. Sebastião daquele partido.
O homem que foi à Reunião de Bilderberg, com o António Costa, sabe que ambos têm o apoio dos ricos e poderosos.
Não precisa de se ir esgrimir em lutas de congressos. Sabe que tem é que esperar e preparar o terreno, começando a mostrar-se e enviando umas farpas de vez em quando assombrando os Passos do governo.
Vai manter-se assim em “banho-maria” conforme António Costa, prontos para avançar e cumprir os desígnios de Bilderberg, que é manter a mesma politica comandada pelos senhores do FMI, Goldman Sachs, e outros interesses secretos.
Se porventura acontecerem dificuldades em formar governo, como na Grécia ou em Itália, juntam-se os dois partidos do arco da governação e mantém-se o mesmo estado de coisas, que o povo aguenta mais uns impostos.
De resto no congresso, toda a gente votará em Passos Coelho de forma maquinal, numa espécie de voto de pesar.
Rui Rio não se candidatará, porque não quer e não precisa. Para ele ainda é cedo. Ele ainda vai ter que reerguer o PSD à sua maneira e acercar-se de novas pessoas e longe do pensamento actual. Vai ter que fazer tábua rasa no PSD e para isso tem que esperar.
Ele será o homem em que se vai querer apostar numa nova politica depois destas mediadas de destruição social.
Ele vai apresentar um discurso contrário ao Passos Coelho porque todas as suas politicas estão errada e o futuro vai comprová-lo. No entanto vão deixá-lo fazer o que se propunha fazer, que é servir o poder económico e financeiro, baseado essencialmente no corte salarial e perda de direitos.
Rio virá com outras ideias depois de ganhar apoios dentro do partido para depois mal este governo tombe ele aparecer como um criador inteligente, apontando os erros do seu antecessor.
Mas ele que não se esqueça que algo pode acontecer. A situação social está cada vez mais instável e o povo pode não estar pelos ajustes e vai estar atento a este PSD, que já nos enganou e nos destruir a nação com politicas desastrosas.
O eleitorado começa a ficar desconfiado, porque nada se pode esperar daquele partido.
Começa a ser difícil enganar o povo escaldadas com falsas promessas eleitorais.
Rui Rio vai esperar pelas próximas eleições. Depois pelo resto que se seguirá que não será nada bom para ele. Terá que esperar e estar atento aos sinais e ao pulsar do povo e do seu partido porque não é chegada ainda a hora dele.
Vai ter que criar a sua própria legião e defender novas causas, só assim triunfará no partido.
Passos Coelho enche o peito de ar convencido que vai triunfar nas suas medidas politicas. Mas qualquer economista consciente sabe que estas medidas aplicadas só resultam nos primeiros tempos, depois afunda mais ainda a recessão, ou melhor a longa depressão que ninguém quer falar.
Mas os sinais estão aí, com a deflação a mostrar-se.
Por isso o PSD, está condenado nas próximas eleições e por isso mesmo Rui Rio vai saber esperar pelo tombo do seu companheiro de partido e quando ele for para pegar no partido, terá que apanhar destroços e quanto às suas ideias e politicas fracassarão, que o povo já não confia.
Rio vai pagar caro pelas políticas do PSD no passado.
 O povo está a acordar e está a passar fome inclusive. Se despertar acabou-se este tipo de politicas de pobreza e emigração. Além de que o país está falido e por causa destes senhores que nos "e se" andaram a governar.
Rio pode vencer dentro do PSD, mas perde dentro do país.

Será sempre uma vitória amarga.

sábado, 7 de dezembro de 2013

A BOLHA PRESTES A ESTOIRAR


Todo a gente adora ver um mercado em alta. É só diversão e jogos até que tudo estoira.
O padrão bolsista em bull market está a entusiasmar toda a gente, mas está perto de repetir novamente o que aconteceu anteriormente.
Os sinais estão aí.
Anda tudo animado com a retoma e as bolsas a vibrar. O S&P e o Nasdaq com valorizações anuais acima dos 30%. O Dow Jones a fazer novos máximos. Na Europa a maioria das praças em máximos de 5 anos. Anda tudo eufórico.  

Mas estaremos perto da última fase, com este Rally a que estamos a assistir?
Tudo indica que sim. Os entendidos afirmam que ainda há um potencial de valorização de mais de 20%.

Lembre-se, um mercado de touro é feito por fases.

A fase de acumulação, que é o período do fim de uma tendência de baixa, quando os investidores informados, os hedge-funds, investidores financeiros, políticos e quem tenha informação privilegiada começam a comprar acções com desconto acentuado.

Depois temos a fase da subida moderada, em que estes acumulam acções a bom preço, vindo depois a seguir a eles alguns investidores institucionais e fundos.
Os investidores privados depois de perderem o medo começam a investir, após verem os mercados a reagir em alta.

A seguir vem o momento em que a exuberância assume o controlo da bolsa e dos investidores e toda a gente compra acções com subidas já mais acentuadas.
É nesta fase que se deve ter cautela, mas é sempre assim, se não aprendes com os erros ou se não tens sorte lá te vais tu espalhar.
A esta fase chama-se a fase da distribuição onde acontece a maior parte da euforia.
É quando o taxista que te leva ao hotel e te diz que está ganhar bastante dinheiro na bolsa.
Quando isso acontece, nasce o mercado do urso, com os investidores informados a segurar os preço e a despacharem as acções encaixando o devido lucro.
Por fim já se sabe, são as perdas e o desespero porque se entrou em bear market, com quedas consecutivas e os pequenos investidores a terem que assumir os prejuízos e do outro lado sempre os mesmos à espera de mais quedas.
Agora, eu diria que estamos na fase de pré euforia à espera das últimas subidas para depois assistirmos a uma grande desgraça. Mas disso não vou falar agora, porque esta sim vai ser devastadora.

Uma prova de que isso está também a acontecer é quando vemos um aumento significativo de investimentos em ETFs e Warrants, que multiplicam os lucros dos institucionais.
Nos EUA os investidores despejaram 277 biliões de dólares em fundos mútuos e ETFs baseados em acções este ano.
Se quiserem comparar com 324,000 milhões dólares que entraram nesses fundos em 2000, pouco antes do estouro da bolha, aqui têm uma verdadeira dimensão.


Voltando para as três fases de um mercado de touro, vamos lembrar-nos que Wall Street é o primeiro motor. Grandes casas de investimento começaram em Março de 2009 a acumular.
Durante quatro anos, eles foram colhendo lucros.
Já neste segundo trimestre os bancos reportaram um recorde de 42,2 biliões de dólares em lucros, ao que parece E isso foi depois de terem um recorde 40.300.000.000 de dólar nos primeiros três meses do ano.

Neste momento a maior gestora de dinheiro do mundo, a BlackRock. (BLK), está incentivando os investidores a ficar com acções.

A BlackRock diz que a política do banco central continua a ser favorável para as acções.
Mas será que ainda alguém acredita?
É bem possível, com a intoxicação de resultados apresentados e as suas perspectivas lançadas, defendendo políticas de recompra de activos e juros baixos.

Mas para mim, analisando e vendo o explicado acima, é precisamente o contrário e o melhor é estarem fora do mercado.

Desde 1928, a duração média de um mercado em alta é de 57 meses, e o retorno médio é de 165 %. Este momento é igual à média. É de 57 meses em execução com um retorno de 164 %.

É bem explícito e assim que a Fed acabar com a sua política monetária expansiva tudo se torna insustentável. E isto parece estar para acontecer já no final deste mês, a avaliar pelos resultados do emprego saídos agora e outros resultados anteriores encorajadores.

Assim que isso acontecer vai ser um deus me livre. Acho que ninguém vai querer ficar com títulos, além da Fed.
Cortando no dinheiro e na recompra é recessão pela certa. Apesar que eu já há muito que digo que isto é uma longa depressão, mas isso fica para depois.

Lembre-se, a Fed está bombeando 85.000 milhões de dólares no sistema financeiro a cada mês. Essa é a maior força motriz dos preços das acções.

Quando a Fed parar com o programa, ardeu a tenda. Tudo se afunda numa correria infernal.
Acredito que a elite de Wall Street estará já com o rabinho de fora do mercado, principalmente títulos de divida pública e acções.
Mas o que podemos fazer, perante a desgraça que se adivinha?
Esperar e pouco mais.
Adivinham-se tempos difíceis lá para 2014.
Vamos assistir a um enorme Sell-off.
Com taxas de juro quase negativas para estimular a economia e o consumo mas sem resultados.
O dinheiro a perder valor, os mercados a afundar, os metais preciosos a valorizar e a fome a alastrar.
A produtividade a diminuir e o consumo idem. Os salários mais miserentos, o desemprego a aumentar.
Tudo isto porque as politicas e medidas económicas destes senhores foram erradas.
O povo completamente esfolado e sem dinheiro.
Adivinham-se tempos muito maus e se isto puder servir de aviso, já me sinto bem melhor.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Exmo. Senhor Administrador dos CTT

                                                                                                                                   Exmo. Senhor

                                                                                                                         Francisco de Lacerda

Senhor Administrador dos CTT, em primeiro lugar queria agradecer-lhe por me ter escrito esta singela carta.


Apesar de eu nunca lhe ter escrito, admiro muito a sua amabilidade e disponibilidade, pelo facto de se ter lembrado de mim, pois eu nem sequer o conhecia, pelo que recebi a sua carta com elevado apreço.

Queria agradecer também aos CTT, que em seu nome se lembrou de mim, neste momento tão importante de mudança de vida desta empresa.

Pois já havia lido a notícia, mas de tão absorvido com o aumento do horário de trabalho na função pública e com os cortes de ordenado que nem tive tempo para lhe prestar atenção a tão proveitosa notícia.

Bem abençoada seja vossa senhoria uma vez que estamos a passar por dificuldades imensas a nível financeiro.

O senhor ao enviar-me esta carta abriu-me a perspetiva de poder ganhar mais um dinheirito, que em abono da verdade bem falta faz, com esta dispersão em bolsa dos CTT.

Sabe que ao abrir a caixa do correio que religiosamente faço todos os dias, que não sei por que razão o faço de forma tão maquinal. Se calhar é da importância que sempre dei às cartas, que marcaram tanto a minha vida.

Ou porque tive que largar a minha terrinha cedo e como sabe, sendo eu pobre a única forma de comunicação com a minha saudosa mãezinha era através da tradicional carta que funcionou muito bem para mim, enquanto não se proporcionaram as novas formas de comunicação que tanto se popularizaram nos nossos tempos.

Mas antigamente a vida era assim. O “correio” era das coisas mais importantes que nos acontecia.

Sabe, o meu pai teve que emigrar à semelhança destes novos tempos que correm e sempre que o carteiro vinha com uma carta na mão era uma imensa alegria.

Vivíamos numa localidade onde a carta era uma coisa quase sagrada.

Havia até um inseto tipo um besouro, que quando ele aparecia pressagiávamos a chegada de correio. A partir daí lá estávamos nós ansiosos todos os dias mortos que o carteiro chegasse com novidades do meu pai, que sempre que podia enviava umas notitas no meio da carta para pagar a divida à padeira que avultava porque as bocas eram muitas.

Mais tarde sem prever esse meu destino acabei por vir a ser carteiro por uns tempos, que foi o suficiente para entender de sobremaneira a importância de uma carta, de uma encomenda, de um vale postal ou daquilo que é mais sagrado para muitos seres humanos, que é a sua reforma ou pensão.

Senhor Francisco de Lacerda, nem o senhor nem estes governantes sem afetos nem sentimentos, sabem da importância de uma carta trazendo a parca reforma.

Não sabem o entusiasmo com que é recebido o carteiro “como um Deus”, muitas vezes ao início da rua, ou da aldeia, onde são aguardados no dia certo a chegada com tanta ansiedade que nem se consegue fazer nada enquanto o carteiro não chega. A carta com o vale que vai tirar da agonia tanta pobreza muitas vezes envergonhada.

Sabe da importância de uma notícia vinda lá de um outro canto do mundo?

O senhor imagina a relação de afinidade e empatia que se cria entre o carteiro ou funcionário da estação dos correios, lá na aldeia ou no bairro, onde se trocam intimidades, tristezas, alegrias com o envio de uma carta ou encomenda?

Sabe o que isso significa, a familiaridade e o apoio que certos idosos e leigos encontram nos funcionários dos CTT?

Senhor de Lacerda, que nome pomposo o senhor tem, deve ser bem-nascido!

Mas o senhor teve uma atitude nobre. Escreveu-me uma carta dizendo-me que chegou a vez de o senhor me escrever com boas notícias!

Mas lá esperava eu por tão melindrosas notícias!

Então o Senhor escreveu-me para me anunciar que vai fazer como os seus amigos do governo, contribuir para baixar o nível salarial dos portugueses e aumentar o desemprego!

O senhor e seus cúmplices preparam-se para entregar ao privado uma empresa estratégica e tão lucrativa e acima de tudo tão emblemática!

Quantos despedimentos isso vai custar e quantas famílias o senhor vai colocar em dificuldades?

Quantos funcionários vão empurrar para a desgraça do desemprego?

Quantos trabalhadores precários pagos com míseros salários o senhor vai criar com a carta que me escreveu e que eu não lhe pedi?

Quanto gastou com essas cartas que eu e tantos outros como eu não pedimos para receber?

O senhor sabe se ainda temos dinheiro para esses devaneios bolsistas e especuladores?

Pior ainda, vai desumanizar ainda mais e tirar o pouco que existia por essas desterradas localidades portuguesas aquilo a quem as pessoas têm tanto apego, a sua estação dos correios?

Embolsam uns milhares numa privatização a troco uns milhões de lucro ao longo de todos estes anos, só porque querem privatizar tudo o que dá lucro?

O senhor vem dizer-me nesta tão desavinda carta que é um convite e que nos vai pôr a continuar a escrever esta história de sucesso dos CTT?

E o preço a que vão chegar as cartas?

E quando irão elas chegar?

Será que quem for para carteiro cumprirá a missão com a mesma dedicação a que nos habituámos, quando passarem a receber vencimentos miseráveis?

Quantas vezes vai passar agora o carteiro e onde vai passar a chegar agora?

Isso sim eram boas ações que passarão à história, com uma empresa tornada fria distante e a pensar unicamente no lucro.

Essas Ações que o senhor me quis impingir, faça delas bom proveito e sempre que receber os dividendos lembre-se das almas que ficaram sem receber correio, sem trocar afetos por causa de uns Lacerdas desumanos e sem sentimentos, que a pretexto de um neoliberalismo desenfreado, que até deu de mão beijada umas licenças bancárias a mais uns abutres estrangeiros que nos vieram rapinar o pouco que ainda nos restava. Os nossos Correios.
Quinhentos anos (da nossa história) destruídos assim.
Só porque é um negócio rentável.
O sucesso em bolsa que virão reclamar será a desgraça de muita gente por esse país fora, quer sejam trabalhadores ou clientes, mas para gente sem preocupações, sem sentimentos e alheados da realidade, afinal que é que isso importa?
Tenham dó.


sábado, 16 de novembro de 2013

O DIA EM QUE TUDO MUDOU


É sabido que as guerras são provocadas por questões económicas.


Sabemos que os EUA estão completamente endividados e que a única salvação por eles encontrada é aumentar o teto da sua dívida. É o mesmo que dizer que os americanos estão sem dinheiro para as suas despesas e que a solução é pedir mais dinheiro emprestado, continuando a endividar-se até não poder mais.

O problema é que se não se financiarem, aquele país afunda-se e se isso acontecer arrasta tudo atrás de si.

Sempre que este país está em crise inventa uma guerra, para relançar a sua economia e sabemos também que os problemas surgidos na crise do “subprime” não foram resolvidos e não tarda muito vão reaparecer, porque as formas de resolver a economia continuam as mesmas, através de alavancagens ardilosas e que agora o problema já não está só na banca e está já nas empresas que se financiam através de obrigações no mercado como é bem visível em Portugal, tal como nos EUA. A causa é não conseguirem crédito bancário por terem avaliações de rating baixo para o seu financiamento, empurrando o risco para o cidadão que ingenuamente acorre a esses aumentos de capital atraídos por juros mais elevados.

Estamos bem recordados das guerras produzidas por causa das recessões americanas.

Mesmo os mais novos lembram-se da guerra contra o Iraque no início dos anos 90, depois no início deste século novamente com o argumento do ataque ao terrorismo islâmico, a Guerra ao Iraque que ainda hoje se fala. Uma década depois e ainda bem presente o ataque à Líbia e agora o pretenso ataque à Síria, com o argumento do uso de armas químicas por aquele regime.

Suspeita-se que estas guerras desde o 11 de Setembro de 2001, foram armadas para meter as mãos no Médio Oriente que fornece grande parte de petróleo ao mundo.

Que não só fornece petróleo como também gás natural e por isso é motivo de cobiça.

Por esta razão tem havido disputas e guerras para o controlo da região.

Sabemos também que o principal aliado dos EUA na região é a Arábia Saudita e que a Rússia controla parte daquela região e que ali tem interesses económicos.

Muito se tem falado sobre os interesses que os EUA e a Europa têm na região. Daí estarem apostados em fomentar guerras para apostarem em regimes próximos que lhes garantam manter o filão do petróleo e gás tão necessários para às economias ocidentais em declínio.

Após a destruição de Sadan Hussein, com o embuste do perigo para o mundo das armas de destruição massiva que nunca apareceram, conseguiu-se evitar que aquele país vendesse petróleo em Euros e desta forma ameaçasse a moeda padrão mundial, o Dólar. Tentou-se fazer o mesmo com a Venezuela e conseguiu-se mesmo com outros países de certa forma.

Posteriormente após um desejo de aproximação ao Ocidente destruiu-se a Líbia de Kadafi, que sonhava com a criação de uma moeda africana forte.

Mas os problemas económicos subsistem, perante a disputa de controlo do Médio Oriente, atrapalhada pela Rússia, em que esta controla parte dos gasodutos da região por onde o Ocidente pretende receber o gás natural essencial à Europa em que irá passar um deles pela Síria.

Sendo a Síria uma aliada da Rússia, o que é necessário é destituir Bassar al Assad, para deixar o caminho livre à construção do gasoduto e desta forma deixarem de ficar dependentes do fornecimento e controlo pela Rússia, uma vez que os outros países já têm caminho livre.

No seguimento da primavera árabe que se iniciou nos países da região, na Síria tentou-se o mesmo. Apesar do apoio do Ocidente aos rebeldes opositores daquele regime, não foi possível a mudança para um regime favorável.

Perante as dificuldades criou-se um pretexto de que a Síria estaria a usar armas químicas para matar o seu povo, facto este ainda não comprovado, suspeitando-se mesmo que tal veneno fosse usado pelos rebeldes impreparados para o seu uso.

Os americanos e europeus vieram logo acusar o regime Sírio de genocídio contra o seu povo, criando um pretexto para uma intervenção armada pelos EUA e seus aliados.

O Nobel da Paz, Barack Obama, disse que o uso de armas químicas não pode ficar sem resposta e fez saber que a operação militar, a avançar, teria características próprias: «[Será] apropriada, proporcional, limitada e não envolve “botas no chão” (...) a Síria não é o Iraque e não é o Afeganistão.»

Entre ameaças de intervenção armada, no dia 3 de Setembro de 2013, pelas 10H15, deu-se início ao ataque com o disparo de dois misseis que teriam sido intercetados pela Rússia, que destruiu um no ar e desviou outro para o mar.

Na Rússia a notícia espalhou-se, mas Putin prontamente a desmentiu. Possivelmente através dos canais diplomáticos iniciaram conversações com os americanos que terminaram com os ataques. Ao fim de duas horas estava tudo mais ou menos explicado.

A guerra começada pelas 10H15 terminou um minuto depois, com a interceção dos referidos misseis.

O prelúdio de uma devastadora guerra no Médio Oriente que ninguém percebeu o seu inico, acabou num ápice.

Putin, habilmente poderá ter aconselhado os americanos a desmentir a notícia, que era negada quer por eles quer por Israel, de que não haviam lançado nenhum ataque.

Depois surgiu a confirmação de Israel a informar, que os misseis teriam sido usados no âmbito de exercícios militares conjuntos entre os dois países, mas que nada tinha a ver com a Síria.

Agora o que não foi dito parece ter sido bem diferente.

Os EUA deram início ao ataque à Síria, apesar de os Russos terem dito através de Lavrov que um ataque à Síria era considerado um ataque à Rússia. Deixaram claro que não aceitariam ser mais vezes enganados como aconteceu com a Líbia.

Os Americanos não levaram a sério, mas ao que parece ao ver os seus dois misseis intercetados, perceberam que afinal os Russos estavam ali para defender a Síria e os seus interesses e que a persistência no ataque podia criar um conflito sério e arrastar-se para uma 3ª Guerra Mundial, em que os EUA não estão em condições de suportar. E a nível militar sentiram-se surpreendidos pelas capacidades dos Russos, que não só os neutralizaram como aumentaram a sua presença na região.

Daí que se possa afirmar que uma guerra que podia ser devastadora para a humanidade, foi inteligentemente bem gerida por Putin. Convenceu os EUA a porem termo às suas intenções e ainda lhe serviu de bandeja uma forma airosa de sair desta humilhação, que ao que parece passou por convencer Israel a assumir o disparo dos misseis e inventar um teste ao seu sistema antimíssil.

Ainda também circulou a notícia que os misseis teriam ser disparados de uma base militar dos EUA em Espanha, sabendo-se que tinha sido negociado em Abril com os espanhóis o seu uso para atacar a Síria. Mas por estes lados não se soube nada, porque tudo foi abafado e a única coisa que transpareceu foi que os EUA aceitavam não atacar a Síria se esta se comprometesse a entregar o seu arsenal de armas químicas, por proposta de Putin.

Possivelmente uma imposição Russa depois do incidente militar e tudo orquestrado nesse sentido, uma vez que os Sírios não se opunham.

Os Russos deram-lhe a deixa e agora sobre a sua imposição, assinou-se um acordo em Genebra, em que nem sequer se acordaram consequências caso a Síria não cumprisse.

Vem também a provar-se que os rebeldes sírios não estão interessados na paz, ao não comparecer à cimeira e acusando de traição quem lhe dava apoio bélico.

Perante este cenário os americanos abriram as portas com toda a cordialidade ao velho inimigo Irão.

A oposição síria comandada pelos sauditas implodiu e espalha-se por várias facões cada vez mais radicais perdendo terreno para o exército sírio. Correm notícias de que Riad está a mobilizar grupos islamistas sob seu controle, como nova força combatente na Síria.

Os Sauditas foram apanhados de surpresa e agora sentem dificuldades em encontrar apoio dos países sunitas da região, contra o irão que agora se aproxima dos EUA, e devido ao sucedido com a Síria e pelas conversações de Genebra.

Depois de gastarem milhões na aposta de mudança de regime da Síria, os Sauditas sentem-se agora sozinhos e boicotaram a sua tomada de posse no Conselho de Segurança das Nações Unidas, como uma manobra de protestar contra a sua falta de controlo na região e contra a reviravolta americana.

Os americanos e europeus “enfiaram a viola no saco” e perceberam que o mundo mudou.

Tudo isto por causa de dois misseis e no espaço de um minuto.

As voltas que o mundo deu.

domingo, 27 de outubro de 2013

PRIVATIZEM OS CTT

O governo prepara-se para privatizar os CTT. O encaixe financeiro servirá para aliviar as contas ao Orçamento de Estado e como nas restantes privatizações enganar na execução orçamental, fazendo crer aquilo em que ninguém acredita.
 Sempre foi assim ao longo das várias privatizações, vender os anéis e ficarem os dedos, que somos nós a força de trabalho e de exploração.
 De resto os ricos que levem os anéis a preço da “uva mijona”, que apresentem sempre grandes resultados financeiros e que continuem a construírem fortunas, agora nas mãos dos privados como a PT, EDP, CIMPOR e a banca etc.
Todos dão chorudos lucros, depois de vendidas ao desbarato para maquilhar as contas do orçamento e para servir um certo sistema económico que nos asfixia cada vez mais.
Agora privatiza-se os CTT. Cria-se um Banco, o falado Banco Postal, para se tornar mais apetecido.
Depois despedem-se uns quantos trabalhadores para o Estado suportar a sua desgraça. Fecham-se umas repartições de finanças e mais não sei que mais haverá para encerrar. Ah os Tribunais. Pronto juntam todos estes centros de (in)competências, numa espécie de Loja do Cidadão provinciana, junta-se tudo numa Estação dos CTT entretanto privatizada, paga-se-lhe uma boa renda para o novo dono engordar bem os bolsos e fica tudo resolvido.
Não se encerram alguns dos Correios e cala-se o povo. Metem-se uns serviços públicos lá dentro e cala-se os tolos.
Afinal nada fecha. Faz-se uma espécie de remodelação e entretanto entrega-se nas mãos dos privados a gestão da causa pública.
Metam nas Estações dos CTT, as Finanças, Tribunais a GNR para os guardar, os serviços de água, sei lá…, metam também os Centros de Saúde, vão ver que os CTT ou o novo Banco Postal vão dar muito dinheirinho a alguém.
E os portugueses a pagarem.
Bandidos, eles?
Parvos nós, os portugueses!
 Quem sabe se um dia não fazem mesmo isto, afinal há muita estação dos correios pelo país fora para serem rentabilizadas e muita gente para despedir.
Ah e as bases de dados dos clientes, vão dar também muito dinheirinho ao ser vendidas.

Somos todos uma cambada de burgessos. 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A cleptodemocracia instalada

A cleptomania é um distúrbio que leva as pessoas a roubar sem muita consciência e sem necessidade.

Os estados cleptomaníacos serão estados onde os seus estadistas sofrem destes distúrbios sem “consciência” mas garantidamente sem necessidade.

Relativamente ao que se tem verificado em certos regimes ditos democráticos, ou os eleitores são coniventes, aceitando o facto como coisa normal, ou as pessoas sofrem de inconsciência, ou estão alheios à realidade dos seus governantes.

Se levarmos em conta o artigo publicado pela Reader´s Digest, Lisboa é a cidade menos honesta do mundo. Logo se concluirá que somos um povo desonesto.

Se somos unânimes a considerar que os políticos são desonestos, concluiremos que quem nos governa é desonesto. Usando o princípio da lógica Aristotélica.

Mas não podemos pensar assim.

Temos sido governados por um grupo de partidos, que se reveza nos altos cargos da nação. Ora estão no governo ora estão nas empresas ou nas diversas entidades públicas onde praticamente têm sido os mesmos desde há 38 anos.

Juntando os se que formaram nas jotas desses partidos e começaram a ocupar os lugares dos mais velhos, concluímos que os tais mais de três mil lugares nos altos cargos são ocupados sempre pela mesma gente.

Contando que há mais de 30 anos esses senhores na sua maioria eram quase todos pobres como nós e com o correr do tempo se transformaram em novos ricos, de onde lhes veio o dinheiro?

Serão eles cleptomaníacos?

Acho que não!

Para mim esses senhores são apenas seres bafejados pela sorte. Eu até acho que eles se fartaram de ganhar no euromilhões, mas calaram-se bem caladinhos. Ou se calhar são daquele tipo de pessoas, que dão um pontapé numa pedra e o dinheiro aparece-lhe.

O que é certo é que a nossa democracia está cheia de gente rica, rodeada de uma multidão de pobres num país falido.

Pela comunicação social e redes sociais, são muitos os casos denunciados, de elevados ordenados, acompanhados de mordomias e suspeitas de enriquecimento ilícito, alguns levados a tribunal e outros que ninguém sabe.

Rui Machete, faz parte dos tais homens do aparelho, que ocupam cargos governativos e rodam pelos tais cargos de nomeação onde se acumulam avultados ordenados e se constroem fortunas.

Rui Machete conforme ele diz representa a “podridão dos hábitos políticos”, de andar por vários governos, de instituição em instituição, como o Banco de Portugal, Fundação Luso-Americana, Fundação Oliveira Martins e o vergonhoso BPN.

Este homem sempre passou despercebido, de cargo em cargo até que mesmo ainda aos 73 anos não resistiu à chamada para o governo mais vergonhoso até agora conhecido.

O homem que tem como pensão 132 mil euros e declarou rendimentos de trabalho de 265 mil euros em 2012 (uma afronta aos portugueses), tem o desplante de em vez de se demitir, vir dizer que está em curso uma campanha de assassinato político.

Rui Machete acumulava 31 cargos nas mais diversas entidades, antes de ir para este governo. Era presidente das assembleias gerais do BPI, BCP, grupo de seguros Ageas, SAER - Sociedade de Avaliação de Empresas e risco, EDP renováveis e era presidente dos conselhos fiscais do BCP investimento, Taguspark e membro do conselho consultivo da Comissão Nacional de Luta contra a Sida e do conselho geral da Fundação Mário Soares.

Rui Machete tinha que vir para este governo para ser notícia e para o povo entender no que se tornou este país.

Muitos Machetes e muitos Relvas andam por aí escondidos a precisar de sair da toca do coelho, para entendermos como estes democratas levaram o país à ruína.



Rui Machete mentiu ao parlamento sobre as acções que detinha no BPN/SLN e dos seu chorudos ganhos que os portugueses agora andam a pagar.

Depois de vir pedir perdão a Angola, pelo trabalho da justiça de investigação criminal à plutocracia angolana, colocou sobre suspeita a separação de poderes que tenta resistir em Portugal, dando a entender que conhecia o processo.

Rui Machete humilhou um Estado Soberano, dando azo a que os Angolanos nos atacassem de forma tão vil e humilhante.

Mas um homem destes não se demite de Ministro porque já não há vergonha em Portugal.

Ainda por cima, Passos Coelho vem dizer que ele é um homem com uma enorme cidadania. Tudo o que fez não é uma circunstância grave, que não pôs em causa a credibilidade do Estado Português e não cometeu nada de grave.

Por haver nas altas esferas muita gente assim é que isto é uma verdadeira cleptodemocracia sem pudor.

Por tudo isto é que os angolanos dizem que as elites portuguesas são corruptas e ignorantes.

Eles lá sabem do que estão a falar, mas nós aqui parece que não sabemos mesmo nada.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Os PAPA-REFORMAS ou MATA-VELHOS?

Os “papa-reformas” ou “mata-velhos”, foi uma espécie de microcarros que surgiram em tempos, como alternativa para os reformados que não tinham carta de condução para ligeiros e desta forma passaram a ser condutores ainda que perigosos. Devido ao preço e manutenção assim como os acidentes causados classificaram-nos desta forma.

 Perdoem-me a designação que até é ofensiva a tamanha afronta, mas agora surgiram uns novos “mata velhos” ou “papa reformas”. Chama-se Governo Nacional.

Estes papa-reformas, foram encabeçados por Passos Coelho, que vieram com a ideia da TSU dos pensionistas, para lhes papar as reformas, em que Paulo Portas até discordou em parte, fazendo bluff numa espécie de show-off.
Na altura em que fez tremer o governo, Portas mostrou-se contra essa medida de austeridade, não se sabe se preocupado com as eleições que aí vinham, se preocupado com a promoção dentro de governo que também aí veio.
O que é certo, o agora promovido a vice-primeiro, veio após negociações com a Troika, com esta medida, atacando cobardemente (ao que li na imprensa) com esta afronta aos velhinhos indefesos, quando na sua esmagadora maioria são idosas com mais de oitenta anos, completamente desarmadas perante as garras vorazes de um governo que só se pode apelidar de mata-velhos.
Ainda veio Passos Coelho dizer que austeridade não é sadismo.
Claro que não é sadismo nem masoquismo, muito menos crueldade. 
Eles os velhinhos podem fazer colheres de pau, ou apanhar cartão que é coisa leve.
Elas as velhinhas, que vão trabalhar a dias, limpar escadas, ou mesmo cuidar doutros velhinhos com ricas reformas e casas fartas, ou então se não puderem, olha que comam menos se é que ainda têm algo para comer. 
Que deixem de ir ao médico e tomar medicamentos, ou que vão viver como mendigos, se não tiverem dinheiro para as rendas, depois de lhe terem cortado a eletricidade, água e gás.
Antigamente diziam que os chineses davam injeções atrás da orelha aos velhinhos para morrerem e que os comunistas na Rússia comiam criancinhas. 
Eu sempre tive alguma dificuldade em acreditar, mas agora começa a pensar que se calhar era verdade, ao ver no meu País um governo que não ajuda a nascer ninguém, que nos manda ir embora e agora  vem ajudar a morrer os velhinhos,  cortando nos €250 ou menos de pensão de sobrevivência.
Vem  afetar 546 mil idosas (81,6%) com mais de 80 anos.
Ai bem se pode chamar a este Governo o papa-reformas ou melhor o mata-velhos, tal é a dureza contra tanta gente indefesa.
E agora Paulo Portas, que recebias tantos votos dos velhinhos, que gostavam tanto de ti?
Ai vais matá-los vais!
Vais perder muito voto, vais vais!