sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Previsões para os mercados financeiros

Ao longo do ano vamos assistir a variações nos mercados, aliás já se está a sentir desde o início.
Com a mudança de apostas dos investidores que retiraram o dinheiro dos emergentes e o receio dalguma crise financeira na China, já se sente a mossa nos mercados mundiais. Não podendo deixar de ser uma especulação, com a crise provocada que possibilita aos grandes trader’s mundiais embolsar mais uns valentes trocados.
O que é certo é que parece que a aposta é nas bolsas ocidentais (EUA e Europa), com o sentimento de que as coisas vão melhorar. Pelo menos é aquilo que nos querem fazer acreditar.
Digamos que é uma aposta no “pensamento positivo” tão em voga nestes tempos.
Numa análise feita através das cartas (tarot) que valem o que valem, elas referem que os contratempos vividos parecem vir a desaparecer.
Inicia-se uma mudança, sendo a hora de agir, por haver novas perspectivas, mas contudo há adversidades a vencer, (conforme esta da crise nos emergentes entre outras a surgir como o teste de stress aos bancos ou os problemas da Ucrânia, etc).
Naturalmente que irromperão assim percalços, mas não se irão sentir com muita intensidade sobre as bolsas, mas por isso haverá hesitações e outras apostas de investimento por via das dúvidas.
Vai continuar a sentir-se a separação entre a economia real e o valor bolsista. Daí a instabilidade, porque uma coisa não corresponde à outra, devido ao afastamento dos verdadeiros princípios.
Todo esse irreal faz tremer os mercados que leva a estas oscilações fortes.
Estamos realmente num fim de ciclo, com tudo às voltas, sem grandes perspectivas, com a economia estagnada e sem saídas.
Mas pronto, vão sendo teimosos e obsessivos. Não há nada a fazer.
Parece que ninguém quer sair deste impasse, porque é demasiada gente a acreditar nas melhorias económicas e nos bons resultados.
E quando assim é…
Por isso as coisas não podem andar para a frente, pois os problemas existem e os “donos do mundo” não os resolvem.
Quem anda nas bolsas vai desiludir-se, depois de tanta alegria.  


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A guerra dos Ursos e dos Touros pode estar a começar


É tradicionalmente feito no final de cada ano o rearranjo de carteiras de acções e fundos. Uns para compor prejuízos, outros para diluir lucros o que é certo é que na última quinzena costuma ser assim, por norma em cada ano. 
Em Dezembro não deixou de o ser. Alem de mais que o mercado estava ao rubro com valorizações sucessivas e havia que aproveitar, e devem ter sido muitos.
Ao início do ano é também costume haver muitos negócios bolsistas também na primeira quinzena, com os tais rearranjos de carteira.
Como continua a estar em bull, o mercado anda a apostar forte essencialmente na Europa, de onde se espera a retoma económica. Daí se arriscar no DAX, CAC, IBEX, entre outros como as bolsas periféricas onde se inclui a portuguesas que normalmente aparece no fim da corrida.
Após esta aposta forte e acerto de carteiras, com fuga dos mercados emergentes inicialmente e por fim dos mercados americanos (D.J., NASDAQ, SeP) devido ao “Taper “ da Reserva Federal, a Europa deu o salto nos seus índices com valorizações estrondosas a lembrar o ano de 2000.
Terminada a fase de início do ano, dados os descontos iniciais é chegado a vez de cair na realidade.
Os resultados continuam pouco animadores para a economia. São uma espécie de elixir para as bolsas que estão apenas a meu ver com um sentimento positivo, nada mais.
É natural que assim seja depois de tantos medos e da aflição que caiu sobre a Europa.
Depois dos medos da Grécia, Irlanda, Chipre, Espanha e Portugal, parece que o mal já passou, pelo menos é o sentimento.
Mesmo que já tivesse passado, como o querem fazer crer, começam agora os medos da deflação que há uns três anos anunciei aqui neste blogue.
Mais tarde ou mais cedo ela vai ter que acontecer e parece que começa a chegar a hora do terrível medo.
Aquilo a que eles chamam de inflação negativa é já o 1º sinal, de medo na Europa e que poderá aparecer noutros países à semelhança do que aconteceu no Japão nos anos 90, depois da euforia bolsista e do crescimento económico nos anos 80, onde podemos incluir a especulação imobiliária.
Ela aí está a ameaçar aquilo que mais se teme, uma Grande Depressão à semelhança do que antecedeu antes da 2ª. Guerra Mundial.
Entre resultados positivos que ainda poderão vir a aparecer na economia Europeia alternar-se-à o sentimento de retoma e o medo da deflação e assim andará o mercado de lado (flat) com um misto de sentimentos até que se defina de vez e daqui a uns tempos volte a mergulhar sem antes ferir mais uns incautos, naquilo que será a maior queda depois do mega topo bolsista que está a acontecer.
A Alemanha que foi o motor da Europa e muito beneficiou com a nossa crise, essa começará a dar sinais de cada vez mais fraco crescimento.
Quanto às Obrigações e Títulos de Dívida Pública que parece que estão a beneficiar os países em risco, poderão baixar ainda mais, mas irão acabar por penalizar a Alemanha, a ver os seus juros subirem um pouco devido a apetência ao risco que agora se vive, com o desvio nas aplicações e terem que apostar nas importações dos parceiros europeus.
Com as pessoas a adiarem as suas compras ao se aperceberem da deflação (queda de preços), os bancos também sofrerão nos depósitos cada vez mais baixos os juros nulos, dispensando-se o depósito. 
O desemprego vai aumentar. As acções irão sofrer. Os países mais endividados ainda mais sofrerão. Os excedentes aumentarão na Europa e o pânico voltará a tomar conta de nós.
Se a solução passar pelo que fez a Reserva Federal Americana, com o BCE a aumentar liquidez monetária, contrariando a deflação, aí vai criar um conflito com a Alemanha que aposta numa moeda forte. Poderá haver desvalorizações da moeda e novamente fuga de capitais para mercados emergentes.
 E aí é que eu quero ver, que vai ser de nós.

Vamos dar tempo ao tempo.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

A FANTÁSTICA IDA AOS MERCADOS


Vivemos o rescaldo da ida aos mercados de ontem, em que Portugal através do IGCP, lançou mais uma emissão de divida pública a 5 anos, que foi um sucesso de tal ordem que Passos Coelho aproveitou para se recandidatar à liderança do PSD e até se colocou por parte do João Almeida do CDS vejam só, a hipótese de Paulo Portas vir a ser candidato a Presidente da República.
De um momento para o outro os nossos vilões, que nos roubam as pensões, os ordenados, que nos destroem o ensino que nos tiram a saúde, agora de um momento para o outro passaram dos metralhas do sistema a criaturas angelicais.
Já ninguém se lembra, das promessas feitas em campanha eleitoral, de não aumentarem os impostos. De não fazerem aquilo que os outros faziam com um tal “pack 4”, que afinal se revelou um Sagui ao pé deste Gorila devorador de velhinhos, funcionários públicos e destruidor de salários dignos, fora o resto.
Aquele que prometeu que faria tudo contrario ao que fez. Que disse que conhecia bem as contas públicas e depois afinal já havia buracos colossais nas contas do Estado, é o mesmo agiota, que nos aparece agora a anunciar a sua recandidatura no PSD.
Aquele que inaugurou o relógio do fim da Troika e que afirmou que a crise demorou 1.004 dias é agora o candidata a presidente. O irrevogável cidadão até aceita agora ser candidato com o PSD por saber das sondagens desfavoráveis e dessa forma conquistarem mais lugares no parlamento europeu.
Estes que agora se colocam em bicos de pés arrogam-se quase já de salvadores da pátria, convencidos que fizeram milagres com a disseminação da desgraça e miséria por este país.
Convencidos que salvaram o país quando aparecem agora alguns ténues resultados positivos, como o desemprego a baixar, só porque esvaziaram o país em emigração, porque permitiram a que muitas empresas iniciassem a sua actividade em Portugal aproveitando-se da mão-de-obra vergonhosamente barata e fugindo à instabilidade e guerra noutros países como no Magreb e Médio Oriente.
Mas as empresas que nascem são na sua maioria unipessoais que não passam de desempregados a tentar contrariar o desemprego em que caíram, mas sem resultados práticos.

O governo português não resolveu nada de nada em termos macro-económicos, porque a economia não tem chegado às empresas portuguesas nem tão pouco aos portugueses.
As exportações aumentaram essencialmente à custa de aumento de produção da refinaria de petróleo e dos baixos salários que permitiram baixar preços, porque no essencial veremos mais tarde que a produção não aumenta.
O que diminuiu foi o consumo por falta de dinheiro, criando um desequilibro entre importações e exportações e nesta disparidade deu a sensação de melhorias da economia. 
Os portugueses é que tiveram que se remediar e poupar, sujeitando-se ao que agora existe, que não passa de é um novo incentivo ao crédito ao consumo por parte de financiadoras ainda mais especuladoras, que se aproveitam da situação de debilidade dos portugueses.
O que foi criado de bom foi uma insistência de que as coisas estariam a mudar, convencendo-nos dessa falsa confiança instalada.
 Como sempre afirmei, em períodos de depressão há momentos em que parece que tudo vai melhorar mas depois piora.
A única coisa que melhorou foi o clima de confiança, por todo o mundo que ajudou Portugal.
Melhorando clima de confiança diminui o medo do risco na aplicação do dinheiro, até porque os juros sendo altos compensam bem, que é o nosso caso.
E quando a bolsa portuguesa sobe, não pensem que tem a ver com o que os nossos governos fazem. É confiança que se instalou em todo o mundo, a bolsa anda a subir por arrasto das restantes praças, que já transbordam é sempre assim, até nova crise que não demora e elas vão dar sinal.
Há um clima de confiança, mas acima de tudo há dólares a mais nos mercados. Tudo decidiu acorrer aos mercados ao mesmo tempo.
Como as bolsas estão a ficar saturadas, os investidores acorrem a investimentos em obrigações, até porque são títulos mais seguros que acções, como tem estado a acontecer por toda a Europa e não só.
A confiança arrastou muito dinheiro para as praças que estava escondido e com isto o leilão da divida portuguesa teve ontem sucesso.
Há muito dinheiro, não está é nas nossas mãos. É dos ricos.
De resto o governo tudo o que fez foi mesmo o destruir das nossas vidas e agradar aos mercados, mas esperem que quando os resultados começarem a ser negativos novamente eu quero ver esses Coelhos e Portas a cantar vitórias.
É que o desemprego de longa duração veio para ficar, para os jovens e para os mais de 45 anos que ninguém quer saber, e os salários esses vão continuar a cair. 
Só não entendo é porque empurraram com a barriga tanta divida para 2017 e 18, para os outros governos se desculparem com mais austeridade.
Nenhum país consegue recuperar economicamente com uma divida impagável, com juros tão elevados, com destruição do tecido económico-social, portanto metam lá a viola no saco sff.
Ah, já agora e quando já não tiverem privatizações para compor o Orçamento de Estado, nem proveitos que tinham até aqui com empresas que davam lucro e agora estão nos privados? 
Aí é que eu os quero ver a cantar de galo!


Piu piu piu, a sorte também se acaba.

Previsões para a Europa em 2014

Continuam os sinais de fim de ciclo na velha Europa.
Os governantes andam às voltas, mas sem perspectivas válidas e duradouras para um rumo certo.

Luta-se conforme se pode, quer e sabe. As adversidades são muitas e não se consegue convergir numa verdadeira solução para a U.E.
Há ideias fixas e pouca vontade em contornar as adversidades e por isso se continua neste impasse, que alguns países mais fortes não resolvem.
Sente-se o estado de rotura e um fim, para o qual nos devemos preparar.
É urgente encontrar outras soluções, outras pessoas para resolver a crise na Europa pois o sofrimento é muito.
Deve-se rever todos os princípios ou hábitos, há muita inconsciência e falta de dinheiro, pelo que há que mudar o estado de coisas.
Vão-se realizar novos projectos relacionados com o dinheiro, para ter bases mais sólidas e isso trará sucesso, alegria e honras em 2014. Penso que tem a ver com a união do sistema bancário.
Mas mesmo assim 2014 será a continuação de um fim anunciado, porque a U.E. não conseguem encontrar o seu verdadeiro caminho, se nada for feito para evitar a sua morte aos poucos, que parece que ainda não vá acontecer para já, pelo menos em 2014, porque há uma vontade enorme mesmo assim de a segurar.

Portanto tudo mais ou menos na mesma.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Governo baixa salários com apoio ao desemprego

Para terminar o ano desastroso de 2013 o governo ainda deu mais um golpe na sua politica de baixa de salários.

Porque existem famílias monoparentais desempregadas ou famílias em que ambos os conjugues se encontram desempregados, o governo criou legislação para permitir que os desempregados de longa duração se possam socorrer deste apoio do estado com o dito “trabalho socialmente necessário” a troco de oito horas pela módica quantia de 419,22 euros por mês, para que estas famílias evitem tanta miséria.
Ao que eles chamam o risco social, como se €419 desse para alguma coisa, a não ser uns pacotes de arroz e massa e umas patas de frango ou quando em vez uns carapaus porque às sardinhas já ninguém chega.
E o resto?
O resto, o resto esqueçam lá a electricidade, o gás a água, a educação a renda o vestir, o calçar. Aliás antes também se andava descalço e sempre houve pobres e pedintes.
O que interessa são os mercados.
Nós sabemos que os governos governam para os mercados, só que às vezes parece que nos esquecemos e começamos a reivindicar.
Mas isso é com os sindicatos que diga-se que também já deviam ter acabado. Só pensam em greves e direitos.
E os mercados?              
Nisso eles não pensam, mas esperem que o trabalho está a ser feito para que eles aos poucos também desapareçam.
Mas eu acho que alguns deles sabem disso, quando negoceiam ou aceitam, despedimentos e mais despedimentos como vemos na função pública. Alguns de certa forma sabem que estão a assinar a sentença de morte. Mas sempre houve gente desta.
Pois como irá sobreviver um sindicato sem trabalhadores?
Vão defender quem?
Os que foram sindicalizados que já se reformaram?
Esses já não pagam cotas. Talvez defendam os que nunca pagaram, porque não podem ou acreditam que como lhes dizem não são necessários, ou porque lhes faz falta o dinheiro para o sindicato. Ou então vão cobrar cotas aos que vão passar a trabalhar nos programas de risco social com 419 euros que as empresas irão agarrar ou porque entretanto o governo alargou a medida aos Belmiros, aos Jerónimos Martins, aos Fernandos Ulrichs, Amorins e outros ricaços que entretanto começaram a ter ao seu dispor criados a ganhar 419 euros e se calhar uma lata de conservas para lhe adoçar os queixos se forem produtivos.
Sim este é o propósito, baixar abaixo do salário mínimo que entretanto já se pratica pela surra nalgumas empresas, quer a full-time ou a part-time com explorados a quem chamam colaboradores, muitos deles à percentagem ou melhor, à permilagem que percentagem já é muito. A recibos verdes que é para receberam ainda menos e agora vêm estes candongueiros da governação a puxar ainda mais para baixo os salários dos que ainda lhe chamam assim.
Mas para quando o trabalho a troco de comida?
Já faltou mais.
Vamos esperar que estas politicas de destruição da segurança social, dos seus fundos e esvaziamento do numero de contribuintes apesar do aumento da contribuição dos que ainda descontam para injectar em Orçamentos de Estado e investimento em Obrigações de divida pública especulativa à medida das ultimas teorias neo-liberais para salvar o capitalismo. É nisto que este governo se inspira, para depois virem dizer que já não é mesmo sustentável e se acabe de vez com a segurança social e reformas o sistema de saúde, e “agora quem o quiser que o cave”.
Posto isto salvou-se o sistema económico que eles criaram, salvaram-se os bancos, os maus investimentos especulativos e o povo esse que compreenda “é a crise”.
Crise do capitalismo, que cria milhões de pobres a troco de meia dúzia de ricos.
A economia é isto, para esta gente.
Continuem a aceitar despedimentos, mais descontos, baixas salariais, aumento de carga horária, mais impostos etc.
Já agora aceitem a caridadezinha.
São tão bons estes políticos. Devem ter andado a estudar para padres.
São 38.000 euros a cada pessoa se os ricos de todo o mundo distribuíssem o seu dinheiro.
O pior é que eles são tão poucos.

Sonhem com o euromilhões que é o que nos resta, porque não tarda muito e está tudo a ganhar uns 250 euros e com sorte em os poder ganhar dirão alguns.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

PREVISÕES PORTUGAL 2014

Os portugueses devem procurar o equilíbrio e a moderação e continuar a rever os seus hábitos tidos até esta crise. Tem havido alguma falta de consciência da situação que se vive, pois o país aproxima-se de uma fase decisiva.
Colocar-se-à em causa os políticos e governantes devido ao descontentamento geral.

Perante os factos vai chegar a hora do povo agir, com tomada de consciência de que é preciso uma mudança devido ao descontentamento com o governo e suas politicas.
Abrem-se novas perspectivas. O povo vai tomar nova atitude.

Sentem-se os erros das politicas e da destruição social e o povo já perdido estará determinado a tudo mudar e mudar de estratégia politica, porque esta só trouxe destruição, fugindo à realidade.
Do que resta de visível no país, é o erro das políticas do governo e Troika com a destruição social.

Perante a reacção social, o povo conseguirá dos seus políticos um melhor nível de vida, com menos cortes salariais e menos impostos a ser seguidos.
De certa forma a contestação social será uma vitória neste aspecto.
A partir daqui será mais difícil continuar com mais cortes salariais e mais impostos aos portugueses devido à sua oposição.
Por outro lado as oposições politicas terão a capacidade de se conciliarem, perante a reacção do povo, para tentar ultrapassar a situação em que se encontra o país.
Haverá melhor nível de vida, mais dinheiro com menos cortes aos portugueses, com esses novos governantes.

Tudo se alterará com este despertar de consciências. Após estas agitações sociais os portugueses e seus políticos iniciarão um ciclo governativo com possibilidades de alterar este actual estado de coisas.
Os novos governantes tomarão outra atitude perante o exterior e passarão de um estado de aceitação passiva para uma nova atitude mais activa, perante a exigência de mudança do povo. Haverá assim mais dinheiro e menos austeridade.

   

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

PORQUE ISTO ESTÁ A IMPLODIR?

Estamos a empobrecer.
Tudo por culpa das mudanças surgidas ao longo de décadas, que em vez de se tornarem um benefício para as pessoas, tornou-se num lucro abissal para meia dúzia de ricos.

Em vez de todos beneficiarmos do desenvolvimento tecnológico e cientifico que possibilitou este salto, os detentores do poder económico, os ricos tornaram-se cada vez mais ricos e perante um tropeço na crise, a classe média  foi chamada a pagar a crise, que apenas foi um tropeço de alguns poderosos, essencialmente banqueiros que com os nossos impostos tivemos que pagar em nome da estabilidade financeira.
Mas se os banqueiros perderam dinheiro, nós temos que pagar! 
E onde é que está afinal o dinheiro? 
Ninguém o comeu!
Está nalguns bancos que manipulam a economia, nos novos bilionários que fizeram fortuna com os desenvolvimentos informáticos e tecnológicos, na exploração dos recursos naturais do solo e subsolo, na especulação bolsista e por aí adiante.
Toda esta riqueza produzida, fez novos-ricos e ricos cada vez mais ricos.
Por isto a classe média trabalhadora está em perigo de extinção, por causa desta plutocracia que tornou o mundo apesar que mais desenvolvido mas mais desigual, com políticos usados como pivot´s que serviram o poder económico que lhes emprenhou os bolsos de dinheiro no mínimo duvidoso.
Antigamente ainda havia algum respeito por quem trabalha. A seguir à 2ª Guerra Mundial reconheceu-se a necessidade de respeitar os sindicatos e quem representava os vários sectores sociais, tendo em conta a dignidade da condição humana, assente nos princípios da Revolução Francesa, aliás direitos bem presente na nossa Constituição da República, que ainda nos vai salvando de ataques mais assanhados.
Mas agora torná-mo-nos os novos escravos, que em quase nenhum país do mundo já ninguém poderá estar imune.
No sistema económico de um mundo emergente que a nossa economia está incorporada, as empresas têm outras opções agora.  
As grandes empresas podem agora optar por limitar o número de trabalhadores que eles empregam pela mudança de milhões de empregos para países ainda mais pobres com mão-de-obra escrava como acontece no Bangladesh, China, Filipinas, etc, realizando lucros obscenos a troco de um dólar ou pouco mais por dia.
Destrói-se países desenvolvidos, com níveis de desemprego alucinantes, obrigando o estado providência a suportar as desgraças dos novos pobres, levando-os ao nível da caridade e da solidariedade institucional e pessoal, como forma de garante de um limiar de sobrevivência.
Os mais pobres ajudam-se uns aos outros e os menos pobres são chamados a contribuir com impostos que já não suportam, sendo eles arrastados para a mesa da pobreza, nunca se atacando as grandes empresas criadoras de fortunas particulares, sempre com o argumento que é necessário baixar-lhe os impostos para as atrair para novos investimentos, que estas vão adiando à mediada que vão observando cada vez menor poder de compra, embolsando milhões, aliviados com os benefícios fiscais oferecidos.
Mesmo com todo este desenvolvimento tecnológico, as grandes empresas procuram sempre mais e mais lucro, apesar da necessidade de cada vez menor de mão-de-obra e dos lucros serem ainda mais aviltantes, tal é a imoralidade na falta de distribuição da riqueza criada.
Vivemos num período em que a tecnologia está a avançar num ritmo inimaginável, ao mesmo tempo em que se está a tornar mais barato a produção.
As novas leis laborais significam que vai tornar-se mais fácil para as empresas substituir trabalhadores com robôs e computadores, aumentando os lucros e produção, diminuindo salários, emprego e poder de compra.
Desta forma a economia vai perder milhões de empregos para a tecnologia nos próximos anos mesmo assim os horários de trabalho continuam a aumentar.
Tudo isto contribui para uma recessão cada vez mais severa, onde os direitos laborais serão sonegados e onde a tendência será baixar ainda mais os ordenados.
Isto conjugado, leva a uma recessão global porque as economias estão todas interdependentes sendo um declínio económico total.
O PIB dos países desenvolvidos modificou-se completamente, beneficiando outros países como os BRIC´s e não só. Desde a crise de 2001 até agora os EUA, viram o seu PIB reduzido de 31,8 por cento para 21,8 agora. Países como o nosso, Espanha, França, Itália, etc, endividaram-se com anos sucessivos de deficit Orçamental. Isto é o pronuncio de um colapso, para o qual certos países não estavam preparados.
Nestes países com esta perda de produção, acarreta despedimentos em massa, perdas de poder de compra e aumento da divida dos seus países. Resulta num empobrecimento global das pessoas e default dos seus países.
Por um lado a deslocalização da industria, a sua robotização e computação, levando a dramáticos números de desemprego e sem que sejam acautelados os lucros dessas empresas, nem aplicados os devidos impostos em função desses lucros aos seus donos, permitindo-se que o dinheiro circule sem freio entre diversos países e mercados e para paraísos fiscais, tudo isto faz com que as desigualdades se tornem aviltantes.
Vendo os dados comparativos do PIB desses países, chaga-se à triste conclusão que os países até que produzem, mas os ordenados são cada vez menores em comparação com os respectivos PIB´s. Por outro lado, cada vez se trabalha mais num completo contra-senso. Ganha-se menos e trabalha-se mais ou a tempo parcial mais mal pago ainda, quando deveria ser ao contrário.
Os jovens não conseguem emprego e os que conseguem são mal pagos, que não lhes possibilita a saída de casa dos pais, como acontece já desde os anos 90 no Japão, desde que ali se instalou a crise, passando a amontoar-se as famílias, como acontecia nos meados do século passado que se vivia em barracas junto às grandes cinturas industriais.
O desemprego será o novo flagelo da humanidade e as pessoas acorrerão de um lado para o outro atrás de qualquer trabalho, conforme aconteceu na grande depressão de 1929.
Entretanto os povos começam a revoltar-se, como na Grécia e sinais assustadores na França, contra os sistemas políticos, correndo-se o risco da radicalização, criando-se oportunidade de passarem uma esponja na história e regressarem os nacionalismos radicais e as perseguições raciais, acusando-se os emigrantes como se eles fossem os culpados da desgraça deste neoliberalismo desenfreado.
Em certos países como em Espanha criam-se leis para impedir manifestações com coimas pesadas para os organizadores tentando travar os protestos do povo, temendo-se as possíveis “primaveras/revoltas europeias” inevitáveis que se avizinham.
A par disto tudo, desde os anos 80 incentivou-se o recurso ao credito hipotecário, ao invés de se atacar os lucros dos novos milionários, criou-se apenas um emaranhado de sistema de cobranças de impostos que nos tolheu a par das dividas que fomos fazendo para satisfazer os nossos sonhos que eles nos ensinaram a criar e para os quais não temos agora dinheiro para pagar.
Quem sonhou demais, agora grande parte desempregados, cai na amargura da desgraça sem ter onde se amparar, perante a miséria dilacerante.
Sem se conseguir emprego, perdem-se casas, carros e dignidade, mesmo assim desesperadas algumas pessoas ainda recorrem a novos créditos, como única saída à falta de saída, cavando ainda mais o fosso para poder sobreviver.
Estamos a poucos passos da miséria total.
Basta esperar mais uns tempos.


Se nada for feito, claro!