domingo, 28 de setembro de 2014

PASSOS A CONTRA-PASSOS COM CAUTELA DE FORMA TECNO

O caso Passos Coelho, fez correr muita tinta e não acredito que a tinta se tenha acabado, por isso continuará. Espero bem em abono da verdade.

Os contra-passos e demora no esclarecimento do 1º Ministro no caso Tecnoforma, quer seja por falta de memória, que afinal acabou por se lembrar passado algum tempo no Parlamento, ou por espera de novos desenvolvimentos como o esclarecimento da Procuradoria Geral da República, de que o caso estava prescrito e não haveria qualquer procedimento judicial, por esse efeito, ou nunca se sabe a procura de soluções para dar uma resposta convincente, o que é certo é que o caso não  ficou devidamente esclarecido, pelo menos para mim. 
Se haverá mais alguma coisa para contar ou receio de ser contada, a suspeita fica no ar, com muito para ser melhor esclarecido.
Numa espécie de "gato escondido com o rabo de fora", vale a palavra do Sr. Primeiro Ministro, de que é uma pessoa remediada e que as contas dele não as mostra a ninguém. 
Pois  eu mostro as minhas, basta pedir.
Quanto à história de um tal Vasco, denunciante cobarde, que vale mais a sua palavra que a palavra de um 1º Ministro; ai vale mais uma denuncia mesmo cobarde que uma não denuncia. E acho mesmo que já é de muita coragem nos tempos que correm.
Talvez fosse altura de olhar em redor e tentar perceber a opinião deste povo acerca da seriedade dos políticos. 
Mas quanto à Tecnoforma, realmente ainda não consegui entender.
Aquilo era um projeto sério? 
Era um Mecenas? 
Mas ao que se diz, tinha contas “escondidas” num offshore e recebia dinheiros de petróleos de Cabinda. Hum. Só daí já perdeu da minha parte a seriedade, porque quem é sério não esconde contas assim, a meu ver.  
Criou-se um Centro Português para a Cooperação (CPP), em que os responsáveis de uma empresa eram ao mesmo tempo mecenas na outra (Tecnoforma) e funcionava tudo no mesmo edifício?
Que promiscua confusão?
Afinal eram coisas diferente mas estavam todos agarrados ao mesmo!
Passos Coelho presidia a uma empresa e recebia ajudas de custo da outra? Daí ele não se lembrar de tamanha confusão.
Que mecenato tão invulgar! Não será no mínimo estranho? 
Mas esse CPP para que servia?
Diz-se que foi criada para abrir uma universidade em Cabo Verde e abrir portas na cooperação com os PALOP, sacando fundos comunitários?
Estão a ver essa dos fundos como a coisa funciona!
Mas tudo foi criado para sacar fundos da UE? 
E Passos Coelho tinha essa função, facilitar a entrada desses fundos?
Já a história da criação da Tecnoforma, para ir buscar fundos comunitários, para a formação na história do aeródromos, onde andou José Relvas metido no meio da confusão, como tanto se falou, que benefícios deram ao País?
Que o CPP servia para receber dinheiros da Tecnoforma já se sabe; fala-se em um milhão por ano.
Mas com que finalidade Passos Coelho ajudou a fundar o CPP de onde diz que recebeu reembolso de despesas, enquanto deputado em exclusividade?
O que é certo é que ninguém sabe das contas do CPP nem da Tecnoforma, nem como foram pagas a Passos Coelho (a não ser acreditar na sua palavra), quer fosse em vencimentos ou em reembolsos enquanto deputado em exclusividade ou não.
E os outros mecenas do CPP, ninguém os conhece? Não aparece nem mais um nome a financiar aquilo? 
Que estranho!

Passos Coelho pode até conseguir travar isto e tudo ficar por aqui, não fico esclarecido.
Por uma questão de ética e transparência para esta democracia que cada vez está mais enevoada, onde já ninguém acredita nos senhores que comandam os destinos do país, exige-se clareza.
Senhor 1º. Ministro a mim não me convence e duvido que convença alguém que tenha sede de verdade.

Com a respostas dadas, a esconder-se debaixo das mantas bancárias, o streptease da tinta e as suspeitas vão continuar.
Quem tem complexos do corpo que tem arranja sempre desculpas para não ir à praia e parece-me que aqui é a mesma coisa, quando se escondem as contas...as tais gordorinhas!
Sr Primeiro Ministro faça lá um streep-dance dessas contas e acabe com as dúvidas para bem da credibilidade dos políticos, se é que ainda é possível!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Uma facada pelas COSTAs só porque é inSEGURO



É a americanização da política. Abrir o PS a simpatizantes, como que a querer dar algum elan a um partido onde os líderes já não convencem, tal é a falta de credibilidade dos políticos.

Quanto à estratégia de um com os pesos pesados do partido, quer do outro pelo peso que sentia nas federações distritais, o que é certo é que tiveram que ressuscitar os militantes mortos, pagando-lhes quotas com dinheiro vindo sabe-se lá donde. Mas mesmo assim a participação é desmotivante e já nem com simpatias nem com mortos lá vai.

Só falta ao PS fazer uma recolha de fundos à Americana, porque por aqui afinal os interesses económicos financiam os partidos do poder mas às escuras, como se divulgou agora no caso BES.
Mas quem são estes candidatos?
Costa foi o homem mais forte do Governo de Sócrates, que este decidiu empurrar para a Câmara de Lisboa, antes que lhe ofuscasse a liderança quando se sentiu ameaçado, convencido que o poder se perpetuaria no alto da sua arrogância.   
E Costa que não podia dizer que não, foi mas sem antes deixar o cunho da sua personalidade no MAI, correndo com um sindicalista da PSP de forma prepotente só porque disse que queria cortar a ponte e mandar o outro para o Quénia.
Costa é o sectário que empurra os funcionários que não são do partido para as Freguesias, fazendo uma reforma administrativa da Câmara, com ameaças que quem não aceitar vai para a rua. Tudo isso por telefone para não deixar rasto, segundo se diz. Primeiro a mobilidade e depois o despedimento.
Quanto a promessas de governo, Costa já não as faz, porque o povo está farto de falsas promessas, mas também porque não as pode fazer.
Ele sabe muito bem que a única coisa a que se pode propor é a mudança de um pormenor ou outro, de resto a politica vai ser a mesma. A asfixia social que temos assistido, com mais impostos, desemprego, precariedade e desprezo pelas pessoas.
António Costa,  soube-se resguardar, esperando pelo momento de assalto ao PS. Um camaleão da politica, que aparece agora com o argumento de que Seguro não foi uma verdadeira alternativa nas suas propostas e não soube ser oposição ao governo. No fundo que foi um líder fraco, sabendo nós que de certa medida concordava com as politicas do governo, mas não foi capaz de mostrar uma outra alternativa que não tinha, titubeando de tal forma que esteve quase a cair no engodo de Cavaco e aceitar ir para o Governo. 
Mas Seguro é assim mesmo, nunca se lhe viu uma verdadeira proposta para o país, a não ser o admitir que estava amarrado ao passado do partido e não renegava Sócrates pelo acordo firmado com o FMI e UE depois de falhar o pack 4.
Seguro só agora depois de ser “apanhado com as calças na mão”, após resultados eleitorais fracos e ver a sua liderança ameaçada é que veio prometer não subir impostos se for governo, mas pouco mais que promessas absurdas em desespero de causa porque mais nada tem a dizer.
Seguro refugia-se nas acusações a Costa de traição e de ter ficado à espera não avançando quando o PS estava mal.
Mas também sabemos que ele por ali andou pelos cantos, “calado como um rato” à espera que Sócrates caísse, sendo que a primeira coisa que fez mal Sócrates perdeu as eleições foi apresentar-se como candidato.
Lembram-se? Nem deu tempo a qualquer suspiro.
Costa a velha raposa, sabia bem que não era o momento e esperou até agora.
Mas ele tem o cunho do governo de Sócrates, que significa a continuidade das velhas politicas de Guterres que tanto se orgulhava. De ter colocado Portugal no Pelotão da frente, do Euro, tendo depois que abandonar o Governo que mais parecia um saco de lacraus, refugiando-se na ONU.

O PS é também agora um partido de novos tecnocratas mas do velho poder, onde se amontoam oportunistas e delapidadores do estado que de vez em quando saltam para os jornais e alguns se arrastam pelos tribunais, esquecendo os seus princípios ideológicos, já desde o tempo de Mário Soares que meteu o socialismo na gaveta, funcionando no principio e interesse dos mercados de capitais de meia dúzia de empresas que dominam o mundo, onde se arranjam uns tachos.

Enquanto se digladiam os dois, cresce a alternativa Marinho Pinto.
O populista e oportunista que se agarrou ao MTP para se lançar na politica e agora vai abandonar sem escrúpulos nem respeito a quem lhe abriu a porta. A esperança dos pouco esclarecidos que desencantados com estes políticos ali descarregaram a  sua revolta. Mas que já se prepara para criar um partido onde de certeza roubará votos ao esfrangalhado PS que sair deste duelo interno e à coligação do governo que concorrerá às eleições após esta mascarada abordagem aos distraídos neste ultimo período de governo, com alívios eleitoralistas e mais falsas promessas.

Um promete pouco ou nada em derradeiro desespero outro nem pouco apresenta, como se ninguém entendesse que as suas interiores promessas é a avidez e a glória do poder.
Quem governará no futuro?
Uma coligação do PS com uma espécie de partido “Livre”, que acabará por não ter condições de governabilidade, empurrando Costa para uma coligação alargada aos partidos agora no governo, ou então um grupo de tecnocratas desses partidos do arco da desgovernação com uma espécie de Durão Barroso a 1º. Ministro, à semelhança de outros governos criados como na Grécia ou  Itália.
Não sei quem vai ganhar com isto tudo, mas sei que quem perde somos todos nós, porque no fundo pouco ou nada muda.
Mudam as moscas. 

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

AS NOVAS MEDIDAS DO BCE

O BCE decidiu alterar as taxas diretoras para 0,05%, um nível de baixa record, nuca visto na Europa. A par disso o super Mário (assim batizado o presidente do BCE), anunciou um programa de compra de ativos supostamente no valor de 500.000.000 euros ou mesmo um bilião, a empresas particulares, especialmente bancos.

Imitando  as iniciativas tidas pelo FED (americano) designadas por Q.E. (compra de ativos)  que dessa forma estimulou a economia norte americana nos últimos tempos, atrasando a nova recessão, que entretanto já anunciou o abrandamento dessa compra e a subida das suas taxas de juro à medida que os seus dados económicos se tornam positivos, vem agora o BCE tentar resolver da mesma forma os problemas económicos que assolam a Europa.
Com uma perigosa deflação que está a chegar, com níveis estruturais de desemprego elevados, com uma moeda forte a reduzir as exportações, a União Europeia corre o risco de entrar novamente em recessão, com um alerta já da parte de Itália e  França, com dados do PIB negativos e mesmo com a Alemanha a dar mostras de desaceleração económica, o Super Mário teve que intervir de forma drástica que surpreendeu o mercado.
Desafiou os governantes a fazerem algo pondo-se já a possibilidade de novos défices orçamentais para os estados  poderem estimular a economia, que no caso de Portugal só agravará a dívida já ida em cerca de 132% do PIB, agravando os nossos problemas, mas com uma Alemanha que sempre esteve contra, adivinha-se grande discussão.
As medidas para com os bancos que ali depositem o seu dinheiro com taxas negativas de 0,2% é outra forma de obrigar os bancos a investir na economia real através de empréstimos às empresas para estimular a economia, para não perderem dinheiro nos seus depósitos ali colocados.
Há ainda o compromisso, de o BCE só comprar os ativos se os bancos aplicarem esse dinheiro da compra, emprestando às empresas para estimular a economia.
A medida parece ser inteligente, mas o certo é que já nos EUA as empresas começam a viver dificuldades de vendas, pois a procura interna não dá sinais de recuperação porque no essencial o poder de compra é cada vez menor, com salários cada vez mais baixos e mais degradados e as exportações já tropeçaram, conforme vai acontecer na Europa.
Imitando esse caminho caminho acabará por daqui a uns tempos e após este programa ser aplicado, o único efeito que vai surtir será uma subida do valor das ações e outros ativos perigosos em forma de bolha a par de outras bolhas provocadas com o dinheiro barato, como o caso do imobiliário, pois tendencialmente o dinheiro que sobrar no mercado será canalizado para esses mercados, conforme aconteceu nos EUA com uma valorização exorbitante, correndo o risco de a qualquer momento a bolha estoirar deixando muitos investidores pendurados com ativos que podem perder valor num ápice levando a uma crise ainda maior, conforme se anuncia.
Por outro lado com estas medidas que forçam a desvalorização do euro acabam por constranger o dólar que ao valorizar em relação à  nossa moeda provocando desequilíbrios na economia americana que arrasta a Europa e obrigará a novas medidas por parte deles para contrabalançar as dificuldades nas suas empresas exportadoras, adivinhando-se uma disputa entre moedas, nunca esquecendo as outras como as asiáticas.

Assim esta “pescadinha de rabo na boca” só surtirá  efeito durante esse período de tempo de intervenção do BCE, acabando por não trazer resultados duradouros, uma vez que por um lado as próprias empresas se vão retrair no investimento porque não vão ver baixar os seus stocks, devido a que no essencial a política destes países não passa pelo estimulo ao emprego, a não ser pelas políticas de salários mais baixos, como acontece entre nós e com a precarização laboral. 
Se a maioria dos países da Europa continuarem a apostar em salários cada vez mais baixos, tentando contrabalançar a concorrência asiática e também devido à sua debilidade orçamental, passando só pelo aconselhamento à Alemanha na subida dos seus salários para estimular a sua economia, porque está bem financeiramente, não será o suficiente para recuperar o resto da Europa. Até porque a Alemanha não mostra vontade de o fazer e além de que Merkel não vê com bons olhos, serem os alemães a suportar esta política do BCE, a não ser que realmente eles entrem em derrapagem por causa dos problemas relacionados com a Ucrânia e Rússia, que acabará por afetar a sua economia.
A acrescentar a tudo isto ainda se juntam os problemas dos Jiadistas do Levante na Síria e Iraque que os americanos andaram a armar e agora têm que combater, tal é a ameaça para o mundo, exigindo agora à NATO um esforço financeiro adicional para armamento no combate àqueles terroristas, vivendo numa crise de guerra que derrete o dinheiro em armamento deixando os outros problemas de lado. 
Mas não parecendo satisfeitos ainda anda um tal Durão Barroso a incendiar a Europa a mando sabe-se bem de quem, a querer empurrar-nos para uma guerra com os Russos que nós não podemos suportar, mas que poderá servir para depois do desbaste de uma guerra fazer renascer das cinzas um modelo económico que já deu o que tinha a dar e que eles sabem que é a derradeira solução para a crise que criaram. 
Mas isso paga-se com muitas vidas e muitas mas muitas desgraças.
Seria bem mais fácil pôr a economia a funcionar, numa espécie de “Robim dos Bosques”, tirando aos ricos para dar aos pobres, bastando dar-nos salários condignos para  a economia  funcionar. Porque de outra forma sejam quais forem os estímulos serão sempre para os mesmos.
E o carrossel não vai parar numa espécie de montanha russa, com medos atrás de medos e nós todos a berrar.   
Já agora! Você emprestava dinheiro a quem não tem condições de o poder pagar? 
Pense nisso, que é o que os banqueiros vão pensar.     

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

DEVAGAR SE VAI AO REGO

O Tribunal Constitucional, acabou de aprovar a nova lei que causa mais um saque nos bolsos dos polícias.
Os agentes da PSP e GNR vão passar a descontar mais 1% para os subsistemas de saúde, passando de 2,5 para 3,5%, quando já são lucrativos.
Após nos tempos do primeiro ministro Cavaco Silva se ter dado início a estes sucessivos aumentos nos descontos para a saúde das forças de segurança, agora assiste-se, não só ao assalto dos  vencimentos dos polícias, ou saúde que é óbvio, mas essencialmente uma espécie de "último round" a estes subsistemas de saúde.
Partindo do princípio que a saúde é um direito constitucional, por isso se pagam os impostos, a par do ensino, etc, hoje em dia pagamos cada vez mais e negam-nos mais ainda esses direitos, a ser o Estado um mero cobrador de impostos, esquecendo-se das suas obrigações.
Sabendo que as condições de penosidade e de prontidão dos polícias obriga a que se tenha um sistema de saúde conveniente a essas funções, assim tinha sido criado, por consciência desse desgaste na saúde, vêem agora estes governos a destruí-lo aos poucos.
Após suspeitas de mau controlo das despesas nas contas públicas que aconteceram por todo o lado, com a inoperância e complacência dos governos para com os que tanto beneficiaram com os mais diversos esquemas, criando-se generosas fortunas entre aqueles se ali se acoitaram, vêm agora os polícias e militares pagar também por isso com a sua saúde.
Os acordos e protocolos com as várias entidades, cada vez limitam mais as forças de segurança no acesso à saúde, de certa forma alarmante nas zonas interiores, que já não têm onde se socorrer, vem agora este aumento dar mais uma penada nos ordenados criando condições para a fuga deste ultrajante roubo no subsistema de saúde.
A partir de agora estão criadas as condições para que se permita que os polícias e militares optem por este subsistema de saúde caro e ineficiente ou por um sistema de saúde privado que aparentemente será mais barato, mas que permitirá criar condições para a destruição e eliminação destes subsistemas.
Os centros de saúde e hospitais públicos, são universais, e os polícias não hesitarão em trocar os seus sistemas de saúde, por um seguro para pouparem dinheiro, sabendo de antemão que ao público eles também têm direito porque para eles também pagam e complementam assim com o seguro de saúde particular, conforme lhes convier, depois de fazerem as suas contas.
O estado ficará com essas despesas maiores, que são doenças mais graves que o privado não tem “know how”, nem quer socorrer, além de que é oneroso para os seus lucros necessários, limitando-se a consultas, análises e pequenas cirurgias.
Depois empurram-nos para o público como já o fazem, aplicando garantias e cauções exorbitantes nos internamentos e cirurgias que não podemos pagar, aumentando ainda mais as custas para a saúde no Orçamento de Estado, e levando à debandada de pessoas desses subsistemas com perdas avultadas para o Estado e criando até mesmo condições para que eles sejam extintos o mais rápido possível.
Com estas medidas estão assim preparados para que sem alaridos e criticas, aos poucos se destrua o sistema de saúde de uns e de outros, beneficiando os privados.
Eles são mesmo espertos, em vez de serem eles a fazer ainda nos põem a nós a escolher.
Mais a mais os presidentes dos sindicatos já caíram no engodo e já defendem os sistemas de seguro privados, dando o primeiro ingénuo passo.

Só espero que não aconteça uma doença grave aos que defendem a mudança. 
Quero ver o privado a esvaziar-lhes a carteira e depois terem que recorrer ao público “se ainda houver".

quarta-feira, 23 de julho de 2014

VIVA A CIMEIRA DA CPLP


Começou hoje a Cimeira da CPLP.

A quebra do protocolo, já  marcou a cimeira, logo no início. O incidente deu-se quando oficialmente a Guiné Equatorial ainda não integrava a organização e já Teodoro Obiang, o oitavo governante mais rico do mundo (segundo a Forbes), já fazia parte da fotografia antes de pertencer à Organização, mas que já tinha sido decidido ao arrepio das intenções de Portugal.
A Guiné Equatorial foi aceite na CPLP por imposição aos nossos governantes impotentes e subjugados aos seus pares, que tanto devem aos direitos humanos.
Não gostámos mas pronto, a força dos países que tanto ajudámos humilhou os governantes de um Portugal fraco e debilitado perante os seus “irmãos”.

Recebidos ridiculamente com boas vindas em inglês expostas num cartaz de hotel onde decorreu a cimeira, assim vai ela decorrer, com a impotência de um país que já tanto deu ao mundo.
Camões não escreveu a sua epopeia para se assistir a esta humilhação.
Ai se eles conhecessem os Lusíadas!
Portugal, um país da Europa tinha que estar contra esta entrada de um dos políticos mais corrupto em África e no mundo.
O pior ditador de África, com 35 anos de opressão e o mais antigo no poder, tem um país com o maior índice de pobreza do mundo, mas vai passar a ser um país “irmão”, membro da CPLP e com plenos direitos.
Portugal fica mal na fotografia, fica mal para o resto do mundo civilizado, fica mal para os seus parceiros da UE.
Alem de termos sido isolados, fomos gozados na tomada de posse que deu a Guiné Equatorial como que  um “antes de o ser já o era”, quebrando todas as formalidades que os nossos representantes tiveram que engolir, na sua triste figura a que já nos habituaram.
Obiang, o sanguinário com cerca de 90%  do seu povo contra si, que ora fala o seu dialeto, ora tem que aprender o espanhol e o francês, parece agora querer torná-los poliglotas ao impor o português que nem ele sabe falar. Só por questões estratégicas, de aceitação internacional e para se perpetuar no poder com o seu filho que o sucederá como uma dinastia déspota e iluminada pelo seu nepotismo em pleno Sec. XXI .
Portugal vai ter que fechar os olhos a atrocidades contra os princípios democráticos e direitos humanos que sempre defendeu, isolado e subjugado a seus pares.
Portugal ainda não tem as portas fechadas dos outros países, mas a partir de hoje para lhe abrirem as portas será muito mais difícil, porque efectivamente passou a estar mais mal acompanhado, de quem é necessário desconfiar.
Sabemos que há muitas empresas portuguesas principalmente da construção civil que têm interesse na Guiné Equatorial. No petróleo também haverá interesses visto que aquele país é produtor de petróleo e passa a fazer parte do quarto maior grupo desses produtores.
Este nosso governo já nos chocou com as medidas políticas tomadas cá dentro, agora pasma-nos com esta aceitação de um estado pária ao lado de um outro narco-estado, mas que pelo menos fala português, só porque os interesses económicos e financeiros falam mais alto.
Só espero é que Portugal, pelo menos num outro governo tenha força suficiente para tentar fazer alguma coisa pelos direitos humanos violados naquele país e CPLP.
Pelo menos que se acabe com o canibalismo do déspota Obiang e com a pena de morte, para não nos envergonhar tanto.
 Porque agora sim, fazemos parte de um grupo de marginais e criminosos aos olhos do mundo civilizado.
Quando se luta por um mundo melhor, aparece Portugal a abraçar um submundo de vergonha para a humanidade.
Foi para isto que tanto lutámos pela autodeterminação daqueles povos, como Timor, que Xanana parece que já esqueceu?
Para agora e para nossa vergonha “como povo” aceitarmos isto?  
A Turquia e a Indonésia também chegaram a pedir para participar como observadores, parece que por questões económicas. E sendo assim vale tudo, menos falar português.
O dinheiro tudo pode mesmo sendo dinheiro sujo. E bem sujo ao que parece.

terça-feira, 15 de julho de 2014

ESPÍRITO SANTO, ONDE ESTÁ O DINHEIRO?

A pergunta que ninguém fez nem quer fazer ao que parece, é quem se abotoou com o dinheiro?
Afinal o BES dava chorudos lucros, patrocinava tudo e agora aparece assim arruinado?
Como é possível acontecer um estrago de tantos milhões só ao nível do BPN?
Alguém comeu o dinheiro ou o fez desaparecer para alguma conta offshore?
As notícias saem a conta gotas, como se ninguém quisesse falar sobre o assunto, parecendo tabu mesmo nos telejornais.
Os comentadores escusam-se a falar porque ao que parece a família é tão grande entre primos e afilhados que quase todos estão ligados a eles, por laços familiares ou outros negócios. Os políticos que deviam falar calam-se na cumplicidade e mesmo na administração.
Ao que parece o maceirão era grande e comiam todos por ali, claro que uns mais que outros, conforme se ajeitavam.
E no meio desta pocilga politiqueira, embrenhada em negócios podres em que sempre os altos cargos do BES estiveram metidos agora ninguém se atreve a falar.
Nem mesmo os fanfarrões dos banqueiros que tudo empurravam para o povo como o Sr. Ulrich do BPI com a sua celebre frase do “ai aguenta aguenta” referindo-se ao povo. Agora fala à porta fechada, fechando-se em copas à saída, sabendo-se apenas que ele refere o caso como que um abcesso, que eu espero bem que o povo não sinta a dor.
Neste esquema piramidal, numa espécie de Madoff à portuguesa, pelas contas assim por alto, a caixa já embolsou 300 milhões para os Espírito Santo. Com o nosso dinheiro mais uma vez, vindo do Orçamento donde saem os cortes a quem trabalha. 
Mas calma a Caixa dirigida pelos bem pagos por nós e iluminados gestores que o são, espelhado nos chorudos vencimentos, mais uma vez hipotecaram acções e imóveis daquele banco, como garantia. 
Mas onde é que eu já vi isto?
Lembram-se do Manuel Fino a ser patrocinado pela Caixa numa escandaleira assim?
A compra acho que 10% da Cimpor com hipoteca dessas acções à Caixa que depois teve que executar, carregando como prejuízo de mais de 60 milhões. Ou o caso do Joe Berardo que pagou com acções do BCP as garantias à Caixa (comprou 350 milhões em acções que agora não valem quase nada mesmo). Comprou as acções a 3,93 e agora valem aí uns 0,10 cêntimos.
Como aconteceu no BCP com o aumento de capital de 38 milhões em 2008 pagos com 31,4 milhões de acções hipotecadas na altura, que agora não valem quase nada, conforme acima referi com prejuízos de pelo menos 176 milhões.
Depois de despojado o BES, agora Ricardo Salgado, queria sacar também ao que parece mais 2,5 mil milhões à Caixa Geral de Depósitos, depois dos 300 mil perdidos no empréstimo da CGD ao ESI daquela família, que se prepara para falir.
Ninguém sabia de nada e o culpado até foi um tal Constâncio?
Agora que se foi embora tem as costas largas, não fosse tudo uma corja de amigos.
A culpa não será do sistema? Dos que se empanzinam no repasto da manjedoira, acoitando-se no estábulo dourado, os mamões vêm depois de bem refastelados dizer que afinal nem palha havia?  
A Rioforte do poderio económico da família Santo, que controla desde o sector bancário, à saúde, seguros, agricultura, turismo, imobiliário, energia e segurança, recebe da PT um "empréstimo" de cerca de 900 mil milhões que é cerca de metade da gestão de tesouraria daquela empresa, estando a fusão com a Oi em causa, com tudo muito escuro.
E o Banco da família que está sediado na Suíça, um banco gestor de fortunas que não paga aos seus clientes?
Que fizeram ao dinheiro?
Fala-se num total de mais de 6 mil milhões, é ou não uma vergonha?
E os depósitos dos portugueses que eles agora enrolam para não levantarem, ao menos "parece" que estão protegidos.
Tudo em silencio desde o Granadeiro ao Carlos Costa e aos “Espíritos Santos”, como num grupo de “amigos” para não dizer outras coisas.
As escolas e hospitais a encerrar, o país a definhar e eles impunes como se o único crime aqui fosse termos nós que pagar esta crise criada pela família Espírito Santo e outros, mas que ninguém sabem onde se meteu tanto dinheiro.
Seria luvas em investimentos como os sobreiros da Portucale? Ou as do mensalão? O Monte Branco? As PPP´s? Os Sawps? Os negócios dos submarinos com a Escom UK, do Grupo Espírito Santo, a transferir 19 milhões de euros para uma conta desconhecida no BES Cayman, do paraíso fiscal das ilhas Caimão. Nas suas várias empresas como a Opway construções, que ganha concessões sem ter um único andaime nem uma máquina ou trabalhador conhecido?
Foram os vários negócios com o Estado que arruinaram o BES? 
Foram os vários governantes que por ali passaram que misturaram tudo?
Foram as luvas a pagar ou os favores?
Foi a família a arrecadar e o Grupo Espírito Santo a empobrecer?
Houve um saque?
Digam-me por favor porque não entendo, como o grupo e um banco com tantos lucros aparece assim a dar mostras de falência!
Tantos lucros alto lá, porque afinal já não recorreram ao dinheiro da Troika porque já tinham as contas viciadas e não se podiam vasculhar, feitas com auditorias também elas marteladas por empresas duvidosas. 
Foi pedir ajuda à Caixa através de Passos Coelho, foi a Angola pedir Eduardo dos Santos e a fazer à pressa um aumento de capital de mais de 2 mil milhões.
Digam porque é que o Ricardo Salgado teve já relativo a 2011 que corrigir e fazer a sua declaração de IRS por três vezes?
Porque lhe deram uma prenda de 14 mil milhões que ele respondeu que “foi uma oferta em dinheiro de um construtor agradecido pelos conselhos do banqueiro…” 
A prenda do General Angolano e a história da construtora, do envio da José Guilherme para a Savoices, a sua sociedade offshore?
E o rombo de Álvaro Sobrinho no BES Angola, sem o rasto de 5,7 mil milhões, mais o empréstimo de 3 mil milhões perdidos, que agora pode falir às mãos de Eduardo dos Santos.
Ricardo Salgado e Amílcar Morais Pires, seu prometido sucessor, foram beneficiários de transferências de milhões de dólares do BES Angola (BESA) para duas sociedades com contas na Suíça.
No Expresso diz que, entre o final de 2009 e meados de 2011, as empresas Savoices (ligada a Morais Pires) e Allanite (ligada a Ricardo Salgado) terão recebido do BESA 27,3 milhões de dólares respectivamente 13,8 milhões e 13,5 milhões.
Diz o jornal ainda que as duas sociedades estão na lista de clientes da Akoya, empresa de gestão de fortunas ligada ao caso de branqueamento de capitais e fraude fiscal Monte Branco. Mas que Ricardo Salgado e Morais Pires não são arguidos no caso.
Tanto esquema e ninguém se importou?
Exorbitâncias tão claras e não deu um caso de polícia?
Tudo acabará em nada?
Tudo a mamar da mesma teta, a CGD que é de todos nós com imparidades e sucessivos aumentos de capital por causa dos mamões do costume.
Agora a família Espírito Santo, ESFG, vendeu 4,99% das acções a desconto de 30% (€0,34) 95 milhões, para não afundar mais as acções e para que só ganhe o comprador que financiou o ESFG para o aumento de capital. Agora vamos ver se a cotação não chega a esse nível, que a meu ver pode ultrapassar no aumento de capital, arrasando ainda mais o valor do BES.
E com isto os juros da nossa república a aumentar e as bolsas a tropeçar.
Tudo por causa de uns bons rapazes.
E a culpa foi para o contabilista do banco, diz o Ricardo Salgado.
Quero ver o que ainda está escondido e não se diz, e a ver se o banco se safa.