"TEORIAS DE RUA" vai ser um espaço onde procurarei abordar temas da sociedade, no seu geral, desde a politica nacional e internacional, sociedade no geral e com temas especificos, bem como assuntos mais "sui generis" como geo-politica desporto religião e porque não esoterismo.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
As lutas Setembristas dos Sindicatos da Polícia
terça-feira, 23 de agosto de 2011
POLÍCIAS VÃO À LUTA DESGARRADOS
Cada um olhando para o seu umbigo, os vários dirigentes sindicais perdem noção do sentido da razão, não percebendo a gravidade dos seus actos, na falta de esforço à união entre todos os Polícias.
Não enxergam que os Polícias vendo os sindicatos unidos, mudam de atitude e galvanizam-se lutando pelos seus direitos e razões, como é o caso da vergonha dos escalões do velho e novo Estatuto, entre outros.
Ou os Sindicatos ganham consciência disso ou quem perde são os Polícias.
Sem a união na luta dos vários sindicatos, nada será resolvido. No "cada um por si" não se conseguem vitórias, apenas dividir, pelo que urge uma decisão conjunta.
Este é o caminho.
Por isso vamos colocar de lado as quezílias, os ressentimentos, as estratégias menos claras, os oportunismos e partir para um objectivo comum, que tem a ver com os problemas reais dos polícias.
Quando isto acontecer vão ver a vontade dos polícias em lutar a sério.
Afinal é isso que se espera, mas só assim, unidos num único objectivo, portanto senhores Dirigentes dos vários Sindicatos, juntem-se nesta derradeira oportunidade e enrijeçam a luta. E não se esqueçam que os que não quiserem e não concordem terão vergonha de ficar fora.
Bem organizados, as coisas acontecem, porque acima de tudo esta é a hora de conciliar oposições e ultrapassar obstáculos, para vencer nas justas reivindicações.
É o momento de novos contactos entre sindicatos e alinhar estratégias conjuntas. Se assim for numa luta conjunta os Polícias verão aceites as suas justas pretensões, porque a união faz a força.
Mas pelo que vejo nos desenvolvimentos sindicais, não vão em bom caminho. Num “cada um puxa a brasa à sua sardinha”, dividem-se os Polícias, desmobilizando-os, ficando os Sindicatos convencidos de que assim é que se procede bem, não percebendo que todos eles perdem um pouco e os Policias perdem muito.
Dispensam-se a tomar decisões arriscadas mas não resolvendo coisa nenhuma.
Esta atitude pode tornar-se um problema para os Sindicatos. Ou “abrem os olhos” à realidade e se libertam dessa inconsciência, ou cada vez mais têm os polícias contra os Sindicatos.
Eu tinha que dizer isto, aos Polícias que gostam e aos Sindicalistas que não gostam, em jeito de alerta a tanta passividade de interesses.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
O que é uma Agência de Rating?
Será que os comerciantes vão fechar a porta, sem clientes? Irá ficar tudo pobre?
Vai virar tudo "lixo"?
segunda-feira, 18 de julho de 2011
DA DÍVIDA DA GRÉCIA AO CAOS
Começando na bancária devido à falta de crédito externo que estrangulará as nossas economias por falta de dinheiro.
A aplicação do ouro nos fundamentais da moeda recuando ao valor fiduciário e a discussão à volta de uma moeda única mundial como possivel solução.
Cada país no “salve-se quem puder”, devido à pressão dos eleitores, deixando cair o Euro.
Desculpem se me alonguei mas entusiasmo-me com a escrita e a leitura torna-se enfadonha.
terça-feira, 12 de julho de 2011
DO MILAGRE DAS ROSAS AO MILAGRE DOS LARANJAS

Ainda se lembra do milagre das rosas da Rainha Santa Isabel?
Quando El Rei D. Dinis lhe perguntou que levava escondido por baixo do manto, ela respondeu que eram rosas. Pois andava a distribuir pão aos pobres e ele temia que lhe fizesse gastos quando lhe faziam falta. Ela mostrou-lhe o regaço e o pão transformou-se em rosas. Esse é o milagre conhecido na nossa história de Portugal. Pois o Rei “lavrador” precisava de dinheiro para o inicio da indústria naval e dos descobrimentos e não se podia esbanjar dinheiro com pobres. Foi por isso que mandou construir o Pinhal de Leiria, lembram-se?
Será que alguém vai perguntar a Passos Coelho se vai ele dar esmolas aos pobres? Ou se vai fazer milagres?
Milagres não faz, só se o milagre da subtracção, nos impostos como o do subsídio de natal. Agora que vai dar esmolas aos pobres vai, já o disse e consta no programa do governo! Cortar nos vários subsídios e depois dedicar-se à caridade, para o povo se sentir eternamente agradecido. Estende a mão à caridade e se calhar ainda recebe uma vénia e um beijo na mão como no tempo das dinastias. Apesar de eu achar que para isso Paulo Portas tinha mais jeito; Mas preferiu os negócios estrangeiros e desta forma foge lá para fora onde não verá a miséria que vai por cá e assim ignorar a realidade e alimentar a ideia de ser um dia Primeiro-Ministro, visto não se ter querido chamuscar em nenhum ministério polémico e desta forma eliminar os seus potenciais concorrente no interior do partido e assim manter-se o politico com mais tempo nestas andanças, com as velhas promessas mas sem nada cumprido.
Cada politico gosta de fazer obras na sua época (a não ser a venda ao desbarato do que resta do País), Passos e Portas já não vão a tempo de fazer acções emblemáticas, como fez Cavaco Silva no Centro Cultural de Belém, à semelhança do D. João V o "Magnânimo", com grandes construções como Convento de Mafra e Aqueduto das Águas Livres.
O D. João V desbaratou o ouro das colónias em festanças, luxos e embaixadas exuberantes. Já Cavaco Silva, enquanto Primeiro-Ministro foi o responsável do desaparecimento de várias toneladas de ouro do Banco de Portugal que terão sido negligentemente aplicadas numa empresa americana falida, ficando o País a arder sem o ouro ali colocado. Mas não satisfeito ainda ajudou a criar o BPN. E nada! Estava tudo deslumbrado com as auto-estradas e os dinheiros de CEE de então, que ainda o levaram a Presidente.
Mas nessa altura só gastava quem tinha. Fizeram-se palacetes e solares por todo o lado. Nestes tempos os amigos do governo criaram bancos e hotéis. Os pobres tiveram acesso ao crédito fácil para sua desgraça e sonharam que um dia podiam ser ricos e vão acabar na miséria.
Mas isso quando eles já andarem amedrontados e vergonhosamente disfarçados de pobres e a lei já não os puder agarrar de prescrição.
Até lá ainda nos vão tirar tudo e mais alguma coisa que se lembrem.
Nesse altura vestirão a pele do cordeiro até tudo acalmar de novo.
É sempre assim.
domingo, 10 de julho de 2011
A porca da Moody's


Sabemos que um Euro forte tira o domínio aos EUA, que aquilo que neste momento sabe fazer é guerras para criar instabilidades, vendendo depois as armas e exportando Dólares e dívida pública para lhes comprarem essas armas. Um círculo vicioso.
Sabemos que as guerras no médio oriente se fizeram também por causa do Euro que ameaçava o domínio da moeda americana essencialmente na troca de petróleo com a Europa.
Sabemos também que a crise do sub-prime, não recompõe a economia americana e mais que isso, abalou essencialmente países europeus enganados com produtos financeiros “gato por lebre”, acarretando muitos prejuízos na Europa.
Também sabemos que estrategicamente se os EUA tentam recompor-se à custa de esquemas especulativos e ataques sucessivos a países mais vulneráveis da Europa de forma a destruir a zona euro e fazer também a Europa pagar os prejuízos das guerras americanas como no Iraque e Afeganistão.
Há quem diga que é a vingança americana sobre a Europa. Eu acredito mais que este modelo económico está a estrangular-se e que todos os movimentos que se façam a favor ou contra seja quem for só acelera esse processo.
Agora acusar a Moody´s da culpa disto tudo que nos está a acontecer? Que somos lixo!
Esta agência apenas é um dos muitos instrumentos americanos que controlam o sistema, tentando governar-se num salve-se quem puder.
E quando nos avaliaram a níveis elevados e faziam referencia às suas avaliações de muito credibilizadas e que tínhamos que aprender como funcionavam essas empresas, num blá, blá blá.
As agências de rating trabalham em função de expectativas económicas, fazendo claro, outlook’s e analises dando tendências aos mercados. São uma espécie de farol, muitas vezes cheios trapaças e engodos onde os pequenos acabam por cair com avultadas perdas.
Já a congénere Standard & poor's, afastou-se da posição da Moody’s, porque não quer sofrer das mesmas represálias e beneficiar com isto tudo, conquistando mais mercado, mesmo correndo o risco de fazer más avaliações.
As agências de rating ao mesmo tempo que aconselham não podem fazer avaliações, previsões e certificações, porque isso é altamente promíscuo. Uma agência de notação financeira ou rating, ser investidora e ao mesmo tempo certificar o rating num negócio em que está envolvida, logo perde a credibilidade.
Mas só viram isso agora?
Estas agências foram responsáveis pelas falsas avaliações nos EUA em empresas como a ”Enron” na crise de 2001 ou em 2008 na crise do subprime como a Lehman and brother.
Agora querem criar uma nova agências europeia! Para quê? Para que digam o que eles querem? Afinal somos todos iguais? O melhor é acabar com elas todas!
Estas empresas ao avaliarem os activos europeus em baixo sustentam o dólar e a economia americana destruindo a europeia e descredibilizando o euro.
Bem, eles já ameaçaram os americanos de lhe baixar o rating, vamos ver! Já ontem era tarde.
É sabido também que a forma como está escalonada a divida portuguesa não é previsível conseguir-se pagar, por isso ela devia ser renegociada antes que aconteça a desgraça como na Grécia e depois veremos que afinal a Mody’s tinha razão.
A agravar tudo isto apesar do aperto de cinto, a nossa economia estará sempre em défices orçamentais sucessivos por isso nunca terão salvação. Sabíamos que com deficits sempre a aumentar acabaria por dar nisto, mas agora com juros tão altos acabamos por ruir mais depressa.
Deu-se o fenómeno da globalização, onde as desigualdades tão evidentes o fizeram acontecer. É lógico que se torna impossível competir com a mão-de-obra como a chinesa e sua moeda, quando por cima temos grandes diferenças a nível de direitos laborais. Só pode dar em perdas e muitas infelizmente!
Como é possível também no mundo ocidental gerir empresas que a cada trimestre se tem que apresentar resultados sempre melhores que os anteriores. Claro está que à custa do trabalhador, das deslocalização, do comprador e à custa de benefícios fiscais, que acabam por sobrecarregar em impostos a quem trabalha, mirrando mais a economia numa espiral sem fim.
Agora chamam-lhe aves de rapina, mas o capital não é assim que funciona? Ou querem agora pô-lo em causa, depois de tanto o apregoarem?
Foi em nome disto que os mercados cresceram e acreditaram, a liberalização da economia.
Ai morrem, morrem! Mas ainda vai haver muita porca para morrer, vão ver a matança que para aí vem!
segunda-feira, 4 de julho de 2011
José António Saraiva, o Marciano!

É Sabido que avistaram óvnis por Inglaterra a semana passada, mas o verdadeiro marciano foi deixado aqui. E ocupou um lugar de destaque na sociedade portuguesa. Ele como muitos comentadores de “interesses” o director do Jornal “Sol” é um como sempre achei que devia ser, de outro mundo. Agora entendo a razão do nome do jornal, mas se calhar é o outro Sol, o Sol de Marte? Quem sabe!
Diz angelicalmente no jornal do qual é director e convido desde já a ler, não vão pensar que eu é que sou doutro planeta, em, http://sol.sapo.pt/inicio/Opiniao/interior.aspx?content_id=22108&opiniao=Pol%EDtica%20a%20S%E9rio.
“Os pobres não podem mais ser sobrecarregados”, mas continuam a ser e ele não vê isso nas medidas dos sucessivos governos. “Tem de ser pois a classe média a pagar a crise.” -Mas essa classe ainda existe?
“As empresas têm de ser aliviadas, porque criam emprego” -Concordo mas que não “puxe a brasa à sua sardinha”.
“A esquerda está sempre a falar nas grandes fortunas, na banca, nos lucros das grandes empresas – como se aí estivesse a salvação do país.” -A salvação do País afinal está na aplicação de impostos a quem já não pode mais que são os pobres trabalhadores?
“ Os patrões já não são aqueles seres ignóbeis e gordos que apareciam nas caricaturas e que só se preocupavam em encher os bolsos e enriquecer à custa do trabalho dos explorados.” -Ora aqui está uma afronta a quem trabalha, que sabe o que mudou, foi que agora os patrões são frequentadores de “health club’s” e se preocupam essencialmente com a aparência além de fazer fortuna em “offshores”, são na sua essência corruptos.
“Esse tempo, se chegou a existir, passou”; Mais um que daqui a pouco está a dizer que o Holocausto não existiu.
“Os empresários são quase sempre pessoas que subiram a pulso, que trabalharam no duro, que tiveram a coragem de arriscar e investir, que criam emprego, que sofrem quando se aproxima o dia de pagar aos trabalhadores e aos fornecedores.” -Pois, recebem apoios e subsídios ao investimento dos amigos do Governo, que exploram o dito “colaborador” até ao tutano, fecham empresas sem querer saber se os trabalhadores têm dinheiro para comer e fogem como toupeiras. Ai sofrem… sofrem! eu até já vi o Belmiro e o Amorim a chorar, coitados! Mas se calhar foi dor de pulso por tantos murros nas secretárias a mandar cortar nos empregos que é o que eles querem; mão-de-obra barata e lucros fabulosos.
“É esta gente que cria riqueza” -Nós vemos isso, pena é que não nos toque nada aos pobres!
“Significa isto que, quanto mais lucros as empresas tiverem, mais rendimentos terá o Estado. Mas para as empresas terem lucros terão de ser aliviadas de diversos encargos. O que uma empresa paga hoje por um trabalhador, além do que este recebe, é uma enormidade. Para o leitor ter uma ideia, numa empresa como o SOL, por cada empregado que leva para casa 1.390 euros, a empresa tem de desembolsar 2.300. Ora, com este regime, quem é que quer investir e contratar gente?”
-Falavam em vinda da “Besta” e seus acólitos, será este um deles? Ou é só mais um a pensar à patrão, que só vê o lucro e se está nas tintas para o Estado e seus deveres sociais?
“facilitar a vida aos que investem.” -Pois não podia ser outro pensamento o desta criatura.
“Sucede que na classe média há muita gente que pode gastar metade do dinheiro que hoje gasta e fazer quase a mesma vida.” -Sim se não estivessem com a corda na garganta com os juros das dívidas a subir.
-Olhem só o que por aí vem mais a seguir.
“Na classe média esbanjam-se dinheiro e recursos de uma forma às vezes chocante. Nos restaurantes desperdiça-se comida.” -Quais restaurantes? A classe média já só vai aos centros comerciais onde há "fast food" e pratos a €5 para fingir que vão almoçar fora. O resto vai às misericórdias e à caritas mendigar comida.
“Nos mais pequenos pormenores é possível poupar. Um dia destes, com o café, trouxeram-me um pacote de açúcar branco, outro de açúcar escuro, outro de adoçante e um pau de canela! Eu só usei parte de um dos pacotes de açúcar e tudo o resto foi para o lixo.” -Isso pensa ele, que vai para o lixo, pergunte a quem lá trabalha? Pois ele não fala com essa gente! Nem disse quanto pagou pelo café assim servido.
“Ainda no campo da alimentação, mas noutra vertente, há que dizer que em muitos casos não existe motivo para consumir produtos estrangeiros, pois há produtos nacionais equivalentes. Por que se bebe água Vittel, Vichy ou Voss, e não água do Luso, do Vimeiro, das Pedras ou do Castelo?” -Mais um patriota a pensar que nos supermercados que ele não frequenta se compram produtos nacionais. Vá ver os rótulos! Vem tudo de fora porque é mais barato. Que os produtos nacionais já são considerados produtos “gourmet” de alta selecção e só para os ricos que é quem pode. Os pobres comem produtos cheios de insecticidas, fosfatos e venenos, criados à força e sem qualidade nenhuma que só arranjam doenças”. Vittel, Vichy ou Voss”, mas isto è água? Nunca ouvi falar! Eu não digo que é Marciano? Eu nem agua do “Luso” bebo que é cara. Ele deve pensar que os portugueses não bebem água da torneira carregada de cloro, claro está! Santo Senhor.
“É possível beber um óptimo vinho português cinco vezes mais barato do que um vinho francês. E nas ocasiões festivas por que não optar por um honesto espumante Raposeira ou Cabriz em vez de champanhe Cristal ou Moët & Chandon?” -Deste ultimo já ouvi falar, agora beber bebo vinho em “pack” que é barato e quando posso.
“E nos vícios como o tabaco…” -Deixei de gastar dinheiro nisso que foi o melhor remédio, o dinheiro não estica.
“Finalmente, quando vamos ao supermercado ou à praça, há que ter em mente que sai mais barato e é mais saudável comprar legumes e fruta de origem nacional, e na respectiva época, do que produtos estrangeiros.” -Lá está ele! já alguma vez foi ao supermercado ver como é fazer compras? Se foi, não deve ter sido nestes últimos tempos com tudo a aumentar e se foi, foi ao supermercado do “el corte inglês” que dizem que aí há muita variedade, mas tudo caro! Para ricos.
“Estes princípios aplicam-se também ao vestuário. Se em lugar de um fato Hugo Boss ou Armani comprarmos um Dielmar ou Do Homem, ficaremos igualmente bem servidos e o preço será metade ou um terço". -"Dielmar" é mais barato? Mas um colega meu diz que a mãe dele trabalha lá e que por sinal ganha o ordenado mínimo, mas que os fatos custam quase mil euros, quanto custarão os "Armani" então? Não nego que já comprei um fatito ou dois mas é marca “in extenso” do Hipermercado que me fica pelos módicos 60 a 70 euros e já é uma festa, além de achar que faço um figurão, quando tem que ser.
“80 contos”, -Custaram-lhe uns sapatos no tempo do escudo? Uns três meses de ordenado mínimo nessa altura! E depois comia sapatos? Como digo, é Marciano!
“não fazer férias no estrangeiro, evitando ainda por cima aqueles horríveis tempos mortos nos aeroportos e o risco da perda de bagagens. Faça férias cá dentro” -Pois se tiver um irmão ou um tio em Lisboa aproveito para fazer férias, aliás foi assim que vim a 1ª vez a Lisboa. Para casa da minha irmã. Ainda me lembro da água fria que eu não contava nem as ondas e marés que eu não conhecia. Na coragem de tentar entrar na frieza da água, demorei muito e quando voltei as ondas tinham-me arrastado a toalha e a roupita. Inocências de um provinciano que nunca tinha visto o mar. Mas ainda há por aí muitos por esse interior que nunca viram o mar nem sabem o que é férias mas vão pagar esta crise sem nunca terem andado de avião.
“A propósito de carro, por que não escolher sempre um modelo abaixo daquele que ‘normalmente’ iríamos comprar. Em vez de um Mercedes E, um Mercedes C; em vez de um Audi 6, um Audi 4;” -Esta tem piada, nem merece comentários ao Marciano, porque é uma afronta.
“Se formos para o hotel, por que não experimentar um de três ou quatro estrelas em vez de escolher às cegas um de cinco?” -Oh senhor, abra os olhos para a realidade, seu cegueta! Nem sabíamos usar essas mariquices, nós não sabemos o que é o luxo!
“E, se teimarmos em ir de avião, não custará nada viajar em turística em vez de 1.ª ou Executiva, pelo menos nos voos de duração inferior a três horas. Chega-se ao mesmo tempo e paga-se metade.” -Eheheh, um verdadeiro tratado de riso este artigo, perdoem-me a onomatopeia.
E por aí continua mas já sabe que pode ir ao link e aproveitar para se rir e esquecer dívidas e desgraças com este artigo patético, que manda poupar em muita coisa mas não manda poupar no seu pasquim, que nós pobres não temos dinheiro para comprar.
Bem haja quem se lembrou de alertar sobre isto senão não tinha lido tamanha barbaridade intelectual.
Como é possível tanta bacorada junta, definitivamente ele não é deste mundo.
Parece que este senhor não sabe que a classe média já não existe em Portugal. Tenha juízo e venha um dia dar uma volta comigo que eu mostro-lhe a realidade do nosso País e não brinque à classe média que isso já é uma miragem.
-E o artigo dele termina assim "Como vê, a crise pode contribuir para vivermos melhor – com menos. Não é necessariamente um problema – é uma grande oportunidade para mudarmos alguns hábitos." -A crise não é um problema é uma oportunidade para vivermos melhor? Afinal viva a crise e a fome segundo o Marciano! Até é melhor...
Vá ler sff

