Espanha falhou ontem a colocação de divida num leilão, com
apenas 74% do pretendido e a juros mais altos. Arrastou os juros da dívida da Itália
e só não acontece com Portugal, porque o BCE com a politica de empréstimo
de dinheiro (injecção de liquidez) a juros baixíssimos para compra de divida portuguesa, garante aos investidores lucros chorudos porque se financiam com dinheiro
do Banco Central para comprar divida portuguesa que lhe dá lucros avultados sem
correr grandes riscos, porque o dinheiro lhe é emprestado para artificialmente
manter a colocação da dívida portuguesa a juros mais baixos e desta forma
acalma os ânimos especulativos. E se um dia a coisa correr mal, eles recapitalizam
novamente os bancos e o povo que pague, como foi até aqui. Por isso vistas as coisas parece um negócio garantido. Vamos
lá ver se será bem assim.
Em Portugal há bancos que inteligentemente não compraram
divida Grega e já não estão comprar a portuguesa.
O que é certo é que quando eles andavam a anunciar que a
Europa tinha passado por um grande susto e já estava praticamente equilibrada,
conforme afirmou o nosso “Gasparzinho”, homem muito estimado na alta finança
mundial, vem agora a Espanha a pregar mais um susto.
Até parece que não era esperado!
Com a Espanha em grandes dificuldades e com previsão da divida
a 80% do PIB, bem longe dos 60% recomendado, com Portugal já nos 107% a 13% de
ser considerado falido (os 120%) se nada for feito (como na Grécia que atingiu mais
de165%) e com outros países a seguir este caminho nada de bom nos augura. Até
porque não haverá dinheiro para socorrer tanta aflição.
Mas eles é que são os sabichões!
A economia Americana precisa de mais um “Quantitive Easing” (QE 3), que nesta ultima reunião, Ben Bernank recusou, levando os mercados a um primeiro sinal de afundanço que se confirmará nos próximos tempos mal faça um duplo ou triplo topo deste ultimo rally de subida que durou desde a crise do “subprime” e que agora se iniciará na maior onda de “bear market” da história que atirará os mercados americanos para valores jamais vistos com o S & P a chegar a cerca de 850 pontos, para não falar dos outros mercados.
A desvalorização do Euro que sofreu a maior
quebra dos últimos tempos, nestes dois meses, foi já motivo de preocupação
do Brasil, manifestado por Dilma Russef e o mesmo com a China à beira da recessão
por diminuição de produção e consequentes exportações e credora do Ocidente.
Os Juros da divida pública a 10 anos quase tocaram a 18% em
Janeiro em Portugal. Um ano depois da intervenção da TROIKA, continuamos a ter
o PIB a diminuir, com reformas destruidoras do tecido produtivo nacional, com o desemprego
a disparar e todo um país mais desequilibrado, com redução de salários, aumento
de impostos, corte nos subsídios (13º e 14º mês), e genericamente a falência da
economia desde as famílias às empresas, a precisar de uma nova renegociação
conforme a Grécia. Só falta disparar a inflação.
Grécia esta, que ontem teve mais um novo ponto alto, com o
reformado que se suicidou carregado de dívidas recusando viver uma vida de
mendigo, incendiando ainda mais os ânimos naquele povo que já vêm o homem como
um mártir.
Vamos ver até onde vai agora a Espanha e depois Itália e
outros países que se seguirão, mas com certeza que isso a acontecer… adeus
Europa, não há dinheiro que aguente.
Vão lá passar a Páscoa e que o Senhor vos acompanhe. Apesar
de que nesta ressurreição vamos perguntar muitas vezes por onde anda Deus… cada
vez mais ausente. E até lá para o Natal acho que nos vai abandonar mesmo. Quem
sabe se aí não nasce um Jesus Cristo novo, a ver se salva esta humanidade, que
bem precisa.
Ah! sempre ouvi dizer que Deus não quer nada com dinheiros. Sendo
assim será a falência total, da Banca e do dinheiro!
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