quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Irlanda à beira da bancarrota


Hoje no dia em que Portugal ultrapassou os 7% nos juros de emissão de dívida pública, sabe-se também que a Grécia não vai conseguir atingir as metas do seu orçamento que era de 7,8 fugindo para muito mais de 9% do PIB. Grécia que já pediu apoio ao Fundo de Estabilização Europeu e ao FMI, mas que continua cheia de buracos nas contas. Assim como Portugal, como é o caso das parcerias público-privadas, entre outros.
Sinceramente sinto que não será possível sair desta, pelo menos só à conta de quem trabalha, como tem sido o caso. Como se consegue baixar o défice com 7% de juros (por enquanto) da divida pública. Sim são mais estes aproximados 7%, claro que por enquanto será menos um pouco, mas também virá a aumentar, visto que a Grécia já vai nos 11%. Juntem-lhe agora os compromissos das Auto-Estradas com cada vez menos carros a circular, etc. Isto são dois pequenos exemplos, que afinal são é grandes demais para arruinar o país.
Mas falemos da Irlanda, que está quase falida. A pagar juros recorde agora arrisca-se a ver alguns bancos falidos e o Pais sem Capital para os segurar, já. E ainda a procissão nem chegou ao adro! O governo garantiu que não haveria mais surpresas e que todos os buracos estavam identificados, mas foi necessário tapar mais buracos e gastar mais dinheiro, mas afinal a surpresa maior ainda estava para vir. Depois de se terem arrastado quase à beira da falência pelas más opções no sub-prime e imobiliário comercial, agora chegou a vez dos empréstimos à habitação. (Lembrei-me logo de Portugal, o grande tombo que nos espera). Calcula-se que uma em cada quatro casas compradas nessa altura da bolha especulativa valha menos do que aquilo que o proprietário ainda tem de pagar ao banco. Com o desemprego a disparar, faz com que o malparado esteja a aumentar a um nível assustador ameaçando a falência dos bancos. (Eu bem disse que era má altura para comprar casas há uns dez anos a esta parte, mas ninguém me ouviu, claro!)
Quando as pessoas deixarem de pagar as suas casinhas, já não vai haver dinheiro para salvar nada.
Onde é que eu já vaticinei isto há uns tempos? Deve ter sido num desses meus artigos. Pois ninguém se lembra, mas eu escrevi sobre a falência dos Estados Soberanos. Com o tempo lá chegaremos.

A ver vamos! Como diz o outro.

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